quarta-feira, janeiro 20, 2010


Segundo o Jornal Notícias, na sua edição de 21.01.2010, tomaram posse os deputados Ossufo Momade secretário-geral da Renamo, Saimone Muhambi Macuiana, mandatário do partido, Francisco Machambisse, Latifo Ismail Charifo, António Severino Timba, Maria Angelina Enoque, José Samo Gudo, Arnaldo Francisco Chalaua, Francisco Maingue e Gania Aly Mussagy Manhica. Contactado pelo Notícias, Saimone Muhambi Macuiana confirmou a tomada de mas recusou a avançar mais pormenores sobre a decisão daqueles parlamentares da Renamo, alegadamente porque não tinha mandato para o efeito.

Entrevista a Fernando Mazanga

O porta-voz da “ perdiz” , Fernando Mazanga, disse, entretanto, que a decisão de tomada de posse daqueles parlamentares não foi emanada de nenhum órgão do partido. Segundo afirmou, existe na Renamo democracia interna que obedece os ditames da consciência individual, apesar de que a decisão do colectivo seja a de que os deputados eleitos não devam tomar posse.
“Nos respeitamos a decisão individual”, disse Fernando Mazanga.
Questionado se essa consciência individual dos deputados da “perdiz” não seria uma grosseira afronta ao líder, disse que Afonso Dhlakama não era um ditador. Explicou que com base na consciência de cada um, a acção de cada deputado já não se vincula à posição do presidente.
Questionado se tal procedimento dos deputados da Renamo não colocaria Afonso Dhlakama numa situação de isolamento, Fernando Mazanga afirmou que o líder da “perdiz” é um democrata. Questionado, igualmente, sobre as medidas que poderão recair sobre os deputados, uma vez que não respeitaram a decisão do colectivo, disse que medidas sancionatórias nunca estiveram previstas para esta situação.
Garantiu que os deputados que tomarem posse continuam membros da Renamo. Fernando Mazanga explicou que a decisão de não tomada de posse faz parte do pacote de reivindicação que irá desembocar em manifestações de rua à escala nacional. Disse que todos os deputados empossados irão tomar parte das manifestações.
A nossa Reportagem apurou que os deputados da Renamo que não tomaram posse no dia 12 do mês em curso irão protagonizar uma manifestação amanhã em plena sessão extraordinária da Assembleia da Republica.

Fonte: Jornal Notícias (21.01.2010)

Filipe Paúnde quer a Beira só nas mãos da Frelimo


Nada para a oposição
Maputo (Canalmoz) – O secretário-geral (SG) da Frelimo, Filipe Chimoio Paúnde, ex-primeiro secretário da Frelimo em Sofala disse ao Canalmoz que um dos maiores desejos e desafios do seu partido é a recuperação da cidade da Beira, único município que até ao momento está sob gestão da oposição. Paúnde, lança assim, por um lado, um aviso a todos os que duvidam que o objectivo do seu partido é ter o País sob sua égide total, e por outro coloca sob forte desconfiança o propósito do novo governador de Sofala, Maurício Vieira Jacob, quando este pede, (como se pode ler noutra notícia desta edição) a colaboração de Daviz Simango, edil da Beira e presidente do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), o único partido de oposição com assentos na Assembleia da República e que tem simultaneamente o seu presidente a dirigir uma autarquia, por sinal a da segunda maior cidade do País.
Apesar de ter maioria na Assembleia Municipal da Beira, Paúnde disse ser a vontade da Frelimo neste momento, ter Beira “em absoluto” em suas mãos.
“Neste quinquénio a recuperação da cidade para a ala da Frelimo deve ser uma das prioridades. A recuperação da cidade da Beira é importante para nós da Frelimo e está a ser desenhada de forma progressiva”.
“Repara que nunca tínhamos ganho na província de Sofala nos pleitos eleitorais anteriores e isso aconteceu desta vez”.
Na província de Sofala a Frelimo ganhou as eleições de 28 de Outubro de 2009 para a Assembleia Provincial, mas note-se que concorreu sozinha na maioria dos círculos da província porque a Renamo, tradicional vencedora dos pleitos nesta província não foi admitida a concurso em todos os distritos, tal como aliás sucedeu com todos os outros partidos concorrente.
No Município da Beira, um dos círculos de Sofala para a Assembleia Provincial, o MDM venceu por larga maioria a Frelimo e o actual edil da cidade venceu o actual presidente da República, Armando Guebuza, por uma maioria mais folgada do que a registada ao vencer o candidato da Frelimo nas autárquicas de 2008, Lourenço Bulha.
Nas suas declarações ao Canalmoz, o SG da Frelimo disse, no entanto, que a oposição vai perder protagonismo na Beira nos próximos tempos, como resultado do trabalho que tem vindo a ser desenvolvido pelo partido no poder naquele ponto do País.
“Estamos a ganhar terreno naquela cidade. Nunca tínhamos ganho na província de Sofala mas desta vez ganhámos. Na assembleia municipal e provincial estamos a liderar. A nossa meta é levar a Beira para Frelimo e vamos lá chegar”, disse.
O MDM, partido presidido por Daviz Simango, edil da Beira, ainda não existia quando se realizaram as últimas eleições autárquicas.
Paúnde fez estas declarações momentos depois da tomada de posse dos novos governadores provinciais, para mais um mandato de 5 anos. Para Sofala, tomou posse Maurício Vieira Jacob. (Matias Guente)

Fonte: CanalMoz (2010-01-20)

Reflectindo: tudo está desenhado para recuperar a município da Beira. Claro quem não vê é quem pretende ser cego. A questão é só conhecer as artimanhas, mas quando elas não pegam, o partido do Paúnde usa a CNE e o CC. 

