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terça-feira, fevereiro 05, 2019

Por que é que Chagonga, Mhole e Gwambe não são heróis?

Por Adelino Buque


Os fundadores das organizações que deram origem à FRELIMO – Frente de Libertação de Moçambique, refiro-me ao Matias Mhole, Baptista Chagonga e Adelino Gwambe, merecem um lugar na história libertária de Moçambique, ao ousarem criar organizações para fazer frente ao colonialismo português.
Na época que o fizeram, mostram que não são cidadãos comuns, são homens que, cada um à sua maneira, queriam um Moçambique livre da colonização portuguesa.
A história de Moçambique não se pode cingir a tratar esses homens ousados como “desertores, traidores ou conspiradores”.
Temos de olhar para essa época fora da visão exclusivista da Frente de Libertação de Moçambique.
Aliás, até os combatentes da Renamo que desencadearam uma guerrilha de destruição maciça e sem precedentes, com milhões de mortos, são tratados como guerrilheiros de luta pela democracia. Por isso, julgo que é chegada a hora de rever a nossa história libertária.
Aqui e agora, não pretendo discutir se os guerrilheiros da Renamo merecem ou não esse tratamento, no entanto temos que ter a honestidade para assumir que seja feita a justiça aos homens e mulheres que no contexto da revolução foram tratados como “traidores”.

quarta-feira, agosto 08, 2012

“A mentira não faz História de uma Nação” Fanuel Guidion Mahluza, o homem que deu o nome “FRELIMO” ao movimento de libertação de Moçambique


SAVANA Maputo, Sexta-feira, 20.10.00, Ano VI Nº 353 - Editor: Salomão Moyana

Tema da semana

Por Salomão Moyana

O cidadão que aqui vou entrevistar é natural de Lhovukazi, distrito de Xai-Xai, província de Gaza. Tem 68 anos de idade, dos quais 40 foram passados fora de Moçambique, onde pertenceu a diversos movimentos de libertação nacional. Foi um dos fundadores e vice-presidente da UDENAMO, em 1960 em Bulawayo, foi a pessoa que sugeriu o nome “FRELIMO” ao movimento resultante da união entre UDENAMO e MANU, em 1962 em Acra, e foi adjunto de Marcelino dos Santos na chefia das Relações Exteriores da Frelimo, em Dar-es-Salaam, em Junho de 1962, foi secretário da Defesa do COREMO e foi secretário de Relações Exteriores da Renamo, já nos anos 80. Esteve em várias cadeias, incluindo na de Moçambique “D”, em Cabo Delgado, onde diversos compatriotas nossos foram executados nos anos 70 e 80.

domingo, junho 24, 2012

Chissano acusa nacionalistas de terem tentado "puxar o tapete" a Mondlane

Os líderes da Udenamo e MANU, movimentos decisivos para a criação da Frelimo, tentaram "puxar o tapete" a Eduardo Mondlane, para abortar a sua eleição à presidência da frente anticolonial, defendeu Joaquim Chissano, ex-Presidente moçambicano.