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sexta-feira, outubro 14, 2016

Austeridade preocupa professores moçambicanos

Corrupção na educação poderá subir, diz um encarregado de educação.

Os professores moçambicanos estão preocupados com a crise económica que o país atravessa.
A situação agrava-se com a entrada em vigor de medidas de austeridade anunciadas pelo Ministério da Economia e Finanças.
As medidas incluem o bloqueio de abonos não permanentes.
Antes, os professores já se queixavam do frequente atraso de salários e agora receiam o pior.
"No sector da educação, ainda prevalece a falta de celeridade nas progressões (de carreira), promoções, mudança de carreira, atrasos no pagamento das horas extras e turno e meio", diz Samuel Matsinhe, Presidente da Organização dos Trabalhadores Moçambicanos - Central Sindical (OTM-CS).
Matsinhe realça que "ainda hoje, tomamos conhecimento da retirada das horas extras e turno e meio o que está a provocar agitação no seio da classe".
Albino Zacarias, pai e encarregado de educação, afirma que estes cortes poderão elevar os níveis de corrupção na educação, encorajar o absentismo e perigar a continuidade do curso nocturo.
"Os professores poderão começar a faltar para procurar dinheiro noutros sítios", diz Zacarias.Instado a comentar as medidas de austeridade, o Ministro da Economia e Finanças, Adriano Maleiane, disse que só com o aumento da produção e pagamento de impostos é que as mesmas podem ser refreadas.
As medidas de austeridade foram tomadas na sequência dos cortes do apoio externo ao orçamento de Estado, medida tomada pelos doadores quando descobriram uma elevada dívida escondida de Moçambique.

Fonte: Voz da América da América – 13.10.2016

Reflectindo: O professor moçambicano fala assim. 

Inflação arruína os professores, diz o sindicato

Representante no Kwanza Sul diz que a deterioração do poder de compra tem consequências para o ensino.

O secretário provincial do sindicato de professores do Kwanza-Sul (SinProf), Celestino Lutucuta, disse que os salários dos professores devem ser actualizados para que estes possam fazer face à inflação, que destrói o seu poder de compra.
"A subida de preços de bens e serviços está a asfixiar o baixo preço do trabalho do professor (referindo-se ao salário) e, isto tem consequências na qualidade de ensino”, disse Lutucuta.
Lutucuta deplorou por outro lado o custo dos vários serviços sociais básicos com destaque para a telefonia móvel, electricidade e combustíveis.
“A acção do executivo angolano tem sido mais no sentido de arruinar os trabalhadores, beneficiando grandes capitais privados”, opinou.

Fonte: Voz da América – 13.10.2016

Reflectindo: Não me parece que ouvi assim no dia 12 em Moçambique. Muitos dos que falaram, são até responsáveis pela degradação da vida dos professores em Moçambique. O que fez a ONP?

sexta-feira, janeiro 08, 2016

O Cúmulo. Esta ONP não me parece aquela que testemunhei na sua fundação

A pergunta que me vem é de qual é a dúvida que a ONP sobretudo a sua liderança está frelimizada e vista pela Frelimo como OJM, OMM? E porquê quando é para preparar fraude eleitoral a Frelimo e o seu governo finge que a ONP é apenas um sindicato dos professores, uma organização da sociedade civil, indicando os seus dirigentes para liderar os diferentes níveis dos órgãos eleitorais? Recorde-se do caso João Leopoldo que até chegou de criar guerra na liderança da ONP.

Mas o cúmulo é de particular culpa da liderança da ONP que ao invés de se dedicar em defesa dos interesses dos professores frente ao patronato que é o Estado só caça indicação para os órgãos eleitorais. Neste preciso momento a ONP devia defender os professores das pressões partidárias no seu exércício profissional. É a ONP que tem reagir contra células partidárias nas escolas, contra nomeações a posições de direcção com base nos cartões partidários. É a ONP que deve estar em frente contra os salários atrasados dos professores; é a ONP que tem que ser a testa de ferro nas negociações dos salários dos professores; é a ONP que tem que exigir o melhor ambiente laboral.