ISCISA suspende exames de admissão em Maputo e Gaza

O Instituto Superior de Ciências de Saúde (ISCISA) decidiu suspender a realização dos exames de admissão nas províncias de Gaza e Maputo, devido à fraude detectada naquele estabelecimento de ensino. Porém, a direcção do ISCISA decidiu mantê-las nas restantes províncias do país. As primeiras investigações dão conta de alegado envolvimento na referida fraude do director científico daquela instituição. Recorde-se do assunto aqui.

terça-feira, janeiro 19, 2010

Mais deputados da Renamo foram ontem empossados


QUATRO deputados da Renamo que no dia 12 de Janeiro estiveram ausentes na cerimónia de investidura da VII Legislatura da Assembleia da República tomaram posse ontem, na sede do Parlamento, em Maputo, perante a Presidente do órgão, Verónica Macamo.
Trata-se de Mário Cinquenta Naula, Maria Ivone Soares, Carlos Manuel e Mussitagibo Bachir que, na ocasião, juraram servir fielmente o Estado e a pátria, dedicando todas as suas energias à causa do povo moçambicano, respeitar a Constituição e a Lei, no exercício dos seus mandatos de deputado. No total são agora 20 os parlamentares da Renamo empossados, contrariando ordens do seu líder, Afonso Dhlakama, segundo as quais os deputados do seu partido não deveriam ser investidos nas suas funções.

Fonte: Jornal Notícias (20.01.2010)

Um texto augusto

A talhe de foice

Por Machado da Graça

Não sendo, actualmente, leitor habitual do semanário Domingo, não me tinha apercebido que ele iniciou o ano brindando-me com uma página inteira de críticas, misturadas com abundantes, e cinicamente irónicos, elogios.
Mas mão amiga fez-me chegar o augusto texto, que li com atenção.
E comecei, é claro, pela assinatura: Tadeu Phiri. Não conheço. Pelo menos não conheço por esse nome, que há gente que usa um nome diferente para cada coisa que faz e eu já estou habituado a que os textos que me criticam ou atacam sejam quase sempre assinados com pseudónimos.
Pois o tal Tadeu Phiri, chamemos-lhe assim à falta de nome mais augusto, apresenta-se como jovem, provavelmente universitário e filho de um antigo admirador meu.
E desenvolve, ao longo de todo o texto, a tese de que eu mudei completamente as minhas posições, em relação a alguns dos temas candentes da actualidade desde “o período quase pré-histórico” em que era a favor da Revolução, do Homem Novo e da Ditadura do Proletariado.
E faz alarde dos seus arquivos, citando textos meus de 1990 e 1991. Se atribuirmos hoje a esse jovem uns 30 anos de idade, pode-se dizer que começou a fazer o arquivo muito cedo.
Mas voltemos ao tema central da prosa de quem se assina Phiri:
Pois o articulista procura lançar a ideia de que eu mudei radicalmente, deixando no ar a presunção de que nada mais mudou.
Eu era um entusiasta defensor da política da Frelimo e hoje com muita frequência critico a política desse partido.
E aqui começa a intencional confusão.
Porque a mudança principal é precisamente no seio da Frelimo.
O actual partido com esse nome nada tem a ver com aquele que dirigiu a chamada Primeira República.
O actual Chefe de Estado, com todas as suas qualidades e defeitos, pouco ou nada tem a ver com Samora Machel, com todas as suas qualidades e defeitos.
O regime que procurava implantar o Socialismo entre nós era o oposto do regime desbragadamente capitalista em que estamos mergulhados neste momento.
O regime, severo e austero, do “primeiros nos sacrifícios e últimos nos benefícios” estava a anos luz da corrupção que mina hoje a nossa sociedade e em que cada um procura encher os bolsos o mais possível, sem grande preocupação com a desgraça que existe na maioria da população. Casos de corrupção muitíssimo menos graves do que os que hoje assistimos, levaram os culpados a punições muito severas. Exageradamente severas, nos casos em que foi aplicada a pena de morte, na minha opinião.
Que eu saiba, Samora Machel morreu, pra­ticamente, sem nada de seu.
Que eu saiba, Armando Guebuza é um dos mais importantes empresários deste país. Há quem diga que é o mais importante de todos.
Nem uma nem outra das coisas é, objec­tivamente, errada. Mas indicam duas atitudes diametralmente opostas na vida. E na condução da política nacional.
Comenta Tadeu Phiri que escrevi bastante contra os primeiros partidos que foram surgindo ao abrigo da nova Constituição. E é verdade. Os Palmos, Unamos, Coinmos e outros que tais, eram uma verdadeira desgraça. E, honra lhes seja feita, esses não mudaram nada. Continuam a ser uma verdadeira desgraça. O Monamo era melhor que os outros mas pouco mais longe ia do que a figura do Dr. Máximo Dias. Não sei sequer se hoje ainda existe, mas creio que não. E não foram as minhas crónicas que con­tribuíram para a falência precoce dessas experiências políticas, como diz o meu augusto crítico. Foi a sua falta de qualidade interna.
Onde Phiri começa a mijar fora do penico é quando pretende usar a carta do racismo. Segundo ele, eu acredito que os africanos são incapazes de construir o roteiro do seu próprio desenvolvimento. E associa, sabe-se lá porquê, a minha designação de “patrioteiros” a jovens.
Ora eu começo por não fazer generalizações do tipo “os africanos são...” ou “os africanos não são...”.
Há africanos que são e há africanos que não são. Sendo todos eles africanos, Mandela não é igual a Mugabe. Seretse Kama foi muito diferente de Mobutu e por aí adiante.
E patrioteiros há-os de todas as idades. Eu diria mesmo que os jovens estão em minoria nessa categoria de gente.
Segue o bom do Phiri adiante chamando a atenção de que os países do G 19 não podem exigir que tenhamos bons sistemas de Justiça e combate à corrupção, em pouco tempo quando eles, nos seus países, demoraram séculos a conseguir isso.
É um argumento interessante. Leva-me, no entanto, a perguntar se devemos deixar de usar automóveis, telefones, aviões, com­putadores, etc. porque tudo isso levou muitos séculos a ser inventado noutros países.
Por fim vem a questão das mangedouras.
Phiri tenta virar contra mim a afirmação de que os patrioteiros podem estar à procura das benesses da sua atitude. Mas é difícil. Eu vivo de uma reforma da RM, tenho uma empresa em permanente crise, escrevo para jornais de poucos meios e faço uma ou outra tradução para arredondar algum fim do mês. Fraca mangedoura, a minha.
Já o amigo Phiri, quem sabe usando nome mais augusto, pode ter outras actividades. Quem sabe se não é mesmo sócio de alguma das empresas do cidadão Armando Guebuza?
Elas são tantas que é bem possivel...

P.S. – Uso nesta crónica o adjectivo “augusto”, aplicado quer ao texto em análise, quer a nomes próprios.
Segundo o dicionário de Francisco Torrinha, augusto significa “magestoso, respeitável, solene”.
Trata-se, portanto, de um elogio.

