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terça-feira, novembro 05, 2013

O PR FALA DA PAZ COM FÓSFOROS NAS MÃOS

Por Gento Roque Chaleca Jr.

“A defesa da paz não é obra de soldados, mas apenas eles a podem assegurar”. Dag Hammarskjold.

Uma nota prévia: Não sou a favor da guerra. Sou pela paz. Ninguém neste “vale de lágrimas”, por maior santidade que tenha, pode advertir-me sobre as consequências da guerra. Muito antes do meu primeiro vagido, num daqueles troncos onde as anciãs de Chivule faziam de maternidade, a guerra semeava dor e luto na família Chaleca. Como muitos neste país, sofri na pele o incómodo das armas e a ausência da paz. Não faço estas afirmações para comover, dissuadir e promover-me a qualquer heroísmo, porque a dor não se translada, é de quem é. E para os que me criticam de atiçar discursos “contra a corrente”, só lhes posso oferecer a frase: “As dores da alma não deixam recados, imprimem uma sentença que perdura pelos anos.”

Tenho algumas dificuldades em perceber a cachimónia do senhor Presidente da República. Tanto fala do maravilhoso povo, mas nada faz para conter a hemorragia da guerra. É como se estivesse a apelar que não se faça fogo, tendo ele uma caixa de fósforo na algibeira.

quinta-feira, agosto 29, 2013

CRONICANDO SOBRE A (DES) EDUCAÇÃO DO ENSINO

Por Gento Roque Chaleca Jr.
Anos atrás estava convencido que o adubo para o desenvolvimento de Moçambique era a educação. Hoje temos dezenas de Universidades, entre públicas e privadas, algumas das quais para além de produzirem calorias para o desemprego, são viveiros da corrupção. O problema de Moçambique é, a par de alguns governantes que fazem da corrupção uma didáctica, a falta de um sistema de educação de qualidade, em que se aprende a pensar.” Extracto de uma conversa com os meus sobrinhos.
Foi-me pedido que falasse um pouco sobre a qualidade da educação enquanto sistema de ensino no país, um assunto polissémico que esta crónica não pretende esgotar, até porque o próprio conceito de qualidade não é consensual, o que torna difícil, senão impossível, emitir uma opinião pessoal “acabada”. Também não conheço, neste “pantanal” de mutações constantes, alguém que tenha o “monopólio” da verdade absoluta, que já é per si, relativa.

sexta-feira, novembro 02, 2012

Dhlakama Não Está Sozinho

Por: Gento Roque Chaleca Jr., em Bruxelas
 
“Não são três mil ou cinco mil homens armados da Renamo que supostamente estão na Serra da Gorongosa que vão incendiar o país. É a Frelimo. São as políticas perversas deste governo. São os soldados do exército de desempregados. São os madjermanes abandonados que foram atirados à sua sorte. São todos os moçambicanos marginalizados e apelidados de vândalos. Gorongosa é apenas o santuário das lamentações do povo e Afonso Dhlakama a ponta do iceberg” – Extraído de uma conversa com os meus sobrinhos
Para quem já foi vítima de uma guerra sabe que ela é um incêndio difícil de apagar. No passado, para que a guerra fratricida cessasse, os extintores tiveram que vir da capital italiana (Roma). Ninguém saberá dizer com precisão de um relógio suíço do qual lugar virão os próximos extintores para apagar o fogo da guerra que o líder máximo da Renamo, Afonso Dhlakama, diz estar a preparar há duas semanas na Serra da Gorongosa. Ler mais

quinta-feira, outubro 11, 2012

OS EFEITOS DO X CONGRESSO OU JOGADAS PARA ENTRETER OS INCAUTOS?


CRÓNICA
Por: Gento Roque Cheleca Jr., em Bruxelas
Não pode haver mexidas frutíferas quando o que se pretende mudar são as “moscas” e não a “lixeira”. Numa sociedade de esperanças adiadas, de um futuro melhor mutilado, a remodelação governamental anunciada não passará de uma bênção para os distraídos terem agenda quando o essencial é contornar a hemorragia da partidarização do Estado. Excerto de uma conversa com os meus sobrinhos.

quinta-feira, fevereiro 09, 2012

AS COISAS QUE INCOMODAM!

