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sexta-feira, junho 10, 2016

Nyusi debate sobre situação económica e político-militar do país com diplomatas

O Presidente da República, Filipe Nyusi, manteve encontro, hoje, com o representante da União Europeia e o Embaixador dos Estados Unidas da América para debater sobre a actual situação político-militar e económica do país. O diplomata europeu disse que aquele organismo quer continuar a apoiar Moçambique, mas a ajuda ao Orçamento do Estado vai permanecer suspenso enquanto decorrem averiguações do nível de endividamento do país.
Nos encontros realizados em separado na Presidência da República o primeiro a ser recebido foi o embaixador da União Europeia, num encontro que durou pouco mais de 30 minutos. À saída do encontro, o diplomata Sven Burgsdorff disse que a União Europeia está disponível a ajudar Moçambique para superar a crise económica, mas por enquanto o apoio ao Orçamento do Estado continua suspenso enquanto decorrem averiguações sobre o nível de endividamento do país.
Já o embaixador dos Estados Unidos da América, cujo encontro com o Chefe de Estado durou cerca de uma hora, mostrou-se mais preocupado com a situação de tensão político-militar. Dean Pittman disse que o seu país está disponível a colaborar de qualquer forma para o restabelecimento da paz no território nacional.

Fonte: O País – 11.06.2016

sexta-feira, fevereiro 26, 2016

Embaixadores advertem que investimentos externos em Moçambique podem estar em risco

Corpo diplomático reúne-se com Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação.
A comunidade internacional diz estar a seguir com atenção e apreensão os desenvolvimentos políticos em Moçambique.
Esta preocupação foi manifestada pelo chefe adjunto da missão do Reino dos Países Baixos em Moçambique, Jan Huesken, em nome dos países representados no país.
“A paz e a democracia são dois elementos importantes para efectivar o potencial económico e social do país. a segurança e a estabilidade política são condições primordiais para a vida de todo o cidadão moçambicano e desenvolvimento do país. Como atrair e manter investimentos numa situação de tensão?”, questionou o  chefe adjunto da missão do reino dos países baixos em moçambique. Ler mais (Voz da América, 25.02.2016)

terça-feira, novembro 12, 2013

Embaixadores pedem explicações sobre espectro de guerra e raptos

O espectro de guerra civil que se vive no País e a onda de sequestros que está a semear terror nas principais cidades, e que já se saldou na morte de um menor, dominaram um encontro havido na última sexta-feira entre o ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Oldemiro Baloi, e embaixadores acreditados em Moçambique.
No final do encontro, nenhum dos diplomatas aceitou falar à Imprensa. O mesmo sucedeu com Oldemiro Baloi e o seu vice, Henriques Banze. Ler mais

quarta-feira, outubro 23, 2013

Analista alemão duvida que RENAMO possa ter a mesma força que tinha na guerra civil

Ao anunciar o fim do Acordo Geral de Paz de 1992, a RENAMO mostra estar pronta para um confronto armado contra o Governo da FRELIMO. O analista alemão Rainer Tump explica o crescente clima de tensão entre os partidos.

Durante a guerra civil em Moçambique, o chamado "Tete-Run", o Corredor de Tete, entre o Malawi e o porto da Beira tornou-se lendário. Esta estrada era tida como extremamente perigosa, pois os rebeldes da Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO) atacavam com frequência os automóveis e camiões que por lá passavam.

Agora, após 21 anos de paz, o perigo pode voltar às estradas. Isto porque a RENAMO pôs fim ao Acordo Geral de Paz que assinou com o Governo da Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO) em 1992. Ler mais

sábado, julho 10, 2010

Comunidade internacional: ingenuidade ou cumplicidade?