SAVANA – 15.01.2010, in Mocambique para todos

segunda-feira, janeiro 18, 2010

Fraude no ISCISA: Polícia interroga director científico

JOSÉ Nunes Gilberto, Director Científico do Instituto Superior de Ciências de Saúde (ISCISA), em Maputo, está desde o último sábado a ser ouvido por uma brigada da Polícia de Investigação Criminal (PIC) afecta à 7ª Esquadra da cidade de Maputo, suspeito de envolvimento num esquema de venda de exemplares dos exames de admissão àquela instituição de ensino, cujo arranque está marcado para esta manhã em todo o país. Em conexão com o caso, a Polícia também deteve e continua a interrogar Ussene António, estudante do ISCISA, encontrado na posse de onze exemplares das provas que, segundo o indiciado, lhe teriam sido entregues por José Nunes Gilberto com a missão de colocá-los no mercado.

Ussene, que confessou à Polícia tratar-se apenas de um intermediário do negócio do director, foi encontrado na posse de exemplares dos exames das disciplinas de Português, Matemática e Biologia, que de acordo com o calendário estabelecido deviam ser realizados de hoje até quinta-feira desta semana.

Dados apurados pelo “Notícias” indicam que Ussene António foi detido na tarde do último sábado numa casa de pasto algures na cidade de Maputo, onde procedia à venda dos exemplares, depois de ter caído numa armadilha montada pelos agentes que se fizeram passar por estudantes interessados no negócio.

Animado pelo sucesso das vendas, Ussene acabou dizendo à Polícia que além dos exemplares que trazia consigo tinha outros, de outras cadeiras em sua casa. Tais exemplares acabariam por ser recuperados pela Polícia após buscas na residência de Ussene.

Por cada prova, segundo a Polícia, o suspeito cobrava (cinco) mil meticais com direito a desconto até dois mil meticais para quem quisesse adquirir mais do que um exemplar.

O negócio foi descoberto no sábado por um grupo de estudantes que, apercebendo-se de uma movimentação estranha de exemplares das provas, envolvendo elementos da direcção e seus colegas, tratou de alertar a Polícia que, de imediato, colocou uma equipa de investigadores que rápida e facilmente se infiltrou na rede devido à avidez dos suspeitos pelo negócio.

Contactado ontem pela nossa Reportagem, o Reitor do ISCISA, Aurélio Zilhão, disse que não tinha nenhuma informação sobre a ocorrência, e que a instituição estava preparada para realizar os exames de admissão a partir de hoje.

“Hoje (ontem) não vi o director científico, mas mesmo assim não achei nada estranho, pois, tanto quanto sei, ele devia estar a caminho de Gaza, onde iria dirigir o processo de exames de admissão. Portanto, não sei de nada”, disse Zilhão.

Arnaldo Chefo, porta-voz da PRM na cidade de Maputo, que confirmou o facto à nossa Reportagem, disse que a equipa de investigadores ainda está à procura de mais elementos que possam sustentar o suposto envolvimento do Director Científico do ISCISA no caso, sublinhando que até agora só existem provas contra o estudante Ussene António.

“O estudante só disse que José Nunes Gilberto foi quem lhe contactou a fim de servir de intermediário no negócio. Estamos a trabalhar para ver até que ponto isso é verdade. O estudante está detido porque em sua posse foram recuperados onze exames”, disse Chefo.

Segundo soubemos, a PIC está igualmente a seguir a pista de um estudante do ISCISA alegadamente visto no Aeroporto Internacional de Maputo a despachar um envelope contendo exemplares dos referidos exames, que aparentemente tinham como destino a província de Tete. Além deste dado, os investigadores estão igualmente a trabalhar com uma outra pista que dá conta de que outros exames foram alegadamente espalhados pelo país fora, via Internet, e que há receptores em todas as províncias incumbidos de vendê-los.

Desde a sua criação, o ISCISA vem sendo abalado por vagas de instabilidade, com os estudantes a manifestarem-se sistematicamente contra o mau ambiente e desmandos protagonizados por alguns quadros de direcção, incluindo o Director Científico, José Gilberto.

Fonte: Jornal Notícias (19.01.2010)

GUEBUZA KEEPS MOST MINISTERS


Newly re-elected President Armando Guebuza named his new government on Saturday, which is largely unchanged from the previous one. The most important change was the naming of former Education Minister Aires Ali as Prime Minister, replacing Luisa Diogo, who will be in parliament but not in government.

The new Minister of Education is Zeferino Martins, who most recently has been Executive Director of the Commission for the Reform of Professional Education (COREP).

The only other ministries to have new ministers are Women’s Affairs and Social Welfare, Fisheries, Public Works and Housing, State Administration, and Veterans’ Affairs. But almost all governors have been replaced.

Meanwhile, on Tuesday parliament named Veronica Macamo as chair (president, speaker). She takes over from Eduardo Mulembue, who had been the parliamentary chair for the last 15 years. Macamo was first deputy chair of the Assembly in the last parliament.

Ali, Diogo, Macamo and Mulembue are all members of the Frelimo Political Commission, as are Minister of the Interior Jose Pacheco, Minister of Planning and Development Aiuba Cuereneia, and Minister for Coordination of Environmental Action Alcinda Abreu.

This is Guebuza's second and last term as President, so the new appointments will be scrutinised for the implications as to who might by the next Presidential candidate. Mulembue and Diogo were widely touted as possible candidates, but both have lost their prominent positions. Cuereneia had often been suggested as the next Prime Minister, but has not been given the post. Aires Ali has been a long time friend of Guebuza, so his nomination as Prime Minister puts him in the leading position to replace Guebuza as president. Ali was born in 1955, and thus could be seen as representing the next generation. (Mulembwe was born in 1954 and Diogo in 1958; Guebuza was born in 1943).

MOZAMBIQUE 154 News reports & clippings (17 January 2010) by Joseph Hanlon

domingo, janeiro 17, 2010

Senegal quer oferecer terra "retorno" dos haitianos à África

O presidente senegalês, Abdulaye Wade, declarou este domingo que deseja favorecer o "retorno" dos haitianos à África, oferecendo uma terra aos descendentes de escravos após o terremoto devastador de terça-feira.

