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sexta-feira, novembro 30, 2018

A Frelimo irrita os eleitores para com um boicoto se legalizar como partido único


Aquela fraude tão PORCA em Marromeu seguida por a de Monapo, Molócuè, Moatize e Matola, aliás Marromeu foi repetição, requer de um estudo muito profundo para entender o que a Frelimo. Alguns do comentários dos telespectadores no STV Linha Aberta, diziam que nas próximas eleições eles ou o povo não vai-se fazer às urnas e podiam ver a Frelimo onde traria eleitores. Portanto, trata-se de boicote. Contudo, com o discurso de boicote, pode ser que a Frelimo se sinte em ter atingindo o propósito da prática de uma trafulhice, uma fraude tão PORCA como a que vimos nestas eleições autárquicas.
1. A experiência de África toda é de que boicotes eleitorais beneficiam os regimes totalitários e anti-democráticos.
2. A Frelimo sempre opôs-se ao multipartidarismo e se ameaçada optou por eliminar os seus oponentes. Não é que não havia condições para eleições em 1975 e com certeza a Frelimo havia de ganhar, mas essas coisas de eleições é algo forçado. Quem aceita eleições é quem aceita ficar na oposição.
3. O veterano e general Mariano Matsinhe disse reteiramente, em Abril de 2007, em plena instituição pública e não só, mas numa instituição superior, o ACIPOL, ali onde se formam pessoas para defesa e segurança, para fariam tudo por tudo para a Frelimo não sair do poder. Com certeza que isso de fazer era também um apelo aos policiais. Este veterano realçou que não era a favor da existência da oposição, mas que devia continuar insignificante.
4. O que Matsinhe disse em 2007 é o que estamos a assistir. Parece que a Frelimo tem um número de municípios que aceita que sejam governados por partidos da oposição. Atingido esse número, aí a Frelimo protegida pela polícia e outras instituições que deviam velar pela justiça e segurança pública e do estado, faz tudo por tudo mesmo que seja fugir com material eleitoral...
5. Sobre os objectivos de forçar para tornar a oposição insignificante e ela governar sozinha, a Frelimo tem experiências. Em 1998, na primeiras eleições autárquicas, a Renamo e mais 15 partidos da oposição, por sinal aqueles que poderiam ter alguns assentos nas assembleias municipais, boicotaram-nas. O resultado foi de que a Frelimo governou sozinha nos 33 municípios. O mais caricato ainda, foi a Frelimo recorrer fraude para como sempre enganar o mundo que houve muita p participação massiva. Lembro-me que Angoche e Dondo havia sido citados que em mesas às moscas, no editais apareciam números de maior participação.
Ora, por tudo isto, apesar de estarmos irritados, como moçambicanos precisamos de discutir amplamente e desenhar uma estratégia que frustre os planos e objectivos da Frelimo. É importante também saber que a Frelimo está interessa somente ao poder e as consequências ao longo prazo não a importam. Não é que não saiba que não mal que dure para sempre.

terça-feira, abril 17, 2018

Apenas um ponto de reflexão: Monopartidarismo no Multipartidarismo?


Num país que se diz multipartidário não se pode nomear para o cargo de embaixador quem não seja membro do partido no poder? Que risco corremos com o pessoal nas nossas embaixadas em geral e embaixadores (todos moçambicanos) em particular no dia que houver alternância governativa em Moçambique? Exoneracão imediata de todos para nomeação de pessoal com a cor do partido no poder?
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P.S. Parece-me que a democracia e multipartidarismo não são do nosso agrado, mas uma imposição.

