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terça-feira, fevereiro 05, 2019

Por que é que Chagonga, Mhole e Gwambe não são heróis?

Por Adelino Buque


Os fundadores das organizações que deram origem à FRELIMO – Frente de Libertação de Moçambique, refiro-me ao Matias Mhole, Baptista Chagonga e Adelino Gwambe, merecem um lugar na história libertária de Moçambique, ao ousarem criar organizações para fazer frente ao colonialismo português.
Na época que o fizeram, mostram que não são cidadãos comuns, são homens que, cada um à sua maneira, queriam um Moçambique livre da colonização portuguesa.
A história de Moçambique não se pode cingir a tratar esses homens ousados como “desertores, traidores ou conspiradores”.
Temos de olhar para essa época fora da visão exclusivista da Frente de Libertação de Moçambique.
Aliás, até os combatentes da Renamo que desencadearam uma guerrilha de destruição maciça e sem precedentes, com milhões de mortos, são tratados como guerrilheiros de luta pela democracia. Por isso, julgo que é chegada a hora de rever a nossa história libertária.
Aqui e agora, não pretendo discutir se os guerrilheiros da Renamo merecem ou não esse tratamento, no entanto temos que ter a honestidade para assumir que seja feita a justiça aos homens e mulheres que no contexto da revolução foram tratados como “traidores”.

terça-feira, janeiro 15, 2019

Capacidade de Gestão da Frelimo em teste!

Por Adelino Buque

O Partido Frelimo, herdeiro da Frente de Libertação de Moçambique, que proclamou a independência nacional, depois de dez anos de luta armada, está em fase de teste nacional, teste de capacidade de gestão de conflitos de interesse, entre o bem público e os seus membros, a prisão de Manuel Chang em Johannesburg e seu julgamento e provável extradição para os Estados Unidos da América, constitui um revés à narrativa sobre o interesse público e a segurança do Estado.
A cada dia que passa, parece tornar-se evidente que os altos dirigentes do Governo e seus funcionários colocaram sempre interesses pessoais no lugar do interesse nacional, levou, uma boa parte da sociedade a falar a sua língua, sobre o interesse nacional e defesa de soberania, quando, na verdade, estava em jogo, mais interesses pessoais do que os interesses do Estado e público, as prisões dos executivos da Credit Suisse e da PRINVIST, mostra a ramificação e o grau de associação para delapidar o bem público.
Os números apresentados pelos advogados, para efeitos de caução, são assustadores, no caso do executivo da PRINVIST em Nova Iorque, falava-se de 20 milhões USD, no caso do nosso concidadão Manuel Chang, caso fosse aceite a caução seria de nível 5, segundo alguma imprensa, devido ao risco associado, a tese de que os nossos Governantes trabalham para a satisfação das necessidades da população, cai por terra.

terça-feira, março 22, 2016

Espectáculo gratuito do Governo

O Conselho de Ministros formou uma comissão de alto nível com mandato para investigar a ocorrência ou não da violação dos direitos humanos. A esta atitude do Governo alguns chamaram de juiz em causa própria, mas, acima de tudo, mostra o seu distanciamento de tais actos, por isso, independentemente de a Human Rights ter “convidado” o Governo a investigar, ele, o Governo, agiu na certa ao criar a tal comissão para apurar os factos no terreno. Provavelmente, não tenha sido feliz na indicação das personalidades que transformaram o seu mandato num acto de “publicidade” e de demonstração de “serviço”, quanto a mim dispensável. Igualmente, isto na minha opinião, não terá sido feliz ao indicar pessoas de ministérios directamente relacionados com as actividades a investigar no terreno, como foi o Interior e Justiça. Esta era uma missão para titulares de pastas fora das FDS e mais ligados à humanidade, casos da Educação, Género e Acção Social, Cultura, Juventude, entre outros pelouros, de forma a confrontarem os seus colegas dos pelouros no terreno das operações.

terça-feira, fevereiro 18, 2014

Buque demite-se após polémica sobre tolerâncias de ponto

Adelino Buque apresentou, ontem, a carta de demissão à CTA
Carta aguarda resposta da Direcção da CTA
O presidente do Pelouro de Trabalho e Acção Social contrariou os colegas da CTA afirmando que a organização tem sido consultada pelo Ministério do Trabalho na decisão de decretar tolerância de ponto
De acordo com fontes seguras, o presidente do Pelouro de Trabalho e Acção Social, Adelino Buque, entregou a carta de demissão na tarde de ontem e aguarda resposta do Conselho Directivo da Confederação das Associações Económicas (CTA).

