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sábado, fevereiro 21, 2015

Reflexão sobre uma oposicão sólida

Estou aqui reflectindo sobre como seria recebida por muitos moçambicanos e amigos de Moçambique, uma notícia na STV Noite Informativa em que se dizia: Os líderes dos principais partidos da oposição encontraram-se numa instância turística do país para discutir sobre as províncias autónomas e despartidarização do Estado. No dia seguinte, a notícia seria veiculada nos jornais nacionais. Nas suas capas viria uma imagem grande de Afonso Dhlakama, Daviz Simango e Raúl Domingos.
Apenas uma reflexão NÃO SOLTA.

P.S: Refrescando a memória: como foi quando sob mediação de Manuel de Araújo, Afonso Dhlakama e Raúl Domingos se encontraram em Quelimane depois de sensivelmente doze (12) anos?

quinta-feira, abril 17, 2014

PDD vai às presidenciais na coligação

O presidente do Partido para Paz Democracia e Desenvolvimento (PDD) Raúl Domingos disse ontem em entrevista exclusiva concedida a FOLHA DE MAPUTO, que o seu partido vai concorrer às eleições presidenciais, legislativas e provinciais, de Outubro próximo, através de uma coligação que será constituída por 12 partidos.

quinta-feira, novembro 28, 2013

Exclusão e intolerância como causas da crise político-militar

O presidente do Partido para Paz Democracia e Desenvolvimento (PDD), Raúl Domingos, apontou, na sua intervenção, vários factores que estão na origem da actual crise político-militar no país, destacando a intolerância e exclusão como os principais. “Em Moçambique, os partidos políticos sofrem, com dureza, a exclusão, a intolerância e a perseguição política, económica, social e cultural”, disse Domingos.

quinta-feira, maio 02, 2013

Nampula: Oposição preocupada com transparência eleitoral

Partidos políticos da oposição, na cidade de Nampula, estão contra a eleição de Daniel Ramos para o cargo de presidente da comissão provincial de eleições em Nampula e afirmam que os próximos pleitos eleitorais serão caracterizados pela ausência da liberdade e transparência.


É que, Daniel Ramos é professor e membro da Frelimo. Entre os anos 2009-2011, desempenhou o cargo de administrador do distrito costeiro de Moma. Em contrapartida, a legislação eleitoral refere que, para o cargo de presidentes das comissões de eleições, sejam eleitos membros da sociedade civil.

terça-feira, abril 16, 2013

PDD denuncia preparação de injustiça e fraude no processo

No pleito autárquico de Novembro próximo

... E contesta a eleição de Daniel Ramos para presidente da Comissão Provincial de Eleições

A Comissão Política Provincial do Partido para a Paz, Democracia e Desenvolvimento (PDD), em Nampula, está contra a eleição de Daniel Ramos para presidir a Comissão Provincial de Eleições.
É que, segundo o PDD, a legislação reguladora dos processos eleitorais diz que a presidência das Comissões Provinciais de Eleições deve ser ocupada por membros da sociedade civil.

terça-feira, novembro 06, 2012

Paz inseparável da justiça - defende Raul Domingos


A PAZ não é algo separado da justiça, verdade, solidariedade, equidade e liberdade. É um processo que leva tempo para se enraizar. Ela não envelhece e é essencial para a democracia e desenvolvimento. Quem assim o afirmou foi Raul Manuel Domingos, líder do Partido para a Paz, Democracia e Desenvolvimento (PDD), negociador do AGP, na conferência nacional sobre “a consolidação da paz e democracia em Moçambique: O papel dos partidos políticos”, cujos trabalhos terminaram ontem em Maputo.


Orador do tema “20 anos de paz: Ganhos, constrangimentos, desafios e lições aprendidas”, Raul Domingos afirmou que o Acordo de Roma deu início ao processo de construção duma sociedade assente na paz, liberdade, justiça, harmonia, respeito pelos direitos humanos e o Estado social de Direito democrático.

domingo, julho 22, 2012

O que é a democracia?

