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sexta-feira, junho 14, 2013

Edson Macuácua: conselheiro e porta-voz de Guebuza

O mesmo foi nomeado através de um despacho presidencial datado de 13 de Junho, sendo que a sua principal missão é “fazer pronunciamentos regulares à comunicação social em nome do Chefe de Estado”, como se sublinha no comunicado da Presidência da República. Edson Macuácua chega, assim, pela primeira vez a um cargo de peso no Estado, depois de uma carreira feita sempre ao nível do partido Frelimo, onde notabilizou como porta-voz.
Com a derrota da sua candidatura para membro da Comissão Política, no congresso de Pemba, no ano passado, Macuácua eclipsou-se, resumindo-se a membro do secretariado do Comité Central para a Área de Formação de Quadros. Mas o seu sucessor, Damião José,  rapidamente não conseguiu fazer esquecer Edson Macuácua.
Sem porta-voz nos oito anos que leva na Ponta Vermelha, e a enfrentar críticas acérrimas nos últimos tempos, Guebuza decidiu recuperar Edson Macuácua para lhe prestar o serviço que melhor domina: defender publicamente quem serve. Assim,  à luz da Lei de Probidade, Macuácua vai suspender o seu mandato de deputado e membro da Comissão Permanente da Assembleia da República para se dedicar a tempo inteiro à sua nova missão.

Fonte: O País online - 14.06.2013

Reflectindo: Conselheiro e porta-voz até soa bem. É fácil o Macuácua assumir tudo como da sua responsabilidade. Assim que ele vier a dizer que não há dinheiro para os outros funcionários, é mesmo que vir dizer em público que foi mesmo ele quem aconselhou a Guebuza para não dar mais a nínguém.

terça-feira, setembro 20, 2011

Jovens da Frelimo em Nampula marcham pela paz

Atencão: abaixo deste artigo do O País, fiz alguns questionamentos tanto para a Frelimo e frelimistas como para uma reflexão individual. Deixei também a minha opinião em forma de comentário.

Centenas de jovens, membros e simpatizantes da Frelimo marcharam pela paz em Moçambique, num evento havido no distrito de Memba, província de Nampula. A marcha foi mobilizada durante a visita de trabalho que o secretário do comité central para mobilização e propaganda, Edson Macuácua, realizou àquela província do norte do país.

sexta-feira, fevereiro 25, 2011

Dialogar para construir consensos – afirma Edson Macuácua, porta-voz da Frelimo

O diálogo é a melhor alternativa para a construção de consensos à volta da agenda nacional, segundo afirmou ontem Edson Macuácua, secretário do Comité Central do partido Frelimo para a Mobilização e Propaganda, a-propósito das conversações havidas recentemente com a Renamo.

Edson Macuácua falava a jornalistas à margem da IV Sessão Ordinária do Comité Nacional da Associação dos Combatentes da Luta de Libertação Nacional (ACLLN), que decorre na Matola.

segunda-feira, agosto 30, 2010

Edson Macuácua suspende serviços públicos em Inhambane

Para apelidar jovens de “preguiçosos e invejosos”

Sem qualquer autorização prévia do Ministério do Trabalho, o secretário da Mobilização e Propaganda do Partido Frelimo suspendeu há dias os serviços públicos nos municípios de Maxixe e Inhambane ao mobilizar funcionários locais, durante as horas normais de expediente da Função Pública, para um encontro partidário com o intuito de lhes explicar o significado do que a sua formação política chama por três gerações moçambicanas, designadamente a de “25 de Setembro”, a de “8 de Março” e da “Viragem”. Edson Macuácua, disse aos funcionários, em particular, e a estudantes, para deixarem de ser “invejosos e preguiçosos” e passarem a trabalhar.

