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quinta-feira, janeiro 14, 2010

Fraude académica na UP (3)


Anulado exame de Matemática

A Reitoria da Universidade Pedagógica, decidiu anular o exame da cadeira de matemática, submetido aos candidatos a ingresso naquela instituição de ensino superior, para o curso de gestão e contabilidade, em Nampula.
Esta decisão é decorrente da fraude académica detectada quando da realização da referida prova na quarta-feira da semana passada. Fonte da Universidade Pedagógica, em Maputo, referiu que o Conselho Pedagógico, daquela instituição, marcou já para segunda-feira próxima, a realização de uma outra prova da disciplina aos candidatos ao curso de gestão e contabilidade, que será ministrado pela primeira vez, a partir do ano lectivo prestes a arrancar.
Em relação a outras provas realizadas por aquela universidade, em Nampula, a fonte disse não haver indícios de fraude que possam precipitar a tomada de decisão visando a sua anulação.
Os exames de geografia, biologia e historia sobretudo, foram alvos de especulações de ter havido fraude, porquanto alguns concorrentes, que realizavam as provas em alusão, receberam respostas por via de telemóveis, não obstante o apelo para que aqueles aparelhos fossem desligados no decurso da avaliação.
Alias, alem dos 28 pessoas detidas em conexão com a fraude do exame de matemática, outras cinco pessoas foram presas, no dia da realização do exame de biologia e história, as quais teriam recebido respostas certas de perguntas constantes da prova por via de telemóveis.
Recorde-se que 25 dos cidadãos envolvidos com a fraude da prova de matemática foram já postos em liberdade, estando detidas três pessoas cuja pista poderá levar a descoberta os mentores da acção criminosa.

Fonte: Wamphula Fax in @verdade (12.01.2010)

domingo, janeiro 10, 2010

Fraude académica na UP (2)


Vinte e um detidos por fraude académica em Nampula

A Polícia da República de Moçambique (PRM), deteve, quinta-feira, na cidade de Nampula, norte de país, vinte e um candidatos ao curso de Matemática, na Universidade Pedagógica – Delegação de Nampula, indiciados de crime de fraude académica.
Lucas Mangrasse, Director Pedagógico daquele estabelecimento de ensino superior, que confirmou o facto, disse, sem facultar mais dados, que o caso está a ser investigado pela PRM e que os indiciados foram encontrados na posse de enunciados e guias de correcção do exame. “Confirmo que algumas pessoas foram detidas por fraude académica, mas o assunto está nas mãos da Polícia”, disse Mangrasse em declarações ao matutino “Notícias”.
Num contacto com a imprensa, o Comandante da 1ª Esquadra da PRM em Nampula, Zacarias Mairosse, explicou que a denúncia da circulação ilegal da prova de Matemática foi feita pela própria Universidade Pedagógica. Segundo Mairosse, para confirmar a veracidade dos factos, os agentes da polícia de investigação simularam um falso interesse pela prova, desembolsando dois mil meticais para a aquisição do referido enunciado e respectivo guião de correcção.
Informações colhidas de alguns indiciados indicam que a maioria teve acesso ao enunciado de Matemática mediante o pagamento de valores que oscilam entre quinhentos a dois mil meticais, através de uma rede com ramificações bastante complexas. As diligências que se seguiram culminaram com a detenção de um professor daquela cadeira, que responde pelo nome de H. Capite, que negociava as provas ao preço de dois mil meticais.
Zacarias Mairosse revelou, que entre terça e quinta-feira, as investigações e buscas policiais culminaram com a detenção de pelo menos dezasseis pessoas, entre participantes e intermediários no processo de venda do enunciado e do respectivo guião de correcção. De acordo com a fonte, dentre os detidos, para além de professores, figuram gestores bancários. A polícia submeteu o caso, na mesma quinta-feira, à Procuradoria da República da cidade de Nampula para os subsequentes procedimentos legais.

Fonte: AIM in @Verdade (10.01.2010) leia também aqui

Fraude académica na UP (1)

Exame de admissão de Matemática poderá ser anulado

Nesta quarta-feira, a Polícia da República de Moçambique em Nampula deteve quatro indivíduos, dos quais um docente de matemática e três candidatos à UP na posse do referido exame.
O exame de admissão de matemática, realizado na manhã de ontem, na Universidade Pedagógica (UP), já circulava na cidade de Nampula, dias antes da sua realização.
Na noite da última quarta-feira, data que antecedeu à realização do exame em causa, a Polícia da República de Moçambique (PRM), em Nampula, deteve quatro indivíduos na posse do enunciado.
Dos detidos, três são candidatos à UP e um é docente de matemática no Instituto Industrial e Comercial 3 de Fevereiro, em Nampula, supostamente contratado pelos visados para auxiliar na resolução do respectivo exame.
Contactado pelo “O País”, o porta-voz da PRM, em Nampula, Orlando Mudumana, disse que a neutralização daquele grupo foi graças a uma denúncia de um docente não identificado, que alertou as autoridades policiais na passada terça-feira, tendo, igualmente, fornecido pistas para ajudar as autoridades policiais a neutralizarem alguns indivíduos que já estavam na posse do exame. A acção policial culminou com a captura dos indivíduos acima referidos.
Entretanto, Humberto Capite, professor implicado no caso diz que foi solicitado por aquele grupo de estudantes para ajudar na resolução de alguns exercícios de matemática. Capite acrescentou que em nenhum momento desconfiou que se tratava do verdadeiro exame, uma vez que os candidatos em referência haviam ocultado as datas do enunciado.
Por seu turno, os três candidatos ao exame, implicados neste caso, não quiseram prestar quaisquer declarações à nossa reportagem, mas disseram a polícia que adquiriram o exame por via de dois indivíduos, que se encontram a monte.