“Sócrates rendeu-se a Guebuza”, lia-se na manchete do semanário Zambeze, depois da assinatura dos documentos que transferiram para Moçambique a administração de Cahora Bassa. O que me atraiu no título foi o verbo escolhido, que evoca uma semântica de guerra.
Resolvo consultar os meus recortes e, passados quinze minutos, estou elucidado: persiste na comunicação social moçambicana uma retórica de guerra, herdada da Guerra Civil e que ainda não desarmou. O problema é que os jornalistas parecem não se dar conta de que a linguagem não é inocente ou neutra e indicia sintomas e que o modo como certos vocábulos se infiltram nos textos, em lugar de sinónimos mais anódinos, é motivado por indubitáveis condicionalismos sociais.

segunda-feira, fevereiro 22, 2010

Raúl Domingos, Presidente do PDD, em Discursos Directo

O PDD não sumiu - garante Raul Domingos
RAUL Manuel Domingos, presidente do Partido para a Paz, Democracia e Desenvolvimento (PDD) ainda pensa que as eleições de 28 de Outubro de 2009 foram fraudulentas. Em entrevista ao “Notícias”, disse, entre outras coisas, que militantes do partido no poder foram treinados e ensaiados para intimidar, espancar e impedir que outras forcas políticas fizessem a sua campanha eleitoral. Na mesma entrevista, Raul Domingos analisa vários aspectos da vida política do país, manifesta-se “disponível” para um eventual convite para o regresso às hostes da Renamo, não quis comentar sobre a ideia da oposição construtiva e admite que o partido teve uma má participação nas eleições gerais de 2009.

Notícias (N) – Tem andado ausente do cenário político do país. O que se passa?

Raul Domingos (RD) – Quando a gente não aparece na Imprensa a imagem que fica é a de que andamos ausentes (risos). Acredito que tenha aparecido pouco, mas esta conversa vai ser o quebrar do silêncio e tenhamos aqui e acolá uma rotina que permite que estejamos mais atentos. Na verdade, o nosso povo precisa de ouvir dos seus dirigentes qual é o pensamento político em cada momento. E é mau estar ausente.

N - Que avaliação faz o partido sobre a sua participação nas eleições gerais de 2009?

RD – Bom, tivemos uma má participação em termos de resultados. Mas, podemos dizer que do ponto de vista político estivemos presentes. Fomos uma das forcas políticas que

esteve em sete províncias. Fizemos uma campanha visível, mas os resultados não foram os desejáveis. Daí que diria: participação boa mas um mau desempenho.

N - A que se deveu o mau desempenho?

RD – Há muitos factores. A fraca presença no terreno, a baixa visibilidade nos últimos cinco anos ditou esta resposta do eleitor.

N - Qual, então, vai ser a sorte do PDD?

RD - Naturalmente que vai continuar no cenário político. Não pode desaparecer, porque tem políticos que estão filiados por convicções e acreditam que é através do partido que podem realizar os seus sonhos de ter um Moçambique de paz, de democracia e de desenvolvimento.

N - O senhor não se sente sozinho no partido?

RD - Pelos votos, acreditamos que há pessoas que nos seguem. E um dos sinais evidentes disso é o aparecimento do símbolo do PDD nos boletins de voto para as assembleias provinciais em Mocuba. Sem termos feito campanha, conseguimos um assento em Mocuba. Significa que as pessoas conhecem o símbolo do PDD, conhecem o seu líder e acreditam no partido.

N - Sente-se confortável nestes termos?

RD - Naturalmente que não. Gostaria de ter um assento na Assembleia da República. Podermos usar do pódio da Assembleia da República para dizermos o que pensamos sobre o país. Neste desconforto o desafio é trabalhar para conseguirmos esses objectivos.

N - O senhor já foi deputado. Já esteve numa situação em que lhe davam um minuto para falar. Foi confrangedor não foi?

