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quarta-feira, novembro 02, 2016

Polícia moçambicana diz que desconhecia ida de mediadores de paz à Gorongosa

A Polícia da República de Moçambique disse esta terça-feira que desconhecia a deslocação dos mediadores de paz à Gorongosa, para se avistarem com o líder da Renamo e insistiu que as Forças de Defesa e Segurança podem movimentar-se em todo o país.
"Esta informação [sobre o encontro de mediadores internacionais com o líder do maior partido da oposição] não era do nosso domínio", disse o porta-voz da Polícia da República de Moçambique (PRM), Inácio Dina, falando durante a conferência de imprensa de balanço semanal das atividades policiais.
O coordenador da equipa de mediação internacional nas negociações de paz em Moçambique, Mario Raffaeli, deslocou-se à Gorongosa na semana passada para tentar falar com o líder da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), Afonso Dhlakama, mas o encontro não aconteceu, devido a alegadas movimentações das tropas governamentais no local onde estava prevista a reunião.

terça-feira, junho 07, 2016

Dos números à semântica: O caso das valas comuns?

Abordar o presente assunto torna-se um desafio enorme quando a informação que disponho é escassa e até certo ponto contraditória.

Em forma de nota, anuncio que neste texto toda a informação é baseada em leituras e depoimentos de tudo o que foi dito/escrito até a data da publicação deste texto.

Antes de entrar no cerne da questão, torna-se pertinente trazer uma definição do nosso objecto de análise: vala comum.

Por um lado, segundo William Haglund, no seu livro The Archaeology of Contemporary Mass Graves (2001), vala comum é uma cova normalmente localizada nos cemitérios onde um conjunto de cadáveres que não podem ser colocados em sepultura individual, ou que são de origem desconhecida ou ainda não reclamados são enterrados sem cerimónia alguma. Na maioria das vezes os mesmos não são registrados nos locais onde foram enterrados.

Por outro lado, a Organização das Nações Unidas (ONU) define como vala comum a cova que contém três ou mais vítimas de uma execução (Massacre). Ler mais (Política e Sociedade - 06.06.2016)

quarta-feira, junho 01, 2016

Novas denúncias de corpos abandonados no centro de Moçambique

Presidente do MDM confirma descoberta de novos corpos.

Sete novos cadáveres foram descobertos recentemente por um camponês numa "machamba" no distrito de Macossa, em Manica, centro de Moçambique, uma área não distante onde há um mês jornalistas fotografaram 15 corpos abandonados nas matas.
Os novos corpos foram também documentados e fotografados por jornalistas no passado dia 27 de Maio, quando o grupo prosseguia com as investigações sobre a existência de uma vala comum na região.
Aumenta, assim, para 22 o número de cadáveres encontrados naquelas matas.
Em declarações aos jornalistas, o camponês que guiou a imprensa para o novo local disse que os corpos estavam abandonados no local há mais de dois meses, o que sugere que tenham sido ali colocados na mesma ocasião com os anteriores corpos.

sexta-feira, maio 27, 2016

MINISTRO DA JUSTIÇA ISAQUE CHANDE DIZ QUE NÃO VIRAM VALA COMUM EM MANICA...

Ministro da Justiça confirmou esta sexta-feira, em sede da comissão parlamentar dos Assuntos Constitucionais, Direitos Humanos e de Legalidade que a as investigações preliminares conjunta entre a Policia e as procuradorias provinciais de Manica e de Sofala não indicam a existência de vala comum.
Isaque Chande confirmou que foram encontrados onze corpos zona entre os distritos de Macossa em Manica e Gorongosa em Sofala.
Isaque Chande diz que as investigações continuam mas que instabilidade político militar na zona onde foram encontrados corpos está a dificultar o trabalho destinado a responsabilização dos autores [esta interpretação da repórter da TVM, pois que o ministro não disse exactamente] e de identificadas as causas das mortes.
Esta sexta-feira foi a vez do ministério da Justiça Assuntos Constitucionais e religiosos apresentar a sua informação sobre as acções realizadas para esclarecer a existência ou não de alegada vala comum entre as província de Manica e Sofala em torno da violação dos direitos humanos no país.
A audição ao Ministério da Justiça marca o fim do processo da prestação de informação a primeira comissão pelas instituições de justiça e de legalidade.
Em sede da primeira Comissão, o titular da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos disse que o facto dos corpos terem sido encontrados numa zona de instabilidade politico militar está a dificultar a identificação das pessoas mortas e a responsabilização dos actores.
De acordo com o ministro, a informação sobre alegada existência no pais de vala comum teve um impacto de dimensão internacional, e suscitar explicações por parte das organizações da Nações Unidas e parceiros de cooperação. Isaque Chande considera que a as averiguações no terreno pela primeira comissão irão permitir um maior esclarecimento sobre assunto.
As averiguações pela comissão dos Assuntos Constitucionais, Direitos Humanos e de legalidade terreno iniciam na próxima segunda-feira na província de Sofala e vão durar quinze dias.

