Finalizando a série “As multidões do Daviz Simango”, Prof. Carlos Serra escreve que “o cerne do seu carisma [do Daviz] está nos seus feitos, naquilo que, efectivamente, tem feito e feito fazer numa Beira votada ao abandono pelos anteriores edis. Qualquer auscultação ligeira aos munícipes da cidade e da sua periferia mostra isso inequivocamente. Os nossos olhos podem perfeitamente verificar que a devização da Beira é uma realidade.”E eu concordo que é isso mesmo em primeiro lugar. É isso que muitos dos honestos que conhecem o Chiveve, independemente da sua cor partidária afirmam. Daviz Simango não manda, mas sim dirige a equipa com que trabalha e é algo um pouco raro entre nós. Entre nós há muitos mandões e poucos dirigentes. Daviz Simango trabalha directamente com os munícipes.
A primeira vez (em 2005) que vi as fotos de Daviz Simango em acção recordei-me da tradição de trabalho durante a minha formação de professores nos finais da década 70, assim como de ADPP tanto em Moçambique como na Dinamarca.
Se muito se fez por Daviz deve ser pela sua participação directa ao trabalho e não mandar a alguns mandões para irem mandar outros a fazer algo e sentir-se satisfeito com relatórios que muitas vezes são falsos.
Também, lembro-me do que uma pessoa amiga me contou sobre Daviz quando ela se encontrou com ele pela primeira vez: “hoje tivemos um encontro com o Daviz, o tipo é simples, humilde e social.“
Ao contrário do que muitos pensam, e é a muita gente que assim pensa, estas caracteristas conquistam os corações da maioria dos nossos compatriotas. Mas reconheço que ser-se um dirigente humilde, simples e social, em suma homem do povo, corre-se risco de perseguição.
Foto retirada do debates e devaneios