"A sucessão de calamidades que afetam o Haiti me levam a propor uma solução radical: criar na África, em algum lugar, certamente com africanos, com a União Africana, um espaço, a determinar com os haitianos, para criar ali as condições de retorno dos haitianos", disse o presidente senegalês em entrevista à rádio France Info.

Ao afirmar que o retorno poderia acontecer de uma só vez ou em várias viagens se envolver vários países, considerou importante "dar esta oportunidade aos haitianos". "Não escolheram seguir para esta ilha e não seria a primeira vez que ex-escravos ou seus descendentes seriam devolvidos à África. É o caso da Libéria, onde tiveram que integrar-se à população local para formar atualmente a nação liberiana", declarou Wade.

Fonte: AFP/Terra (17.01.2010)

GRINGO A MARCA CAUSA

GRINGO A Marca Causa Moçambique, 2008

Leia aqui

sábado, janeiro 16, 2010

Meus Parabéns Nero ao Alberto

Mano Nero Kalashnikov,

Sei que estou confuso, desculpe-me, é coisa que não tem a ver contigo, mas o facto de o mano ser intimamente conhecido do Alberto quem já faz parte do novo Governo. O meu irmão é Nero de quem fujo quando carrega kalashnikov porque eu não gosto de bam-bam-bam.
Por aquela outra personalidade, ser perfeitamente conhecida do meu mano Nero, sinto-me obrigado a dá-la os meus parabéns e um adeus nas conversas familiares (blogsfericas). Que Alberto se sinta irmão de mais de vinte milhões de moçambicanos. Que Alberto lute mesmo pela justiça! Sim, lute pela justiça para todos os moçambicanos.

Um abraço

Presidente Guebuza nomeia 11 governadores provinciais


O Presidente moçambicano, Armando Guebuza, nomeou Sexta-feira, através de despachos presidenciais separados os governadores provinciais para as 11 províncias do país.

Trata-se de Felismino Tocoli, Governador da Província de Nampula; Itai Meque, Governador da Província da Zambézia; Maurício Vieira Jacob, Governador da Província de Sofala; Maria Elias Jonas, Governadora da Província de Maputo; David Ngoane Marizane, Governador da Província do Niassa.

Alberto Clementino António Vaquina, Governador da Província de Tete; Lucília José Manuel Hama, Governadora da Cidade de Maputo; Agostinho Abacar Trinta, Governador da Província de Inhambane; Eliseu Machava, Governador da Província de Cabo Delgado; Ana Comoana, Governador da Província de Manica e Raimundo Diomba, Governador da Província de Gaza.

Itai Meque, que até a data da sua exoneração era governador na província meridional de Inhambane, foi nomeado governador da província central da Zambezia.

Por seu turno, Maurício Vieira Jacob, que era governador da província central de Manica, passou para a vizinha província de Sofala. Assim, para a província de Manica, Guebuza nomeou Ana Comoana

Maria Jonas, e’ a nova governadora da província de Maputo em substituição de Telmina Pereira. Para a cidade de Maputo, Guebuza indiciou Lucília Hama em substituição de Rosa da Silva.

Enquanto isso, David Ngoane Marizane foi nomeado governador da província nortenha do Niassa em substituição de Arnaldo Bimbe.

Por outro lado, Alberto Vaquina deixou a província central de Sofala, para dirigir a província de Tete na mesma região.

Agostinho Trinta foi indicado governador da província meridional de Inhambane em substituição de Itai Meque.

Fonte: Rádio Mocambique (16.01.2010)

Composição do novo governo da República de Moçambique 16/01/2010


O Presidente moçambicano, Armando Guebuza, nomeou sexta-feira através de despachos presidenciais separados os ministros e os respectivos vice-ministros que compõem o novo governo.

Assim, Aires Ali é o Primeiro Ministro; José Pacheco Ministro do Interior; Manuel Chang Ministro das Finanças; Aiuba Cuereneia Ministro da Planificação e Desenvolvimento; Aldemiro Balói Ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação; Filipe Nyussi Ministro da Defesa Nacional; Alcinda Abreu Ministra da Coordenação da Acção Ambiental; Feliciano Gundana Ministro na Presidência para Assuntos Sociais;

Cadmiel Muthemba Ministros das Obras Públicas e Habitação; Esperança Bias Ministra dos Recursos Minerais; Ministro da Saúde Paulo Ivo Garrido; António Sumbana Ministro na Presidência para Assuntos da Casa Civil; Carmelita Namashulua Ministra da Administração Estatal; Fernando Sumbana Ministro do Turismo; António Fernando Ministro da Indústria e Comércio, Salvador Namburete Ministro da Energia;

Venâncio Massingue Ministro da Ciência e Tecnologia; Helena Taipo Ministra do Trabalho; Soares Nhaca Ministro da Agricultura; Vitória Diogo Ministra da Função Pública; Paulo Zucula Ministro dos Transportes e Comunicações; Benvinda Levy Ministra da Justiça;

Ministro para Assuntos Parlamentares, Autárquicos e das Assembleias Provinciais Adelaide Amurane; Zeferino Martins Ministro da Educação; Ministro das Pescas Victor Borges; Armando Artur Ministro da Educação; Iolanda Cintura Ministra da Mulher e Acção Social; Mateus Kida Ministro dos Combatentes; Juventude e Desportos Pedrito Caetano.

Através do mesmo despacho o estadista moçambicano indicou para os cargos de vice-ministros os seguintes quadros:

José Mandra Vice-Ministro do Interior; das Finanças Pedro Couto; Maria José Lucas Vice-Ministra da Planificação; Henrique Banze e Eduardo Koloma dos Negócios Estrangeiros e Cooperação; Agostinho Mondlane da Defesa Nacional; Ana Paulo Samo Gudo Chichava Coordenação para Acção Ambiental; Carvalho Muária Obras Públicas e Habitação; Abdul Razak Recursos Minerais;

José Tsambe Administração Estatal; Rosário Mualeia do Turismo; Kenneth Marizane Indústria e Comércio; Jaime Himide da Energia; António Limbau da Agricultura; Adurremane Lino de Almeida da Função Pública; Alberto Nkutumula da Justiça; Arlindo Chilundu, Augusto Luís e Leda Hugo da Educação; Gabriel Muthisse das Pescas; Virgílio Mateus da Mulher e Acção Social; Marcelino Liphola dos Combatentes; Carlos de Sousa da Juventude e Desportos.