domingo, setembro 13, 2009

FRELIMO nega ataque a sede de partido da oposição

Um porta-voz da FRELIMO negou, este domingo, qualquer responsabilidade no ataque à sede do Movimento Democrático de Moçambique, que causou três feridos, esta madrugada.
«A FRELIMO não tem absolutamente nada a ver com este caso de violência em Chokwé», garantiu Edson Macuacua, porta-voz do partido do Governo, citado pelo site da ‘Sic notícias’.
«Distanciamo-nos de qualquer acto de violência e condenamos veementemente todos os actos de violência por parte de qualquer actor político que faz parte da campanha», afirmou Macuacua.
O representante da FRELIMO nega assim as acusações de Ismael Mussá, do MDM, que responsabilizara aquele partido pelo ataque que causou três feridos, um dos quais se encontra ainda em estado grave.
Acusações que levaram Macuacua a denunciar « a estratégia maquiavélica de auto-vitimização de alguns partidos políticos moçambicanos» e garantiu que a FRELIMO é «um partido pela paz».
O ataque à sede do MDM em Chokwé marcou, pela negativa, o primeiro dia da campanha eleitoral para as eleições gerais em Moçambique, marcadas para o próximo dia 28 de Outubro.

A BOLA - 13.09.2009

Fonte: Mocambique para todos
Nota: Será que podemos concluir em tudo que a Frelimo tem negado?

quarta-feira, setembro 02, 2009

Dhlakama disparou contra membros da Frelimo

Primeiro acusou o MDM de ter estratégia de auto-vitimização

- diz Edson Macuácua, Secretário do Comité Central da Frelimo para a Mobilização e Propaganda, acusa ainda a Renamo de ter destruído a sede do seu partido, em Milange, na província da Zambézia

Maputo (Canalmoz) - A semana passada, o secretário do Comité Central para a Mobilização e Propaganda e porta-voz da Frelimo, Edson Macuácua, foi convidado a reagir às acusações do MDM, segundo as quais, membros da Frelimo vandalizaram comícios do partido liderado por Daviz Simango, na província de Gaza, durante a visita do seu líder àquela província. Reagiu refutando estas acusações, e, por sua vez, acusou o MDM de estar a adoptar uma política de auto-vitimização, para ganhar simpatias no seio dos eleitores. Hoje é o mesmo Edson que acusa a Renamo e o seu líder de terem vandalizado instalações da Frelimo, no distrito de Milange, na província da Zambézia. Será esta também uma estratégia de auto-vitimização?
Edson Macuácua explicou ao Canalmoz que uma “comitiva do líder da Renamo, na província da Zambézia, distrito de Milange, no posto administrativo de Majaua, não conseguiu realizar um comício em virtude de a Renamo não ter conseguido mobilizar pessoas para o efeito. E fracassado o comício, a comitiva do líder da Renamo dirigiu-se a Sede do comité de Zona do Partido, onde espancaram os membros da Frelimo que estavam ali presentes, vandalizaram a sede do partido, a qual ficou parcialmente destruída, feriram muitos camaradas, sendo que 2 dos quais se encontram hospitalizados no Hospital Rural de Milange”.

Dhlakama disparou contra membros da Frelimo

“O mais agravante é o facto de o próprio líder da Renamo ter incitado, promovido e praticado a violência, pois segundo dados em nosso poder, o próprio líder da Renamo disparou um tiro pelo seu próprio punho, o que é inaceitável, inadmissível e intolerável”, acrescentou Macuácua ao Canalmoz.
O propagandista da Frelimo descreve o cenário detalhadamente, como se lá tivesse estado. Explica que “o líder da Renamo disparou quando de regresso de Majaua. Chegou à sede do distrito de Milange, mandou a sua comitiva em frente da sede do comité distrital da Frelimo em Milange, onde ele próprio disparou um tiro e os membros da comitiva vandalizaram a sede do partido Frelimo”.
Edson Macuácua não promete mover nenhuma acção criminal contra Afonso Dhlakama, a quem acusa de ter disparado contra membros do seu partido. Limita-se a classificar e a atribuir adjectivos ao líder da Renamo.
“A atitude do líder da Renamo é de tamanha irresponsabilidade que o desqualifica politicamente como candidato às próximas eleições, por não reunir os valores dignos de postura de um candidato presidencial. É um mau exemplo para os seus militantes”, afirma.
A terminar, Macuácua diz que a Frelimo apela a todos os actores políticos para que se abstenham de praticar a violência, de modo que o momento eleitoral seja um momento de festa e do reforço da cultura de paz, da estabilidade e da convivência democrática harmoniosa...”
Contactamos telefonicamente o porta-voz da Renamo, Fernando Mazanga, para o convidarmos a reagir a estas acusações, mas este não nos respondeu, alegando estar em reunião. “Ligo-lhe daqui a 30 minutos”, disse Mazanga depois de escutar a nossa questão, eram cerca de 13 horas e 30 minutos.
Ao cair da noite a presente edição do Canalmoz fechou, e Fernando Mazanga ainda não nos havia telefonado. Quando insistíamos com a chamada, não nos atendia. Esteve pouco depois num directo numa das televisões locais.

