sexta-feira, março 21, 2014

Companhia Industrial de Monapo escraviza trabalhadores

Funcionários da Companhia Industrial de Monapo, na província de Nampula, acusam o gestor da firma, Issufo Abdul Remane, de estar a protagonizar desmandos na empresa em prejuízo da massa laboral. Segundo contaram ao @Verdade, os trabalhadores não beneficiam de nenhuma regalia, e sofrem maus-tratos, entre outras irregularidades a que estes se encontram votados.
Aburaque Nunes, de 43 anos de idade, é operário da Companhia Industrial de Monapo desde 1988. Ele contou- nos que no ano de 2002, a empresa fechou e os trabalhadores foram indemnizados. No ano seguinte, isto é, em 2003, ele e outros colegas foram contratados pelos novos gestores da firma (grupo NUTASA).

Depenar patos

@Verdade EDITORIAL
Nos últimos dias, a promiscuidade político-partidária voltou a dar que falar, a qual – sob a capa de “Presidência Aberta” – desenvolve uma pornográfica descabida e vergonhosa delapidação do erário. Os protagonistas deste atropelo à ética e à decência que só os órgãos eleitorais não enxergam são os de sempre. Eles foram vistos na tentativa de fraude em Quelimane a semear pranto e a ranger os dentes na cidade da Beira. Foram os promotores da fraude do Gurúè e da escandaleira de Nampula. São, diga-se, batoteiros profissionais.

MDM denuncia "graves irregularidades" no recenseamento no centro de Moçambique

O Movimento Democrático de Moçambique (MDM), terceira força parlamentar, denunciou "graves irregularidades no processo de recenseamento em Manica, centro de Moçambique para as eleições gerais de 15 de Outubro.
Moisés Chinene, chefe da brigada central do MDM para Manica, disse que várias brigadas de recenseamento eleitoral ainda não funcionam, outras estão paralisadas e, ou a mover-se num raio superior a cinco quilómetros, além da falta de educadores cívicos nos distritos de Manica, Gondola, Guro e Macossa.

PGR transfere procuradora que processou candidato da Frelimo por corrupção

Para confins de Cabo Delgado

Volvidos seis meses depois de a procuradora do distrito de Moatize, Ivânia Mussagy, ter ordenado a detenção do candidato do partido Frelimo, Carlos Portimão, apanhado em flagrante delito a tentar subornar a própria procuradora, eis que a Procuradoria-Geral da República (PGR) decidiu jogar a favor da corrupção. O CanalMoz soube de fontes da PGR central que a procuradora Ivânia Mussagy será transferida para os confins da província de Cabo Delgado, mais concretamente no distrito de Chiúre. Ao que apurámos a procuradora já tem em mão a guia de transferência.

Oposição exige demissão de Zuma por desvio de 23 milhões de USD

A oposição sul-africana está a exigir a demissão de Jacob Zuma, porque se descobriu que o presidente gastou 23 milhões de dólares do erário público em obras numa propriedade que tem no campo.
O relatório publicado anteontem pela protectora do povo, Thuli Madonsela, acusa Zuma de “conduta imprópria” e exige que devolva na íntegra a verba que gastou para construir uma piscina, um anfiteatro, um centro para visitas, um curral e uma área para aves de capoeira, na sua quinta.

“Não compete à CNE fiscalizar as actividades dos partidos”

A Comissão Nacional de Eleições (CNE) destramatiza a pré-campanha de Filipe Nyusi e diz que ainda não existem, legalmente, candidatos presidenciais.
 “Não vejo o porquê deste debate porque, pessoalmente, penso que, como ainda não existe nenhuma decisão do Conselho Constitucional que indique quem são os candidatos presidenciais, ainda não os temos oficialmente na República de Moçambique. Temos, sim, cidadãos que fazem as suas actividades políticas”, afirmou Abdul Carimo, líder da CNE.
Carimo acrescenta que não há espaço para o comentário deste órgão. “Existe um processo que deve passar pelo Conselho Constitucional e, antes disso, não comentamos a apresentação de um ou de outro partido sobre aqueles que devem ser os seus candidatos às eleições presidenciais”, disse.
Fonte. O País - 21.03.2014

Reflectindo: Acima de tudo, o senhor Abdul Carimo reconhece que isto é actividade partidária e não do Estado.

As Contradições de Armando Guebuza

 “Tenho a obrigação de explicar, claramente e à luz do dia, ao povo moçambicano quem é que me vai substituir”, reiterou Armando Emílio Guebuza. In O país (aqui)
  • Guebuza ainda que como Presidente da República tem a obrigação de quê? Consta isso na que ele disse na Constituição da República de Moçambique?
  •  É ele, ainda na qualidade de Presidente da República quem indica quem vai lhe substituir? Já não será no sufrágio de 15 de Outubro?
  • Afinal não é o povo, através do seu voto, que explica claramente quem vai substituir a Armando Guebuza na Presidência da República? 
  • Quem paga a presenca de Filipe Nyussi nas presidências custeadas pelo Estado? 

