sábado, novembro 22, 2008

Albertino Silva exorta: Atenção Beirenses

Recebi o seguinte e-mail do Albertino Silva, achando-o uma exortação para todos os apoiantes à causa democrática e boa governação e, em particular para munícipes do Chiveve publico-o:

Bom dia caro António,

Mas é claro, seria para mim uma honra ver o meu nome num espaço com a qualidade do Reflectindo. Mais, hoje sou uma pessoa mais rica depois de interagir com todos vós e contigo em particular. Não podia deixar de apoiar a candidatura mais credível para a cidade da Beira, minha terra natal. Embora inicialmente céptico, porque deixei de acreditar nos políticos, aos poucos e através de vocês, fui conhecendo melhor o perfil de Daviz Simango, e hoje não tenho dúvidas que dentro de pouco tempo, esta dinâmica estender-se-à a todo o país e Simango será num futuro relativamente próximo o líder da nação. Para isso acontecer, Daviz só precisa de ser ele próprio e não se deixar envolver por querelas políticas e saber rodear-se de pessoas sérias e que tenham por objectivo o interesse do país em detrimento de interesses pessoais.

Atenção Beirenses, protejam o nosso líder, pois acredito que a partir daqui a sua segurança pessoal e familiar terá de ser reforçada, pois os anti-corpos criados com a sua eleição, poder-lhe-ão ser fatais, se não forem tomadas as medidas adequadas. Moçambique já possui mártires suficientes... Viva Daviz Simango, Viva a cidade da Beira, Vivaaaa
Moçambique.

Um abração

Moçambique para sempre

Albertino Silva

Muito obrigado, Albertino

Para colorir o apoio aberto deste blog à candidatura independente de Daviz Simango, contei como muito apoio de Albertino Silva quem fez vários banners para o Reflectindo e demais blogs que ousaram manifestar abertamento o seu apoio ao Chiveve e à democracia em Moçambique.

Meu muito obrigado pela colaboração, Albertino. Só juntos e muitos podemos vencer. Parabéns!

P.S. Albertino possue um blog muito interessante, o Moçambique-Portugal.

sexta-feira, novembro 21, 2008

Parabéns Daviz Simango!



Este blog apoiou à candidatura independente de DAVIZ SIMANGO pela boa governação. Esse apoio estendeu-se aos BEIRENSES pelo espírito democrático e cidadania participativa.

O Reflectindo sobre Moçambique agradece a todos os que apoiaram a Daviz Simango pela sua coragem civil e capacidade de responder positivamente o apelo dos beirenses.

Parabéns Edson da Luz e o seu grupo Azagaia pelo intervencionismo, apoiando incondicionalmente aos beirenses. É com cidadãos como VÓS que construimos a nossa pátria, uma pátria democrática, justa e próspera. O vosso intervencionismo ajudou no envolvimento de muitos na causa democrática.

Afinal, querer é poder. Vamos trabalhar juntos para a democracia em Moçambique!

quinta-feira, novembro 20, 2008

A questão de números na Ilha de Moçambique

Parece que a questão de votos e números forjados não escapou neste actual processo eleitoral. Quase todos os ilheus (95 %), na antiga capital de Mocambique, foram à votação, apenas que mais 1/4 deles (28 %) não sabiam a quem ou que votar.
A outra questão interessante é que os funcionários da assembleia de voto foram muitos flexíveis que não precisaram de nenhuma prorrogação depois da 18 horas, contrariamente ao que aconteceu nas cidades vizinhas do Nacala Porto e Monapo ou na Vila de Mocimboa da Praia.

E, mais outra questão é de alguns dos lugares onde acontecem milagres, eles lá se repetem, sobretudo se não houver curiosos que querem ver o que fazem os artistas entre bastidores ou como se diz em inglês "behind the scenes". Neste caso, Ilha de Moçambique e Lichinga, é apenas uma repetição da cena.

A minha pergunta é se a PIC não pode pegar todos esses funcionários da assembleia de voto para desvendarem o milagre, pois da próxima ficar-nos-ia apenas a tarefa de ensinar como votar para evitar um monte de votos nulos.

Leiam a peça de notícia de AWEPA (Associação dos Parlamentares Europeus para a África)
aqui

Possível fraude na Ilha de Moçambique

Na Ilha de Moçambique a afluência foi de 95% e 28% dos boletins de voto foram nulos, numa estimativa feita pelo nosso correspondente. Nenhum destes números é credível e são uma forte indicação de fraude.

A afluência de 95%, bem superior a outros municípios e na prática quase impossível de obter, sugere fraude eleitoral. 28% de votos nulos também não é credível – em 2003os nulos nas eleições locais na Ilha foram inferiores a 9%. Uma fraude usada em vários locais em 2004 e confirmada por este Boletim foi que os funcionários da assembleia de voto aliaram-se com a Frelimo para pôr uma marca a tinta adicional num boletim de voto onde uma pessoa tinha votado pela Renamo usando uma impressão digital, de forma a invalidar o voto. O elevado nível de nulos sugere que isto pode ter acontecido de novo.

Nos resultados preliminares, o candidato da Frelimo para presidente ganhou com 60%, em comparação com 40% para a Renamo. Assim, a diferença entre os dois é menor que o número de votos que possa ter sido invalidado.

O nosso correspondente em Lichinga também relata possível fraude eleitoral, com pelo menos duas assembleias de votos a ter mais boletins de voto na urna do que eleitores no caderno.