(Borges Nhamirre)

Fonte: CanalMoz

sexta-feira, agosto 21, 2009

Frelimo garante que a corrupção no sector público "desapareceu"

A FRELIMO, considera que “a corrupção desapareceu” das instituições do Estado em Moçambique, como resultado da campanha que empreendeu nos últimos cinco anos contra o fenómeno.
O suborno aos funcionários públicos tem sido apontado por organizações nacionais e internacionais como um dos maiores flagelos do Estado moçambicano.
O porta-voz da FRELIMO, Edson Macuácuá, apontou esta sexta-feira “a transparência” no sector público como uma das conquistas dos últimos cinco anos, quando falava aos jornalistas, à margem da IV sessão do Comité Central do partido, que decorre desde quinta-feira na Matola, a cerca de 20 quilómetros de Maputo.
“A corrupção desapareceu do sector público em Moçambique. Os cidadãos já não se sentem pressionados a tirar dinheiro para verem os seus problemas resolvidos na saúde e na educação” sublinhou Edson Macuácuá.
O porta-voz do partido disse ainda que os últimos cinco anos de governo da FRELIMO imprimiram a descentralização e desconcentração das atribuições dos órgãos centrais do Estado para os órgãos locais, permitindo a apropriação pelas comunidades do processo de combate à pobreza.
“A governação dos últimos cinco anos assentou na ampla participação dos cidadãos. Essa metodologia gerou ganhos no combate à pobreza absoluta no país”, afirmou Edson Macuácuá.

Fonte: O País online (20-08-2009)

segunda-feira, junho 15, 2009

Comentários - Política à la Moçambicana?

“Em Moçambique há espaço para todos, não fazendo, por conseguinte, sentido que de forma frenética e cíclica as duas formações políticas disputem publicamente os mesmos espaços físicos e os mesmos membros, sem que se respeitem.” (Edson Macuácua, porta-voz da Frelimo, in Notícias, 11-06-2009).

“O Simango faz da Renamo a sua machamba, onde vai angariar membros”, disse.
Questionou ainda o facto de Simango ter ido a Nacala-Porto, mesmo sabendo da presença de Dhlakama na mesma cidade.” (Arnaldo Chalaua, porta-voz da Renamo em Nampula, in Savana, 12-06-2009).

Dhlakama mostrou-se agastado com alegado comportamento de o Movimento Democrático de Moçambique tentar colher em machamba alheia.
“Até o Presidente Chissano nunca foi para um sitio em que sabia que eu estava lá. Mesmo este actual, o Presidente Guebuza nunca chegou a um distrito em que eu estivesse lá. E eu também nunca. Mas como é possível? Se nem estamos em campanha? Ir nas sedes da Renamo recrutar membros? Nao, não pode” - desabafou o líder do ainda maior partido da oposição em Moçambique. (Afonso Dhlakama, Presidente da Renamo, in Savana, 15-06-2009).

quarta-feira, junho 10, 2009

Comentários interessantes

Leia o segunte e tire ilações:

Daviz Simango está a tentar fazer da Renamo, uma “machamba”, (campo agrícola), onde alicia membros desta força política para o MDM, e é uma postura que “provoca revolta em muitos membros. Fernando Mazanga in O País online

A forma como as duas forças políticas (leia-se Renamo e MDM) se comportam demonstra inequivocamente que elas não estão preparadas e nem estão organizadas para merecerem a confiança dos moçambicanos, pois agem sem urbanidade, usando sistematicamente métodos pré-convencionais e condenáveis a todos os ângulos. Edson Macuácua in Notícias.

sábado, abril 18, 2009

Mais esta de Edson Macuácua

Para demonstrar quão abalado está a Frelimo pelo MDM, que até já usurpa os seus slogans, Edson Macuácua lança mais uma vez os seus habituais ataques. Desta vez até foi longe ao chamar o MDM de um partido ilegal (leia aqui).

Porquê seria a partir da Conferência de Matola que já vem o termo ilega? Será que podemos começar a ler sobre o que está sendo tratado nesta conferência? Será que quando os quadros, na sua maioria gorvenantes, voltarem às províncias, distritos, localidades, será caça ao MDM como o que já foi relatado em Caia e Angónia? Recorde-se que Geraldo Carvalho, atravéz do Canal de Moçambique já denunciou que o delegado do MDM foi sob ordens de uma figura do governo local, detido pela Polícia e submetido a trabalhos forçados, como corte de árvores na vila (leia aqui).

Tendo a peça publicada no O País de autoria da AIM (Agência de Informação Moçambicana) sou curioso em saber onde o MDM ou Daviz Simango tenha dito que o objectivo deste partido era eliminar a Renamo?

Segundo o mesmo texto, Edson Macuácua afirma que o discurso do MDM é de ódio e vingança. A pergunta é se Macuácua é capaz de indicar algum lado onde o ódio e vingança estão expressos por este partido e seus dirigentes.

segunda-feira, março 16, 2009

Será que Edson Macuácua não está mesmo preocupado com o MDM?

Tal igual Marcelino dos Santos e Mariano Matsinhe nos brindaram com a declaração de REDUZIR A OPOSIÇÃO À INSIGNIFICÂNCIA, hoje o “jovem” Edson Macuácua a veio publicamente (veja aqui) e apresentar-se como um dos que faz parte daquele grupo dos generais de reserva. Eis que ele diz: O MOVIMENTO Democrático de Moçambique (MDM), recentemente constituído na cidade da Beira, ... deve ser reduzido à sua própria insignificância.

Edson Macuácua diz ainda que o MDM não apresenta novas ideologias senão o ódio e vingança, características típicas da Renamo.

A outra questão que Edson Macuácua manifesta é a sua tentativa de querer convencer alguém que o MDM é um partido virado para fora.

Mas Edson não está mesmo preocupado com o MDM? Quais são os aliados do MDM? Não podia ele ser muito concreto? Quando Filipe Paúnde, Armando Guebuza foram à China foi por aliança com os chineses? Quando os dirigentes da Frelimo vão a Europa é para apresentar relatório aos aliados? Será que alguém viu algum lado onde está expresso algum ódio e vingança nos programas e discursos do MDM? Pegando no discurso de Daviz Simango e comparando nos teus discursos, Edson, onde é que encontrámos facilmente ódio e vingança? E vigança, contra o quê e quem?

O MDM é uma cisão da Renamo, não vou negar, mas tenho algumas perguntas sobre a afirmação de Edson Macuácua. Será que Edson Macuácua tem certeza que pessoas com cartão da Frelimo não estão agora próximas do MDM? Será que Edson Macuácua não se preocupa que muitos dos funcionários que foram obrigados nos últimos anos a assinar declaração como membros da Frelimo, possam se filiar ao MDM para se libertarem? Será que Edson Macuácua não entende que a grande visibilidade de pessoas que abandonam a Renamo, deve-se ao facto de serem pessoas que já não têm nada a perder agora?