Somos um País óptimo. Isto vai dando para tudo.
Apesar de prever um crescimento anual da economia moçambicana na ordem dos 6% ao longo dos próximos cinco anos, ultrapassando o dos países vizinhos, e de considerar que o sector bancário em expansão irá apoiar esse crescimento através dos mercados de crédito emergentes – mais um dos eternos paliativos para conter as nossas justificadas inquietações – um estudo divulgado há dias pela «Companies & Markets», de Inglaterra, salienta que “Moçambique continua a sofrer de um fraco ambiente de negócios” e que “embora tenha registado avanços em termos de democratização desde o fim da guerra civil, o sistema democrático permanece fraco”. Nós acrescentaríamos: EM RISCO.
E acrescentaríamos isso, porque na sua parte mais sensata e clarividente, o estudo faz ainda notar que há “aumento dos níveis de corrupção e de exclusão política” dos que “não apoiam o partido Frelimo”. Quem são afinal os corruptos para os autores do estudo?
Não concluem. Mas consideram que a corrupção continuará a constituir um desafio significativo que tornará mais difíceis as tarefas para se combater a pobreza e as desigualdades de rendimento.
Refere, contudo, que tudo isto se deve a uma oposição fraca a opor-se a um poder da Frelimo que actua cada vez com maior impunidade. Não diz de onde vem o fôlego dos corruptos, mas o que vale é que o sentido de cidadania crescente vai encarregando-se de esclarecer. Nas ruas os cidadãos conversam sobre o tema e percebe-se que os prevaricadores já foram tipificados e identificados e vão-se conhecendo cada vez melhor as suas cumplicidades com os “donos” do regime.
O que o estudo britânico não diz é que os doadores e financiadores que avançam com as constatações optimistas sobre Moçambique não tardarão a serem considerados pelos moçambicanos excluídos como um dos principais factores de desestabilização do clima político interno do País, quando todos se convencerem que os aliados de quem nos está a afundar são precisamente os que financiam a sobrevivência deste regime de corruptos em que vivemos hoje.
Temos um governo que diz combater a corrupção, mas na casa onde a soberania nacional assume a sua expressão mais simbólica – a Ponta Vermelha – a Residência Oficial do Chefe de Estado – esse mesmo governo recebe, com pompa e circunstância, cidadãos de conduta duvidosa, desde um condenado a vinte anos de cadeia ainda a não cumprir pena mediante alegação dela ainda não ter transitado em julgado, a “barões” de toda a espécie. É como dizer fartai vilanagem. É como dizer: roubem e trafiquem à vontade, nós estamos aqui para vos proteger.
Temos um governo que pretende fazer crer que combate a corrupção, mas continua a dar evidências aos juízes e outros magistrados do que pode ser o seu futuro se se desviarem da “linha da ordem”. Ameaça velada.
Temos um governo que diz combater a corrupção, mas que fruto da exclusão de quem pretende contribuir para um País de gente séria que continue a orgulhar-nos com os seus hábitos e costumes, continua a humilhar-nos com os maus exemplos que proporciona aos seus concidadãos.
Temos um governo que diz combater a corrupção, mas já ninguém duvida que é, simultaneamente, jogador e árbitro.
É este estado de coisas que a dita comunidade internacional quer continuar a apoiar? Com que tipo de moçambicanos é que a comunidade internacional quer estar? De que lado?
Será que os moçambicanos todos vão aturar muito mais tempo estas brincadeiras todas sem que a paciência se esgote?
Será que esta coisa das autoridades já não conseguirem manter a ordem nos mercados, já não conseguirem evitar a corrupção dos agentes da polícia de trânsito, já não conseguirem evitar a corrupção dos agentes da polícia municipal em Maputo, não é o princípio de uma desordem que nem mil exércitos conseguirão conter?
De que valerão os discursos e os gestos de apoio à Sociedade Civil se a máfia local já criou a sua própria “Sociedade Civil” para sugar os fundos que vão estando disponíveis para alegadamente a fortalecer?
Estamos de facto encurralados se a própria comunidade internacional não abandonar rapidamente a sua tendência nata para a cegueira.
Será muito difícil verem que o próprio partido no poder incumbiu as suas elites de criar organizações para chuparem a ajuda supostamente destinada a uma real sociedade civil?
Ou será que a dita comunidade internacional também já está tomada pelo crime organizado e bem metida no jogo sujo, como os mais impacientes já comentam?
É demasiada apatia para podermos acreditar que se trate de ingenuidade. Tal como o governo confunde os cidadãos, com os seus maus exemplos, a comunidade internacional tem de ser mais explícita nas suas opções para que não seja confundida. “A mulher de César não basta ser séria, precisa parecer”.
A hipocrisia não passa despercebida eternamente.
Já nas ruas se fala disso.
Se as medidas para inverter esta tendência não forem consequentes, pode não tardar que as coisas se tornem irreversíveis como na Somália e outros casos em que de um dia para o outro o que parecia óptimo se tornou um martírio. Essas coisas acontecem quando menos se espera.
Estamos cansados de falar deste risco a que em tempos idos no Brasil se chegou a chamar qualquer coisa como “Risco Brasil”.