Entre as grandes mudanças operadas por Armando Guebuza destaca-se Aires Ali, que até a data da sua exoneração desempenhava as funções de Ministro da Educação e Cultura (ora extinto).

Feliciano Gundana passou do extinto Ministério para os Assuntos para Antigos Combatentes, para Ministro na Presidência para Assuntos Sociais. Cadmiel Muthemba passou de Ministro das Pescas para Ministro de Obras Publicas e Habitação; Carmelita Namashulua Ministra da Administração Estatal passou de Vice – Ministra para Ministra no mesmo pelouro;

Adelaide Amurane passa a dirigir o recém-criado Ministério para Assuntos Parlamentares, Autárquicos e das Assembleias Provinciais.

Victor Borges, antigo vice Ministro das Pescas, subiu para Ministro no mesmo Ministério.

Zeferino Martins passa a dirigir o Ministério da Educação, enquanto que Armando Artur passa a dirigir o recém-criado Ministério da Cultura.

Com relação ao Ministério Mulher e Acção Social, que era até então dirigido por Virgília Matabele, Guebuza indicou Iolanda Cintura.

O recém-criado Ministério dos Combatentes será dirigido por Mateus Kida.

O Ministério de Juventude e Desportos passa a ser dirigido por Pedrito Caetano em substituição de Fernando Sumbana Júnior, que exercia cumulativamente com o Ministério do Turismo, na sequência da saída de David Simango para ocupar o cargo de edil da cidade de Maputo, capital moçambicana.

Fonte: Rádio Mocambique (16.01.2010)

Aires Ali é o novo Primeiro-Ministro de Moçambique


PR nomeia e anuncia o novo governo, que não integra Luísa Diogo e mantém os ministros do interior, das finanças, dos negócios estrangeiros, da defesa, entre outros do anterior executivo
Aires Bonifácio Ali, é o novo primeiro-ministro da República de Moçambique, na sequência da sua nomeação pelo Presidente Armando Guebuza, dois dias depois da investidura do chefe de estado.
O ex-ministro da Educação e Cultura, natural da província do Niassa, substitui Luísa Dias Diogo, que ocupou o cargo nos trés governos saídos criados após o fim do conflito armado no país, em outubro de 1992.
A antiga primeira-ministra não integra o novo executivo, cuja composição não difere do exonerado momentos antes da investidura do Presidente da República na passada quinta-feira, 14.

Em despachos presidenciais separados, Armando Guebuza nomeou José Pacheco Ministro do Interior; Manuel Chang Ministro das Finanças; Aiuba Cuereneia Ministro da Planificação e Desenvolvimento; Aldemiro Balói Ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação; Filipe Nyussi Ministro da Defesa Nacional; Alcinda Abreu Ministra da Coordenação da Acção Ambiental; Feliciano Gundana Ministro na Presidência para Assuntos Sociais.

Fonte: Rádio Mocambique (16.01.2010)

sexta-feira, janeiro 15, 2010

Perseguições e intimidações?


Algo para preocupar a qualquer cidadão interessado em direitos humanos é o que já começou a ser relatado. Afonso Dhlakama, presidente da Renamo está sob forte vigilância, o que é chamado pela Polícia da República de Moçambique por guarnição. Se os movitos são para ele não usufruir o seu direito constitucional, difícil é saber porquê razão a acção se chamaria por guarnição e não prisão domiciliária.
Segundo o O País online, há relatos segundo os quais há perseguição de membros da Renamo na província da Zambézia. As perseguições são feitas por secretários dos bairros que agem como os Grupos de Vigilância Popular (GVP) dos primeiros anos pós-independência. Ainda na mesma província, já se fala de 11 membros da Renamo detidos pela Polícia da República de Moçambique. A detenção ocorreu no posto administrativo de Chire, distrito de Morrumbala e os detidos transportados, imediatamente, para a cadeia civil da Zambézia, onde, neste momento, encontram-se encarcerados, acusados de serem protagonistas das manifestações que estão a ser ainda organizadas ao nível do órgão máximo do partido Renamo, naquele ponto do país. Há mais casos ainda naquela província que deviam ser verificados para que não seja repetição de casos de Montepuez ou Mogincual. O País online escreve que ainda no distrito de Morrumbala, localidade de Pinda, posto administrativo de Megaza, em situações pouco claras, a PRM desmontou a sede política da Renamo e instalou um pequeno comando para o controlo de membros tidos como influentes na manifestação. Será isto legal? Fala-se ainda de um cidadão de nome Alves Augusto ter sido baleado mortalmente.

O CanalMoz escreve que na Cidade de Maputo, no distrito Municipal de Maxaquene (ex-Distrito Municipal nº3), e precisamente no Bairro da Polana Caniço “B”, está em curso uma campanha de intimidação contra membros da Renamo protagonizadas pelas autoridades administrativas locais. Apontam-se como protagonistas o secretário do bairro, Armando Cossa, a senhora Marta, chefe de Quarteirão 3 do Bairro da Polana Caniço “B”

Reflectindo: 1) Um deputado foi sequestrado no aeroporto de Nampula por membros da Renamo aos olhos da PRM. A polícia não prendeu aqueles criminosos. 2) A polícia e algumas autoridades locais intimidam a membros da Renamo que só pecam por serem daquele partido. Isto tudo dá para reflectir.

Pax Guebuziana? Guebuza adulto ou Maquiavel teria que voltar a escola?

Por Manuel de Araújo

Surpreendeu-me pela positiva o discurso de tomada de posse de Armando Emílio Guebuza! Tirando alguns arranhões, quem sabe por forca de habito, o discurso de AEG recebe uma nota positiva, não apenas pela extensão (curto) mas sobretudo pela sua plenitude e espírito de inclusão. Sem exageros Guebuza mencionou a palavra unidade nacional em não menos de 10 vezes! Se tivermos o mesmo conceito!

Contrariamente ao que nos habituou, Guebuza usou o seu discurso para sarar as feridas abertas durante os cinco anos de governação, bem como as criadas nas recentes eleicoes. Ao não optar pelo 'se não estas connosco, estas contra nos' ou ao não chamar a seus críticos de 'apóstolos da desgraça' Guebuza trouxe neste seu discurso uma nova lufada de ar fresco e de esperança a milhares de moçambicanos que viam nos dois terços, um mandato para o reforço da arrogância, da ditadura e do desprezo pelo pensar diferente! Ao ser verdade o que se aventa sobre quem será Primeiro Ministro, esta lufada de ar fresco poderá transformar-se em primavera guebuziana! Resta saber se a primavera será duradoira ou então de curta duração!