A verdade é que o MDM percorreu primeiro todas as províncias e distritos para mobilizar cerca de trezentos mil apoiantes, culminando assim com a sua constituição. Se Edson Macuácua trouxesse um único exemplo de um partido que começou com esta forma de mobilização ajudar-nos ia entender o que está dizendo. Se o MDM estivesse virado para fora, tivesse os tais aliados, teriamos ouvido que Daviz Simango, Geraldo Carvalho ou qualquer dos impulsionadores viajaram para Europa antes da formação deste partido. Tenho dado o exemplo do almoço Eneas Comiche com os moçambicanos em Lisboa, quando a candidatura era para a presidência da Cidade de Maputo.
Será que alguém é capaz de me dizer, porquê os dissidentes da Renamo ou doutro partido, filiando-se ao MDM deixam de ter impacto e importância, quando há bem pouco tempo se organizavam conferências de imprensas para apresentar alguns que "saiam" dos seus partidos para a Frelimo?

Moçambicanas e moçambicanos, o grupo da Frelimo interessado pelo regresso ao monopartidarismo está muito preocupado com o surgimento do MDM.

Eu faço a minha parte e que cada moçambicano faça a sua!

quarta-feira, janeiro 21, 2009

As contradições de Dhlakama, Guebuza e Macuácua

O Presidente da Renamo sugere um frente-a-frente com o Presidente da República e claramente também Presidente da Frelimo para um debate. Desse debate seriam participantes órgãos de informação e intelectuais e Afonso Dhlakama expressaria a sua visão sobre as políticas nacionais como é a dos sectores de Educação, Saúde, Juventude. Até aqui tudo bem, embora me pareça que ficariam de fora outros actores importantes. Entretanto, interrego-me de como o Presidente da Renamo descobriu o que sugere como importante se bem que ele próprio recusa-se em encontrar-se com membros do seu próprio partido que querem expressar a sua insatisfação quanto ao funcionamento e liderança da Renamo? Quando aos seus assessores ele chama de miúdos, recrutas e estudantes? Quando ele ataca a ala académica do seu próprio partido?

Sobre o Presidente da República sabe-se que apesar de ter sido um dos negociadores da paz e esse facto ter sido importante na campanha eleitoral de 2004; ter instalado o Conselho de Estado não tem gostado de debates com os seus oponentes. Se líderes da oposição quiserem tomar um café com ele que vão à Ponta Vermelha, mas não um debate sobre a política nacional, regional ou internacional. Para um “debate” da política nacional, Armando Guebuza, prefere convocar um Conselho de Ministros Alargado, onde participam deputados da bancada do seu partido e primeiros-secretários provinciais. Que ideias diferentes encontra Guebuza nesses encontros? Será que há debates sérios nesse tipo de encontros?

Edson Macuácua, Secretário pela Mobilização e Propaganda da Frelimo, chamou a Afonso Dhlakama de infantil, (essa linguagem da nossa esfera pública) pela proposta que apresentou. Não compreendi o que há de infantilismo nessa proposta. Será que é infantilismo quando líderes políticos de país esdemocraticamente maduros fazem um debate público? Durante a campanha vimos por algumas vezes Obama e McCain a debaterem na televisão, será que estavam a fazer brincadeiras da escolinha? Tenho visto Fredrik Reinfeldt, o Primeiro-Ministro da Suécia a debater publicamente com a Mona Sahlin a líder da oposição e mesmo com outros líderes partidários, será mesmo conversa da creche que estou a assistir? Debates entre líderanças partidárias tenho visto na Dinamarca, no Reino Unido, por exemplo em tempos de, campanhas eleitorais, crise nacional e internacional, será que é infatilismo? Em Moçambique se é mais adulto quando uma crise como a do Zimbabwe nunca reúne os nossos políticos, a ponto de cada um começar a falar dela no seu canto?

terça-feira, novembro 11, 2008

Mais de meio milhão de jovens – uma grossa mentira

Não vou me apressar em recorrer o Instituto Nacional de Estatísticas para encontrar o número de habitantes da cidade da Beira, pois tratando-se de assuntos eleitorais, os números de eleitores me ajudam a interpelar o que foi veiculado pelo Jornal Notícias.