RD- Bom, foi uma fase. A História deste país tem muitos episódios, um dos quais e triste foi estar na Assembleia da República, confiado pelo povo, mas pelo Regimento Interno ser coarctado do direito de falar e ter um minuto para exprimir um pensamento. Mas não desperdicei minuto que me foram dados. Disse o que tinha a dizer, em cada momento do debate de questões de interesse nacional e acredito que por causa disso politicamente estou vivo e as pessoas continuam a acreditar e a alimentar esperanças de que Raul Domingos e o PDD um dia poderão dar uma contribuição muito positiva para o país.

PAZES COM RENAMO

N - Disse um dia que ainda se sentia da Renamo, apesar de ter sido expulso do partido. Hoje reafirma isso? Pode voltar á Renamo se for convidado a regressar?

RD - Na minha história de vida política completo 30 anos em 2010, dos quais 20 foram vividos na Renamo. A Renamo foi praticamente a minha rampa de lançamento para a vida política. E é preciso recordar que eu não abandonei a Renamo. A Renamo é que me abandonou.

N - Nesta perspectiva poderia aceitar?

RD - Bom, aí está. Como dizia, dos 30 anos da vida política 20 foram vividos na Renamo. A Renamo foi a minha escola e, por causa disso, hoje estou onde estou. O abandono não foi pacífico. Foi, enfim, conflituoso. Se há intenções de se fazer as pazes a paz é boa para todos.

N - Aliás, o senhor é embaixador da paz. Acha que a paz está no bom caminho em Moçambique?

RD - A paz é algo que deve começar de dentro de cada um de nós. A paz deve ser vivida na mente das pessoas, estendendo-se pelas famílias, pelas comunidades, crescendo pelo país e pelas nações. A paz tem uma semente e essa semente é a mente do Homem. Felizmente, a paz em Moçambique ainda temo-la no discurso dos nossos dirigentes. Já é um bom passo. Mas a paz não é apenas o discurso, mas também acções. A paz é o bem-estar. A paz é saúde, é emprego, é transporte, é alimentação. Quando nos escasseiam estes bens materiais a paz também fica afectada. A paz tem a componente espiritual e material. A nossa paz ainda tem muito que andar. A nossa paz serve de alicerce para a democracia e a democracia serve de pilar para o desenvolvimento. É uma paz que deve ser combinada com a democracia e desenvolvimento. Quando não há democracia, a paz fica ameaçada. Neste momento vejo que a nossa democracia é uma democracia que apesar de ter sido conquistada através do Acordo Geral de Paz é ainda ténue. Ainda precisa de muito trabalho para a sua consolidação e mostra sinais de retrocesso. No passado, sempre o disse e reitero que há esforços de retorno ao monopartidarismo e isso ameaça a democracia e, consequentemente, a paz e o desenvolvimento.

N - Mas isso não será resultado dos próprios resultados eleitorais?

RD - É uma questão de perspectiva. É uma questão do ovo e a galinha. Os partidos aparentemente são fracos, mas é importante verificar a que se deve essa fraqueza. São fracos ou são fragilizados? É uma perspectiva que se pode explorar. Convido os académicos e os intelectuais deste país para fazerem esta reflexão. Por outro lado, é preciso ver se não há o esforço de empoderamento de um partido em detrimento doutros. Também é uma outra perspectiva. Quando aparece o partido no poder a criar as suas células em instituições do Estado o que é isso?

N - Os outros partidos foram impedidos de criar as suas células nas instituições?