Esta ONP não me parece aquela que participei na sua fundação.

quinta-feira, junho 26, 2014

ONP decepcionada com Lei de sindicalização no Aparelho do Estado

Professores querem adesão à greve na Administração Pública
O Sindicato Nacional dos Professores (ONP) diz-se decepcionado e insatisfeito com a proibição de adesão à greve imposta pela lei ora aprovada.
Na sua primeira reacção após a aprovação da lei que fixa o direito à sindicalização no aparelho do Estado, o secretariado executivo da ONP lamentou que a lei tenha sido aprovada com limitações e disse que, apesar de ser uma luta antiga, ainda não há motivos para celebrações.

sexta-feira, maio 10, 2013

RM: Leopoldo da Costa retira candidatura à CNE


O presidente da Comissão Nacional de Eleições moçambicana (CNE), Leopoldo da Costa, anunciou hoje a retirada da candidatura a um novo mandato no órgão, "a bem da credibilidade dos órgão eleitorais" e das eleições que se avizinham.
A desistência de Leopoldo da Costa, que dirige o órgão desde 2008, de uma nova candidatura à CNE surge um dia após a Comissão dos Assuntos Constitucionais, Direitos Humanos e de Legalidade da Assembleia da República de Moçambique ter apontado "irregularidades provavelmente sanáveis" num parecer que emitiu para o plenário do parlamento sobre os candidatos ao máximo órgão eleitoral moçambicano.
O processo de candidatura do actual presidente da CNE foi escrutinado pela referida comissão parlamentar, após a presidência da Organização Nacional dos Professores (ONP), em nome da qual Leopoldo da Costa disse que estava a concorrer ao órgão, ter publicamente retirado o seu apoio à candidatura.

terça-feira, abril 30, 2013

Assembleia da República convoca ONP para esclarecimentos

Sobre a candidatura fraudulenta de Leopoldo da Costa

A presidente da ONP criou por despacho uma comissão de inquérito para apurar quem andou a falsificar assinaturas. Custódio Duma, proeminente jurista e presidente da Comissão Nacional dos Direitos Maputo, vai liderar a comissão de inquérito

“Estou ciente que estou a lidar com gente poderosa, mas nunca terei medo de defender a verdade, a justiça e a transparência. Só queremos transparência e justiça” – Beatriz Manjama.
A Assembleia da República (AR) enviou na tarde de ontem uma carta à presidência da Organização Nacional dos Professores (ONP) a convocá-la para esclarecimentos em sede da Comissão dos Assuntos Constitucionais, Direitos Humanos e Legalidade, sobre a polémica candidatura do actual presidente da Comissão Nacional de Eleições (CNE) que é acusado por professores de ter falsificado assinaturas e propor a sua candidatura à revelia da classe.
Quem revelou o facto foi a própria presidente da ONP, Beatriz Manjama, que falava no princípio da noite de ontem em conferência de Imprensa, naquilo que constituiu a primeira aparição pública da ONP para reiterar o seu distanciamento da candidatura de Leopoldo da Costa e do grupo que falsificou assinaturas que suportaram tal candidatura. Ler mais

segunda-feira, abril 29, 2013

"Não candidatamos ninguém" reafirma ONP sobre a candidatura de Leopoldo da Costa à CNE

A Presidente da Organização Nacional dos Professores (ONP), Beatriz Muhoro, reafirmou nesta Segunda-feira (29) que a Agremiação que dirige não propôs a candidatura de João Leopoldo da Costa para uma das três vagas reservadas à Sociedade Civil na futura Comissão Nacional de Eleições (CNE). "A presidência que actualmente dirige o Secretariado Nacional não recebeu qualquer pedido de suporte de candidatura para a Comissão Nacional de Eleições do Sr. João Leopoldo da Costa".

“Reitero que fui contactado pela ONP”

Leopoldo da Costa quebra o silêncio:

O presidente da Comissão Nacional de Eleições (CNE), Leopoldo da Costa, não diz se vai retirar ou não a sua candidatura para mais um mandato neste órgão, apesar da polémica que envolve o processo que suporta a proposta submetida pela Organização Nacional de Professores (ONP).
O presidente da Comissão Nacional de Eleições (CNE), Leopoldo da Costa, não diz se vai retirar ou não a sua candidatura a mais um mandato neste órgão, apesar da polémica que envolve o processo que suporta a suposta proposta submetida pela Organização Nacional de Professores (ONP).

domingo, abril 28, 2013

Ao Senhor Leopoldo Da Costa


Por Gaby Lomengo

Por vezes deparamo-nos com situações que não se enquadram na nossa forma de pensar ou que na verdade não as entendemos, desembocando na indignação. Por isso, Estou aqui mais uma vez para demonstrar essa tamanha Indignação para com o senhor Leopoldo Da Costa que sem vergonha na cara depositou a sua candidatura camuflada como um dos representantes da Sociedade Civil que apesar das suas conhecidas ligações com partido no poder, foi seleccionado na surpresa de todos entre os 29 candidatos iniciais. Como não ficar indignado com essa palhaçada?

sexta-feira, abril 26, 2013

Parlamento vai pronunciar sobre candidatura de Leopoldo da Costa à CNE

A comissão parlamentar dos Assuntos Constitucionais, Direitos Humanos e Legalidade deverá pronunciar-se sobre os alegados vícios contidos na candidatura da Organização Nacional de Professores (ONP), que suporta a concorrência do actual presidente da Comissão Nacional de Eleições (CNE), João Leopoldo da Costa, a membro deste órgão.