Sob comando do Venerando Presidente do Tribunal Constitucional, Luis Mondlane, Guebuza jurou, citando o artigo 150. No. 2 da nossa Constituição, '... respeitar e fazer respeitar a Constituição'... , a 'Defesa e promoção da Unidade Nacional' e '... fazer justiça a todos os cidadãos...'.

Apesar de não ter fugido aos seus temas de eleição na governação anterior, nomeadamente o combate a pobreza, ao espírito do deixa andar e ao burocratismo, Guebuza deixou de fora a arrogância que o caracterizava e falou para os moçambicanos. Para alem disso, Guebuza inovou, ao reconhecer alguns fracassos na 'sua guerra contra a pobreza', quando elegeu o combate a pobreza urbana como um dos seus novos standardes. Ou seja, implicitamente, Guebuza reconheceu que a pobreza urbana aumentou, concordando com vários estudos e autores, dai a necessidade da eleição do tema para o presente mandato. E quando um líder sabe reconhecer seus erros e falhas, e sinal de grandeza!

No seu discurso Guebuza repetiu pedagogicamente a lógica do seu pensamento ao afirmar que 'identificado o problema (pobreza) e suas causas, tínhamos duas opcoes: resignar ou amarmo-nos da nossa auto-estima, orgulho pela nossa historia e cultura, auto-confiança, auto-superação' para combater-mos o mal.

Mencionou ainda, como não deixaria de ser, as maiores realizacoes, a construção de escolas, hospitais, extensão de eletricidade a varias zonas, a construção e reabilitação de estradas (tirando as da cidade de Quelimane de que convenientemente se esqueceu), criação de postos de trabalho, os sete milhões, para concluir a dado passo que a pobreza recuou, tendo se esquecido que o ditado popular que diz, 'recuar não e fugir, pode ser o tomar de novas posicoes'! Teria somando pontos se Guebuza, neste paragrafo reconhecesse que apesar de termos aumentado o numero de escolas, de hospitais, de rodovias, a qualidade do ensino, dos serviços de saúde e das rodovias esta aquém das nossas aspiracoes! E mais Guebuza ficou aquém da minha expectativa quando nao teve a coragem de assumir que o objectivo principal dos moçambicanos e quica do nosso estado e a criação da riqueza! E que um estado que se preze e que queira competir no teatro das nacoes não deve ter como objectivo principal apenas combater a pobreza! Tem de ser mais ambicioso! A nossa auto-estima não se cria combatendo a pobreza, cria-se, criando riqueza, que por sua vez combatera a pobreza! E que a pobreza pode ser combatida com dinheiro alheio, o que suponho não reforçaria a tal auto-estima e muito menos a nossa mocambicanidade, dois apanagios de AEG.

Para não deixar a sua veia poética em mãos alheias, Guebuza poetizou tendo como substrato a unidade nacional ao afirmar que '... A unidade nacional e o sangue que corre nas artérias da nossa sociedade...' para mais tarde enfatizar que a 'alternativa a paz e a própria paz'!

Ao referir-se não raras vezes a necessidade de reforçar 'o sentido de cidadania, pertença e inclusão' bem como a necessidade de 'promover a diversificacao de oportunidades', o 'reforço do estado de direito' Guebuza mais uma vez levantou muito alto a barra de esperança dos moçambicanos, da mesma forma que o fizera em 2004 com o combate ao deixa andar, burocratismo e corrupção. Temas que o perseguiram durante todo o mandato e diga-se de passagem sem grandes sucessos!.

O discurso de tomada de posse, diga-se de passagem seguiu a risca o estatuado na Constituição da Republica. Um discurso que cobriu Moçambique de les a les, do Rovuma a Ponta do Ouro e do Zumbo ao Chinde!

Diga-se em abono da verdade que se um extra-terrestre estivesse a chegar naquele instante a Moçambique, e escutasse na integra o discurso de Guebuza, se comoveria, juraria e acreditaria que estava perante um líder que ama o seu povo, que ama a democracia, a liberdade, os direitos fundamentais ou seja que estava senão perante um santo, pelo menos estaria próximo de um homem de bem! Mas estando em Moçambique, tendo nascido e vivido neste pais, algumas reticencias se levantam! E que o povo diz que 'quando a esmola e grande, o pobre desconfia'! E porque sou pobre, acho que tenho não só o direito, mas também o dever de desconfiar desta esmola, porque de facto e grande!

Conseguira Guebuza cumprir a risca o que solenemente prometeu perante milhares de moçambicanos e dignidades estrangeiras, ou estamos perante um líder maquiavelico que pisca a esquerda e em seguida vira a direita?

Terá sido o discurso da tomada de posse, uma inspiração divina, ou tratar-se-a de mais um discurso camaleonesco, com o intuído de embalar bois, e só para 'inglês ver' e conseguir a aprovação do Orçamento Geral de Estado, tal como aconteceu com a CNE, que depois de receber os vitais desembolsos perdeu a sensibilidade auditiva?

Conseguira Guebuza demover a maquina partidária e governativa snaspesca que montou e continua a montar do Rovuma a Ponta do Ouro e do Zumbo ao Indico a pautar-se pelo respeito a constituição e ao estado de direito? De que Constituição e de que Estado de Direito esta Guebuza falando?

Como conciliar este discurso de paz e reconciliação nacional com a entrada por exemplo na cidade de Quelimane de um blindado militar em plena quadra festiva? Estamos em guerra? Se sim porque não se abrir ao povo explicando claramente os perigos que enfrentamos? Como conciliar este discurso de paz e reconciliação nacional com a entrada em cena de agentes da PIR armados ate aos dentes em vários distritos do vale do Zambeze, com a crescente nomeação de administradores militares ao longo do Vale do Zambeze, com o crescente clima de insegurança em vários distritos do Vale do Zambeze, onde cidadãos pacatos já não passam noites nas suas residências? Como conciliar as ameaças snaspescas a que cidadãos estão sendo alvo em vários cantos deste indico pais?