CTA distancia-se de Adelino Buque e diz que é “mentiroso”

Polémica das tolerâncias de ponto ao rubro


“Lamentamos a atitude do nosso colega, Adelino Buque que mesmo sem mandato, para tal, anuiu que nos dias 2 e 3 se decretasse tolerância de ponto”  vice-presidente do CTA, Agostinho Vuma



Se o Governo diz que a marcação das “tolerâncias” foi concertada com a CTA na pessoa do presidente do Pelouro do Trabalho Adelino Buque, os empresários dizem que Adelino não tem mandato para decidir em nome dos empresários. Ou seja, ao anuir a marcação das tolerâncias de ponto, Adelino Bique o fez, em decisão própria que, nem sequer foi comunicada à CTA. Adelino Buque é também vice-presidente do Instituto Nacional de Segurança Social (INSS) e um analista que subscreve as posições as posições do Governo. Ler mais

Fonte: Canalmoz - 18.02.2014

segunda-feira, março 11, 2013

Moçambicanos merecem respeito!

Reflexão de Adelino Buque
 
O assassinato, recente, do nosso concidadão Mido Macia, taxista de profissão, em serviço na África do Sul, criou em mim, acredito que em outros moçambicanos, um sentimento de revolta e, quiçá, da necessidade de fazermos algo em nossa defesa porque os canais da diplomacia governamental parecem estar a falhar. Esse falhanço não se deve atribuir ao actual titular da pasta em Moçambique, mas a toda estratégia das relações externas do nosso país. Definitivamente é um falhanço, pelo menos no que é do interesse do cidadão, ver os seus direitos respeitados.

sábado, janeiro 19, 2013

Chuva! Recuso-me a compreender…

Pensamento de Adelino Buque
Os danos causados pela chuva, na cidade de Maputo, são elevados, sendo contabilizadas mortes, destruições totais ou parciais de casas, inundações em residências, estradas e ruas destruídas, entre outros. Curiosamente, o presidente do Conselho Municipal da Cidade de Maputo, David Simango, veio, publicamente, pedir compreensão, alegadamente, porque ainda estamos no período da chuva.
Ora, senhor presidente, com todo respeito que tenho por si, recuso-me a aceitar o seu pedido; não quero compreender porque isto é consequência da falta de políticas municipais de urbanização; isto é falta de visão sobre o futuro da cidade; isto é pura falta de capacidade das pessoas de fazer uso das posturas municipais na persuasão dos munícipes para que não permaneçam em lugares potencialmente perigosos; isto é falta de punho dos dirigentes municipais. Pedir que eu compreenda isso é pedir-me demais, senhor presidente. Por isso, recuso-me a compreender!

quinta-feira, dezembro 27, 2012

Quem não tem cão caça com gato!

COISAS DA NOSSA TERRA
Por Edwin Hounnou
Quem, agora, caça com gato, por falta de cão é Adelino Buque, o propagandista do partido governamental, que, ao invés de argumentar com factos em defesa do objecto em discussão, correu para atirar pedras contra mim, como se pode depreender da sua crónica no Correio da manhã do dia 24 de Dezembro corrente do seu PS1: Li a crónica de Edwin Honnow com o título “Buque é mau propagandista”. Estando em plena quadra festiva do Natal e final do ano prefiro não respondê-lo, mas aconselhar a este senhor a visitar um jardim ou um infantário, pode ser que o ajude atornar-se gente!