O facto é reportado pelo jornal Notícias, citando o presidente da Comissão “Ad-hoc” da Assembleia da República para a seleccção de candidatos ao órgão eleitoral, Moreira Vasco. Segundo ele, o grupo de especialidade já concluiu o trabalho de selecção dos 16 candidatos a membros da CNE oriundos de organizações da sociedade civil.

quinta-feira, abril 25, 2013

Leopoldo da Costa proposto por secretariado dissolvido pela ONP

Membros da ONP denunciam falsificação de assinaturas.
Os mesmos dizem não ter participado em nenhuma reunião e não ter sequer subscrito qualquer documento que visasse candidatar Leopoldo da Costa à CNE.
A verdade sobre a polémica recandidatura de Leopoldo da Costa à Comissão Nacional de Eleições (CNE) começa a vir à tona.
Afinal, o secretariado nacional executivo da Organização Nacional dos Professores (ONP) que assina o suporte da candidatura de Leopoldo da Costa foi dissolvido a 26 de Março último, uma semana antes da realização da suposta reunião que propôs o actual presidente da CNE como candidato.

segunda-feira, abril 22, 2013

ONP diz que não apoia Leopoldo da Costa

A ONP exige a reposição da verdade.

A Organização Nacional de Professores, ONP, distancia-se da candidatura de João Leopoldo da Costa à membro da Comissão Nacional de Eleições (CNE). Num comunicado enviado à Assembleia da República, esta organização diz que em nenhum momento caucionou a recandidatura de Leopoldo da Costa para aquele órgão de gestão eleitoral. Portanto, a ONP exige a reposição da verdade distanciando esta organização da candidatura de Leopoldo da Costa.

Fonte: O País online - 22.04.2013

sábado, abril 20, 2013

João Leopoldo não é da Sociedade Civil

O carnaval para os lugares da Sociedade Civil na futura Comissão Nacional de Eleições (CNE) continua. O actual presidente João Leopoldo da Costa que se candidatou à sua própria sucessão, proposto pela Sociedade Civil, e apesar das suas conhecidas ligações com partido Frelimo, foi selecionado entre os 29 candidatos iniciais para a shortlist de 16 candidatos de onde serão eleitos os três membros da CNE provenientes sociedade civil moçambicana.

Pateguana, para os mais próximos, nos círculos familiares sobretudo, é medico de profissão. Simultaneamente, exerce a função de reitor do Instituto Superior de Ciências Técnicas de Moçambique (ISCTEM), facto que se configura anti-ético a vários níveis.

Efectivamente, a lei, naquela altura, especificava que nenhum membro da CNE poderia ter outro emprego e salário estranhos ao órgão. Leopoldo manteve, até hoje, o seu posto de trabalho académico e disse que outros membros da CNE também poderiam desempenhar outras funções remuneradas – em total violação da lei.

quarta-feira, abril 17, 2013

O antro dos patetas!

Por Matias Guente

As recentes notícias sobre a composição da Comissão Nacional de Eleições e das Comissões Provinciais e de Cidade fazem-me recordar uma produção cinematográfica cómica cujo título cito de memória: “O antro dos patetas”. Tal como refere o título, o antro era habitado por seres manifestamente esquizofrénicos a quem recaía a justa denominação de patetas. O enredo resume-se no seguinte: Os patetas aceitam ser governados (não me recordo se por sufrágio ou imposição) por gente com propósitos estranhos aos seus desejos e aspirações. Os tais gerentes (assim eram denominados os governantes) descobriram que afinal os patetas eram tão patetas que mesmo mexendo com seus hábitos e regras não contestavam. O clímax do filme surge quando os gerentes começaram a exigir que os patetas (homens) produzissem com altos rendimentos em suas machambas enquanto isso deleitavam-se sexualmente com as esposas dos patetas e no final de contas exigiam que os patetas tivessem filhos com as suas esposas para incrementar ainda mais a mão-de-obra e, por inerência, a produção.

terça-feira, abril 16, 2013

Eleições 2013: há um silêncio cúmplice da Sociedade Civil na Zambézia


Já passam duas semanas após a tomada de posse dos órgãos eleitorais que compõem a Comissão Provincial de Eleições na Zambézia, num processo em que alguns sectores da Sociedade Civil na Zambézia, afirmam não ter sido transparente. A nova Comissão Provincial de Eleições no segundo maior círculo eleitoral de Moçambique é constituído maioritariamente pela membros indicados pela Organização Nacional dos Professores.