Estas sao pequenas reflexões que me invadiram depois de acompanhar a investidura do Presidente da Republica!

Tenho que confessar que se foi fingimento, se todo aquele palavreado poético visava ludibriar os menos atentos, então deveríamos transferir Hollywood para Maputo e deveríamos instaurar um Premio Nobel especial para AEG e seus assessores! Mas se este discurso foi sincero, e tem suas raizes no coracao do cidadao Armando Emilio Guebuza, entao, hoje 14.01.10, inauguramos uma nova era, a 'Era da pax Guebuziana!

Que Deus me oica, pois o seguro morreu de velho!


Quem será Primeiro-Ministro - as Especulacões da Imprensa Mocambicana (2)

CanalMoz
Quem será o primeiro-ministro?

Aiuba Cuereneia: “Vou fazer o que o presidente decidir”

Maputo (Canalmoz) – Aiuba Cuereneia, que no último quinquénio ocupou a pasta de ministro de Planificação e Desenvolvimento, e tem sido apontado como uma das prováveis escolhas do PR para ocupar o cargo de primeiro-ministro (PM) no próximo Governo, disse ontem ao Canalmoz que está “ disponível a fazer o que o Presidente decidir”, em resposta à nossa pergunta.
Depois de conhecida a figura que vai presidir a Assembleia da República nos próximos 5 anos e de o chefe do Estado ter tomado posse, a questão que ganha agora maior destaque e grande interesse é, naturalmente, quem irá integrar o novo Governo, e quem será nomeado PM.
Aiuba Cuereneia, que já tomou posse como deputado eleito pelo círculo eleitoral da cidade de Maputo, diz estar disponível a voltar para o Governo e até a ocupar a pasta mais desejada no seio do Executivo: a do PM, desde que para isso seja convidado pelo Presidente da República, Armando Guebuza.
Quanto ao futuro Governo, diz que espera um Governo competente, que cumpra o que está plasmado no discurso do presidente aquando da tomada de posse e transforme o que está no manifesto eleitoral do partido Frelimo em Programa Quinquenal do Governo.
A terminar, diz que se as vozes que o colocam como possível futuro PM o fazem em reconhecimento do seu trabalho, ele só tem a agradecer. Cuereneia fez estes pronunciamentos ontem no Palácio da Ponta Vermelha no final do almoço oferecido pelo chefe do Estado empossado às diversas personalidades convidadas. (Borges Nhamirre)

Fonte: CanalMoz (15.01.2009)

Quem será Primeiro-Ministro - as Especulacões da Imprensa Mocambicana (1)

CORREIO DA MANHÃ

José Pacheco deverá ser o próximo Primeiro-Ministro

O engenheiro técnico agrónomo José Condugua António Pacheco, que em Setembro deste ano deverá fazer 52 anos de idade, poderá ser o próximo Primeiro-Ministro de Moçambique, em substituição de Luísa Diogo, exonerada do cargo na semana passada pelo Presidente da República, Armando Guebuza. Pacheco, que no último mandato presidencial chegou a ver o seu posto de Ministro do Interior a ser posto em causa, quando os criminosos estavam na mó de cima, poderá, deste modo, ser o primeiro natural de Ampara, distrito de Buzi, província de Sofala, a ocupar o cargo de Primeiro- Ministro de Moçambique.
Sofala, província natal de Afonso Dhlakama (vide manchete desta edição), era até às últimas eleições gerais dominada politicamente pela RENAMO, sendo, hoje, a sua capital, Beira, dirigida por Daviz Simango (também de Sofala), filho do primeiro vice-presidente da FRELIMO, Uria Simango, liquidado fisicamente pelos seus antigos camaradas por ser considerado “reaccionário”. Pacheco já foi vice-ministro da Agricultura e Pescas e Governador em Cabo Delgado e é tido como um dos “elementos da linha dura” do partido FRELIMO.
Quando Pacheco era governador de Cabo Delgado ocorreram massacres contra membros da RENAMO e durante o seu consulado no Ministério do Interior morreram asfixiados numa prisão em Mogincual, província de Nampula, dezenas de prisioneiros, muitos deles conotados com o partido de Afonso Dhlakama.

Fonte: CORREIO DA MANHÃ – 15.01.2010 in Moçambique para todos

No próximo Governo - Cargos de direcção e chefia só para membros da Frelimo


- avisa Filipe Paúnde, secretário-geral da Frelimo, partido governamental

Maputo (Canalmoz) – Numa entrevista exclusiva ao Canalmoz e Canal de Moçambique, o secretário-geral (SG) da Frelimo, Filipe Chimoio Paúnde, deixou claro que enquanto a Frelimo estiver no poder, não haverá cidadão moçambicano, independentemente das suas competências, que ascenderá a um cargo de direcção e/ou chefia no Governo, nem mesmo em instituições públicas, senão for membro da Frelimo. Isso porque, segundo Paúnde, estes cargos “exigem confiança política”.
Numa entrevista extensa que poderá ler na íntegra na próxima edição do Canal de Moçambique-Semanário, na próxima quarta-feira, 20 de Janeiro de 2010, Filipe Paúnde explica ainda por que razão quase todos os órgãos do Estado, nomeadamente Tribunal Supremo, Tribunal Administrativo, Conselho Constitucional, Assembleia da República, Presidência da República e Procuradoria Geral da República, têm na sua direcção máxima cidadãos oriundos da região Sul do País. E fala também da discrepância cada vez mais crescente entre ricos e pobres em Moçambique, e diz que é difícil travar esta tendência.