quarta-feira, novembro 29, 2017

Risco de “revoluções incontroladas” levou Frelimo a antecipar mudanças em 1990

Joaquim Chissano deu ontem uma aula sobre “desafios de liderança e boa governação em Moçambique”. O evento marcou as celebrações do primeiro aniversário do Instituto de Governação, Paz e Liderança, de que o antigo Estadista é patrono.
A introdução da democracia multipartidária em 1990 foi uma das maiores transições políticas que Moçambique experimentou desde a proclamação da independência. À época Presidente da República, Joaquim Chissano defende que a abertura política e económica foi uma resposta antecipada aos desafios que se colocariam no futuro: o momento histórico da evolução do Estado e da sociedade moçambicana impunha um novo modelo de governação capaz de defender os interesses comuns dos moçambicanos. E mais: a democracia multipartidária constituía-se como o único mecanismo capaz de viabilizar as negociações de paz e reconciliação no período pós-guerra.
Mas há outras razões que ditaram o fim do monopartidarismo. O antigo Estadista lembra que, na segunda metade da década de 1980, começaram a registar-se profundas transformações políticas e económicas, tanto a nível regional como internacional. Essas transformações tiveram o respaldo da comunidade internacional ou, para ser mais preciso, do Ocidente, que faz coro pela democratização dos Estados africanos. Em Moçambique, a pressão externa pela abertura política é recebida num contexto de guerra fratricida, pelo que o risco de haver “revoluções incontroladas” era maior. Por isso, nota Chissano, era preferível ser a Frelimo a controlar as mudanças. E assim foi.

quinta-feira, outubro 02, 2014

Renamo insiste no "sacrifício" de Dhlakama para acabar com monopartidarismo

A mensagem da Renamo (Resistência Nacional Moçambicana) para as eleições gerais de 15 de outubro insiste na máxima de um estado liberto do monopartidarismo, dando continuidade ao "sacrifício" por esta causa do seu líder histórico, Afonso Dhlakama.
Num manifesto de conteúdo marcadamente político, o documento exibe à cabeça uma imagem e uma citação do líder da Renamo, maior partido de oposição, vincando a mensagem que tem transmitido desde que começou a campanha eleitoral, personificando "a história de sacrifício e batalhas vencidas em prol da libertação e bem-estar do povo".
O manifesto para as eleições presidenciais, legislativas e assembleias provinciais de 15 de outubro destaca a "despartidarização e separação de poder no aparelho do Estado", uma reivindicação antiga da Renamo face aos 40 anos de governação da Frelimo (Frente de Libertação de Moçambique) e utlizada recentemente como argumento para a confrontação armada com o exército, oficialmente terminada a 05 de setembro.

Fonte: LUSA – 02.10.2014

segunda-feira, maio 06, 2013

Revista "Justiça Popular" nº2 de Jan/Mar de 1981

Editorial – A Ofensiva Política e Organizacional e os magistrados – A independência dos juízes – A participação dos juízes eleitos nos Tribunais Populares – Adultério, alcoolismo, feiticismo – Experiências do funcionamento de um Tribunal Popular Distrital – Conferência das Nações Unidas sobre o Direito do Mar – Formação de quadros – O VI Congresso das Nações Unidas sobre Prevenção do Crime – Correspondência dos Leitores – China: alguns aspectos da nova lei de família – Jurisprudência. Ler mais 

sábado, março 30, 2013

Última hora- em Guruè

Comandante Distrital da Policia de Gurue, Chefe de Operações e o Vereador substituto do Presidente do Município mandam prender Presidente do Município de Quelimane e sua Comitiva esta tarde por se terem reunido com jovens locais, e segundo o Comandante, as reuniões publicas neste ano devem ser realizadas nas sedes dos seus respectivos partidos.

Fonte: Diálogo sobre Moçambique - 30.03.2013

segunda-feira, março 11, 2013

Opinião de Noé Nhantumbo

Engana-se quem pensa que a democracia é um processo que se concretiza sem que seus sujeitos abdiquem de vícios do passado monopartidário.
A carga cultural transportada pelos “políticos” moçambicanos, pelos que se querem manter no poder a qualquer custo está interferindo abertamente com a agenda proclamada.

terça-feira, agosto 14, 2012

Por China a caminho da Rússia

Foi apenas um intervalo, a conjuntura internacional não dava fólego ao sistema que propala ser do "Homem Novo" e nós vimos a sua novidade de homem: recurso a mentira, prisoes arbitrarias, execuçoes sumarias, violaçao dos mais elementares direito humanos; ambiçao cega pelo poder, "democracia popular monopartidaria", poder popular em mão de uns senhores custodios do Estado; vigilancia cerrada às liberdades cívicas _que deixam de existir_ , proibiçao de viajar mesmo em territorial nacional sem as credenciais dos camaradas, violaçao da privacidade e do direito à vida privada; aumento excessivo das despesas em armento e logistica militar e/ou policial, patrimonio publico em maos dos guardiaes da poder; mentira, mentira e mais mentira. Ler mais

terça-feira, julho 26, 2011

Frelimo não quer deixar espaço para oposição em Gaza

A Frelimo diz não pretender dar espaço à propaganda da oposição na província de Gaza. Esta ideia foi defendida pelo secretário do Comité Central da Frelimo para Organização, Sérgio Pantie, que recentemente escalou aquela província para um trabalho de quatro dias, no quadro do acompanhamento do funcionamento dos órgãos de base do seu partido com vista à preparação do X Congresso.