CRÓNICA
Por: Gento Roque Cheleca Jr., em Bruxelas

"A moral não é uma questão de fé nem de mandamento divino. Não é preciso ter fé para se obedecer a um código de conduta com valores morais que todos devemos ter." Miguel Sousa Tavares, jornalista e escritor português.

segunda-feira, dezembro 12, 2011

ESTAVA ESCRITO, QUELIMANE LIBERTOU-SE!

CRÓNICA

Por: Gento Roque Cheleca Jr., em Bruxelas

« A bússola do destino não falha » (Arrone Fijamo Cafar, in Ecos de Inhamitanga)

Gostaria de iniciar esta crónica cometendo um subterfúgio involuntário, animado pela vitória eleitoral do MDM e do seu candidato Manuel de Araújo, porquanto, neste momento, é o coração que pilota a cabeça e não o inverso.

sexta-feira, outubro 28, 2011

“CÁ SE FAZ CÁ SE PAGA”

Por: Gento Roque Cheleca Jr., em Bruxelas

“Nas coisas do poder político quem não liberta a sociedade, com transparência e responsabilidade, amarra-se a si próprio ao comboio da hecatombe”. Marcolino Moco, jurista angolano.
O título desta crónica pode parecer precogitado, mas como dissemos não é de carácter justo de um cristão (como é o nosso caso) julgar a um morto, muito menos o faríamos, agora que as redacções dos jornais e das televisões andam gordurosas com notícias sobre a morte do coronel Muammar Kadhafi, este que foi para muitos o mais fiel "discípulo de Lúcifer"

AINDA SOBRE AS LÁGRIMAS DE MANUEL DE ARAÚJO

 (RESPOSTA AO AUTOR)

Por Gento Roque Chaleca Jr., em Bruxelas

“A História não atende os gostos e desgostos dos seus censuradores.” Excerto de uma conversa com amigos.

No Canal de Moçambique (Jornal Semanário n° 116 - de 5 de Outubro de 2011) está inserido um artigo de opinião de um conhecido Autor das livrarias moçambicanas sob o título: “Sobre “a compaixão”, “a bondade”, e “a heroísmo” de Bonifácio Gruveta”. Nesse artigo, sem referir claramente o meu nome, o Autor debica parte da minha lavra publicada primeiramente por esta gazeta aniversariante Wamphula Fax (edição n° 1433 – de 30 de Setembro último), dedicada à análise circunstancial dos comentários sobre as lágrimas do Dr. Manuel de Araújo, e que, por força da História Comparativa, exumei da memória uma passagem de longas tardes de convívio com o saudoso Dr. David Aloni a propósito do general Bonifácio Gruveta Massamba (que Deus o tenha), acusando-me de impostor além de uma “rajada de tiros” disparados contra o finado (Gruveta).

sexta-feira, outubro 07, 2011

CONFABULANDO SOBRE O 4 DE OUTUBRO!
Por Gento Roque Chaleca Jr. em Bruxelas
“A minha cabeça é uma orquestra onde desfilam várias preocupações, desde logo há uma que nunca me deixou descansar: a paz!”. Extracto de uma conversa com os meus sobrinhos.
O povo moçambicano assinalou ontem dia 04 de Outubro, o 19° aniversário da assinatura do Acordo Geral de Paz (AGP). Neste dia, em 1992, o país assistiu com entusiasmo e esperança, na capital italiana, Roma, a assinatura do AGP, rubricado pelo antigo Presidente da República, Joaquim Chissano, e o líder da Renamo, Afonso Dhlakama, que pôs fim à guerra fratricida que durou 16 anos.

quinta-feira, setembro 29, 2011

AFINAL AS LÁGRIMAS DE MANUEL DE ARAÚJO NÃO ERAM DE CROCODILO!