Adenda: AWEPA desculpa-se pela notícia:

Humble apologies: No indication of major fraud in Ilha de Moçambique

The is no indication of major fraud in Ilha de Moçambique, contrary to our Bulletin earlier today. An erroneous report from one of our correspondents suggested an impossibly high turnout and thus ballot box stuffing. In fact, final results show the turnout to be 52%, which is average this year. Furthermore, the margin of Frelimo’s victory over Renamo – 30% of the vote – could not possibly by accounted for by fraudulent votes. Therefore we withdraw totally our suggestion of earlier today, and apologise to our readers.


quarta-feira, novembro 19, 2008

O Desfile triunfal de Daviz Simango

Sobre o desfile do encerramento da campanha eleitoral de Daviz Simango realizada no sábado, dia 15 de Novembro, antecedido do Showmício em que actuou o rapper Azagaia, o allafrica escreve o seguinte:"On Saturday, Simango marched through the city at the head of a parade that grew ever larger as it approached his campaign headquarters in the densely populated suburb of Munhava. In a journey of more than 10 kilometres, Simango did not utter a word, but simply waved to thousands of his supporters with his fingers raised in a "V for Victory" sign."

sábado, novembro 15, 2008

Daviz Simango: Homem de trabalho, humilde, simples e social

Finalizando a série “As multidões do Daviz Simango”, Prof. Carlos Serra escreve que “o cerne do seu carisma [do Daviz] está nos seus feitos, naquilo que, efectivamente, tem feito e feito fazer numa Beira votada ao abandono pelos anteriores edis. Qualquer auscultação ligeira aos munícipes da cidade e da sua periferia mostra isso inequivocamente. Os nossos olhos podem perfeitamente verificar que a devização da Beira é uma realidade.”

E eu concordo que é isso mesmo em primeiro lugar. É isso que muitos dos honestos que conhecem o Chiveve, independemente da sua cor partidária afirmam. Daviz Simango não manda, mas sim dirige a equipa com que trabalha e é algo um pouco raro entre nós. Entre nós há muitos mandões e poucos dirigentes. Daviz Simango trabalha directamente com os munícipes.

A primeira vez (em 2005) que vi as fotos de Daviz Simango em acção recordei-me da tradição de trabalho durante a minha formação de professores nos finais da década 70, assim como de ADPP tanto em Moçambique como na Dinamarca.

Se muito se fez por Daviz deve ser pela sua participação directa ao trabalho e não mandar a alguns mandões para irem mandar outros a fazer algo e sentir-se satisfeito com relatórios que muitas vezes são falsos.

Também, lembro-me do que uma pessoa amiga me contou sobre Daviz quando ela se encontrou com ele pela primeira vez: “hoje tivemos um encontro com o Daviz, o tipo é simples, humilde e social.“

Ao contrário do que muitos pensam, e é a muita gente que assim pensa, estas caracteristas conquistam os corações da maioria dos nossos compatriotas. Mas reconheço que ser-se um dirigente humilde, simples e social, em suma homem do povo, corre-se risco de perseguição.

Foto retirada do debates e devaneios

sexta-feira, novembro 14, 2008

Conselho constitucional chumba CNE

PERDIZ RECORREU SEUS CANDIDATOS

- O Conselho Constitucional, na sua deliberação acontecida esta semana, deu razão aos quatro candidatos da Renamo e um do PDD que haviam sido chumbados pela Comissão Nacional de Eleições (CNE), supostamente porque as suas candidaturas estavam feridas de irregularidades
A “perdiz” havia sido reprovada nos municípios de Dondo, Gorongosa, Manica e Manjacaze.

São estes os candidatos que agora respiram de alívio: Cristovão Filipe Soares, Gorongosa; Manuel Zeca Bissopo, Dondo; Bejamin Luís Matchangaisse, Manica; sendo que o de Manjacaze o nome não foi facultado a este jornal.
Depois de a Renamo ter -se queixado, só ontem é que lhe foi facultado o acórdão do Conselho Constitucional dando indicação de que os seus candidatos podem concorrer às autárquicas de 19 de Outubro.

Ora, este acórdão é publicitado dez dias depois de a campanha eleitoral ter iniciado, facto que, a olho desarmado, nota-se que a Renamo está em prejuizo. É por isso que, apesar de estar satisfeita com a decisão, a “perdiz” exige que lhe sejam dado mais dias para que promova a sua campanha nas edilidades onde havia sido chumbada.

Aliás, nas mesmas edilidades, a Renamo fez campanha como partido, mas foi impedida de o fazer em nome de qualquer candidato.

O que equivale a dizer que nos tais locais os candidatos daquele partido da oposição não são conhecidos.

Por outro lado, a Renamo ainda é da opinião que deviam existir tribunais eleitorais para dirimir aquele tipo de conflitos, pois os comuns levam “séculos” para solucionar um imbróglio, mesmo havendo solução a vista.

Aliás, quando tal sucedeu, a própria “perdiz” havia acusado o partido no poder, a Frelimo, de estar por detrás das manobras que levaram ao impedimento de os seus concorrentes poderem participar da campanha nos municípios retromencionados.

Entretanto, a CNE esteve reunida ‘a tarde de ontem para, dentre vários assuntos, deliberar sobre o conteúdo do acórdão do Conselho Constitucional.

Porém, até ao fecho desta edição o DN não conseguiu chegar à fala com o porta-voz da entidade, Juvenal Bucuane, para devidos esclarecimentos.
DIÁRIO DE NOTÍCIAS - 14.11.2008

Leia também no Mocambique para todos
Nota: Parabéns CC pela decisão sábia. Parabéns Renamo, mas continuo a sugerir uma dedicacão à causa e nunca perder tempo com perseguicão aos membros que prestigiam o partido.

quinta-feira, novembro 13, 2008

APOIOS AOS CANDIDATOS Ou a “indulgência” dos tempos modernos

Linha d'água:

Por Luís Loforte

Pemba comemorou cinquenta anos de existência como cidade, e mais uma vez me recordei de quanto ela me tornou homem e me ensinou a amar coisas boas. Valeu um irmão, o Edmundo Galiza Matos, que me fez percorrer o tempo (que ambos, aliás, percorremos) através de reportagens que ele, e só ele, as sabe urdir.

Há alguns anos, e aproveito aqui para enaltecer o papel preponderante da falecida deputada pela Frelimo Judite Macôo no manter viva a memória das coisas boas de Pemba, as pessoas comemoravam a cidade sem amarras políticas.

Juntávamo-nos para dançar, rememorar tardes dançantes marcantes da nossa juventude, entoar cantigas que nos marcaram o tempo, contar as histórias de professores apanhados nas tramas normais de estudantes, recordar amores desencontrados e encontros idílicos imemoráveis. Reuníamos gerações diversas para ligar o tempo e as memórias, ouvíamos mensagens de pembenses na diáspora (forçada ou não), mas sempre unidos pelo amor eterno à cidade.