quarta-feira, janeiro 26, 2011

ACLLN e Continuadores são organizações sociais do Partido Frelimo?

Difundido pela imprensa moçambicana, aqui e aqui, Filipe Paúnde considerou a Associação dos Combatentes de Luta de Libertação Nacional (ACLLN), a Organização da Mulher Moçambicana (OMM), a Organização da Juventude Moçambicana (OJM) e a “Continuadores”, sendo organizações sociais do Partido Frelimo. Se apesar das siglas confusas é bem sabido e ficou desde há muito tempo claro que a OJM e OMM são organizações sociais da Frelimo, é para mim ainda menos claro que ACLLN e Continuadores são partidárias. E, por OMM e OJM serem organizacões partidárias, acredito que são jurídica e administrativamente ligadas ao partido Frelimo. O Tribunal Administrativo deve estar muito claro quanto a isso.
Mas será o mesmo com a ACLLN e Continuadores? ACLLN e Continuadores e o respectivo pessoal estão desvinculados do Estado Moçambicano em termos financeiros? Como actua a Continuadores nas escolas ou ACLLN entre os antigos combatentes?
Mania de cooptar organizações civis?

quarta-feira, janeiro 19, 2011

Da Indignação de Edson Macuácua aos factos (2)

Monopartidarismo é melhor sistema para desenvolvimento - considera Marcelino dos Santos

O LÍDER histórico da FRELIMO, Marcelino dos Santos, voltou a defender a sua tese de que para ele, um monopartidarismo levado com seriedade pelos que o dirigem é o melhor sistema para que um país se desenvolva com maior rapidez, porque todos os habitantes do país em que esteja em vigor se concentram e se centram num e único objectivo – que no caso de Moçambique de hoje seria o desenvolvimento do país.

quinta-feira, janeiro 13, 2011

“O multipartidarismo é uma conquista irreversível”

Frelimo diz-se indignada com a carta pastoral dos bispos católicos
O porta-voz da Frelimo, Edson Macuácua, diz que os pontos que serão objecto da revisão constitucional não são públicos porque ainda não chegou o tempo.
O partido Frelimo, através do seu secretário para a Mobilização e Propaganda, Edson Macuácua, reagiu ontem à carta pastoral dos bispos católicos moçambicanos, que alerta para a “forte possibilidade do regresso ao monopartidarismo” em Moçambique.

quarta-feira, janeiro 12, 2011

Moçambique: Conferência Episcopal alerta para perigo do mono-partidarismo | Notícias | Portuguese

Os bispos católicos de Moçambique alertaram para a possibilidade do regresso do país o monopartidarismo. Bispos dizem que revisão constitucional é oportunidade para "maturidade" mas avisam que há que saber quem vai participar nessa revisão. Leia mais

Ouça as declarações do bispo D. Lúcio Muandula, Presidente da Conferência Episcopal aqui

Fonte: Voz da América (11.01.2011)

terça-feira, janeiro 11, 2011

Bispos católicos alertam para o regresso do monopartidarismo

Os bispos católicos moçambicanos alertaram, ontem, para o eventual regresso, “muito forte, ao monopartidarismo” em Moçambique, onde o tráfico de pessoas e órgãos humanos está a tornar-se “preocupante” e a vida da população “ainda está longe do mínimo desejável”.
Em comunicado divulgado ontem, a Conferência Episcopal refere, numa avaliação da situação de Moçambique, que “o dia-a-dia faz intuir uma tendência muito forte ao monopartidarismo no país”.