RD - Não há lei que impede, nem há lei que autoriza. Qual deve ser a reflexão? É ver se isso é ou não viável. Se isso é ou não democrático. Vamos pegar, por exemplo, o Ministério do Interior. Cria-se uma célula do partido nesse ministério. O que se pretende com isso? Num ministério em que o pessoal é maioritariamente polícia e estes são agentes do Estado que devem ser apartidários, mas temos lá uma célula do partido. Se nós quisermos instalar as nossas células lá vamos dividir a Polícia em grupos de vários partidos. O mesmo se pode dizer em relação ao Ministério dos Negócios Estrangeiros, da Defesa e inclusive outras repartições do Estado. O que é que nós pretendemos com isso? É viável para a democracia? Está claro que estamos a partidarizar. Não é viável porque as instituições do Estado não estão em condições de albergar 40 partidos. Portanto, é anti-democrático. Nós ficamos mais preocupados quando isso vem da boca dum secretário-geral do partido, que diz que é uma recomendação do congresso. A pergunta que se coloca aqui é: esse congresso em que medida vincula o Estado? As decisões do congresso são vinculativas ao Estado moçambicano? As repartições do Estado são obrigadas a albergar células do partido porque o congresso decidiu? Eu chamo a isto o cair da máscara. Durante cinco anos dissemos: estamos a dar passos em direcção ao monopartidarismo. Mas foram dizendo que não, não, não! Portanto, é isto que fragiliza uns a favor doutros. Maioritariamente, os quadros deste país se não estão nas organizações não-governamentais estão no Aparelho do Estado. Então, se são vigiados por uma célula do partido, os outros partidos ficam desprovidos de quadros que podiam fazer oposição responsável e séria.

N - O líder do PIMO, Yá-Qub Sibindy, adoptou uma linha de oposição construtiva. O PDD também pode?

RD - Não quero falar de Yá-Qub Sibindy. Quero falar daquilo que eu penso que devia ser feito mas que não é feito. Eu acho que os outros tem um grande fiscal que e o povo.

PARTICIPAÇÃO NAS ELEIÇÕES DE 2009

N - O que aconteceu em 2009? O senhor não conseguiu candidatar-se. O que se passou?

RD - É natural que me sinta injustiçado. Mas também percebo a agonia em que se encontra o partido no poder, que encontrou a forma de organizar as eleições para garantir a chamada vitória retumbante. Essa vitória retumbante é resultado de muitas operações anti-emocráticas, desde o Conselho Constitucional até às comissões distritais de eleições. Toda uma operação bem orquestrada e com um grande maestro que está de parabéns porque foi bem sucedido. Mas isso não vai continuar assim. O povo não vai permitir e nós como partidos políticos apreendemos a lição. Refiro-me às exclusões que aconteceram, a amputação de partidos, a eliminação de alguns candidatos presidenciais, tudo isso sem fundamentos legais aceitáveis. Viu-se aqui um esforço titânico dos órgãos eleitorais e de Justiça deste país a prepararem uma vitória que se pretendia esmagadora, tal como veio a acontecer. Nós vimos também, mesmo no terreno, os militantes do partido no poder treinados e ensaiados para intimidar, espancar e impedir que os outros fizessem as suas campanhas eleitorais. Eu fui vítima disso.

N - Tem conversado com o Presidente da República?

RD - Converso com ele. Eu sei que ele é aberto ao diálogo. Mas acredito que não é pelo diálogo que ele muda a sua maneira de pensar. Com relação à democracia e à forma como faz essa mesma democracia eu tenho algumas críticas a fazer. Algumas já as fiz pessoal e directamente. Falámos, por exemplo, sobre os administradores distritais, que eu penso que deviam ser cargos a serem ascendidos por concurso público e não por nomeação. Falamos de secretários permanentes e chegámos a um consenso de que de facto devia ser por concurso público e fiquei feliz em saber que esse cargo passa a ser por concurso público. Mas aí está. Parece-me que no que diz respeito à maneira de fazer a democracia ou de agir em democracia ainda estamos muito distantes. Eu estive em Gorongosa e conheci o secretário permanente local, que é ao mesmo tempo o primeiro- secretário do partido Frelimo. Para mim, esta combinação não é democracia. Se nós não chamamos atenção sobre isto vamos seguramente voltar para o monopartidarismo.

N - Está ou não o PDD fragilizado neste momento?

RD - O PDD tem uma boa base de apoio. A fraqueza do PDD que nós temos estado a constatar é a sua ligação do topo À base. Isto é, a sua comunicação..A comunicação com a base requer meios. Por falta de meios e toda uma logística necessária para a comunicação isso cria uma fraqueza. Não diria fragilizado, mas sim fraqueza. Mas estamos a trabalhar no sentido de encontrar formas de ultrapassá-la.