Os verdadeiros pembenses despiam as fardas e as divisas militares, desembaraçavam-se dos cargos ministeriais e dispensavam os sempre incómodos protocolos e seguranças, despiam-se das saturantes mordomias e salamaleques, e percorriam o tempo em sentido inverso para rememorarem o seu percurso de vida.

Tínhamos começado a sublimar as diferenças políticas, e sobretudo as feridas que a política impôs a muitos que, muito timidamente, vêm regressando à terra que os viu nascer. O mesmo não posso seguramente dizer em relação ao que todos assistimos nos dias que correm.

Num país onde há eleições sempre à espreita, os políticos querem controlar tudo, até as emoções, fazendo-se naturais e amigos por terras e gentes que pouco conhecem, que nada lhes dizem, mas apenas porque têm interesses políticos eleitorais no horizonte. São chefes nas estruturas máximas dos seus partidos, no parlamento, nos quartéis, nos ministérios, em todo o lado, e, agora, nos “amigos e simpatizantes”. E não digam que apenas me refiro “amigos e simpatizantes” de Pemba.

Os de Mandlakazi, há dias, no matutino “notícias”, chegaram ao descaramento de convidar os associados para um encontro com “a nossa candidata”, ou seja, a candidata pela Frelimo à direcção do município daquela vila. Mas há coisas ainda mais engraçadas nesta coisa de “amigos e simpatizantes”.

Contaram-me que há semanas houve um jantar de “amigos e simpatizantes” de qualquer coisa, repasto que contou com a presença de um alto responsável político nacional. Claro que a festança se destinava, como agora sói dizer-se, e apenas por uma questão de eufemismo de linguagem, a angariar fundos para apoio a um qualquer candidato de uma qualquer edilidade.

Os preços do ingresso variavam consoante a maior ou menor proximidade da mesa de honra. As mesas mais afastadas, que não permitem enxergar o chefe, ou por ele ser enxergado, custavam mil meticais. A mais próxima, paredes meias com a do máximo presente, custava a módica quantia de... dez mil!

Portanto, não é a identidade com a terra que leva as pessoas a conviverem, a recordarem o passado, a mobilizarem vontades para o seu torrão. É o dinheiro, é a necessidade de estar próximo de quem decide, de quem pode, eventualmente, viabilizar um negócio, um privilégio.

E assim os políticos moçambicanos vão afastando e matando os “amigos e simpatizantes” das nossas terras! E assim trazendo-me à memória algo que me parece similar: a revolta de Martinho Lutero contra a Igreja Católica, da qual era fiel seguidor. Aliás, monge.

Com efeito, no século XVI, a Igreja Católica resolveu prometer o paraíso e a eternidade mediante o pagamento da chamada indulgência. Portanto, os pecadores recebiam na terra uma penitência antecipada, desde que abrissem os cordões à bolsa.

Em Moçambique, podemos estar a assistir a uma situação em todo idêntica àquela que conduziu ao mais importante cisma da Igreja Católica Apostólica Romana de todos os tempos. E não custa muito estabelecer esse paralelismo, bastando para isso estar-se atento às imagens das televisões.

A sensação que me assalta, quando assisto àquelas pungentes imagens, é de que muitos daqueles que logram a proximidade aos chefes se assemelham aos pagadores de indulgências pelos pecados que todos conhecemos.

Pergunto-me se ninguém aparece para reformar a nossa política, repondo a ética e a moralidade?

CORREIO DA MANHÃ - 03.11.2008

Faizal Sidat está criar problemas em Nampula

ELEIÇÕES AUTÁRQUICAS - Desportistas em campanha

O DESPORTO em Nampula entrou na campanha eleitoral. Dirigentes desportivos, atletas e outros fazedores do desporto a nível das seis autarquias daquela província vieram a público manifestar o seu apoio ao partido e seus candidatos as eleições de 19 de Novembro próximo com o desdobramento de algumas brigadas que vão escalar a partir deste sábado, as cidades de Nampula, Angoche, Nacala-Porto, Ilha de Moçambique e as vilas de Monapo e Ribáuè.

Mozambique: Beira Mayor Responds to Frelimo Claims

12 November 2008
Posted to the web 12 November 2008

Maputo

The mayor of the central Mozambican city of Beira, Daviz Simango, has dismissed as "lies" claims by the ruling Frelimo Party that the only improvements in Beira during the five years he has been mayor are due to the central government, and not to any initiatives by the City Council.

"You're looking at a marvelous and attractive Beira", Simango told a crowd of supporters, according to an article in Wednesday's issue of the weekly paper "Magazine Independente" (MI). "This is an example to be followed in the country - Beira in development, Beira, where there is no longer any room for cholera or similar diseases, because piles of rubbish, and the practice of defecating in the open no longer exist. That's the work of Daviz Simango and of Renamo".

Renamo, the country's main opposition party, objects to Simango's continued use of its name, because he was expelled from the party in September. In the forthcoming elections he is running as an independent, against both the Frelimo candidate, Lourenco Bulha, and the official Renamo candidate, Manuel Pereira.

"Don't vote for the liars", Simango warned the crowd, "Don't vote for unscrupulous people who for 30 years were destroying Beira. Today Frelimo says that the development of Beira is due to the actions of its government, which isn't true. Where was the Frelimo government when Beira was rotting for 30 years?"

Simango said he was confident of winning a second term of office in the elections of 19 October. He claimed that members of both Renamo and Frelimo have publicly declared that they will vote for him, because he has proved that he can govern the city well.

He claimed that his victory in Beira would represent "the end of Frelimo hegemony in the country", awakening the people for the need for "regime change" (though it is hard to see why Frelimo hegemony would be any more shaken by a Simango victory in 2008 than it was in 2003).

His Frelimo opponent, Lourenco Bulha, who is a well-known local businessman, is putting up a tough fight, and has even tried to win over the Beira churches. On Sunday Bulha met with religious leaders, and promised to appoint a city councillor for religious matters "to rescue moral values".

He accused Simango of failing to deal with Beira's housing crisis, of allowing disorderly expansion of the city, and of finding his own relatives comfortable jobs in the City Council.
"I'm not going to put members of my family to work in Beira City Council, because it's not a company that I own", said Bulha. "There are many problems that assail Beira. Daviz Simango has not solved them, but I am here to solve them".