quinta-feira, março 04, 2010

SEQUELAS DE MAIS DE DÉCADA E MEIA DE MONOPARTIDARISMO NO PÓS-INDEPENDÊNCIA

Medo e mudança lenta de mentalidade minam valores democráticos em Moçambique
Formalmente, copiámos das leis mais democráticas do mundo, mas o nosso dia-a-dia não está alinhado com os valores e liberdades democráticos. Sente-se o medo nas pessoas, um medo infundido pelo passado monopartidário e pelas características próprias das sociedades africanas –Silvério Ronguane, analista político e docente universitário
Os direitos e liberdades democráticos estão lá, mas são muito poucos os moçambicanos que os conhecem, mesmo entre as classes mais esclarecidas há um desconhecimento – António Gaspar, analista e docente no Instituto Superior de Relações Internacionais (ISRI)

JOSÉ MACHICANE *

A cultura de medo e a mudança lenta de mentalidade para os valores democráticos, após longos anos de monopartidarismo, condicionam a qualidade da democracia em Moçambique, consideram analistas em Maputo.
Apesar de Moçambique celebrar este ano 20 anos desde a aprovação da primeira
Constituição democrática e multipartidária, ainda prevalece entre os moçambicanos o medo da repressão, método que foi muito comum durante os mais de 15 anos de vigência do regime monopartidário, nota Silvério Ronguane, analista político e docente universitário.
“Formalmente, copiámos das leis mais democráticas do mundo, mas o nosso dia-a-dia não está alinhado com os valores e liberdades democráticos. Sente-se o medo nas pessoas, um medo infundido pelo passado monopartidário e pelas características próprias das sociedades africanas”, considera aquele académico.
Para Silvério Ronguane, o exercício de cidadania em Moçambique limita-se a um reajuste ao discurso das elites dominantes, que inibem o surgimento do pensamento alternativo e diferente.
“A opinião própria é reprimida e é logo conotada. É o resquício mais vivo da lógica do reaccionário, uma catalogação que tanto mal fez aos que tentaram pensar diferente dos poderes instalados logo após a independência, em 1975”, sublinha Silvério Ronguane.

Pensamento africano

A desconfiança do poder em relação ao debate público também reflecte o pensamento tradicional africano, em que se “premeia a hipocrisia da humildade e se combate a ambição”, diz ainda Silvério Ronguane.
António Gaspar, analista e docente no Instituto Superior de Relações Internacionais (ISRI), aponta a mudança de mentalidade dos moçambicanos como o principal desafio para o pleno usufruto dos direitos e liberdades democráticos.
“Os direitos e liberdades democráticos estão lá, mas são muito poucos os moçambicanos que os conhecem, mesmo entre as classes mais esclarecidas há um desconhecimento”, diz António Gaspar.
António Gaspar aponta o que considera “característica atípica da democracia moçambicana”, a cultura da não aceitação dos resultados eleitorais, mas sempre equilibrada pela submissão às regras do jogo democrático.
“Felizmente, as eleições valor democrático, são apenas um dos momentos”, enfatiza aquele docente universitário, acrescentando que “mal passam as eleições, os outros parâmetros de medição do processo democrático tomam o seu curso”.
Por isso, considera aquele analista, a avaliação do processo democrático moçambicano é positiva, porque os pilares fundamentais estão já montados e a funcionar.
* da LUSA & Redacção

Fonte: CORREIO DA MANHÃ in Moçambique para todos – 03.03.2010

quarta-feira, fevereiro 24, 2010

Itai Meque quer membros da oposição na Frelimo

Defendendo que a oposição jamais vai governar

O governador da província da Zambézia, Itai Meque, defendeu que todos os membros dos partidos da oposição residentes naquela província devem abandonar os seus partidos e aderirem ao partido Frelimo.
Segundo Meque, a filiação desses membros à Frelimo é a melhor opção, uma vez que os partidos políticos da oposição jamais vão governar. O governante defende que prova desse fenómeno é o que ocorreu nas eleições de 28 de Outubro último, em que os partidos da oposição atingiram resultados negativos.
Estas declarações foram feitas pelo governador durante alguns comícios populares que vem realizando desde o passado dia 15 de Fevereiro, no quadro da sua visita aos distritos de Gúruè, Namarrói, Lugela e Mocuba, com vista a inteirar-se do grau de desenvolvimento daqueles pontos.

