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segunda-feira, julho 03, 2017

MP moçambicano pede pena "exemplar" para ex-ministro da Justiça acusado de corrupção

Abduremane de Almeida diz que visita a Meca foi autorizada pelo Presidente Filipe Nyusi

O Ministério Público (MP) moçambicano pediu nesta segunda-feira, 3, uma condenação exemplar para o ex-ministro da Justiça, Abduremane de Almeida, pelos crimes de abuso de cargo e pagamento de remunerações indevidas.
Em causa está uma viagem de Almeida a Meca, em Janeiro de 2015, juntamente com três líderes religiosos, que custou aos cofres do Estado cerca de 30 mil dólares.
O MP defendeu que durante as audições ficou provado que o réu agiu em plena consciência de que os três líderes religiosos com que viajou não tinham ligação com o Estado e que a sua ida à Meca não tinha autorização escrita.
A acusação acrescenta que o ex-ministro devia saber que o pelouro que dirigia presta assistência jurídica à Presidência da República e, nessa qualidade, ele poderia ter pedido autorização escrita e, por essa razão, o MP diz que a justificação não procede.
A acusação diz ainda que se esperava uma postura exemplar de Abduremane de Almeida por ser jurista, por isso pede, sem revelar a moldura penal, uma condenação exemplar do réu e a devolução ao Estado do valor em causa.

Visita autorizada por Nyusi

Já o advogado de defesa do ex-ministro classificou de falaciosa e forçosa a insistência do MPem imputar a responsabilidade criminal pela iniciativa de viajar à Meca com fundos públicos.
A defesa acrescenta que Abduremane de Almeida tem disciplina militar e não podia desobedecer a ordens do seu superior hierárquico.
Durante o julgamento, o antigo ministro afirmou que a sua viagem a Meca tinha sido autorizada pelo Presidente da República, Filipe Nyusi, situação que foi negada pela ministra na Presidência para a Casa Civil, em sede do tribunal.
O jurista e antigo director da Polícia de Investigação Criminal, António Frangules diz que o facto de não ter sido considerada a alegação do ex-ministro pode ser o resultado de dúvidas sobre a autorização directa do Chefe de Estado.
O tribunal marcou para o dia 14 de Julho a leitura da sentença.

Fonte: Voz da AMérica – 03.07.2017

quinta-feira, junho 15, 2017

Tribunal impõe audição da Ministra na Presidência

É uma das peças-chave para o esclarecimento do processo. A audição de Adelaide Amurane, Ministra na Presidência para Assuntos da Casa Civil, devia ter sido hoje, como testemunha do ex-ministro da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos, acusado de gastar indevidamente mais de um milhão e setecentos mil meticais de fundos públicos, numa viagem a Meca (Arábia Saudita), na companhia de três líderes religiosos sem ligação com o Estado. 
É que, no passado dia 31 de Maio, na primeira audição, Abdurremane de Almeida disse insistentemente, em sede do tribunal, que recebeu ordens do Presidente da República para escolher e custear as despesas da viagem e que a Ministra na Presidência sabia de tudo.
Almeida revelou ainda que, após a Inspecção-Geral das Finanças detectar os gastos indevidos, contactou a Ministra Adelaide Amurane, informando que havia feito a viagem a Meca, em cumprimento de uma missão do Chefe de Estado. Por conhecer o “dossier”, ela (a Ministra) coordenou com o Ministro da Economia e Finanças, Adriano Maleiane, retirada da despesa do relatório de auditoria.
No fundo, esperava-se que Adelaide Amurane esclarecesse se foi ou não o Presidente da República, Filipe Nyusi, que mandou usar dinheiro do erário público para pagar as despesas dos líderes religiosos.
Estranhamente, a defesa do ex-Ministro da Justiça decidiu, dias antes da segunda audição, ocorrida hoje, desistir da Ministra como testemunha. Entretanto, o tribunal quer ouvi-la, por se tratar de uma peça-chave no processo. O juiz do caso, João Guilherme, decidiu constituir declarante Adelaide Amurane, com vista a recolher informação útil para o esclarecimento do caso. Ao abrigo dessa decisão, a Ministra na Presidência devia ter sido ouvida ainda hoje, mas Amurane está fora do país.
Guilherme explicou, no início da audição, que no passado dia 06, através de um documento escrito, a Presidência da República explicou que Amurane devia viajar com o Chefe de Estado para os Estados Unidos, onde se encontra, mas que estaria disponível a partir do dia 22 de Junho próximo. 
Assim, o tribunal decidiu que, na sexta-feira (23 de Junho), Adelaide Amurane deve apresentar-se perante o juiz, para esclarecer as dúvidas.
Normalmente, a defesa arrola testemunhas que podem favorecer ou confirmar a versão do réu, mas pode desistir das mesmas, caso considere que já não são necessárias ou podem prestar declarações que prejudiquem o arguido.  