Também eu podia não me importar desta peça de notícias, considerando-a de uma mera propaganda política de um órgão ao serviço do partido – nao vejo nenhum problema com propagandas políticas. Porém, devido ao passado muito recente, leva-me a desconfiar que forjar números, seja uma preparação de uma fraude eleitoral. Nas eleições gerais e presidenciais de 2004, em locais como Changara e Tsangano, em Tete, Gaza e, Lichinga, em Niassa, a aderência às urnas foi tida como de mais de 100 %. Coisa impossível em lado algum no mundo, atendendo que por qualquer motivo, há sempre quem dos registados não vota.

Ora vejamos, donde vieram os mais de meio milhão (mais de 500 000) de jovens que foram ao comício de Edson Macuacua? E, fala-se de jovens! Segundo AWEPA, seu Boletim Eleitoral Número 1, de 5 de Novembro de 2008, o Município da Beira tem apenas 230 720 eleitores registados. Aqui contam-se todos os registados a partir de 18 anos para frente, isto é, jovens e velhos; membros e simpatizantes de todos partidos. A nível nacional, foram registados 2 775 181 eleitores para as eleições das 43 autárquicas, daí mesmo que elas constituissem uma aldeia, seria incrível de Edson Macuacua reunisse mais de meio milhão de jovens. Quão popular é Edson Macuacua?

A segunda anomalia da peça de notícia é apresentar um número fabuloso como aquilo, num munícípio onde a Frelimo não goza muita popularidade, mas apresentar foto/imagem de Manuel Pereira, o candidato da Renamo-Mbararano. Não teria sido coisa boa para a Frelimo nos mostrasse uma imagem do encontro?

A terceira anomalia é o pronunciamento atribuido a Edson Macuacua “tanto Bulha como o partido dos camaradas já são vencedores do processo dada a forma como as pessoas têm seguido e recebido as nossas mensagens em todos os bairros. Se as eleições fossem hoje (ontem) já seríamos proclamados vencedores, pois a Beira deve ser resgatada, porque está sendo dirigida de forma danosa e dolosa pelo actual edil, e as pessoas já querem uma Beira para os beirenses.” Este pronunciamento soa como uma justificação sobre uma fraude já está consumada. Segundo a minha “má” leitura, a vitória não vem das urnas, mas as eleições servem apenas para simular uma democracia multipartidária.

Proclamados vencedores? Beira deve ser resgatada porque está sendo dirigida de forma danosa e dolosa pelo actual edil? Pelo que sei, nunca houve sondagem que favorecesse à Frelimo na Beira de modo que o Macuacua ficasse tão certo que no domingo passado já o seu partido e candidato teriam sido proclamados vencedores se isso não fosse forjado. Também, de governação danosa e doloso nunca ouvímos de eleitores beirenses, senão a partir do próprio Macuacua, Paúnde ou Mbararano (Frenamo)? O que sabemos é que Daviz Simango, já foi muitas vezes nomeado edil do ano, e por duas vezes foi premiado pela sua boa governação. Daviz é o jovem da esperança e do resto é INVEJA, uma inveja que está para reproduzir ALBUQUERQUES para as rapinas voltarem à cidade da Beira.

Não nos esqueçamos que é na Beira onde Albuquerque foi detectado a manipular números no computador. Beirenses, observadores e a comunidade internacional devem controlar bem os Macuacuas, nada mais eles fazem que pôr em prática o projecto anunciado pelo Marcelino dos Santos e Mariano Matsinhe – regresso ao monopartidarismo.

NB: Não estou contra a campanha da Frelimo, mas contra a grosseira manipulação de números que é uma acto grave e perigoso em eleições. Mais que meio milhão de jovens no comício de Edson Macuacua, na cidade da Beira, é GROSSA MENTIRA.