ITAI MEQUE AMEAÇA

Durante a sua visita, Itai Meque apelou - em jeito de ameaça - que quem optar pela não adesão ao partido Frelimo poderá sofrer repercussões drásticas, como ser infeliz até à morte por doenças cardíacas, pois sempre será derrotado.
“Em 1994, 1999, 2004 e 2009 perderam. Nós, a Frelimo, esmagámos os partidos da oposição e renovámos a nossa governação para continuarmos a implementar o manifesto de continuidade, que visa combater a pobreza que graça maior parte da população moçambicana”, disse Meque.
Falando esta terça-feira no distrito de Mocuba, o dirigente reiterou a necessidade de a população continuar a apostar no “partidão”.
“Vamos ajudar os nossos irmãos, porque o comboio de governação da Frelimo e de Armando Guebuza está a passar. quem não quer apanhar boleia o problema é dele, mesmo aqueles que não votaram na Frelimo, também podem apanhar”, referiu.
Por outro lado, o governador da Zambézia tem acusa os partidos oposicionistas como sendo os que estão a fomentar a desinformação sobre a origem da cólera que já ceifou a vida de pelo menos 32 pessoas, das quais 19 no distrito de Gúruè e 13 em Namarrói.

Fonte: O País online (24.02.2010)

Reflectindo: Itai Meque é governador ou primeiro-secretário da Frelimo da Zambézia? Afinal o que Itai Meque jurou quando tomava a posse? Já diziamos sobre o monopartidarismo e agora não resta nada para provar. Yavanya ahona (uma expressão em macua que significa: quem desmentia já viu), nome literário de Alberto Vaquina, governador de Tete.

quarta-feira, janeiro 20, 2010

Filipe Paúnde quer a Beira só nas mãos da Frelimo


Nada para a oposição
Maputo (Canalmoz) – O secretário-geral (SG) da Frelimo, Filipe Chimoio Paúnde, ex-primeiro secretário da Frelimo em Sofala disse ao Canalmoz que um dos maiores desejos e desafios do seu partido é a recuperação da cidade da Beira, único município que até ao momento está sob gestão da oposição. Paúnde, lança assim, por um lado, um aviso a todos os que duvidam que o objectivo do seu partido é ter o País sob sua égide total, e por outro coloca sob forte desconfiança o propósito do novo governador de Sofala, Maurício Vieira Jacob, quando este pede, (como se pode ler noutra notícia desta edição) a colaboração de Daviz Simango, edil da Beira e presidente do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), o único partido de oposição com assentos na Assembleia da República e que tem simultaneamente o seu presidente a dirigir uma autarquia, por sinal a da segunda maior cidade do País.
Apesar de ter maioria na Assembleia Municipal da Beira, Paúnde disse ser a vontade da Frelimo neste momento, ter Beira “em absoluto” em suas mãos.
“Neste quinquénio a recuperação da cidade para a ala da Frelimo deve ser uma das prioridades. A recuperação da cidade da Beira é importante para nós da Frelimo e está a ser desenhada de forma progressiva”.
“Repara que nunca tínhamos ganho na província de Sofala nos pleitos eleitorais anteriores e isso aconteceu desta vez”.
Na província de Sofala a Frelimo ganhou as eleições de 28 de Outubro de 2009 para a Assembleia Provincial, mas note-se que concorreu sozinha na maioria dos círculos da província porque a Renamo, tradicional vencedora dos pleitos nesta província não foi admitida a concurso em todos os distritos, tal como aliás sucedeu com todos os outros partidos concorrente.
No Município da Beira, um dos círculos de Sofala para a Assembleia Provincial, o MDM venceu por larga maioria a Frelimo e o actual edil da cidade venceu o actual presidente da República, Armando Guebuza, por uma maioria mais folgada do que a registada ao vencer o candidato da Frelimo nas autárquicas de 2008, Lourenço Bulha.
Nas suas declarações ao Canalmoz, o SG da Frelimo disse, no entanto, que a oposição vai perder protagonismo na Beira nos próximos tempos, como resultado do trabalho que tem vindo a ser desenvolvido pelo partido no poder naquele ponto do País.
“Estamos a ganhar terreno naquela cidade. Nunca tínhamos ganho na província de Sofala mas desta vez ganhámos. Na assembleia municipal e provincial estamos a liderar. A nossa meta é levar a Beira para Frelimo e vamos lá chegar”, disse.
O MDM, partido presidido por Daviz Simango, edil da Beira, ainda não existia quando se realizaram as últimas eleições autárquicas.
Paúnde fez estas declarações momentos depois da tomada de posse dos novos governadores provinciais, para mais um mandato de 5 anos. Para Sofala, tomou posse Maurício Vieira Jacob. (Matias Guente)