Pereira, imposed as his party's Beira candidate by the Renamo leadership, finds himself in an awkward position, since so much of the Renamo structure in Beira is supporting Simango. He has repeatedly accused Simango of "betrayal", of "lust for power", and of wanting to overthrow Renamo leader Afonso Dhlakama. All to no avail - the television coverage of the campaign shows clearly that Pereira is mobilizing far fewer people for his motorcades than either Simango or Bulha.

MI reports that Pereira faced the humiliation of being driven out of the Beira administrative post of Nhangau by Renamo members, who declared that the Renamo figures they supported were Dhlakama and Simango, but not him.

Meanwhile, in the northern city of Nampula clashes have been reported between Frelimo and Renamo supporters. According to a report in Wednesday's issue of the independent daily "O Pais", three people had to be treated in Nampula Central Hospital after fighting broke our on Saturday.

Also in Nampula, market vendors loyal to Frelimo are accused of making it impossible for Isidro Assane, candidate of the country's third largest party, the PDD (Party for Peace, Development and Democracy), to work in the Resta market, on the outskirts of the city. Assane has tailored his manifesto to appeal to the vendors, by promising to cut the municipal tax paid by stallholders from 10 meticais (40 US cents) to five meticais, and to ban foreigners (often refugees from the Great Lakes region) from petty trading in the city.

In Lichinga, capital of the northern province of Niassa, there have also been clashes between the two main parties. Frelimo spokesman Joao Manguinji, cited in the Maputo daily "Noticias", said that on Saturday Renamo supporters had thrown up a barricade of stones and tree trunks to prevent the passage of a Frelimo motorcade. In the ensuing violence, Renamo was accused of attacking six people, including two children.

Frelimo also suspects Renamo's hand in the destruction of the home of Alima Amimo, secretary of the Frelimo-affiliated Organisation of Mozambican Women (OMM), in the neighbourhood of Nomba, on the Lichinga outskirts.

The Renamo political delegate in Niassa, Hilario Waite, denied the accusations, describing them as "just another electoral manoeuvre by Frelimo".

Fonte: Allafrica

terça-feira, novembro 11, 2008

Mais de meio milhão de jovens – uma grossa mentira

Não vou me apressar em recorrer o Instituto Nacional de Estatísticas para encontrar o número de habitantes da cidade da Beira, pois tratando-se de assuntos eleitorais, os números de eleitores me ajudam a interpelar o que foi veiculado pelo Jornal Notícias.

Também eu podia não me importar desta peça de notícias, considerando-a de uma mera propaganda política de um órgão ao serviço do partido – nao vejo nenhum problema com propagandas políticas. Porém, devido ao passado muito recente, leva-me a desconfiar que forjar números, seja uma preparação de uma fraude eleitoral. Nas eleições gerais e presidenciais de 2004, em locais como Changara e Tsangano, em Tete, Gaza e, Lichinga, em Niassa, a aderência às urnas foi tida como de mais de 100 %. Coisa impossível em lado algum no mundo, atendendo que por qualquer motivo, há sempre quem dos registados não vota.

Ora vejamos, donde vieram os mais de meio milhão (mais de 500 000) de jovens que foram ao comício de Edson Macuacua? E, fala-se de jovens! Segundo AWEPA, seu Boletim Eleitoral Número 1, de 5 de Novembro de 2008, o Município da Beira tem apenas 230 720 eleitores registados. Aqui contam-se todos os registados a partir de 18 anos para frente, isto é, jovens e velhos; membros e simpatizantes de todos partidos. A nível nacional, foram registados 2 775 181 eleitores para as eleições das 43 autárquicas, daí mesmo que elas constituissem uma aldeia, seria incrível de Edson Macuacua reunisse mais de meio milhão de jovens. Quão popular é Edson Macuacua?

A segunda anomalia da peça de notícia é apresentar um número fabuloso como aquilo, num munícípio onde a Frelimo não goza muita popularidade, mas apresentar foto/imagem de Manuel Pereira, o candidato da Renamo-Mbararano. Não teria sido coisa boa para a Frelimo nos mostrasse uma imagem do encontro?

A terceira anomalia é o pronunciamento atribuido a Edson Macuacua “tanto Bulha como o partido dos camaradas já são vencedores do processo dada a forma como as pessoas têm seguido e recebido as nossas mensagens em todos os bairros. Se as eleições fossem hoje (ontem) já seríamos proclamados vencedores, pois a Beira deve ser resgatada, porque está sendo dirigida de forma danosa e dolosa pelo actual edil, e as pessoas já querem uma Beira para os beirenses.” Este pronunciamento soa como uma justificação sobre uma fraude já está consumada. Segundo a minha “má” leitura, a vitória não vem das urnas, mas as eleições servem apenas para simular uma democracia multipartidária.

Proclamados vencedores? Beira deve ser resgatada porque está sendo dirigida de forma danosa e dolosa pelo actual edil? Pelo que sei, nunca houve sondagem que favorecesse à Frelimo na Beira de modo que o Macuacua ficasse tão certo que no domingo passado já o seu partido e candidato teriam sido proclamados vencedores se isso não fosse forjado. Também, de governação danosa e doloso nunca ouvímos de eleitores beirenses, senão a partir do próprio Macuacua, Paúnde ou Mbararano (Frenamo)? O que sabemos é que Daviz Simango, já foi muitas vezes nomeado edil do ano, e por duas vezes foi premiado pela sua boa governação. Daviz é o jovem da esperança e do resto é INVEJA, uma inveja que está para reproduzir ALBUQUERQUES para as rapinas voltarem à cidade da Beira.

Não nos esqueçamos que é na Beira onde Albuquerque foi detectado a manipular números no computador. Beirenses, observadores e a comunidade internacional devem controlar bem os Macuacuas, nada mais eles fazem que pôr em prática o projecto anunciado pelo Marcelino dos Santos e Mariano Matsinhe – regresso ao monopartidarismo.