Fonte:CanalMoz - 09.07.2010

sábado, setembro 26, 2009

Algumas verdades que têm que ser ditas

EDITORIAL DO SAVANA

Tem sido comum em África, que quando os dirigentes políticos são confrontados com situações de crise se desviem dos factores principais da crise, para se concentrarem no secundário e trivial, como, por exemplo, culpar o Ocidente pelas suas fraquezas.
Eles são uns imaculados que não fazem mal nem a uma mosca. Os ocidentais é que são uns malvados, que se intrometem de qualquer maneira nos seus assuntos internos, que ainda não se aperceberam de que o colonialismo já acabou, que não têm respeito pela dignidade do Preto.
Tudo discursos de conveniência, apenas para ocultar o facto de que se não fosse esse mesmo Ocidente, mais de dois terços das suas populações não teriam comida, hospitais decentes, medicamentos e tudo quanto o ser humano necessita para continuar a existir.
Um discurso de hipocrisia que serve apenas para ocultar os apetites ocidentais de que morre a nova elite africana. Gostam do dinheiro do Ocidente, da roupa e dos últimos lançamentos da indústria automobilística ocidental. Tanto gosto que alguns acabam mesmo morrendo em clínicas ocidentais, para onde são evacuados quando doentes, por já não confiarem na segurança dos seus próprios hospitais, desprovidos de pessoal médico adequado, medicamentos e boas condições de higiene.
Para o Ocidente também mandam os seus filhos estudar porque não acreditam no seu próprio sistema de ensino.
É com estes empresários ocidentais que forjam as suas parcerias empresariais, muitas vezes sendo o seu único capital a influência política que detêm. O que Frantz Fanon, no seu clássico Peles Negras, Máscaras Brancas, designa de “burguesia mercantil”. Uma burguesia que suga o sangue do seu próprio povo e guarda o produto do seu roubo nos bancos do mesmo Ocidente que simulam que odeiam quando a sua hegemonia política e o controlo total sobre os recursos nacionais são postos em causa.
É esta hipocrisia que de forma nauseabunda nos é dada a consumir todos os dias por certos sectores da nossa sociedade, quando se debate a crise actualmente instalada na sequência da decisão da Comissão Nacional de Eleições (CNE) de excluir alguns partidos da corrida eleitoral que se avizinha.
Não se discutem os méritos do problema, que até nos podem conduzir à conclusão de que a CNE agiu correctamente, tendo como base a força da lei. Não, discute-se a intromissão de um grupo de embaixadores ocidentais que estão apenas a fazer o trabalho que as suas capitais lhes pagam para fazer. A função de um diplomata é precisamente procurar informar-se dos desenvolvimentos políticos no país de acolhimento, para com propriedade informar os seus chefes, que depois usam essa informação para tomar uma atitude em relação ao país em causa. Na verdade, seria negligência gravosa se os embaixadores se tivessem mantido quietos nas suas chancelarias, e deixassem de transmitir aos governantes deste país aquilo que eles, no seu entender, consideram uma preocupação legítima, independentemente de se nós concordamos ou não com eles. Deve ter sido com este espírito que até o Presidente da República aceitou recebê-los em audiência, mesmo que eventualmente não esteja de acordo com os seus pontos de vista.
Não é pela intromissão dos 19 embaixadores que o problema criado na CNE deixará de ter os elementos que o caracterizam. Por isso, é aconselhável que nos concentremos nesses detalhes, deixando o marginal, o supérfluo, o trivial para fora da equação. Com esse espírito construtivo, sem menosprezar a importância das nossas leis, com a cabeça fria, sem rancores nem subterfúgios chegaremos a um desfecho do qual todos nós sairemos vencedores.
Dói escrever estas coisas no dia 25 de Setembro, mas elas têm que ser ditas.