Fonte: TVM – 27.05.2016


quinta-feira, maio 26, 2016

Al-Jazeera mostra restos humanos ainda visíveis em local de corpos abandonados em Moçambique

A cadeia de televisão internacional Al-Jazeera deslocou-se no passado fim de semana ao local onde foram localizados cadáveres abandonados no centro de Moçambique e, três semanas após terem sido descobertos, ainda há restos humanos à superfície.
As imagens da reportagem da Al-Jazeera mostram vestígios dos cadáveres visíveis, incluindo uma caveira e larvas sobre restos humanos, no local onde há três semanas uma equipa de jornalistas, entre os quais da Lusa, testemunharam e documentaram corpos abandonados no mato, sob uma ponte entre os distritos de Gorongosa e Macossa, junto da principal estrada do país.
Apesar de as autoridades moçambicanas terem anunciado que os corpos foram enterrados, as imagens exibem uma sepultura coletiva feita com uma pequena camada de terra sobre cadáveres, sem os tapar por completo.
“Não se sabe quem são, como morreram ou foram mortos e por que estão aqui”, assinalou a repórter da cadeia de televisão do Qatar, quando gravava no local, no passado domingo.

terça-feira, maio 24, 2016

Primeira Comissão da Assembleia da República investiga “Caso valas comuns”

A Primeira Comissão da Assembleia da República inicia, amanhã, as investigações sobre a existência ou não de valas comuns para vítimas da tensão política, no Centro do país.
De acordo com o cronograma definido pela Comissão, os trabalhos começam com uma audição a alguns órgãos do Estado, nomeadamente, os Ministérios do Interior e da Justiça, e a Procuradoria-Geral da República, de modo a colher as informações preliminares existentes. Mais do que apurar a existência ou não das alegadas valas comuns, a comissão pretende saber o que aconteceu com os 13 corpos encontrados em Macossa.
No próximo Domingo, os membros da comissão partem para o trabalho na zona suspeita, prevendo que em 15 dias o relatório seja concluído.
A Renamo afastou-se da equipa que vai fazer as investigações, por discordar com alguns procedimentos seguidos para a indigitação da comissão. 

Fonte: O País – 24.05.2016

terça-feira, maio 10, 2016

Liga dos Direitos Humanos exige investigação da ONU a denúncias de valas comuns

A presidente da Liga dos Direitos Humanos (LDH) de Moçambique exigiu hoje uma comissão internacional de inquérito liderada pelas Nações Unidas para investigar as valas comuns no centro do país, de que afirma ter fotografias.
"Tenho a certeza de que existem [as valas comuns], estamos no terreno, o que nos foi informado é que de facto existem valas, temos essas imagens, temos as fotografias", afirmou Mabota em conferência de imprensa sobre a situação político-militar, económico-social e dos direitos humanos em Moçambique, mas sem mostrar as provas que afirma possuir.
As populações que vivem nas zonas onde há valas comuns, quando prestam informações, recebem uma bala, acrescentou a presidente da organização não-governamental.
"Ainda não acabámos de trabalhar. Se eu disser onde é que estão as valas, a polícia está lá, eu não posso ´dar ´o ouro ao bandido`. Na devida altura, vamos dar a resposta", afirmou a jurista, quando questionada pelos jornalistas sobre as evidências.