NB: Não estou contra a campanha da Frelimo, mas contra a grosseira manipulação de números que é uma acto grave e perigoso em eleições. Mais que meio milhão de jovens no comício de Edson Macuacua, na cidade da Beira, é GROSSA MENTIRA.

segunda-feira, novembro 10, 2008

OBAMA (…) É JOVEM (…) É BONITO E (…) É BRONZEADO:

DIALOGANDO

Por JOÃO Craveirinha


Excerto de citação de Berlusconi de Itália com Medvedev na Rússia:

COMENTÁRIO:

A contradição da história: - É preciso um político italiano de direita, direitíssima, amigo do actual Presidente George W. BUSH (EUA), para dizer direito sem ismos e (pré) conceitos eurocentristas, agora muito na moda na Europa, em particular em Itália. Trata-se de Sílvio Berlusconi, Presidente de Itália na visita à Rússia quando dissertou, breve, perante a imprensa e o Presidente russo, Dmitri Medvedev: - “ambos jovens e bonitos e da mesma geração” comparando-os com humor no elogio ao Presidente eleito Barack OBAMA: "Ele é jovem, ele é bonito e ele é bronzeado" –, enfatizou Berlusconi, olhando para Medvedev.

Foi dito num tom simpático bem italiano (quando o quer ser) sendo um povo dos mais “bronzeáveis” da Europa do mediterrâneo. Factor da glândula melanina da mistura de séculos no povo italiano. O actual Presidente de Itália, pelo menos, disfarçou muito bem em visita à Rússia. Um exemplo que muitos portugueses e a imprensa e os políticos e académicos e jornalistas em Portugal, deviam seguir, e, não ficarem ressabiados porque um “bronzeado” (entre aspas) se tornou no futuro recente – homem mais poderoso do mundo. Os portugueses nativos lusitanos se esquecem que há em Portugal cerca de 1 milhão e meio de “bronzeados” cidadãos portugueses tal como Barack Hussein OBAMA. Número aumentado espantosamente após o 25 de Abril de 1974, com as independências das colónias portuguesas em África. Cerca de 15% da população portuguesa são “negros e afins”.

O “efeito OBAMANIA” começou a se esboçar na Europa, antes da sua vitória, com algumas manifestações em entrevistas e em blogs dos chamados negros europeus: “Noirs Européens” ou “Black Europeans” – NEGROS EUROPEUS em França e na Inglaterra (incluindo os ditos mestiços). Isto é, os cidadãos de origem africana e das Caraíbas nascidos (2ª, 3ª e 4ª gerações) ou a viverem também como cidadãos europeus por terem a nacionalidade desses países. A Inglaterra e a França e a Suécia tiveram e tem ministros, secretários de estado, embaixadores e por quase toda a Europa comunitária há elementos “soi disant” negros na política e em cargos de chefia na função pública, polícia, magistratura, et cetera.

Como vêm não é somente nas selecções de futebol europeias onde há “bronzeados” com uma nacionalidade europeia.

Portugal ainda “dorme” apesar de nos partidos com assento parlamentar, haver elementos portugueses “bronzeados” (“negros” portugueses mais claros e mais escuros). No parlamento português há dois deputados. Um no partido de direita CDS (mais a extremo). E outra, uma senhora vice – presidenta do parlamento. Para a propalada “convivência de 5 séculos” em África é cousa pouca. Sem expressão cívica por passar despercebido ao comum do cidadão de Portugal onde predomina em força o ismo contra “o bronzeado” apesar de no verão todos querem ficar bronzeados. No entanto não assumindo essa cor de pele “enegrecida” como mais valia social perante à presença de outros “bronzeados” naturais” – a que chamam com desprezo de “esta gente”, no sentido de ser uma perda de tempo pelo atrevimento em não aprenderem o seu lugar na sociedade em Portugal. O mundo avança contra os “ismos” e Portugal conservador continua adormecido (por opção cultural e sociopolítica dos “ismos”).

Há ideia de um pressuposto de um efeito OBAMA na Europa, assusta e “tira o sono” à maioria do português nativo lusitano em Portugal mais que nos próprios Estados Unidos da América (incrível). Verificável pelos debates, comentários na rádio e televisão e na comunicação social portuguesa, antes e depois das eleições. A excepção só confirma a regra. Por isso a esses portugueses e portuguesas de excepção não se aplica este texto. Estão contra a corrente geral do estabelecido (main stream).

No Brasil e nos brasileiros, graças ao Presidente LULA (independente de tudo o mais) tem mudado o preconceito institucionalizado desse Brasil, herança de um sistema escravocrata colonial português, mantido na mente ainda hoje, quer do mentor europeu quer do alvo dessa discriminação – o “bronzeado”. Séculos não se curam em décadas. O Holocausto judeu todo o mundo fala e foi “reparado”. Do Holocausto africano ninguém quer falar. Sentem-se todos incomodados. OBAMA lembrou a escravatura no seu primeiro discurso presidencialista. E ele nem descende de escravos afro-americanos. Por isso está mais “livre” de o fazer e libertou o dito “africano-americano” e mesmo o “euro-americano” do estigma da escravatura no imaginário colectivo. “YES WE CAN”. Um dia o Brasil terá o seu OBAMA (mais escuro, porque mais claro já o têm – Presidente Lula da Silva). Podem escrever. O meu sentido de premonição tem acertado. Em Dezembro de 2004 escrevi e publiquei para fixarem o nome desse jovem senador “bronzeado”, Barack OBAMA. Todo o mundo me chamou de louco; complexado; recalcado; et cetera. (Ainda há quem me chame assim - sobretudo na dita lusofonia e em Portugal e “tugas” no Brasil e em África, e, se calhar alguns até aqui no recanto das letras e no jornal Autarca…kakakaka). Sem crise tenho costas largas. Podem bater com o látego da ignorância e do preconceito dissimulado e depois nem precisam deitar vinagre e sal para cicatrizar as feridas como nos tempos da escravatura no Brasil. Minhas costas de “visionário” são de aço inox, chapa tripla. Rsrsrs (risos). Prefiro um racista assumido ou assumida …a um paternalista ou maternalista que vêm com falinhas mansas pra boi dormir. E como não sou boi, que caia fora. Kakakaka... (rio ao escrever para não ser idiota e chorar).