N - É ou não é uma ameaça ao PDD o MDM?

RD - Não é. Nós não somos adversários do MDM. O adversário do MDM acredito que seja o partido no poder. O PDD não olha para nenhum partido da oposição como adversário.

Fonte: Jornal Notícias (22.02.2010)

terça-feira, setembro 29, 2009

Infractores da campanha eleitoral processados em Manica

Por violar a lei eleitoral
Manica (Canalmoz) - Numa altura em que estamos já a mais de duas semanas, após o início da campanha eleitoral a nível do país, pelo menos cinco pessoas que se presumem sejam membros dos três principais movimentos políticos da oposição, nomeadamente a Renamo, MDM e PDD, encontram-se já a responder no tribunal, acusados de remoção e sabotagem do material de propaganda do partido no poder, a Frelimo.
De acordo com dados em nosso poder, os indivíduos em causa foram encontrados pelos membros e simpatizantes da Frelimo, após terem entrados em conflitos partidários, nos distritos de Tambara, Bárué e Sussundenga, a removerem panfletos propagandísticos do seu partido como forma de criar desacato no seio dos potenciais eleitores.
Em Sussundenga apuramos as detenções do presidente da comissão política distrital do partido para a Paz Democracia e Desenvolvimento (PDD), Alfande Sebastião e um tal de Luís Cherene. do Movimento Democrático de Moçambique (MDM). Esta última detenção ocorrida no posto administrativo de Dombe, naquele mesmo distrito, deveu-se a um mal entendido pela autoridades policiais, visto que quem havia danificado o material da Frelimo foi um respectivo membros da mesma formação política acusadora, segundo relatado a partir do local.
Entretanto, a PRM em Sussundenga relançou um apelo no sentido de os intervenientes directos na campanha de “caça ao voto” se pautarem por uma campanha menos violenta, O uso deste método coloca em causa não só o exercício de busca de simpatias de eleitores, mas também obstrui a ordem e tranquilidade públicas, a nível das comunidades.
Neste caso o chefe das operações do comando distrital da PRM, em Sussundenga, Jacinto Andrade Sorte, disse que os tais membros destas duas formações políticas ficaram detidos na sequência do desacato às ordens dos agentes da lei e ordem.
Contudo, em Sussundenga onde terão ocorrido detenções para além de processos judiciários mencionados contra os tais supostos membros das formações políticas em referência, a PRM faz uma avaliação positiva daquilo que tem vindo a desenvolver no quadro da campanha eleitoral, com olhos postos nas eleições de 28 de Outubro próximo.

(José Jeco)

Fonte: CANALMOZ (2009-09-29)

Nota: Atendendo o que vem se denunciando naquela parcela do país por órgãos da imprensa insuspeitas, ora porque AWEPA e CIP são independentes, ora por a Agência de Informacão Mocambicana (AIM) é governantal, torna-se preocupante que os que estejam a responder em tribunal sejam membros de partidos da oposicão.




terça-feira, setembro 15, 2009

Só 4 partidos concorrem para as assembleias provinciais

Apenas quatro partidos concorrem para lugares nas assembleias provinciais. A incapacidade da oposição apresentar candidatos na maioria dos distritos significa que a Frelimo ganhará seis províncias práticamente sem oposição. Só Manica e Sofala serão sériamente contestadas.

Há 141 círculos eleitorais nas dez assembleias provinciais.

• A Frelimo está a disputer 138 círculos – não conseguiu ter listas aprovadas apenas em Chimoio, Lichinga, e Lago (Niassa).
• A Renamo vai estar presente em 34, nomeadamente Maputo, Manica e Cabo Delgado. Não tem candidatos na Zambézia e Nampula.
• O MDM ( Movimento Democrático de Moçambique) vai estar em 23 distritos, nomeadamente em Manica e Sofala, com uns poucos distritos em quatro outras províncias.
• O PDD (Partido para Paz Democracia e Desenvolvimento) estará presente em três distritos da Zambézia.

A lista completa de partidos e distritos está nas páginas 5 e 6 ver aqui.