Por Gento Roque Chaleca Jr. em Bruxelas
A morte é ciumenta, porque separa os que se amam. Adágio popular Zimbabueano

Há uma semana atrás o meu colaço Arrone Fijamo Cafar Jr. escreveu-me um e-mail da “capital do coco” (Quelimane) dizendo que o Dr. Manuel de Araújo emocionou-se diante das câmaras da STV ao falar do general na reserva Bonifácio Gruveta Massamba, ex-combatente da Luta de Libertação Nacional.Habituados a pescar em águas turvas e a espalhar a brasa em busca do fogo, num casamento perfeito entre aspirantes a analistas de facto e alguns órgãos de comunicação social, associaram à dor alheia do cidadão Manuel de Araújo da habitual comédia “show televisivo” que certos candidatos nos brindam em vésperas de eleições, espingardearam: “o pranto derramado pelo Dr. Manuel de Araújo eram “lágrimas de crocodilo”!

quinta-feira, abril 14, 2011

PARA ONDE QUEREM CONDUZIR O PAÍS?

CRÓNICA

Por Gento Roque Cheleca Jr., em Bruxelas

“Uns vivem na sofreguidão de alterar a Constituição da República para constituir uma monarquia familiar partidária (como era nos velhos tempos do comunismo), outros tentam, pela primeira vez na História da Humanidade, apagar o passado. Diz o povo que Deus só nos dá o peso que podemos aguentar. Desta vez, ao que me parece, Ele distraiu-se e carregamos um pouco mais.” Palestra com os meus sobrinhos.

quinta-feira, março 24, 2011

O juiz Luís Mondlane apenas confirmou hipóteses já existentes de que este governo é permeável à corrupção

 Por Gento Roque Chaleca Jr., em Bruxelas
“Os Xiconhocas estão de volta à ribalta. A vossa geração, meus queridos sobrinhos, não terá sequer uma simples pastagem (no futuro) para atenuar os duros e invisíveis golpes da miséria. Até o capim ruim que o veado não come, vós sequer tereis! E quando forem anciões (como eu, vosso tio), que de tanto mastigar no vazio a boca até anda despovoada de dentes. Não fiquem, porém, à espera que algum dia este governo compartilhe convosco o produto da esmola que recebe dos doadores, porque, como disse o músico nampulense, Salvador Maurício (antes de partir para o Reino do Senhor), os ratos roeram tudo” – Extracto da palestra com os meus sobrinhos, alargada, pela primeira vez, ao público de Bruxelas.

quarta-feira, março 23, 2011

COM A CORRUPÇÃO À VISTA NO CONSELHO CONSTITUCIONAL, QUAL É O ESTADO GERAL DA NAÇÃO, CAMARADAS?

CRÓNICA
Por: Gento Roque Cheleca Jr., em Bruxelas

Tenho dito ao longo desta peregrinação literária que, se as famosas ‘presidências abertas’ do senhor presidente da República incluíssem os gabinetes dos seus apóstolos, é bem provável que muitos deles já tivessem renunciado às sinecuras. O problema é que o senhor Presidente da República, em nome da ‘revolução-verde’, prefere visitar hortas de meia dúzia de camponeses sorteados pelos famosos 7 milhões de meticais, em detrimento dos ‘viveiros da corrupção’. Há quem diga, porém, que tal acontece porque esses ‘viveiros da corrupção’ não possuem placas para a aterragem da frota de helicópteros presidencial, razão pela qual a corrupção no nosso país atingiu à medula governativa. Extracto da palestra com os meus sobrinhos.

quinta-feira, fevereiro 24, 2011

A CULPA É SEMPRE DOS AMERICANOS, DOS FRANCESES, ENFIM, DA 'MÃO EXTERNA'!!!

CRÓNICA

Por: Gento Roque Cheleca Jr., em Bruxelas

O povo quando quer é capaz de fazer com que um governo ditatorial dance.

'Makwaela' ao rítmo de 'xigumbaza'. Nem as balas cuspidas das mortíferas armas que usam para repelir o povo eufórico servem para inverter ou intimidar a marcha de uma revolução democrática em construção. Uma vez que boa parte dos ditadores estão velhos de caduco, para não acabarem nas efermarias dos hospitais em estado de coma, tal como aconteceu ao Ben Ali e ao seu ‘compadre’ Hosni Mubarak, sugeria que os restantes auto-proclamados ‘Heróis de África’ deixassem voluntariamente o poder, antes que os sismos populares os obrigassem a abandonar os reconfortantes palácios do povo. Extracto da palestra com os meus sobrinhos.

sábado, fevereiro 19, 2011

PORQUE É QUE A BEIRA TEM DE “PARAR” PARA RECEBER O PRIMEIRO-MINISTRO?