Quando predisse que OBAMA podia um dia chegar a Presidente dos Estados Unidos foi em Dezembro de 2004. Surgiram tons de indignação e de incredulidade contra a minha afirmação tanto dos que se chamam a si mesmo de brancos (no topo) como os que aceitam a imposição vertical de serem negros (na base) e não simplesmente seres humanos ou gente, pessoa. Quando os europeus chegaram à região subsaariana, que chamariam de África Negra (1441-45) os africanos pré-coloniais não tinham o conceito de branco e preto ou negro para gente europeia e africana na cor da pele. Na África Austral, chamavam-se a si mesmos de ba-NTO: pessoas, seres humanos. (A norte do continente os europeus, chamariam de África branca por ocupada por mestiços de árabes com os “demasiado bronzeados”). “Ba” de baNto, é prefixo para plural. “Mu” para singular. MuNto pessoa; baNto; pessoas, seres humanos. No mundo todos somos baNTo. A importância do “bronzeado” OBAMA, está não só no “livro novo” na história dos EUA, mas sobretudo quando ele se refere que na América não há cores de pele mas “people” (pessoas) – seres humanos. Deve ser do ADN baNto africano que também possui, misturado com o anglo-saxónico, que lhe dá essa dimensão de “homem global” no melhor sentido da palavra. No fundo OBAMA e todos nós, somos afinal simplesmente baNTO. Todos sem excepção mesmo os que nos estão a ler neste momento.

Foto: AFP
João Craveirinha, Olisipo, 7 Novembro 2008. Sexta-feira: 02h33.

domingo, novembro 09, 2008

Reflectindo sobre Moçambique congratula Barack Obama (2)

Obama pode ser o Primeiro Presidente negro dos EUA – profetizava João Craveirinha

Continuacão

Para confessar, eu nunca havia ouvido falar de Barack Obama até quando em 2005, após ele ser nomeado a senador. No Zambézia Online, entre outras outras discussões, apareceu o tema sobre a eventual candidatura de Barack Obama nas presidenciais dos Estados Unidos da América.

No meio de tantos que desacreditavam na eleição, João Craveirinha defendeu que apesar de ser negro, Barack Obama se candidataria a Presidente e ganharia as eleições. Mas foi sempre interessante, saber que muitos desses que não acreditavam eram “negros” ou pelo menos assim se afirmavam.

Não distante desta dicussão, nascera no imensis uma discussão com conteúdo racista em que se atribua ao malogrado Prof. John U. Ogbu como quem reconhecia a fraca capacidade cognitiva dos negros. Nisso se dava referência às suas conclusões no livro: Black American Students in An Affluent Suburb: A Study of Academic Disengagement (Sociocultural, Political, and Historical Studies in Education), 2003.

Eu já tinha lido alguma obra do malogrado antropólogo John Ogbu e nunca lhe tinha visto como um tendente racista para quem quer que fosse, mas para não refutar as tais afirmações sem ter lido o livro referido, arrumei-o. Em nenhuma passagem Ogbu havia dito que os negros tinham uma capacidade cognitiva mais fraca que a dos brancos ou amarelos. O que o antropólogo Ogbu concluiu neste estudo, é que geralmente, os “negros” descendentes dos escravos, isto é, os afro-americanos, se empenhávam menos aos estudos em relação aos outros grupos étnicos, incluindo estudantes africanos, porque transportam muito o sentimento de vítimas de discriminação na sociedade americana, por um lado. Muitos afro-americanos, sentiam que por mais que se empenhassem muito nos estudos, no fim adquiriam uma “nota negra”. Por outro lado, as memórias dos afro-americanos carregavam indelevelmente a história da escravatura. A série continua!

sábado, novembro 08, 2008

A lei eleitoral em violação - será falta de seriedade?

David Simango, Ministro da Juventude e Desportos e candidato da Frelimo a edil do Município de Maputo, foi para a empresa estatal Electricidade de Moçambique, EDM, para pura e simplesmente fazer a sua campanha eleitoral. Os fotógrafos e os jornais deixaram evidências para todos, incluindo as autoridades de competência para supervisar e tomar medidas contra a violação da lei eleitoral.

David Simango foi para àquela empresa numa quarta-feira, não vem mencionada a hora em que a campanha teve lugar, mas pela foto do Jornal Notícias, podemos ver que os trabalhadores não estavam nos seus postos de produção. Podemos calcular ou pelo menos imaginar as perdas daquela empresa durante todo aquele tempo dedicado à campanha. Quem paga por isto? Também podemos imaginar que a campanha não parará naquela empresa e não me admiraria se alguém me dissesse que ele fez campanha lá no seu ministério.

Outro candidato é Lourenço Ferreira Bulha que reuniou directores e adjuntos pedagógicos na Cidade da Beira, numa tarde de quinta-feira, dia 06-11-2008. Não pode haver dúvidas que muitos destes directores e seus adjuntos, alguns deles que expulsaram um aluno da escola por ter colado na parede da escola, a foto do Presidente do Município, deviam estar nos seus postos de trabalho. Também, não pode haver dúvida que quem os paga por aquele período em que estiveram com o team Bulha, é o Estado.

Aqui paíram algumas perguntas como:

Não há que vele pelo respeito da lei eleitoral?
A Polícia da República de Moçambique e Procuradoria Geral da República não têm autoridade para velar o cumprimento da lei eleitoral?
Quo vadis Sociedade Civil?
Quo vadis Oposição?

Nota: A Lei n° 7/2007 de 26 de Fevereiro, no artigo 25 diz o seguinte:

(Locais onde é interdito o exercício de propaganda política)
É interdito o exercício de propaganda política em:
a) unidades militares e militarizadas;
b) repartições do Estado e das autarquias locais;
c) outros centros de trabalho, durante os períodos normais de funcionamento;
d) instituições de ensino, durante o período de aulas;
e) locais normais de culto;
f) outros lugares para fins militares ou paramilitares;
g) unidades sanitárias.

sexta-feira, novembro 07, 2008

Eleições Autárquicas na Beira (1)

05.11.08

A abertura da campanha eleitoral no município da Beira foi pautada pelo entusiasmo de milhares de beirenses que saíram à rua para apoiar o candidato independente Daviz Mbepo Simango.