quarta-feira, dezembro 19, 2012

Buque é mau propagandista

Pensamento de: Edwin Hounnou

Adelino Buque, na sua crónica N.º 136, de 17 de Dezembro de 2012 no jornal Correio da manhã, mente quando insinua que os serviços da PRM estão disponíveis para quem souber usá-los.
Apesar de tanto se falar da partidarização das forças policiais, o MDM beneficiou de segurança proporcionada pela PRM. Isto revela que os serviços estão lá, a questão é saber usá-los.
Prossegue falaciosamente o bom de Buque, para quem o I Congresso do MDM mostrou que a PRM está vocacionada a servir os moçambicanos.
Isso pode ser dito por quem chega de pára-quedas a Moçambique ou por um mentiroso habituado a inverter os factos e jamais por quem vive em Moçambique.

Réplica de João Vambene às reflexões (136) de Adelino Buque


Parabéns Adelino por esta linda homenagem ao MDM! De facto eles merecem crescer e o país precisa de uma alternativa a o(u)posição. Uma o(u)posição feita por um partido diferente – totalmente civil, longe de discursos e actos bélicos. Vou me juntar a si nas palavras de congratulação e apoio: “Parabens MDM!”


Ciente de que as coisas mudam com o tempo, principalmente quando se trata de pessoas. Por exemplo, a pouco menos de 20 anos era inadmicivel que uma mulher vestice calças e sair de casa sem a capulana, mas hoje é até decente. Com isto quero dizer que talvez não seja verdade que o MDM seja obra do Davis Simango, mas um movimento que vislumbrou e teve oportunidade de se afirmar encostada ao carisma daquele. Algumas pessoas, que já não tinham espaço na RENAMO precisavam de mais uma oportunidade no parlamento para completar mais um mandato que lhes garantisse algumas boas reforminhas.

terça-feira, dezembro 18, 2012

Sobre o I Congresso do MDM

Reflexões(136) de: Adelino Buque

O Partido MDM realizou, recentemente, o seu I Congresso. Por este facto, devo, antes de mais, endereçar, as minhas sinceras congratulações à direcção deste partido por mais este feito: parabéns, MDM. Trata-se de uma nova forma de a oposição estar na política. Querendo ou não, o MDM introduziu outra forma de fazer política em Moçambique. São pessoas de diferentes idades que abordam a vida socio-económica sem rancor e sem recurso à força, apesar dalguns resquícios vindos do partido RENAMO se fazerem sentir. O importante é que, felizmente, não são dominantes e ainda bem que assim é.

sexta-feira, dezembro 14, 2012

Conversas entre Governo e RENAMO

Reflexão (135) de Adelino Buque Reflexão
Vamos reflectir com a responsabilidade que o assunto merece. Independentemente da opinião ou ilação que tirar deste texto, caro leitor, a questão é: a RENAMO, um partido da oposição em Moçambique, com assento parlamentar e signatário do AGP, solicita ao Governo da República de Moçambique uma audiência que lhe foi concedida. Nessa audiência apresenta as suas inquietações sobre a vida da Nação e o que, na sua forma de ver, é uma violação ao Acordo Geral de Paz, de que é signatário, nomeadamente, na área da Defesa e Segurança, processos eleitorais, partidarização do Estado e exclusão económica.

"A não ser que esse teatro da incompreensão se destinasse apenas a dar tempo à maioria parlamentar da Frelimo para aprovar, na Assembleia da República, o pacote eleitoral, criando assim um facto consumado"