UP EM NAMPULA ADADMITE ANULAÇÃO DO EXAME

O director-adjunto da UP em Nampula, Lucas Mangrasse, admitiu que a prova em causa poderá ser anulada caso as investigações concluam que houve mais candidatos que tiveram acesso ao exame antes da sua realização oficial.
Mangrasse, por outro lado, disse que tal decisão vai depender da direcção central da UP.

REAÇÃO DA UP EM MAPUTO

O director pedagógico da UP, Gil Mavanga, confirmou a fraude em Nampula e disse que a nível de Maputo ainda não há relatos sobre uma provável fraude.
Contudo, Mavanga admite a possibilidade de anulação da prova a nível nacional ou simplesmente em Nampula. Mas segundo disse, tudo dependerá da gravidade do assunto.

Fonte: O País online (08.01.2010)

Reflectindo: ?!?!?! 1) Fraude académica ou irregularidade académica? 2) Em que circunstâncias ocorreu isto? 3) Será só o exame de matemática? Há informações de que exames de mais disciplinas estavam nas ruas de Nampula, e, que se detectou o de matemática é por que os examinandos pediram ajuda de outras pessoas para a solução. 4) Este caso envolve a muitos professores que investiram tanto para a sua própria formação. Não teria sido o suficiente para evitar este tipo de tentação? Não será isto o sinal de alta degradação de valores éticos e morais e que tenha mergulhado a nossa sociedade numa cultura de chamadas "irregularidades"?

quarta-feira, setembro 16, 2009

FRELIMO COMPROMETE-SE A NÃO FERIR A LEI ELEITORAL

Na província de Nampula

A Frelimo, ao nível da província de Nampula, compromete-se a não fazer uso dos meios públicos, sobretudo viaturas pertencentes às instituições estatais, no processo de campanha eleitoral de 28 de Outubro próximo, por forma a cumprir o preconizado na legislação eleitoral.
Agostinho Trinta, primeiro secretário daquela formação política que deu a conhecer a informação numa conferência de imprensa, disse estarem criadas condições logísticas para a campanha, através de valiosas contribuições dos seus militantes, que, inclusive, disponibilizaram suas viaturas.
Trinta destacou ainda o facto de, grande parte das 21 brigadas criadas que já se encontram nos distritos, estarem a usar meios próprios, numa manifestação inequívoca de apoio à Frelimo e ao seu candidato Armando Guebuza, que concorre para a sua própria sucessão à presidência da
República.
Por outro lado, observou que, nas novas estratégias ora introduzidas, o partido aboliu a constituição de caravanas de campanhas através de filas de viaturas e motorizadas, e acabou com a tradicional distribuição de camisetes aos militantes porquanto a nova política privilegia, essencialmente, o contacto interpessoal.
Agora, cada militante terá que trabalhar na sua própria célula, e, com essa norma, temos vindo a colher resultados positivos. Sublinhou Trinta.
A título de exemplo, na tarde de ontem, a célula da Universidade Pedagógica liderada por Mário Brito, director daquela instituição de ensino superior, teve um encontro com estudantes, docentes e funcionários, durante o qual, para além de explicar as vantagens de participação no processo eleitoral no país, pediu votos a favor da Frelimo e do seu candidato Armando Guebuza.
Segundo Brito, votar na lista da Frelimo significa apostar na continuidade dos programas de desenvolvimento do país e da província em particular.

WAMPHULA FAX – 16.09.2009

NOTA:

Quanto ao uso de viaturas já sabemos o que tem acontecido. Quanto à utilização de espaços estatais, sendo a UP uma instituição pública, a sua utilização para fins de propaganda eleitoral, suponho ferir a lei. Só resta aos restantes partidos fazerem o mesmo…

Fernando Gil

MACUA DE MOÇAMBIQUE

Retirado do MOÇAMBIQUE PARA TODOS.

Nota do Reflectindo: Observem bem as contradições das afirmações do Primeiro-Secretário da Frelimo em Nampula. Uma é a que o Fernando Gil apontou, UP é uma instituicão pública e por lei é proibido fazer propaganda política. Assusta-me de certo modo que académicos como o Mário Brito se façam de pessoas que não sabem ler e interpretar textos bem curtos; a outra é o caso da Ilha de Moçambique onde ontem foi reportado o uso de viaturas do Conselho Municipal e Administração Distrital.