Reembolso dos 7 milhões quase nulo no Niassa

A província do Niassa recebeu do Governo central 922,5 milhões de meticais, entre 2006 e 2013, referentes ao Fundo de Desenvolvimento Distrital (FDD), vulgo “sete milhões”.

Deste montante, os mutuários apenas reembolsaram 48,5 milhões de meticais, uma soma que corresponde a cinco por cento, segundo o Governador daquela província, David Marizane.

Mesmo com as taxas de juro simbólicas cobradas, os beneficiários continuam a não cumprir com as suas obrigações. O Executivo pretendia que um maior número de moçambicanos beneficiasse do fundo, a partir do dinheiro reembolsado.

quinta-feira, março 20, 2014

Parlamento (parece) alheio aos casos de violação das mulheres e crianças

Quase que diariamente, são reportados casos de crianças e ou mulheres que são violadas sexualmente, na sua maioria, por pessoas conhecidas ou com ligações próximas às suas famílias. São situações que chocam a sociedade, que pede penas severas para os culpados. Porém, os que pensavam que os deputados tinham o mesmo sentimento e opinião viram as suas expectativas goradas quando o Parlamento aprovou, na generalidade, a proposta de revisão do Código Penal, deixando passar alguns artigos que só favorecem o violador, ao invés de o punirem. E para justificar o descaso, os mandatários do povo dizem que o instrumento ainda vai à discussão na especialidade, onde “tudo” será sanado. Ler mais (@Verdade)

Empossado novo edil do Gurúè

Tomou posse na manhã desta quinta-feira (20) o novo edil da cidade de Gurúè, Orlando Janeiro, candidato do Movimento Democrático de Moçambique eleito no escrutínio do dia 8 de Fevereiro último, depois da anulação da eleição de 20 de Novembro pelo Conselho Constitucional, que alegou ter detectado diversas irregularidades durante o processo de contagem de votos.

Manifestação marca rejeição à proposta de novo Código Penal em Moçambique

Organizações da sociedade civil moçambicana exigem que o Parlamento não aprove a atual proposta de revisão do código penal. Protesto aconteceu nas ruas de Maputo.

Os manifestantes consideram que o novo projeto de lei fere os direitos das mulheres, das raparigas e das crianças.


O documento foi aprovado já na generalidade pelos parlamentares moçambicanos em Dezembro último e prossegue o debate para a sua aprovação na especialidade.


A manifestação desta quinta-feira (20/3) contou 25 organizações da sociedade civil. Foi realizada uma marcha até o Parlamento, onde os ativistas apresentaram uma petição visando pressionar aquele órgão a não aprovar a atual proposta de revisão do Código Penal.

Sequestradores fizeram 44 vítimas em todo o país

A Ministra da Justiça, Benvinda Levi revelou que os sequestradores fizeram 44 vítimas um pouco por todo o país, um fenómeno que acontece de forma estranha, tendo como principais vítimas moçambicanos de origem asiática, mas também europeus.
Segundo ela, dos 44 casos registados em 2013, 31 ocorreram na cidade capital, nove na cidade da Matola, três na cidade da Beira e a cidade nortenha de Nampula registou um caso. Ler mais (O País)

Polícia é mais hostil em zonas de influência da oposição

A Polícia da República de Moçambique durante os pleitos eleitorais é mais violenta em zonas onde os partidos da oposição têm maiores probabilidades de ganhar, como aconteceu nas eleições autárquicas de 20 de Novembro passado, durante as quais a actuação dos agentes da Lei e Ordem resultou na morte de alguns cidadãos e no ferimento de outros, principalmente nos municípios de Quelimane e Mocuba.
Esta é a percepção de João Duarte de Carvalho, ministro conselheiro da União Europeia em Moçambique, que falava esta quinta-feira (20), na cidade de Maputo, durante a reunião de balanço das quartas eleições autárquicas, que contou com a presença do presidente da Comissão Nacional de Eleições, Abdul Carimo.

Desmandos no Tribunal Administrativo da província de Nampula

Um grupo de trabalhadores do Tribunal Administrativo a nível da província de Nampula denuncia desmandos e maus-tratos protagonizados por três juízes de direito daquela instituição. Os funcionários acusam, sobretudo o juiz-presidente Amade Limua, de abuso de poder, uso abusivo dos bens do Estado, perseguição aos seus colegas, além da abertura de concursos públicos para empregar pessoas da sua confiança.
No interior do novo edifício do Tribunal Administrativo Provincial de Nampula (TAPN), vive-se um ambiente turvo. Um grupo de funcionários daquela instituição que não quiseram ser identificados acusa a juíza Alda Canda, o juiz-presidente, Amade Limua, e os seus subordinados dos Recursos Humanos de terem instalado “um regime de terror”. Maus-tratos, abuso de poder e processos disciplinares irregulares são algumas situações apontadas numa lista infindável de desmandos perpetrados por aqueles três juízes de direito. Ler mais

Moçambique poderá produzir 110 mil toneladas de algodão na campanha 2013/2014

A produção de algodão em Moçambique poderá ascender a 110 mil toneladas na presente campanha, 2013/2014, que envolve mais de 125 mil famílias das regiões norte e centro do país, afirmou o director do Instituto Nacional de Algodão, Norberto Mahalambe.

