Por Edwin Honnou
A corrupção compensa?
Alina Penhassene Domingos, a jovem senhora que foi baleada na perna quando do assassinato do camionista Nelson Luís Ther Dique, na do dia 23 de Dezembro,, na zona de Cazala, distrito de Chita na província de Tete, está a correr perigo pelo facto de ter recebido a nossa reportagem que procura entender as circunstâncias em que surgiu o baleamento por policiais mobilizados e transportados pelo presidente do Conselho Municipal de Moatize, Carlos Portimão.
Um grupo de três indivíduos, à paisana, fez-se à casa da senhora Alina Domingos para lhe comunicar que se apresentasse, no dia seguinte, 10 de Fevereiro, para prestar declarações. Cheia de medo, ela lá foi mas não foi recebido nem ouvida por ninguém. Este gesto da Polícia pode ser interpretada como uma ameaça para força-lá de boca fechada.
De recordar que a Procuradoria do Distrito de Moatize fez vista grossa ao crime. Não quis ouvir a testemunha principal - Alina Penhassene Domingos - alegando não ser a peça principal e abriu um processo contra desconhecidos, como uma forma de encobrir o mandante - Carlos Portimão - e os executores, agentes da Polícia.