segunda-feira, maio 09, 2016

Parlamento moçambicano vai enviar comissão para região de corpos abandonados

Uma delegação parlamentar vai averiguar no terreno as denúncias de violação de direitos humanos no centro de Moçambique, após a descoberta de corpos abandonados nas matas, informou hoje a Comissão Permanente da Assembleia da República.
Segundo a Comissão Permanente, foi mandatada a Comissão dos Assuntos Constitucionais, Direitos Humanos e de Legalidade "para ir averiguar, no terreno, a real situação para depois prestar informação ao parlamento".
O envio de uma delegação de deputados foi proposto pelo líder parlamentar do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), Lutero Simango, que, além das denúncias de violações de direitos humanos, solicitou o debate do conflito no centro do país, na próxima plenária da 3.ª sessão ordinária do parlamento, prevista para 22 de junho.
Jornalistas de vários órgãos de comunicação social, incluindo a Lusa, testemunharam e fotografaram, a 30 de abril, 15 corpos espalhados no mato, no distrito de Gorongosa, nas proximidades de uma suposta vala comum denunciada por camponeses, cujo acesso está vigiado por militares.

quinta-feira, maio 05, 2016

STV confirma existência de corpos abandonados

O canal televisivo moçambicano STV mostrou 13 corpos em decomposição no distrito de Macossa, centro de Moçambique, confirmando a existência de cadáveres abandonados junto à principal estrada do país.
Segundo a edição de hoje do jornal O País, pertencente ao mesmo grupo da STV, nove dos 13 corpos estão debaixo da ponte sobre o rio Piro e quatro encontram-se próximos do rio, em Macossa, província de Manica, a apenas três quilómetros do distrito de Gorongosa, na província de Sofala.
No sábado, jornalistas de vários órgãos de comunicação social, incluindo a Lusa, testemunharam e fotografaram 15 corpos espalhados no mato, no distrito de Gorongosa, nas proximidades de uma suposta vala comum denunciada por camponeses, cujo acesso está vigiado por militares.
Dos 15 corpos encontrados, quatro foram largados numa pequena savana, a cerca de 200 metros do cruzamento de Macossa para o interior, e os outros foram deixados debaixo de uma ponte próxima da Nacional 1, a principal estrada de Moçambique.

quarta-feira, maio 04, 2016

ONU em contacto com Moçambique para aceder à zona da alegada vala comum

O Escritório do Alto Comissário da ONU para os Direitos Humanos informou hoje estar em contacto com as autoridades moçambicanas para aceder à zona, na Gorongosa, onde alegadamente existirá uma vala comum com mais de 100 corpos.
Em resposta por email à Lusa, fonte do gabinete liderado pelo jordanês Zeid Ra’ad Al Hussein confirmou que o Escritório do Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos (OHCHR, na sigla em inglês) recebeu alegações sobre a existência da vala comum na Gorongosa.
No entanto, o gabinete ainda não conseguiu verificar a veracidade dos relatos "sobretudo devido à falta de acesso à área", esclareceu a mesma fonte.
O OHCHR, sediado em Genebra, está por isso "em contacto com as autoridades para obter mais informações sobre estas alegações muito sérias e para pedir acesso à área onde a vala comum está alegadamente localizada", pode ler-se na resposta.

terça-feira, maio 03, 2016

Será negar por cultura de negar?

1. Se alguma vez os sucessos governos da Frelimo me mostrassem os túmulos de Uria Simango, Celina Simango, Joana Simeão, Verónica, entre outros lá em Niassa, eu lhes levaria a sério quando negassem a existência de vala comum.

2.Se os sucessos governos da Frelimo, a PRM e os respectivos órgãos de que se servem nos falassem daquele vala comum em Murrupula onde os corpos até foram exumados sob investigacão da LDH, eu lhes levaria a sério quando negassem a existência de vala comum em Gorongosa.

3. Noto tipos defensores de execuções sumárias mesmo que arrumando-se de académicos, a colaborarem somente com a negação e que desaparecerão dos seus blogs ou murais nas redes sociais com este assunto, logo e logo que for impossível continuarem a negar. 