Macao magazine Grupo anglo-australiano BHP Billiton apoia agricultores de Moçambique

O grupo anglo-australiano BHP Billiton iniciou esta semana um projecto para apoiar pequenos agricultores em três distritos da província de Maputo, a mais a sul do país, anunciou o grupo.
A iniciativa, financiada pela “BHP Billiton Sustainable Communities”, uma estrutura constituída pelo grupo mineiro a fim de responder às suas obrigações contratuais de apoio às comunidades onde opera, irá ser dotada uma verba de 8,8 milhões de dólares, a serem desembolsados ao longo de cinco anos.

Nampula intensifica luta contra o lixo

Na cidade moçambicana de Nampula, o programa Brilho de Nampula introduzido no passado dia 12 de Fevereiro pelos novos titulares municipais, começa já a ter um impacto positivo na melhoria das condições de saneamento da urbe. 

Nampula intensifica luta contra o lixo 4:00

Esta posição foi defendida pelos munícipes ouvidos pela Voz da América.

O Brilho de Nampula, termo que em língua local significa “Warya Wamphula”, foi lançado para remover da via pública os montes de lixo e promover campanhas sistemáticas de limpeza das ruas e avenidas da cidade, durante um período de 100 dias.

Código Penal: Retirado artigo que obrigava a vítima de violação a casar-se com o violador

Adultério já não será criminalizado


O polémico artigo 223 da proposta de revisão do Código Penal que “assegurava” casamento entre a vítima de uma violação sexual e o violador como forma de ultrapassar o diferendo, vai deixar de existir, segundo anunciou, Teodoro Waty, presidente da Comissão dos Assuntos Constitucionais, Direitos Humanos e da Legalidade na Assembleia da República.


O artigo em causa, herdado de um Código que nunca tinha sido revisto, apesar de alguns artigos já terem sido declarados inconstitucionais, pelo Conselho Constitucional, foi amplamente criticado pelas Organizações da Sociedade Civil (OSC), que até já organizaram uma marcha que vai decorrer amanhã em Maputo. As organizações da sociedade civil consideram o artigo, um atentado aos direitos fundamentais.

O artigo do 217 do código ora em revisão, refere que “aquele que tiver cópula com qualquer pessoa, contra a sua vontade, por meio de violência física, de veemente intimidação, ou de qualquer fraude, que não constitua sedução, ou achando-se a vítima privada do uso da razão, dos sentidos, comete o crime de violação, terá a pena de prisão maior de dois a oito anos”.

No entanto, o artigo 223 refere no seu número 1, que: “o casamento porá termo à acusação da parte ofendida e a prisão preventiva, prosseguindo a acção à revelia, até ao julgamento.”
O que significava que, a se julgar o caso, a vítima estava sujeita a viver debaixo do mesmo tecto com o violador.

O número 2 do mesmo artigo, refere que, em caso de condenação “a pena ficará simplesmente suspensa e só caducará se, decorridos cinco anos após o casamento, se não houver divórcio ou separação judicial por factos somente imputados ao agente do crime, porque havendo-os o réu cumprirá a pena.”

Juiz João Carlos Trindade critica “campanha fora de época”

A situação coloca outros candidatos em desvantagem
O juiz reformado do Tribunal Supremo, João Trindade, não vê com bons olhos a pré-campanha do candidato presidencial da Frelimo, Filipe Nyusi, e diz que tal deve obedecer à lei eleitoral e à Constituição da República.
A crítica à violação destes instrumentos legais pelo candidato da Frelimo não podia vir de outra pessoa. Cuidadoso na análise e interpretação da legislação, João Carlos Trindade, juiz conselheiro jubilado do Supremo, diz que a atitude não é justa aos olhos da lei.

quarta-feira, março 19, 2014

“O não uso das línguas locais mina consolidação da democracia em Moçambique”, segundo Professor Armindo Ngunga

O uso da língua portuguesa como oficial, em detrimento das línguas nacionais em Moçambique, impede que 87.8 porcento da população participe nos processos democráticos multipartidários e não tenha acesso à informação, segundo o linguista e Professor Catedrático da Universidade Eduardo Mondlane (UEM), Armindo Ngunga.