Na visita aos mercados – Maquinino, Praia Nova, Goto, Nhangau - do nosso candidato Daviz Simango mereceu uma recepção muito calorosa por parte dos munícipes.
A visita efectuada por Daviz Simango ao bairro de Nhangau foi também recebida de forma entusiástica pelo eleitorado.

Registamos com apreensão algumas atitudes provocatórias por parte dos nossos adversários políticos durante os nossos trabalhos.

Constitui também motivo de grande preocupação a falta de educação cívica dos grupos apoiantes dos nossos adversários que têm destruído o nosso material de campanha eleitoral.

Nota Final:

Vários cidadãos beirenses, de vários quadrantes políticos, têm-nos alertado para a possibilidade da Polícia da República de Moçambique ter uma acção de intimidação para com os apoiantes do candidato independente no dia da votação – 19 de Novembro – com o objectivo de impedir que os cidadãos expressem livremente o seu direito de voto.

Esta possibilidade preocupa-nos e preocupa os beirenses, que querem escolher livremente os seus governantes municipais para o próximo quinquénio.


Com os nossos cumprimentos
Gabinete do Candidato Independente Daviz Mbepo Simango

Governo de corruptos

Soltas da Campanha

Por Cláudio Saúte*

No show-micio levado a cabo pelo candidato da Frelimo, David Simango, para o município da capital do País, acto que ocorreu, na tarde de ontem, no “quartel general” dos madjermane, Jardim 28 de Maio, o local esteve, fortemente, guarnecido por um contingente da Polícia da República de Moçambique, PRM, reforçado por agentes à paisana. Porém, mesmo com as “bombas” lançadas pelos madjermane, chamando o governo da Frelimo de corruptos, as autoridades policiais não agiram, até que a “caça ao voto” terminasse.

No seu discurso ao eleitorado, David Simango apelou, aos presentes, para que não dessem ouvidos às palavras proferidas por madjermane. O apelo de Simango foi secundado pelo músico angolano, residente na cidade da Matola, Yeyé, casado com uma moçambicana, chamou de desgraçados aos madjermane, em pleno palco. Este facto enfureceu aos visados que, no final da actuação do músico, o cercaram, pedindo explicação.

Yeyé, vendo-se entre a espada e a parede, redimiu-se, pedindo desculpas. Aliás, a intervenção do apresentador Gabriel Júnior, foi oportuna, pois, conseguiu amainar os ânimos dos visados. São coisas da campanha eleitoral.

* Jornalista

Fonte: ATribunaFax, 07-11-2008
Nota: Corrigi de Deviz para David no primeiro parágrafo.

AUTÁRQUICAS 2008 E USO ILICITO DE MEIOS DO ESTADO


Canal de Opinião, por Noé Nhantumbo

Beira (Canal de Moçambique) - A tentativa de ganhar as eleições é o objectivo primordial dos partidos políticos. Nisso estamos todos claros. Só alguns partidos que perderam o Norte é que se colocam em exercícios eleitorais prejudicando as suas hipóteses de ascenderem ou manterem o poder.

Democratizar o país tem de ser um exercício integral de promoção dessa maneira de agir e de tomar decisões. Mas infelizmente não é o que acontece entre nós, por enquanto.

Quando o presidente da República fala à nação sobre a necessidade de civismo e obediência à lei deveria incluir no seu discurso, que os partidos políticos, inclusive aquele de que ele faz parte e do qual é aliás presidente, devem-se coibir de usar meios ilícitos para alcançar o poder.

As deslocações maciças de membros do governo para os locais em que se realizam as eleições são compreensíveis e aceitáveis como um exercício a que membros de um partido são chamados. Mas quando existem dúvidas sobre quem pagará a factura pelo seu transporte aéreo, a sua hospedagem e alimentação, entramos directamente no caminho do financiamento ilícito de campanhas politicas com meios do Estado. E aqui começamos a ter de perguntar o que anda a fazer a Procuradoria Geral da República. Não tenho a certeza mas duvido que seja a Frelimo a custear as passeatas eleitorais dos membros do Governo…

O uso de veículos do Estado e de outros meios deve merecer uma atenção especial dos órgãos eleitorais e do próprio Estado pois de contrário viciam-se os dados logo a partida. A ponto até de termos de questionar se usar meios do Estado em campanhas eleitorais não é um roubo ao estado como o foi por exemplo o desvio de fundos do estado por um qualquer funcionário. Os partidos afinal são entidades privadas, ou não será?!...

Moçambique tem uma experiência eleitoral pejada de irregularidades que são impostas aos cidadãos como se de algo normal e aceitável se tratasse.

Credibilizar as eleições tem de ser um exercício de todos. O país precisa de credibilidade e de um ambiente verdadeiramente democrático em que as partes, os cidadãos, se sintam parte do projecto proposto.

As manobras e uso de meios ilícitos para garantir a permanência no poder devem ser acautelados através de uma denúncia vigorosa de todos os procedimentos que não fazem parte do pacote de eleições democráticas.

Tudo o que se faça para eliminar as zonas de penumbra, suspeitas, e tentativas de manipular a vontade dos cidadãos deveria ser energicamente combatido. E aqui sempre a mesma pergunta: por onde anda a PGR. Feita com o jogo? Quando é o partido no poder a usar para fins ilícitos como é usar meios do Estado para campanhas eleitorais não há problema?

Não são os observadores internacionais que devem carimbar o processo de livre, justo e transparente. Os observadores internacionais cumprem muitas vezes agendas duvidosas em que os interesses que defendem não coincidem os nossos. O processo deve ser de facto realizado no estrito respeito pelo jogo democrático. Os órgãos eleitorais não devem ter receios de impor a lei. Mas tudo isso são por enquanto alucinações…

Também é caso para se perguntar o que anda a fazer a Polícia. Não há quem por lá perceba que usar meios do Estado em campanhas eleitorais é crime contra o Estado. Quando falamos de partidos pode-se admitir que um deles use os meios do Estado a seu bel-prazer sem que a Policia e a PGR ponham rapidamente uns senhores atrás das grades por uso ilícito de bens públicos? Isso não é crime público? Haverá algum partido que está acima da Lei?