MARCO DO CORREIO por Machado da Graça
Meu caro Adelino Buque
Espero que esteja de saúde. Eu, felizmente, estou bem.
Escrevo-lhe hoje por causa da crónica que publicou, no Correio da manhã do passado dia 10.
E não me refiro ao PS, provocatório, que me dirige mas sim à própria crónica. Sobre o PS fique com as suas apreensões e, se elas o não deixarem dormir, o melhor é ir a uma farmácia e comprar comprimidos daqueles que facilitam o sono. Não lhe sei indicar nenhuma marca porque tenho a sorte de dormir bem.
Em relação à crónica, o que tenho a dizer é que fiquei bastante surpreendido.
Na verdade, enquanto um ministro, dois vice-ministros e um outro cidadão que desconheço andavam por aí a dizer que não percebiam o que a Renamo reclama e a exigir àquele partido que fosse mais claro para o Governo poder entender as reclamações, o Adelino Buque, militante do mesmo partido daqueles quatro cidadãos, mostra, na sua crónica, que entendeu perfeitamente as exigências da Renamo e até avança com interessantes propostas sobre como elas podem ser construtivamente encaradas.

domingo, dezembro 25, 2011

Carta à Comissão Política do partido FRELIMO!

Reflexão de: Adelino Buque

Aceitem os meus sinceros cumprimentos, senhores membros da Comissão Política do partido FRELIMO, desejando que todos estejam bem de saúde, bem como as vossas famílias. Camaradas! Esta carta deve ser entendida como sendo de um membro que se sente defraudado com a falta de algum posicionamento dessa Comissão Política em relação a matérias sensíveis do quotidiano da nossa sociedade, particularmente, em relação às renúncias dos edis de Quelimane, Cuamba e Pemba. Eu até poderia escrever esta carta à camarada Carmelita Namashulua, Ministra da Administração Estatal, que tutela os municípios; à camarada presidente da Assembleia da República, Verónica Macamo Ndlovo, na qualidade de membro da Comissão Política afecta à Zambézia; à camarada Margarida Talapa, em Cabo Delgado; e à camarada Alcinda Abreu, no Niassa. Mas penso que para um assunto tão sério quanto sensível, o melhor é dirigir-me à Comissão Política do nosso glorioso partido FRELIMO como órgão. Acho o momento oportuno para o fazer, porque as eleições intercalares já aconteceram e esperam-se resultados apenas, sendo que esta carta em nada irá influenciar as tendências.

sábado, junho 05, 2010

Dr. Mulémbwè, algo está errado!

Por Adelino Buque

Por aquilo que se escreveu nos vários jornais da praça com tendências diversificadas, sobre a não saída do presidente cessante da casa protocolar consignada ao presidente da AR, penso que seria altura de o Dr. Eduardo Mulémbwè ponderar sobre a sua vida pública. É verdade que durante os longos quinze anos, desempenhou, e bem, a função de presidente da Assembleia da República, isso não está em questão. está, sim, o seu comportamento individual no período pós-presidência. a sociedade moçambicana não pode estar refém de uma gestão pouco conseguida da vida privada dos seus dirigentes. dirigir uma instituição é uma actividade efémera; os dirigentes devem ser capazes de lidar com a vida pós-dirigismo. Pode não ser o caso, mas parece que o Dr. Eduardo Mulémbwè não está a conseguir gerir a vida pós-presidência da Assembleia da República, o que é grave. na verdade, transmite uma mensagem desagradável à juventude. Se como presidente da Assembleia da República teve um bom desempenho, todo esse mérito será absorvido por esta “guerra” sobre a casa que, definitivamente, hoje é pertença da nova titular da AR, a também mulher de méritos Dra. Verónica Macamo Ndlovo. Aliás, uma mulher que o coadjuvou na presidência da Assembleia da República, e que hoje ascendeu à presidência.