Fonte: CanalMoz (2010-01-20)

Reflectindo: tudo está desenhado para recuperar a município da Beira. Claro quem não vê é quem pretende ser cego. A questão é só conhecer as artimanhas, mas quando elas não pegam, o partido do Paúnde usa a CNE e o CC. 

quarta-feira, novembro 18, 2009

Sobre a ladainha de retorno ao mono partidarismo!

Editorial do Magazine Independente

Estamos, constantemente, a ser bombardeados por um discurso preguiçoso, segundo o qual, os actuais resultados eleitorais, esmagadoramente a favor do Partido Frelimo e do seu candidato, Armando Guebuza, significam um verdadeiro retorno ao mono partidarismo, de “triste memória”, acrescentam alguns.

Nós, também, não gostamos da ideia de mono partidarismo.

E isto porque nós gostamos da ideia democrática de pluralismo – pluralismo político, pluralismo económico, pluralismo social, pluralismo cultural, pluralismo religioso, entre outros aspectos que a democracia implica.

Esses pluralismos todos estão previstos na Constituição da República e não nos passa pela cabeça a ideia de uma Frelimo capaz de pretender eliminar isso da Lei fundamental, só porque detém uma maioria qualificada, de mais de dois terços. É que, quanto a nós, a Frelimo é um dos grandes beneficiários do actual sistema democrático pluralista, pelo que não vemos como é que um partido que tira grande vantagem do sistema democrático plural é capaz de agir contra os seus próprios benefícios. Isso é pensamento de certos preguiçosos mentais!
Devemos, aliás, notar que quem garante o pluralismo económico, por exemplo, é a liberdade de acção das empresas e dos respectivos empresários, a liberdade de estes realizarem investimentos e de obterem e distribuírem os dividendos desses investimentos, sem nenhuma restrição indevida. Quem garante o pluralismo económico são os milhões de cidadãos que produzem, distribuem, comercializam, transportam e consomem a mais variada produção deste País.
Quem garante o pluralismo económico é a diversidade e a liberdade de acção da banca, das instituições de micro finanças, dos mukheristas, dos agiotas formais e informais, dos dumba-nengues, dos tchungamoyos, enfim, de todos aqueles que acordam, pela manhã cedo, a pensar em como agir para assegurar a sua sobrevivência, a acumulação de riqueza e o seu bem-estar social.

Quem garante o pluralismo social são as diversas organizações de cidadãos, milhares de associações de diversa natureza, perseguindo interesses e fins particulares de milhões de moçambicanos.

Quem garante o pluralismo religioso são as centenas de milhar de igrejas, congregações e seitas religiosas que, em liberdade absoluta, praticam os mais diversificados tipos de cultos religiosos em Moçambique.

Quem garante o pluralismo cultural são as centenas de milhar de associações e organizações de perfil cultural que, em todo o território nacional, desenvolvem as mais diversificadas actividades de pesquisa, produção, divulgação e comercialização de produtos culturais moçambicanos.

Quem garante ou devia garantir o pluralismo político são os mais de 50 partidos políticos criados, registados e, periodicamente, existentes em Moçambique. A responsabilidade de garantir o pluralismo político, ou o multipartidarismo, não deve ser exigida apenas ao partido no poder, mas ao funcionamento activo da totalidade de partidos registados em Moçambique.

Portanto, em nosso modesto entender, não é a Frelimo que empurra o País para o mono partidarismo; é, isso sim, a flagrante incapacidade das dezenas de partidos registados em Moçambique quem contribui para que paire, no ar, o espectro do regresso do mono partidarismo a este País.

