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sábado, julho 12, 2014

Renamo formaliza candidatura de Afonso Dlhakama às presidenciais

Membros da “perdiz” convictos da vitório do seu candidato
A Renamo formalizou hoje, sexta-feira, no Conselho Constitucional, a candidatura de Afonso Dhlakama às eleições presidenciais de Outubro próximo. À semelhança dos outros partidos políticos, a “perdiz” entregou 20 mil assinaturas, o dobro do exigido por lei.
Em declarações à imprensa, o secretário-geral da Renamo, Manuel Bissopo, disse que, embora o processo de recolha de assinaturas não tenha sido fácil, as dificuldades foram superadas pela vontade de vencer a corrida eleitoral.

segunda-feira, março 10, 2014

CONSELHO NACIONAL MDM

Membros e simpatizantes do Movimento Democrático de Moçambique reúnem-se em Chimoio, capital da Província de Manica, a 28 de Março do corrente ano, no seu conselho nacional onde deverá surgir o Pré-candidato do partido às presidenciais de 15 de Outubro. ver o vídeo (TIM)

segunda-feira, março 03, 2014

Renamo diz que Frelimo elegeu um candidato presidencial conotado com a guerra

A Renamo, o principal partido da oposição moçambicana, considerou hoje uma "nódoa" a eleição do ministro da Defesa, Filipe Nyusi, para candidato presidencial da Frelimo, partido no poder, apontando que o nomeado "está conotado com a guerra".

Filipe Nyusi, 55 anos, foi eleito no último sábado pelo Comité Central da Frelimo (Frente de Libertação de Moçambique) candidato do partido às eleições presidenciais de 15 de Outubro, que vão decorrer em simultâneo com as legislativas.

quinta-feira, janeiro 23, 2014

Alice Mabota admite candidatar-se à presidência de Moçambique

Alice Mabota, actual presidente da Liga Moçambicana dos Direitos Humanos, admite concorrer às eleições presidenciais de Outubro caso estiverem reunidas as condições para uma candidatura independente.

·       Escute:   Alice Mabota em entrevista - 2:10

Entre as condições, Mabota enumera o apoio popular e e suporte financeiro, e admite que uma candidatura independente tem condições para ganhar as eleições porque as pessoas estão cansadas dos partidos.

domingo, fevereiro 19, 2012

PROPOSTA DE EMENDA CONSTITUCIONAL DIVIDE ZANU-PF

A proposta de emenda constitucional, que poderá impedir o actual presidente zimbabweano, Robert Mugabe de se candidatar às eleições a terem lugar este ano ou próximo expõe a divisão existente no partido governamental, ZANU-PF.

sábado, fevereiro 04, 2012

Carlos Gomes Júnior é o candidato presidencial do PAIGC

Militantes abandonam sala de reunião do Comité Central e dizem que estatutos não foram respeitados.
A escolha de Carlos Gomes Júnior para candidato do PAIGC às presidenciais na Guiné Bissau está a provocar uma celeuma interna que ameaça dividir o partido.
O Comité Central do partido aprovou a candidatura de Carlos Gomes Júnior mas alguns militantes afirmam que a democracia inerna não foi respeitada.
O Comité Central decidiu aparentemente seguir uma decisão já tomada pelo Bureau Político o que segundo esses militantes viola os estatutos internos.

domingo, junho 19, 2011

Homem do primeiro tiro pode ser o futuro Chefe de Estado,  mas com um Primeiro-Ministro executivo.
-Aires Ali, Luísa Diogo e Tomás Salomão entre os cogitados para PM


À medida que se intensificam os preparativos tendo em vista a realização do décimo congresso da Frelimo, marcado para Junho do próximo ano na província de Cabo Delgado, começam as movimentações dos membros deste partido para influenciar os resultados do congresso e melhor se posicionarem para a sucessão de Armando Guebuza na Presidência da República. Guebuza termina o seu segundo e último mandato como Chefe de Estado em 2014, e o partido terá que encontrar uma figura de consenso para o substituir naquele cargo. O congresso será, em princípio, a plataforma ideal para o desencadeamento desse processo. No centro das movimentações pela sucessão surge nome de Alberto Joaquim Chipande como a figura de consenso para candidato do partido às eleições presidenciais de 2014. 

terça-feira, dezembro 21, 2010

Lula da Silva não exclui voltar a candidatar-se à presidência

“Não posso dizer que não, porque sou vivo. Sou presidente de honra de um partido, sou um político nato, construí uma relação política extraordinária”