Fonte: O País – 14.06.2017

quarta-feira, maio 31, 2017

Ex-ministro da Justiça julgado por usar mais de um milhão de MT de fundos públicos

Abduremane Lino de Almeida chegou à quarta sessão do Tribunal Judicial de KaMpfumo por volta das 10 horas para, no banco dos réus, responder pela acusação de abuso de funções e pagamento de remunerações indevidas.
O caso data de Setembro de 2015, quando o então Ministro da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos viajou à Meca, cidade da Arábia Saudita considerada a mais sagrada no mundo para os muçulmanos, na companhia de três líderes religiosos, sem vínculo com o Estado, com todas as despesas pegas, num valor total de um milhão, cento e cinquenta e seis mil e oitocentos e onze meticais.
Perante o juiz João Guilherme, Abduremane Lino de Almeia reconheceu os factos mas disse de forma insistente que a viagem aconteceu em cumprimento de uma decisão do Presidente da República, Filipe Nyusi.

terça-feira, maio 23, 2017

Ex-ministro da Justiça vai este mês a julgamento

O Tribunal Judicial do Distrito Municipal KaMpfumu, na cidade de Maputo, marcou para 31 de Maio o início do julgamento do antigo Ministro da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos, Abduremane Lino de Almeida, acusado de crimes de abuso de funções e de pagamento de remunerações indevidas enquanto assumia o cargo.
Segundo dados apurados pelo “Notícias”, o ex-governante é acusado pelo Gabinete Central de Combate á Corrupção (GCCC) de pagamento indevido a pessoas que não têm qualquer vínculo com o Estado, num valor que ascende um milhão e 780 mil meticais.
O referido montante terá sido pago a três cidadãos oriundos das províncias de Cabo Delgado e Nampula, das relações do ex-ministro, que viajaram para a cerimónia religiosa que acontece anualmente em Meca, Arábia Saudita.
Os referidos beneficiários viajaram e permaneceram 21 dias em Meca, a expensas do erário público, facto que configura violação à lei.
Lino de Almeida tomou posse como Ministro da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos em Janeiro de 2015, tendo sido exonerado do cargo em Março de 2016, numa altura em que o GCCC já estava a investigar os crimes.

Fonte: Jornal Notícias – 24,05.2017

segunda-feira, abril 04, 2016

RSA: PARLAMENTO APRECIA NOVA MOÇÃO VISANDO DESTITUIR ZUMA

 Assembleia Nacional da Africa do Sul irá debater  uma moção  visando a destituição de Jacob Zuma do cargo de presidente da República.
A moção foi entregue pelo líder da Aliança Democrática, Mimusi Maimane, a presidente do órgão, Baleka Mbete,  logo depois do anúncio do acórdão do tribunal constitucional, acusando o Chefe do Estado de ter violado a Constituição da República.
Zuma terá violado a Constituição ao ignorar as recomendações da provedora da Justiça, Thuli Madonsela, no sentido de devolver ao Estado, parte dos duzentos e quarenta e seis milhões de randes , indevidamente  gastos na modernização da sua residência privada, em Nkandla.
Os onze juízes do Tribunal Constitucional; a mais alta instância da justiça na África do sul, consideram que o Chefe do Estado  violou o seu juramento de posse que preconize a defesa e respeito pela  Constituição da República.

quinta-feira, março 31, 2016

Jacob Zuma condenado a pagar obras em residência privada

Tribunal Constitucional diz que Presidente sul-africano violou a Constituição e tem de devolver parte dos fundos públicos gastos na renovação da sua residência. Oposição iniciou processo de destituição contra Zuma.

O Tribunal Constitucional sul-africano decidiu esta quinta-feira (31.03) que o Presidente Jacob Zuma tem de reembolsar uma parte dos custos das obras realizadas na sua propriedade privada pagos pelos contribuintes.

Oposição pede demissão de Jacob Zuma

Alguns minutos após a decisão do Tribunal Constitucional, ordenando ao chefe de Estado que reembolse uma parte dos custos de renovação da sua residência privada, o principal partido da oposição sul-africana, a Aliança Democrática (DA, na sigla em inglês), anunciou o lançamento de um processo de destituição contra o Presidente Jacob Zuma. Ler maisLer mais (Deutsche Welle – 31.03.2016)

quarta-feira, julho 02, 2014

Machatine Munguambe nega acusações e diz ter sido vítima de “cabala”

Munguambe abordou, pela primeira vez, a alegada gestão danosa no TA

O presidente do Tribunal Administrativo (TA), Machatine Munguambe, abordou, ontem, pela primeira vez, o alegado escândalo financeiro que no ano passado abalou o Tribunal Administrativo (TA).