terça-feira, abril 20, 2010

Contradições do Dr. Sérgio Vieira

Reflexão de: Adelino Buque

Muito obrigado, caro coronel, escritor e intelectual moçambicano, Dr. Sérgio Vieira, pelo seu mais recente livro publicado a 10 de Março do corrente ano, com o título “Participei, Por Isso Testemunho”. Trata-se de um contributo que o senhor faz para um melhor conhecimento da nossa história, que, quanto a mim, tem sido muito maltratada por interesses hostis ao povo moçambicano e por aqueles que nunca aceitaram de forma aberta a sua liberdade e a auto-determinação.
Como em tudo, existem reparos a fazer no livro do Dr. Sérgio Vieira, sobre o seu posicionamento em relação à recente situação geopolítica da região austral, caracterizada por um regime minoritário de Ian Smith, na antiga Rodésia do Sul, e pelo regime do “apartheid”, na África do Sul. O que pretendo escrever aqui e agora não retira, de forma alguma, a admiração que tenho pelo livro que, segundo a Imprensa nacional, já esgotou no mercado. Isto revela o quão constitui um grande contributo para todas as camadas sociais da nossa pátria, desde o simples cidadão, aos estudantes dos ensinos médio e superior, políticos e académicos com interesse na nossa história.
Notei, nesta obra, alguma contradição no posicionamento pessoal do Sr. Sérgio Vieira em relação àquilo que deve caracterizar os moçambicanos nas relações com os inimigos de ontem. Contudo, no seu livro encontramos vezes sem conta uma apreciação de carinho e de respeito por alguns agentes do regime minoritário de Ian Smith e do regime do “apartheid”. Para o Sérgio, a posição é uma, mas à sociedade no geral recomenda outra. Este é, quanto a mim, o primeiro aspecto a notar neste livro. Para ilustrar o que digo, vamos aos factos: na página 456, no 3º parágrafo, pode se ler o seguinte:
“A propósito do assassinato de Ruth First, em Abril de 1982, quando a sós pescávamos na Baía de Maputo, afirmou-me em 1984 de que se tratava, referindo-se ao caso, de mais uma burrice (blunder) desses tipos. Nunca os meus serviços cometeriam esse tipo de asneira”. A pessoa que se encontrava a pescar com o Sérgio Vieira é nada mais nada menos que o General Ian Cotzee, na altura comandante da Polícia Sul-Africana.
Reporta-se ao período do auge do regime segregacionista do “apartheid”. Pelo relato depreende-se facilmente que Sérgio Vieira mantinha uma relação de amizade com um dos braços de opressão do sistema de Pieter W. Botha. Outro segredo que nos revela nesta conversa a sós e a pescar na Baía de Maputo é a de que a Força Aérea Real Britânica teria feito uma ponte aérea para a transferência da RENAMO sob direcção do Orlando Cristina da tutela rodesiana para a sulafricana.
Nada mau!
Relativamente à Rodésia de Ian Smith pode se ler o seguinte, na página 440, 2º parágrafo: “Com Ken Flower estabeleci uma relação muito amistosa e algumas vezes o visitei e à sua esposa na sua residência, num alto, donde se via a nossa fronteira”. Infelizmente, neste caso não especifica em que momento o visitou, mas pode se ler que as visitas eram recíprocas. Trata-se de alguém que sustentou o regime da minoria do Smith. No entanto, veja o que sente o Sérgio Vieira em relação aos seus concidadãos. Passo a citar, página 466, 6º parágrafo:
“Repugna-me que alguns compatriotas entrem em negócios com uma escória que merece o máximo de ostracismo. Esses refugos do apartheid infestam hoje as empresas privadas de segurança, inclusive em Moçambique”. Esta é quanto a mim a grande contradição que encontrei no livro “Participei, Por Isso Testemunho”. O Senhor Sérgio Vieira recomenda uma coisa e ele na prática faz outra. Talvez valendo-se do princípio de que “faça o que eu digo e não o que eu faço”. Espero ter citado correctamente. Aliado a esta contradição, numa das passagens do livro aconselha a que não se procure a nível interno as causas do acidente de Mbuzine, que assumamos que tenha sido obra exclusiva do regime segregacionista da África do Sul. A questão que coloca é: as promiscuidades entre os agentes desses regimes com o nosso compatriota Sérgio Vieira como se explicam!? Não pretendo, de forma alguma, levantar fantasmas. Estou a fazer observações da contradição que encontrei ao ler o livro “Participei, Por Isso Testemunho”, do Dr. Sérgio Vieira.
Espero abordar outros assuntos que encontrei na próxima reflexão.

CORREIO DA MANHÃ in Mocambique para todos – 19.04.2010