PDD denuncia preparação de injustiça e fraude no processo

No pleito autárquico de Novembro próximo

... E contesta a eleição de Daniel Ramos para presidente da Comissão Provincial de Eleições

A Comissão Política Provincial do Partido para a Paz, Democracia e Desenvolvimento (PDD), em Nampula, está contra a eleição de Daniel Ramos para presidir a Comissão Provincial de Eleições.
É que, segundo o PDD, a legislação reguladora dos processos eleitorais diz que a presidência das Comissões Provinciais de Eleições deve ser ocupada por membros da sociedade civil.

sexta-feira, outubro 14, 2011

Líderes sindicais dos docentes confundem-se com patronato – acusam professores em Quelimane

Professores em exercício na província da Zambézia acusam os seus líderes sindicais de nada estarem a fazer para resolver os problemas que enfermam a classe. Estes, por sua vez, refutam todas as acusações, alegando não haver valorização dos esforços empreendidos para a busca de soluções para a satisfação das suas preocupações.

quinta-feira, outubro 13, 2011

12 de Outubro: Lamentações no dia do professor

PROFESSORES de todo o país juntaram ontem, a sua voz, para lamentarem-se, pelos problemas que os consideram crónicos, denunciados e conhecidos por todos, mas que continuam a perturbar a classe. O facto aconteceu no quadro das celebrações dos 30 anos da Organização Nacional dos Professores (ONP).

quarta-feira, agosto 06, 2008

O problema das direcções das nossas escolas

A grande parte dos actuais problemas no Ministério de Educação e Cultura, se devem à qualidade dos membros das direcções de escolas e os órgãos hierárquicos. Sob tema, "O Papel dos Pais e Encarregados de Educação na Corrupção no Ensino em Moçambique", no Desenvolver Moçambique de Jonathan McCharty, escrevi em forma de comentário que há problemas graves nas direcções das escolas que resultam da forma de nomeação dos seus membros.

Este comentário foi em resposta a afirmação do McCharty de que os actos de corrupção ou "troca de influência" – ilegal, se praticavam com o envolvimento dos órgãos de direcção das escolas. A questão chave é quanto ao critério usado para a nomeação de membros de direcção das escolas que permite troca de influência e nepotismo e consequentemente solta entre eles um "proteccionismo" muito perigoso. Não há meios para combater corrupção nas escolas porque a maior parte dos elementos de direcção está envolvida nela sob conhecimento dos seus chefes hierarquicamente superiores. Essa é a realidade.

É verdade que se a sociedade civil se engajasse politicamente (inculcação no cidadão de uma postura de indignação e de questionamento) tal igual afirma Jorge Saiete, no tema anterior do mesmo blog, teríamos minorados os problemas no MEC. Porém, sem eu aconselhar passividade, digo que temos um caminho longo para a politização do cidadão. As barreiras são demasiadamente compridas e longas. Só vejamos o caso alarmante de Rapale-Nampula que possivelmente não é o mais alarmante neste extenso Moçambique: professores em Anchilo que não auferem os seus salários desde Setembro do ano transacto (leia aqui). É quase um ano em que funcionários do aparelho do Estado, nas barbas de todas as estruturas, incluindo o governador, que este tipo de barbaridade, deixem-me assim chamar, se passa.

De forma mais simples, podemos então perguntar como é possível que um professor, um dos mais informados em Anchilo se deixa humilhar desta forma? É simples, mais do que nunca, os professores têm medo de represálias. Este artigo é prova disso, não menciona o nome ou os nomes dos professores que contactaram o jornal nem os afectados pela acção dos desonestos. Agora podemos imaginar que tipo de represálias eles temem e eu não duvido em dizer que podem ser transferências compulsivas para as zonas mais recônditas se isso convier aos vigaristas.

Contudo, vigaristas para este caso não são apenas os administrativos. Não é possível que um problema grave como este não seja do conhecimento dos respectivos directores das escolas, ZIPs, da director distrital dos Serviços de Educação, Juventude e Tecnologia e do administrador distrital. E porque não nos questionar da acção da ONP?

A directora afirma que todos os administrativos envolvidos em actos de desvio de fundos referentes a salários e bónus dos professores foram penalizados com repreensão por escrito, além de terem sido obrigados a devolver os montantes desviados a favor do sector da educação que, por seu turno, efectuou o pagamento aos legítimos destinatários.

Eu me pergunto se é esta a medida que se toma contra quem prejudicou famílias e o processo de ensino e aprendizagem de muitas crianças por um longo período? Não mereciam estes senhores, pelo menos, a demissão das suas funções? Se é que devolveram o dinheiro, não é para se investigar do que faziam com ele? Não é que não se sabe que empregavam-no em negócios de rendimento pessoal, mas isso não é crime? Terão eles devolvido o dinheiro com juros? Não revela isto algo mais articulado entre todos os vigaristas?

Há que encontrarmos uma solução imediata para este tipo de problemas e para mim isso passa por os postos de direcção das escolas assumirem-se por concurso público.