CRÓNICA Por: Gento Roque Cheleca Jr., em Bruxelas

Eu não sei porque razão certos homens, a meu ver, quanto mais pequenos são maiores querem parecer. António Aleixo, poeta português
Já estava concluída e pronta para fazer publicar a crónica sobre o valor do artesanato no desenvolvimento de Nampula quando constatei que, na nossa imprensa doméstica, as notícias sobre a visita do Primeiro-ministro, Aires Aly, à província de Sofala eram publicadas às carradas para o consumo dos leitores.
Parecia que estávamos no tempo fértil do Comunismo em que os jornais eram telecomandados a partir de um farol ideológico do partido no poder, extremamente feroz, que sustentava os débeis pilares do sistema até então vigente no país.

quinta-feira, fevereiro 10, 2011

O POVO QUE NÃO É NADA PODE SER TUDO, UMA AUTÓPSIA DAS MANIFESTAÇÕES EM MOÇAMBIQUE E NO RESTO DE ÁFRICA

CRÓNICA

Por: Gento Roque Cheleca Jr., em Bruxelas

O ciclo dos ditadores está a chegar ao fim.
Esta é a vantagem irreversível da História, não há ciclos eternos.
Vejam bem, meus sobrinhos, o povo até lhes deu um bocadinho de tolerância para encher a pança e alimentar a vaidade exacerbada que reina no seio daqueles ‘seres ruminantes’, ainda assim, insaciáveis, não querem largar o poder. Basta! Os tempos que correm mostram que, os ditadores que não quiserem largar o trono – de livre e espontânea vontade - e curtir a velhice com as muletas que ainda lhes permitem locomover, terão a mesma «sorte» que teve Nino Vieira (da Guiné-Bissau), Ben Ali (da Tunísia), e, actualmente, Hosni Mubarak (do Egípto). Serão corridos dos respectivos países como se fossem cachorros tinhosos. Extracto da palestra com os meus sobrinhos.A novela das manifestações populares, contra os governos oportunistas, já rola no relvado da história. A cada dia que passa surgem novos capítulos emocionantes. Cada capítulo carrega consigo peripécias históricas que põem a nu a teoria de que os Estados são propriedades ilimitadas dos “auto-proclamados libertadores das pátrias”. Até as forças das marés têm horas próprias que se rendem às vicissitudes do tempo. Em matéria do poder, não há matusaléns, partidos políticos nem adamastores de eleições que não conheçam o sabor amargo da derrota. Os discursos pesarosos, próprios de quem tem culpas no cartório, não servirão de desculpas para amainar a fúria popular. E quando tal acontece, ‘malume’, a melhor coisa a fazer é o que o ditador Ben Ali fez: ‘bazzar’, antes que fosse ‘linchado’ pelo próprio povo.

terça-feira, fevereiro 08, 2011

A ‘sarna’ das manifestações populares no ‘mundo árabe’ anda à roda…

Por: Gento Roque Chaleca Jr., em Bruxelas (gentoroquechaleca@gmail.com)

 “Os políticos tal como as fraldas devem ser mudados, senão cheiram mal” – José Manuel Coelho, político português da região autónoma da Madeira
Malume’, o Egipto dos réis faraónicos está em chamas. Quem diria!!! Mas é bom que se diga com alguma petulância (atitude nem sempre assumida pelos nossos analistas políticos domésticos e internacionais), que a ‘sarna’ que fez e fará correr do poder os enviados especiais de Lúcifer à Tunísia e ao Egipto, respectivamente, Ben Ali e o seu ‘compadre’ da “universidade dos ditadores”, Hosni Mubarak, começou no nosso país, em Moçambique, com as fatídicas manifestações de 1 e 3 de Setembro, onde o povo outrora apelidado de vândalo e macambúzio, forçou o governo da Frelimo no poder há 36 anos a reunir-se, de emergência, em sessão extraordinária do Conselho de Ministros.