Fonte: SAVANA

sábado, setembro 12, 2009

Frelimo pede que a comunidade internacional respeite leis do país

Macuácua defendeu o “respeito e obediência à lei” e afirmou que a CNE “não pode ser paternalista quanto ao cumprimento da lei”.
A Frelimo apela à comunidade internacional para que "conforme as suas apetências e ambições" com a lei moçambicana, após diplomatas criticarem a Comissão Nacional de Eleições (CNE) pela exclusão de partidos extra-parlamentares às eleições de 28 de Outubro.
Falando hoje aos jornalistas, o porta-voz da Frelimo, Edson Macuacua, defendeu o “respeito e obediência à lei” e afirmou que a CNE, que excluiu a candidatura de 10 dos 29 partidos políticos às quartas legislativas, “não pode ser paternalista quanto ao cumprimento da lei”.

“A nossa posição é clara e inequívoca: A Frelimo defende o respeito e obediência à lei. O nosso Estado é Estado de Direito e democrático. Por conseguinte, todos os candidatos devem ser tratados em pé de igualdade e em face da lei. Não pode haver paternalismo, excepções quanto ao cumprimento da lei”, disse Edson Macuacua.

O porta-voz da Frelimo reagia às críticas lançadas quinta-feira à CNE por diplomatas residentes em Moçambique, por a instituição ter excluído do escrutínio 10 partidos e coligações, por alegadamente apresentarem irregularidades nas suas candidaturas.

Fonte: O Paísonline

Nota: 1) Confesso que levou-me muitas horas sem ler este artigo (devem saber o porquê), mas fiquei espantado ao lê-lo. Um Edson Macuácua com tom mais diplomático?!?!?! O que o faz assim???? Porém, Macuácua deixa-me com dúvidas sobre a lei que refere e quanto ao tratamento igual que reclama. Quero acreditar que seja o mesmo que a comunidade internacional defende e não paternalismo. Quero acreditar que Macuácua chegou à conclusão que muitos mocambicanos (se os meus cálculos se baseassem aos comentários em sites electrónicos diria eu que mais de 80% de mocambicanos) está contra a decisão da CNE, uma decisão paternalista a favor da Frelimo. Portanto, penso que seja necessário que a Frelimo diga aos "ministros" da CNE, o significado da sua promocão.
2) João Leopoldo da Costa recebeu hoje sozinho o PDD.

sexta-feira, novembro 07, 2008

Comunicado da Campanha da Candidatura de Daviz Simango à Comunidade Internacional

Prezados Senhores Diplomatas,
Prezados Senhores Representantes da Comunidade Internacional,
Caros Amigos de Moçambique e da Democracia,
Meus Caros Irmãos Moçambicanos,

A nossa candidatura independente à presidência do município da Beira tem como objectivo fundamental a defesa da democracia e do direito dos cidadãos à livre escolha dos seus governantes.

Foram essas as razões que nos levaram a aceitar o apelo da esmagadora maioria dos beirenses para continuarmos a trabalhar para o desenvolvimento da nossa terra e da nossa pátria.

Pelo grande respeito e profunda gratidão que a comunidade internacional nos merece, por todo o seu incondicional apoio ao desenvolvimento do nosso país, e estando agora a iniciar-se a campanha eleitoral, que culminará no acto eleitoral de 19 de Novembro próximo, o nosso gabinete eleitoral propõe-se, através deste meio, manter-vos informados acerca dos acontecimentos políticos na Beira, neste período, que tão grande significado terá para todos nós.

Agradecendo desde já toda a vossa atenção aos acontecimentos políticos do nosso município,

Subscrevemo-nos com elevada estima e consideração

Daviz Simango
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Daviz Mbepo Simango
Candidato Independente à Presidência do Município da Beira

Beira, 5 de Novembro de 2008