4. Já agora, para que servem os órgãos públicos da comunicacão social?


A Polícia da República Moçambique (PRM) desmentiu hoje notícias postas a circular a partir da semana passada, por alguma imprensa e redes sociais, sobre a existência de uma vala comum contendo mais de uma centena de corpos, na zona 76, posto administrativo de Canda, distrito de Gorongosa, província central de Sofala.

domingo, maio 01, 2016

MDM exige investigação à denúncia de vala comum

Daviz Simango, líder do MDM, disse à Lusa que o relato revelado na quinta-feira sobre a descoberta por um grupo de camponeses de uma vala comum de mais de cem corpos na Gorongosa, província de Sofala, está alinhado com as informações em posse do seu partido e o desaparecimento de pessoas na região, mas que "as autoridades vão sempre desmentir".
O dirigente da oposição avançou que vai enviar uma equipa ao local, apesar das limitações de segurança impostas pelo atual conflito militar, mencionando que, entre desaparecimentos registados pelo MDM na região de membros de partidos políticos e cidadãos também constam efetivos da sua força política há quase um mês.
"Tudo isso se passa na Gorongosa", frisou Simango, também autarca da Beira, capital da província de Sofala, exigindo investigações não só do parlamento como também da Procuradoria-Geral da República, "que tem meios e proteção para chegar ao local em condições de segurança". Ler mais (RTP - 30.04.2016)

Vala comum confirmada em Moçambique

Uma vala comum foi identificada na região da Gorongosa por jornalistas que se deslocaram ao local. A zona está rodeada de militares, no entanto foram encontrados 15 corpos nas imediações da vala comum.
Camponeses da Gorongosa, na provincia de Sofala, afirmam ter visto mais de uma dezena de corpos espalhados pelo mato, alguns deles despidos.
No entanto, a presença de militares que investigam este caso não permite o acesso à vala comum onde, segundo camponeses, se encontram mais de cem corpos. Hoje foram encontrados mais de uma dezena de cadáveres nas imediações, espalhados pelo mato e alguns deles despidos.
Lembramos que na sexta-feira, o governo provincial de Sofala e a polícia desmentiram a existência de uma vala comum, denunciada à Lusa por camponeses.
Os testemunhos foram reafirmados hoje à Agência Lusa dando conta de 15 corpos encontrados próximos da Estrada Nacional número 1, a principal estrada de Moçambique.
Fonte: RFI – 01.05.2016

sábado, abril 30, 2016

Comissão Nacional de Direitos Humanos quer esclarecer revelação de vala comum

A Comissão de Direitos Humanos de Moçambique (CDHM) quer apurar a veracidade dos relatos da descoberta de uma vala comum com mais de cem corpos no centro do país, adiantado que, a confirmar-se, é um caso "muito preocupante".
Salientando a existência de informações contraditórias sobre o caso, o presidente da CDHM, Custódio Duma, disse que, "se for um facto real e comprovado, é muito preocupante", referindo que a primeira atitude da instituição "é apurar se aquela situação aconteceu" e instando o Ministério Público também a investigar.
O administrador de Gorongosa desmentiu hoje a existência de uma vala comum no distrito, contrariando o relato de um grupo de camponeses que asseguraram à Lusa terem observado uma vala comum com mais de cem cadáveres na zona 76, posto administrativo de Canda, no distrito da Gorongosa.

sexta-feira, abril 29, 2016

Polícia diz que vai iniciar investigação a descoberta de vala comum

A Polícia de Sofala, centro de Moçambique, vai iniciar uma investigação para apurar a veracidade da denúncia da descoberta de uma vala comum com mais de cem cadáveres no interior da Gorongosa, disse hoje à Lusa fonte policial.
Daniel Macuacua, porta-voz da Polícia de Sofala, informou que "um trabalho de interacção" entre o comando provincial da PRM (Polícia da Republica de Moçambique) e distrital da Gorongosa estava em curso para apurar a veracidade da descoberta de uma vala comum por um grupo de camponeses.
"Vamos continuar a interagir com os colegas [da Gorongosa] para poder perceber até que ponto pode vir a constituir verdade," declarou Daniel Macuacua, acrescentando que não tinha mais nenhum elemento sobre este assunto.
Um grupo de camponeses encontrou na quarta-feira uma vala comum com mais de cem corpos na zona 76, no posto administrativo de Canda, Gorongosa, centro de Moçambique, disseram à Lusa três pessoas que fizeram a descoberta.