A Frelimo não pode pedir ao povo para que este a não escolha, nem pode fazer campanha a favor de outros partidos, porque possui postura e objectivos ganhadores.

Diferentemente dessa postura, vemos vários partidos que se dizem da oposição a fazerem campanha a favor da Frelimo e, depois da Frelimo ganhar as eleições, correm para as televisões e jornais a afirmar que existe o perigo de retorno ao mono partidarismo! Afinal, qual é o papel desses partidos?

O líder do PDD, Raul Domingos, declarou a este jornal, nesta edição, que o perigo de retorno ao mono partidarismo está a consumar-se e que, em 2014, será o fim de tudo. Ele remata apelando à união da oposição.

Mas, perguntamos nós, onde esteve o Senhor Raul Domingos durante esse tempo todo? Que tipo de actos concretos encetou ele para unir a oposição? Com quem se reuniu? Quando? Onde? É que é bastante triste que Raul Domingos apareça, tardiamente, a dizer o que ele deveria ter liderado antes.

Outro “líder” (dá para rir!) Miguel Mabote, de seu nome, anda a desdobrar-se em afirmações ridículas, segundo as quais, “em Moçambique ainda não há condições para a mudança de regime”, mas, apesar disso, continua a manter um insignificante “partido da oposição”, chamado PT. Portanto, o PT vai trabalhando para que a Frelimo se mantenha no poder porque, em Moçambique, “não há condições para a mudança de regime”! Qual é a utilidade de um partido político que serve para apoiar um outro? Porque não se integra, de vez, na Frelimo para melhor combater pela manutenção do regime?

Outro “dirigente”, que usa chamar-se Yaqub Sibindy (quando, na verdade, tem um outro nome), transformou o seu “partido”, o PIMO, em agência de turismo e promoção de eventos do Médio Oriente, agenciando encontros entre diplomatas árabes e a CNE, a fim de os primeiros “compreenderem o desfecho do processo eleitoral”, como se eles, por si sós, fossem incapazes de abordar a CNE, para esclarecimentos de eventuais dúvidas relativamente ao processo eleitoral em curso.

Como se vê, ao invés de desenvolverem acções consentâneas com a natureza de um partido político, que é lutar para conquistar, exercer e manter o poder político, alguns partidos nacionais transformaram-se em caixas de ressonância e bajuladores incondicionais do partido no poder, a quem, apesar disso, e apenas para consumo de tolos da sua igualha, periodicamente, acusam de pretender fazer retornar o País ao mono partidarismo!

Afonso Dhlakama, o grande “líder da oposição”, também anda a dizer que o País está a voltar para o mono partidarismo. Mas, o que é que Dhlakama faz para impedir que isso aconteça? Ao longo dos últimos cinco anos, mergulhou o seu partido em intrigas que tiveram como consequência o afastamento dos seus melhores quadros e a inércia total da Renamo, em todo o País. O resultado disso está à vista: a crescente influência política da Frelimo nas zonas outrora dominadas pela Renamo.

Nas eleições autárquicas de 2003,a Renamo ganhou eleições em cinco municípios. Nas eleições autárquicas de 2008,a Renamo perdeu eleições em 43 municípios, ficando com zero município para a sua gestão. É tudo isso culpa da Frelimo ou responsabilidade interna de um partido que nunca tem reuniões, nunca define objectivos e, como se isso tudo fosse pouco, tem o seu líder exilado, por iniciativa própria, no Norte do País, longe dos órgãos partidários e dos quadros que era suposto dirigir. Será que é de lá, onde se refugiou o líder, o melhor sítio para se combater o retorno ao mono partidarismo?

Nós concluímos que, em Moçambique, a Frelimo é um partido dominante porque se esforça bastante, contra a prática de vários partidos oposicionistas incapazes, esfomeados e incultos, os quais pensam que fazer política é só andar a proferir meia dúzia de vocábulos incoerentes e desconectados da realidade socio-política do País. Eles criam partidos políticos como forma de ganharem alguma notoriedade nos media, onde, doutra forma, nunca poderiam aparecer, já que não possuem nenhuma profissão, nem dominam arte alguma, capaz de levar os media a procurá-los.