Há que garantir uma fiscalização consequente de todo o processo de modo que vencedores e vencidos se mostrem satisfeitos com os resultados e que ninguém reclame jogo sujo e fora das leis. E pior ainda é os estrangeiros virem legitimar eleições ganhas com uso de meios do Estado. Será que alguém pode continuar a ter respeito por alguém que quer que se combata a corrupção e depois venha dizer que foram livres e justas eleições ganhas com fundos do Estado?

É necessário que os cidadãos decidam quem querem que os governe. É sobretudo necessário que os órgãos eleitorais se comportem a contento e que o peso indisfarçável do partido no poder não os amedronte. Não queremos ver uma situação similar à zimbabweana em que as pessoas eram manifestamente colocadas entre a espada e a parede por causa de seu voto.

A presença das forças policiais deve servir para garantir o respeito pela lei por parte de todos os concorrentes e não um artifício para amedrontar os cidadãos que não são do grupo que naquele dia governa o país. De contrário ainda um dia nos virá alguém dizer que foi em legitima defesa que agiu…

Há que garantir que o sistema informático escolhido de uma maneira que só Deus sabe como, seja posto ao serviço da democracia em Moçambique.

Democracia significa aceitar a alternância e a possibilidade de serem outros a governar e não necessariamente os tais eternos “nós outros”...

A necessidade de abrir os olhos e prestar toda a atenção aos exercícios de angariação de votos resulta do que sabemos terem sido processos similares no passado.

Não queremos que os partidos que não trabalham aleguem fraude no momento de anúncio dos resultados. Mas também julgamos que a democracia sofre quando se parte para um jogo eleitoral com os dados viciados. Em que o PGR e a PRM não sabem dar-se ao respeito e impedirem que um punhado faça uso ilegal de bens do Estado. Ninguém vê isso?

Manuel Tomé não é funcionário da TVM para aparecer a inaugurar qualquer coisa da TVM como o fez em Nacala ontem dia 3 de Novembro de 2008. Isso é um exercício ilícito. Quando o PCA da TVM aceita entrar nesse tipo de jogo fica claro de que lado está a balança. Como é que o estado assim se quer dar ao respeito?

Em tempo de eleições o momento é de seriedade e de equidistância dos órgãos públicos de comunicação social. Quando a TVM age assim está a agir com a imparcialidade que a lei exige ou está a dar uma boleia a um dos concorrentes?

É jogo sujo enganar os cidadãos com inaugurações orientadas por figuras do partido no poder, decoradas com bandeiras do mesmo partido. Dinheiros públicos são para serem honrados por todos e não apenas por um punhado.
Aquilo que é do Estado pertence a todos os moçambicanos.
Toda a atenção é pouca num momento destes.

Quer-se que o processo que agora se inicia seja um momento de amadurecimento do exercício democrático no país e que os moçambicanos se vejam livres de qualquer tipo de manipulação. Não se pode continuar 16 anos depois de instituída a democracia formal a aceitar estas coisas.

No passado estávamos todas a aprender como ser democratas. Agora meus senhores, baste de pensarem que os contribuintes são ceguinhos. Importa que exista a compreensão necessária por parte dos políticos, que a votação pode ser o ponto de partida para a promoção da democracia mas também poder constituir oportunidade para aqueles que pretendem a supressão da mesma se imporem e fazerem vingar suas agendas particulares. O Estado é de todos e não apenas de um punhado de senhores de um dos partidos. Quem põe o guizo ao gato? Afinal temos estado ou alguém quer que Moçambique se transform numa outra Somália?

Queremos um Moçambique pacífico, estabilizado, tolerante, inclusivo, democrático.
Que vença o melhor e não aquele que a custa de recursos alheios se imponha aos cidadãos que até podem pretender ver outros no poder.

Aproveitar a indigência e pobreza dos votantes para os embriagar com “Tentação” e usá-los para arrancar e rasgar panfletos de outros partidos também não contribui democracia.

Se de facto queremos uma votação livre e justa é necessário que os órgãos de soberania a começar pelo Presidente da República veiculem uma mensagem de seriedade e imponham cada um a sua medida, as regras, para que o jogo seja limpo.

As contas públicas devem ser fiscalizadas e feitas impermeáveis a assaltos de últimas hora pelos abutres ou falcões do passado. Os discursos de supressão da oposição não são algo novo no país e não se deve dar qualquer oportunidade para que pessoas com agendas díspares daquilo que são os interesses nacionais, tenham a possibilidade de subverter as eleições.

A combinação de objectivos de uns e outros moçambicanos não deve nunca significar que os mesmos não possam conviver pacificamente e realizar as tarefas necessárias para colocar o país no caminho do desenvolvimento que afecte positivamente a vida de todos.

Ficamos atentos para ver até onde a Procuradoria Geral da República é capaz de se manter impávida, serena e distraída perante tão flagrantes atentados ao património do Estado. Já ninguém pode tolerar tanto descaramento…

Fonte: Canal de Moçambique, 2008-11-07 05:11:00

Comunicado da Campanha da Candidatura de Daviz Simango à Comunidade Internacional

Prezados Senhores Diplomatas,
Prezados Senhores Representantes da Comunidade Internacional,
Caros Amigos de Moçambique e da Democracia,
Meus Caros Irmãos Moçambicanos,

A nossa candidatura independente à presidência do município da Beira tem como objectivo fundamental a defesa da democracia e do direito dos cidadãos à livre escolha dos seus governantes.

Foram essas as razões que nos levaram a aceitar o apelo da esmagadora maioria dos beirenses para continuarmos a trabalhar para o desenvolvimento da nossa terra e da nossa pátria.

Pelo grande respeito e profunda gratidão que a comunidade internacional nos merece, por todo o seu incondicional apoio ao desenvolvimento do nosso país, e estando agora a iniciar-se a campanha eleitoral, que culminará no acto eleitoral de 19 de Novembro próximo, o nosso gabinete eleitoral propõe-se, através deste meio, manter-vos informados acerca dos acontecimentos políticos na Beira, neste período, que tão grande significado terá para todos nós.

Agradecendo desde já toda a vossa atenção aos acontecimentos políticos do nosso município,

Subscrevemo-nos com elevada estima e consideração

Daviz Simango
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Daviz Mbepo Simango
Candidato Independente à Presidência do Município da Beira

Beira, 5 de Novembro de 2008