Falando perante membros da Comissão dos Assuntos Constitucionais, Direitos Humanos e da Legalidade (CACDHL), Munguambe negou ter havido gestão danosa na instituição que dirige e diz que tudo foi uma invenção.

quinta-feira, abril 10, 2014

RAS / PARTIDOS DA OPOSIÇÃO EXIGEM DEMISSÃO DE ZUMA

Um grupo de partidos da oposição sul-africanos anunciou, no início da semana corrente, que tenciona organizar uma marcha nas próximas duas semanas para exigir a demissão do Presidente da República, Jacob Zuma.

A marcha surge como uma forma de protesto contra a utilização indevida de fundos do Estado para a reabilitação da residência de Jacob Zuma, orçada em cerca de 250 milhões de randes, em Nkandla, província do Kwazulu-Natal. 

Segundo os mentores da iniciativa, a marcha deverá cobrir várias artérias de Pretória, capital sul-africana, para terminar no edifício Union Buildings, sede do governo. 

O líder do partido Combatentes pela Liberdade Económica (EFF), uma pequena formação política formada por dissidentes do Congresso Nacional Africano (ANC), e liderada por Julius Malema, revelou que, brevemente, a oposição vai anunciar a data da marcha.

Fonte: AIM - 10.04.2014

quinta-feira, abril 03, 2014

Frelimo desvaloriza críticas sobre negócio de digitalização

O partido Frelimo não vê problemas no facto de a filha do presidente da República, Armando Guebuza, estar envolvida na empresa que vai operarionalizar o processo de digitalização da tv e da rádio com um investimento de quase 30 milhões de euros.
A Frelimo diz que ser filho de um membro do partido é natural, tal como qualquer pessoa é filho de dois seres. “A filha do Presidente da República é ou não é moçambicana? O facto de ela ser filha do Presidente e membro da Frelimo não significa que perde os seus direitos como moçambicana. Pensamos que é uma polémica desnecessária”.

quinta-feira, março 20, 2014

Desmandos no Tribunal Administrativo da província de Nampula

Um grupo de trabalhadores do Tribunal Administrativo a nível da província de Nampula denuncia desmandos e maus-tratos protagonizados por três juízes de direito daquela instituição. Os funcionários acusam, sobretudo o juiz-presidente Amade Limua, de abuso de poder, uso abusivo dos bens do Estado, perseguição aos seus colegas, além da abertura de concursos públicos para empregar pessoas da sua confiança.
No interior do novo edifício do Tribunal Administrativo Provincial de Nampula (TAPN), vive-se um ambiente turvo. Um grupo de funcionários daquela instituição que não quiseram ser identificados acusa a juíza Alda Canda, o juiz-presidente, Amade Limua, e os seus subordinados dos Recursos Humanos de terem instalado “um regime de terror”. Maus-tratos, abuso de poder e processos disciplinares irregulares são algumas situações apontadas numa lista infindável de desmandos perpetrados por aqueles três juízes de direito. Ler mais

sábado, agosto 04, 2012

INSS: Rogéria Muianga exonerada de DG

A Ministra do Trabalho, Helena Taipo, determinou, ontem, em Maputo, a cessação imediata de funções da directora-geral do Instituto Nacional de Segurança Social, Rogéria Muianga, no quadro das medidas de reorganização accionadas na sequência de alegados casos de má gestão.

terça-feira, fevereiro 15, 2011

Berlusconi vai ser julgado

Sob acusação de ter sexo com menor e abuso de poder Silvio Berlusconi, o primeiro-ministro da Itália, será julgado a partir de 6 de Abril.
As acusações referem-se ao chamado caso Ruby, o apelido da jovem marroquina Karima el-Mahroug, dançarina, que teria participado em festas na residência do primeiro ministro italiano quando ainda tinha 17 anos de idade.
Berlusconi nega as acusações e diz que elas têm motivação política.

Fonte: BBC para África - 15.02.2011. Leia também aqui.

Reflectindo: a vida complicada essa para um governante pelo menos lá na Itália. Se a Ruby é uma prostituta então já manteve sexo com muitos outros antes de com Berlusconi. Mas esses outros não são governantes.