Fonte: Boletim sobre o processo político em Moçambique, nr 4, 15 de Setembro de 2009

terça-feira, julho 28, 2009

Raúl Domingos formaliza candidatura à Presidência

O candidato do PDD, Raul Domingos, formalizou a candidatura à Presidência da República.
Falando aos jornalistas após apresentar ao Conselho Constitucional (CC) a candidatura às presidenciais de 28 de Outubro, o presidente do PDD afirmou que, caso seja eleito chefe de Estado, vai trabalhar para “uma justa distribuição da riqueza nacional, diminuindo o fosso entre ricos e pobres, trabalhando para que o acesso às oportunidades seja igual. Domingos promete restaurar o estado de direito e o sentido de nação, trazer a juventude para o centro das atenções do Governo, de forma a que os jovens sejam uma prioridade no acesso ao emprego, habitação e aos centros de formação técnico-profissional.

Fonte: O País online

Adenda: o CanalMoz enfatiza ao que Raúl Domingos disse como sendo: “O presidente da República, os ministros, os governadores, os administradores distritais e outros titulares com função de representar o Estado devem abdicar de todas as funções partidárias e trabalharem em exclusivo ao serviço do Estado que lhes paga os salários, a partir da altura em que assumem os seus cargos até à data da cessação” – Raul Domingos, falando momentos depois de se inscrever na concorrência à presidência da República, no Conselho Constitucional

sexta-feira, novembro 14, 2008

Conselho constitucional chumba CNE

PERDIZ RECORREU SEUS CANDIDATOS

- O Conselho Constitucional, na sua deliberação acontecida esta semana, deu razão aos quatro candidatos da Renamo e um do PDD que haviam sido chumbados pela Comissão Nacional de Eleições (CNE), supostamente porque as suas candidaturas estavam feridas de irregularidades
A “perdiz” havia sido reprovada nos municípios de Dondo, Gorongosa, Manica e Manjacaze.

São estes os candidatos que agora respiram de alívio: Cristovão Filipe Soares, Gorongosa; Manuel Zeca Bissopo, Dondo; Bejamin Luís Matchangaisse, Manica; sendo que o de Manjacaze o nome não foi facultado a este jornal.
Depois de a Renamo ter -se queixado, só ontem é que lhe foi facultado o acórdão do Conselho Constitucional dando indicação de que os seus candidatos podem concorrer às autárquicas de 19 de Outubro.

Ora, este acórdão é publicitado dez dias depois de a campanha eleitoral ter iniciado, facto que, a olho desarmado, nota-se que a Renamo está em prejuizo. É por isso que, apesar de estar satisfeita com a decisão, a “perdiz” exige que lhe sejam dado mais dias para que promova a sua campanha nas edilidades onde havia sido chumbada.

Aliás, nas mesmas edilidades, a Renamo fez campanha como partido, mas foi impedida de o fazer em nome de qualquer candidato.

O que equivale a dizer que nos tais locais os candidatos daquele partido da oposição não são conhecidos.

Por outro lado, a Renamo ainda é da opinião que deviam existir tribunais eleitorais para dirimir aquele tipo de conflitos, pois os comuns levam “séculos” para solucionar um imbróglio, mesmo havendo solução a vista.

Aliás, quando tal sucedeu, a própria “perdiz” havia acusado o partido no poder, a Frelimo, de estar por detrás das manobras que levaram ao impedimento de os seus concorrentes poderem participar da campanha nos municípios retromencionados.

Entretanto, a CNE esteve reunida ‘a tarde de ontem para, dentre vários assuntos, deliberar sobre o conteúdo do acórdão do Conselho Constitucional.

Porém, até ao fecho desta edição o DN não conseguiu chegar à fala com o porta-voz da entidade, Juvenal Bucuane, para devidos esclarecimentos.
DIÁRIO DE NOTÍCIAS - 14.11.2008

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Nota: Parabéns CC pela decisão sábia. Parabéns Renamo, mas continuo a sugerir uma dedicacão à causa e nunca perder tempo com perseguicão aos membros que prestigiam o partido.