Descoberta de vala comum com 120 corpos em Gorongoza é falsa – garante Administrado

Um dia depois de ter sido posta a circular pela imprensa internacional, sobretudo portuguesa informação  dando conta da descoberta de mais de 120 corpos depositados numa vala comum em Gorongoza na Província de Sofala, o Governo  distrital reagiu garantindo que essa informação é falsa e foi posta a circular por pessoas de má fê.
Através de um contacto telefónico com repórter do Magazine, o Administrador daquele distrito Manuel Jamaca, disse tratar-se de uma falsa noticia, pois das buscas feitas por uma equipa de especialistas, incluindo os lideres comunitários e elementos das Forças de defesa e Segurança (FDS) não foi identificado nenhum indicio da existência da referida vala.
“É falsa essa informação. Logo que tomamos conhecimento, destacamos uma equipa que está a trabalhar junto com lideres comunitário e Forças de Defesa e Segurança, mas até agora ainda não encontraram nenhum vestígio dessa vala comum”, referiu.
Entretanto, segundo garantiu ao Magazine que a equipa destacada para o terreno continua em coordenação com as lideranças e comunidades locais a fazer buscas da suposta vala comum a nível do distrito, que segundo a Lusa terá sido descoberta por camponeses daquele distrito. Ler mais (Magazine Independente – 29.04.2016)

quinta-feira, abril 28, 2016

Descoberta vala comum com mais de cem cadáveres no centro de Moçambique

Um grupo de camponeses encontrou na quarta-feira uma vala comum com mais de cem corpos na zona 76, no posto administrativo de Canda, Gorongosa, centro de Moçambique, disse hoje à Lusa um dos agricultores que fez a descoberta.
A vala foi descoberta numa área que foi utilizada para a extração de areia para a reabilitação da N1, a principal estrada de Moçambique, num lugar próximo de uma mina de extração ilegal de ouro, entretanto abandonada devido à escalada da violência militar na região.
"A vala tem cerca de 120 corpos, uns já em ossadas e outros ainda em decomposição", disse à Lusa um dos camponeses, sem precisar se os corpos tinham marcas de balas, suspeitando apenas que foram descarregados por viaturas devido a sinais de manobras no local.
Apesar de não haver qualquer indício que relacione esta vala com a atual crise militar em Moçambique, um outro camponês que esteve no local lembrou a onda de perseguição e execuções por razões políticas e que a região tem sido palco de combates entre a ala militar da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), o principal partido da oposição, e forças governamentais.
"Não há vestígios militares visíveis e alguns corpos estão sem roupas", descreveu um camponês.
Em declarações hoje à Lusa, Manuel Jamaca, administrador da Gorongosa, não confirmou nem desmentiu a descoberta da vala, apelando ao grupo dos camponeses para contactarem as autoridades para ajudar na investigação deste caso. Ler mais (SIC Ultima Hora - 28.04.2016)

sexta-feira, abril 22, 2016

Emboscada na Gorongosa mata bebé e fere chefe de posto administrativo

Um bebé morreu e a mãe ficou ferida num ataque de homens armados a uma viatura em que seguia o chefe do posto administrativo de Canda, distrito da Gorongosa, centro de Moçambique, noticiou hoje emissora pública.
O administrador de Gorongosa, distrito onde se situa Canda, Manuel Jamaca, disse à Rádio Moçambique que o chefe do posto administrativo ficou ferido durante a emboscada ocorrida na quinta-feira e que feriu igualmente um quarto ocupante.
Segundo Jamaca, os feridos foram levados para o Hospital Central da Beira, capital da província de Sofala, onde se encontram a receber tratamento.

Fonte: LUSA – 22.04.2016

sexta-feira, abril 01, 2016

Exército moçambicano ataca base da Renamo na Gorongosa

Até ao momento já foram escutadas cerca de 20 explosões e alguns terão acontecido em áreas onde reside a população civil "porque os militares estão a ter dificuldades para atingir a base da Renamo", adiantou a mesma fonte. Aqui ( Voz da América); Aqui (Deutsche Welle); 

quinta-feira, novembro 05, 2015

Habitantes da Gorongosa pedem à Renamo e ao Governo que parem com a violência

Centenas de novos refugiados dos confrontos entre forças governamentais e a guarda da Renamo na Gorongosa pediram nesta quinta-feira ao Governo e ao maior partido da oposição para “pararem de jogar” com as suas vidas.

Várias famílias fugiram à nova onda de confrontos em Satunjira e refugiaram-se na vila sede da Gorongosa.
Sem auxilio governamental como da primeira vez, vários refugiados se entregam ao trabalho doméstico em troca de comida e outros para se alojar em varandas de casas de pessoas que lhes estendem a mão.