Novo Governo será representativo

Voltando para o assunto do momento, o SG do partido Frelimo disse que o próximo Governo, “a ser anunciado brevemente” pelo presidente da República eleito, Armando Guebuza, deverá manter o equilíbrio regional e provincial que se verificou no último mandato.
“É tradição desde 2005 que a composição do Governo da Frelimo integre cidadãos de todas regiões. Aliás, no último mandato não havia província que não tivesse ministro, nem província que não tivesse governador”, disse Paúnde, ressalvando no entanto que o local de nascimento não é a condição básica para a definição e nomeação dos governantes no Executivo.
Sobre a expectativa que reserva o próximo Governo a ser constituído por Armando Guebuza, Filipe Paúnde preferiu avaliar, em primeiro lugar, o desempenho do Executivo cessante para depois dizer o que aguarda de novo.
“Espero uma governação cada vez melhor, tendo em conta que estes 5 anos não passaram de graça. É uma aprendizagem. São experiências. Continuaremos a melhorar para novas conquistas nesta nova governação. Já ouvimos do presidente um discurso eloquente, em que mais uma vez provou ser presidente de todos moçambicanos, o que caracteriza a governação do presidente Guebuza desde 2005, e da Frelimo desde 1975 ou desde a sua fundação. Os próximos 5 anos querem dizer mais energia, mais água, mais escolas e mais hospitais apetrechados”, disse o SG da Frelimo. (Borges Nhamirre)

Fonte: CanalMoz (15.01.2009)

quinta-feira, janeiro 14, 2010

Fraude académica na UP (3)


Anulado exame de Matemática

A Reitoria da Universidade Pedagógica, decidiu anular o exame da cadeira de matemática, submetido aos candidatos a ingresso naquela instituição de ensino superior, para o curso de gestão e contabilidade, em Nampula.
Esta decisão é decorrente da fraude académica detectada quando da realização da referida prova na quarta-feira da semana passada. Fonte da Universidade Pedagógica, em Maputo, referiu que o Conselho Pedagógico, daquela instituição, marcou já para segunda-feira próxima, a realização de uma outra prova da disciplina aos candidatos ao curso de gestão e contabilidade, que será ministrado pela primeira vez, a partir do ano lectivo prestes a arrancar.
Em relação a outras provas realizadas por aquela universidade, em Nampula, a fonte disse não haver indícios de fraude que possam precipitar a tomada de decisão visando a sua anulação.
Os exames de geografia, biologia e historia sobretudo, foram alvos de especulações de ter havido fraude, porquanto alguns concorrentes, que realizavam as provas em alusão, receberam respostas por via de telemóveis, não obstante o apelo para que aqueles aparelhos fossem desligados no decurso da avaliação.
Alias, alem dos 28 pessoas detidas em conexão com a fraude do exame de matemática, outras cinco pessoas foram presas, no dia da realização do exame de biologia e história, as quais teriam recebido respostas certas de perguntas constantes da prova por via de telemóveis.
Recorde-se que 25 dos cidadãos envolvidos com a fraude da prova de matemática foram já postos em liberdade, estando detidas três pessoas cuja pista poderá levar a descoberta os mentores da acção criminosa.

Fonte: Wamphula Fax in @verdade (12.01.2010)

As manifestações


A talhe de foice

Por Machado da Graça

A questão das manifestações de protesto da Renamo, por causa dos resultados das últimas eleições, começa a ficar preocupante.
Não propriamente por causa das próprias manifestações, que são um direito legal e constitucional de todos os moçambicanos, mas por tudo o que está a acontecer à sua volta.
Sempre que alguém ligado, seja de que forma for, à Frelimo, fala destas manifestações dá-lhes sempre uma conotação de serem coisas proibidas e perigosas.
E não há ninguém, ligado à Frelimo, que não fale deste assunto. Seja onde for, seja a que pretexto for.
E, no caso de pessoas responsáveis, como o Ministro e o Vice-ministro do Interior, com frases ameaçadoras, informando que a polícia está armada até aos dentes e coisas do mesmo teor.
E não se trata apenas de coisas que se dizem. Aparentemente, Afonso Dhlakama e todos os principais dirigentes da Renamo estão, neste momento, sob permanente vigilância policial.
Uma fonte do Ministério do Interior disse ao Diário da Zambézia que “as manifestações serão prontamente anuladas em todos os pontos do país e na Zambézia em particular, onde estão posicionados homens da FIR e SISE incluindo até Polícia Militar que dia e noite vigiam as residências dos membros da perdiz”.
Numa atitude claramente divisionista a mesma fonte do DZ disse mesmo que não haveria nenhum problema de a Renamo organizar manifestações se não fosse com Dhlakama a liderar. Porque com ele as manifestações podem não ser pacíficas.
O mesmo jornal, num texto depois repetido no Magazine Independente, citando também “uma fonte sénior do Ministério do Interior”, referiu-se longamente a movimentações de homens armados da Renamo em alguns distritos da Zambézia e mesmo à travessia desses elementos de e para o Malawi. Com essas movimentações justificava o envio de elementos policiais e viaturas potentes para esses distritos. Segundo o jornal, a sua fonte terá dito: “Já temos homens lá e os alvos são os respectivos delegados da Renamo”
Ora tudo isto tem o ar de uma campanha de intoxicação da opinião pública, levando-a a acreditar que as anunciadas manifestações são um perigo enorme para a segurança pública e o Estado está a tomar medidas para defender essa segurança.
Mas qual será o objectivo dessa campanha de intoxicação?
Como não estou dentro da cabeça de quem planeou tudo isto não posso saber ao certo, mas tenho receio que seja para dar cobertura a alguma acção do Governo contra a Renamo. Seja uma acção de tipo militar, seja de tipo político (por exemplo a interdição daquele partido ou a sua decapitação afastando Dhlakama) ou mesmo uma combinação das duas coisas.
É sabido que o Governo da Frelimo tem, desde há muito, vontade de desarmar os homens da Renamo residentes em Maringué. E pode ser que, a cavalo na sua recente vitória eleitoral, se esteja a preparar para o fazer usando as manifestações como pretexto próximo. O actual estado de fraqueza da Renamo, destroçada nas eleições e com sérios problemas internos, poderá estar a dar a ideia de que este é o momento para actuar sem correr grandes riscos.
Espero estar enganado no que tenho estado a dizer, porque aí sim correríamos o risco de voltar a um conflito que, embora eu creia que seria vencido rapidamente pela Frelimo, iria custar vidas humanas e recursos de que precisamos para o país andar para a frente.
Deixemo-nos, portanto, de belicismos, verbais ou outros, e pensemos antes em construir a felicidade de todos os moçambicanos, sejam eles de que partido forem ou até não sejam de nenhum.
Quanto à Renamo, creio que quanto mais rapidamente realizar as manifestações pacíficas melhor será para todos, a começar por ela própria. A incerteza que permanece só alimenta todo este clima de preocupação, desinformação e ameaças.
Clima em que às vezes, com um pequenino pretexto, fortuito ou intencional, se começam grandes desastres.

Fonte: SAVANA (08.01.2010)