Portanto, o propalado retorno ao mono partidarismo, a acontecer, há-de ser o resultado da incapacidade da classe política nacional em manter um pluralismo político funcional e vigoroso, tal como está a acontecer nos campos de economia, cultura, sociedade e religião. Não é da responsabilidade da Frelimo coibir-se de ganhar eleições, para que se diga que o multipartidarismo está vivo em Moçambique.

Compete à classe política nacional, sobretudo aquela situada na oposição, sofisticar os seus métodos de planificação, de organização e de estratégia de intervenção política, tendo em conta uma realidade socio-política complexa, caracterizada pelo domínio esmagador do partido governamental.

Não é com afirmações esporádicas, engraçadas, emocionais e desconectadas da realidade que se vai manter o multipartidarismo em Moçambique. O multipartidarismo há-de ser o resultado de um trabalho político sério e profundo, alicerçado em pesquisa permanente das necessidades e anseios das populações para cada momento concreto. E isso exige conhecimentos, dedicação, organização e planificação permanentes, atributos ausentes da maioria dos partidos que pretendem fazer oposição ao partido governamental.

Em política, funciona a lei da colheita: Só se colhe o que se semeia, isto é, quem, com a sua preguiça mental, analfabetismo e falta de prontidão política, anda a semear a ideia de retorno ao mono partidarismo, provavelmente, colherá o mono partidarismo!

MAGAZINE INDEPENDENTE (17.11.2009)

quarta-feira, janeiro 30, 2008

A STV: A Frelimo vai recuperar os municípios sob governacão da Renamo?

A Frelimo vai ou não recuperar os municípios em poder da Renamo nas próximas eleições autárquicas?

Esta é uma pergunta problemática como o Bayano afirma no Diário de sociólogo e fundamentalmente porque as autarquias não pertencem a nenhum partido, mas sim ao estado moçambicano, tendo os partidos e associações moçambicanos, a pé de igualdade, o direito de concorrer para governá-las. Mas porque a STV optou por servir a retórica do Filipe Paúnde, vou tentar analisar neste texto o serviço prestado por este meio de comunicação social. A pergunta parece ser mais intencionada para exprimir o desejo do jornalista ou da direcção do STV de fim da democracia multipartidária e regresso ao regime monopartidário como Marcelino dos Santos e Mariano Matsinhe declararam publicamente.

Recuperar como se reaver algo perdido de seu direito inalienável como é o caso dos municípios da Beira, Nacala-Porto, Ilha de Moçambique e Angoche e porque não Marromeu é falacioso. Se na altura das assembleias distritais a Frelimo os governava foi por imposição, foi por ditadura. Se a Frelimo governou todos os 33 municípios como resultado das eleições autárquicas de 1998, foi por os partidos da oposição e em particular a Renamo ter as boicotado. Ainda, há que notar que a participação foi de menos de 15 % dos eleitores e mesmo contando com votos enchidos fraudulentamente nas urnas. A exemplo está o que foi provado em Dondo (ver aqui). Acima de tudo, houve uma campanha nacional de boicote a estas eleições o que pelo elevado número de abstenções nos pode criar dúvida se não é o boicote que havia ganho naquele escrutínio.
Nas eleições de 2003, houve uma repetição de um fluxo de abstenções embora houvesse a participação dos partidos da oposição. Os resultados, que devem ter sido influenciados pelo grande número de abstenções, foi totalmente contrário as previsões (ver aqui ) baseadas nos resultados das eleições gerais de 1994 e 1999. Segundo AWEPA, a previsão era de a Frelimo ganhar em 18 e a Renamo em 15 municípios, enquanto que em dois, nomeadamente Nampula e Quelimane seria uma disputa renhida entre os partidos principais. Aliás nesta previsão a Renamo estava segura em sete municípios e a Frelimo quinze e, em disputa estavam onze municípios. Surpreendemente, a Renamo ganhou em 2 dos municípios seguros e 2 dos em disputa.

Para mim, uma pergunta válida e favorável à democracia multipartidária seria de se a Renamo recuperaria o seu apoio eleitoral, ela conseguiria mobilizar o seu potencial eleitoral para ir às urnas nas próximas eleições autárquicas. Isto porque na percepção de muitos analistas, um dos grandes causadores das derrotas da Renamo é o maior número de abstenções do seu potencial eleitoral.