quarta-feira, fevereiro 02, 2011

REFLECTINDO SOBRE “O ANO SAMORA MACHEL” (Conclusão)

Por: CRÓNICA Por: Gento Roque Cheleca Jr., em Bruxelas
Um incompetente não está em condições de dirigir e organizar. Para manter a sua posição imporá decisões, e como estas terão de ser erradas, ele impedirá a discussão e a crítica. Ao mesmo tempo ele oprimirá todos aqueles em quem sente qualidades superiores, porque conhecendo apenas a sua ambição, ignorando as necessidades do conjunto, ele vê na competência dos outros «concorrência». Samora Machel
A Companhia de Teatro Gungu do nosso conhecido ‘Tiririca’ doméstico, Gilberto Mendes, pode-se queixar de ter como seu figadal rival o partido no poder (a Frelimo) que, mesmo sem parecer um partido cénico, age politicamente como se fosse uma companhia de teatro. Exagera num ponto e noutros simplesmente passa a mão pela cabeça.

quinta-feira, janeiro 27, 2011

REFLECTINDO SOBRE O ANO SAMORA MACHEL ½

Por Gento Roque Chaleca Jr, Bruxelas

Combateremos energicamente o espírito de vitória, a auto-satisfação. Nada mais rídiculo e falso do que ouvir um camarada dizer que «tudo está bem, a situação é boa”. (Samora Machel, primeiro Presidente de Moçambique independente).

O Conselho de Ministros reunido em Dezembro último tomou a decisão de atribuir 2011 como o Ano Samora Machel, em homenagem ao 25° aniversário do desaparecimento físico de Samora Machel, primeiro Presidente de Moçambique independente e segundo Presidente da Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO).

quarta-feira, janeiro 26, 2011

“Cristo e Eu, Maioria Absoluta!”

Por: Gento Roque Chaleca Jr., em Bruxelas

“Os políticos falam, a sociedade grita e a igreja ajuda.” – Pe. Amândio Painho

No dia 20 de Dezembro de 2010 o Chefe do Estado apresentou na Assembleia da República o informe anual sobre o estado geral da nação. Infelizmente não tivemos a oportunidade de analizar o informe na  devida altura, visto ter coincidido numa altura em que o Jornal O Autarca os seus colaboradores iniciavam período de férias colectivas, uma prática que tem sido tradicional neste diário. Seja como fôr, ao contrário do que alguns leitores poderão estar a pensar, a crónica de hoje não trás como ‘pano de fundo’ o informe anual do Chefe do Estado, Armando Guebuza, apresentado no dia 20 de Dezembro de 2010 na Assembleia da República. Antes, porém, de encerrar este assunto – Estado Geral da Nação – gostaria de convidar aos leitores para um desafio: colocar na balança as coisas boas e más que aconteceram em 2010 e, por via disso, tirar as devidas ilações se de facto o País está ou não no “Bom Caminho” como disse o PR. Cá entre nós, penso que o Estado Geral da Nação apresentado na penúltima semana de 2010 pelo PR reflecte a um País imaginário que não corresponde ao País real, onde tudo de mal acontece e a miséria impera. As manifestações de 1 e 3 de Setembro são a prova disso. Enfim, cada um vê aquilo que quer e pode, não fosse a verdade uma questão de escolha.Quero sim falar-vos do “Cursilho”. Não há nenhuma definição concreta do que é um Cursilho. O Cursilho não se explica, vive-se! Foi o que eu vivi no Convento de Elvas, em Portimão, de 09 a 12 de Dezembro naquele que foi o 139°H Cursilho (excepcionalmente para Homens), também conhecido por Cursos ou Movimento dos Cursilhos de Cristandade. Vivi quatro intensos dias de culto e de entrega a Deus, não havia tempo para mais nada senão rezar, rezar, rezar. Nada de telemóveis ligados, não há televisão nem rádio, é um mundo desligado do Mundo.