A menos de 15 dias de deixar a presidência, Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que poderá ser candidato novamente ao Palácio do Planalto. Numa entrevista ao programa “É Notícia”, da Rede TV, Lula respondeu se voltaria a disputar a presidência um dia: “Não posso dizer que não, porque sou vivo. Sou presidente de honra de um partido, sou um político nato, construí uma relação política extraordinária”. No entanto, Lula fez uma ressalva, “vamos trabalhar para a Dilma fazer um bom governo e, quando chegar a hora certa, a gente vê o que vai acontecer”. “O Brasil tem uma gama de líderes extraordinários. Tem a Dilma Rousseff que pode ser reeleita tranquilamente. Tem os governadores Eduardo Campos, Jaques Wagner, Sérgio Cabral. Tem a oposição do Aécio Neves. Tem o ex-governador José Serra, que diz que ainda vai fazer oposição. O que não falta é candidato.” O presidente do Brasil ainda fez reparos à política de Barack Obama, lembrou momentos “tristes” do seu governo, como as saídas de José Dirceu e Antonio Palocci, e defendeu a política económica.(Redacção)

Fonte: O País online - 21.12.2010

segunda-feira, novembro 08, 2010

Manuel Tomé é aposta para Presidência da República (??)

O antigo Secretário-geral, chefe da bancada parlamentar nas últimas duas legislaturas e membro da Comissão Política da Frelimo, Manuel Tomé poderá ser eleito candidato presidencial dos camaradas no decurso do X Congresso do batuque a decorrer nos finais do próximo ano.
Por quanto, o nome do autor da famosa música ‘Ndapota’ reúne consenso nos bastidores das alas ‘deixa-andar ’ e ‘ guebuziana’ aliado ao facto deste militante da Frelimo ser oriundo do centro do país e ser cabeça de lista do maior círculo eleitoral do país, província de Nampula.
‘O camarada Tomé já demonstrou capacidade e competêncai de aglutinar diversas sensibilidades tanto no Secretariado Geral quanto na liderança da bancada da Frelimo na Assembleia da República’, confindenciou-nos um quadro sénior da Frelimo que solicitou anonimato alegando disciplina partidária para, em seguida, recorder-se que na qualidade de SG, ‘Ndapota’ ter trabalhado em estreita colaboração com o antigo estadista Joaquim Chissano e Armando Guebuza quando desempenhava as funções de chefe da bancada da Frelimo na primeira e segunda legislativa multipartidária.
A referida fonte confindeciou-nos ainda que as duas alas que se tem degladiado nas hostes do batuque e tambor concluíram, separadamente, que o antigo secretário-geral da Frelimo e do Sindicato Nacional de Jornalistas estava menos ‘maculado’ em relacao ao quarteto Aires Aly, Eduardo Mulembwé, Luísa Diogo e Maria da Luz Guebuza.
Nominalmente, o actual Primeiro-Ministro Aires Aly é considerado ‘yes man’ de Guebuza e teve um passado tenebroso na Caixa Escolar enquanto que Eduardo Mulembwé beliscou a sua própria reputação ao recusar-se a abandonar voluntariamente o Palácio do Estado que fora atribuído na qualidade de Presidente da Assembleia da República.
Paralelamente a sua teimosia em abandonar voluntariamente o Palácio do Estado Mulembwé não inspira segurança a maioria dos combatentes de Luta de Libertação em consequência das declarações bombásticas por ele proferidas quando desempenhava as funções de Procurador-Geral da República.’ Recordam-se da promessa de denunciar publicamente a lista de corruptos? Este pronunciamento ainda constitui uma espinha na garganta da nomenclatura da Frelimo’ – disse a fonte.
Por outro lado, a pretensa ‘ideia’ alimentada por alguns segmentos da Organização da Mulher Moçambicana (OMM), liga feminina da Frelimo, de propôr a candidatura da Maria da Luz é vista como sendo uma manobra dilatória para perpetuar a estadia de Armando Guebuza na Ponta Vermelha.
Por sua vez, a economist aLuísa Diogo, antiga Primeira-Ministra e titular da pasta das Finanças no último mandato de Joaquim Chissano, mulher que domina profundamente os corredores do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional (FMI), viu a sua reputação beliscada interinamente em consequência das trafulhices supostamente praticadas pelo seu cônjuge.
Entretanto, num acto classificado de ‘testagem voluntária’, o antigo chefe da bancada da Frelimo na Assembleia da República fez uma intervenção bastante exaustiva e aglutinadora entre os regimes de Samora Machel, Chissano e Guebuza antes da ordem do dia no parlamento.
Acredita-se que a intervenção de Manuel Tomé que foi bastante aplaudida pelos seus camaradas tanto no parlamento quanto nos comités provinciais, tinha como objectivo balançar secretamente a sua popularidade. Na essência, Manuel Tomé fez uma radiografia dos sucessivos governos da Frelimo e, consequentemente, anteviu o futuro risonho do país…

Fonte: Zambeze in Imensis 2010/11/05

domingo, março 07, 2010

Goodluck Jonathan fora da corrida presidencial de 2011

O Partido Democrático Popular (PDP, no poder) da Nigéria excluiu o Presidente interino, Goodluck Jonathan, da corrida para as próximas eleições presidenciais prevista para 2011.
No quadro do princípio de rotação do poder no PDP, a presidência é exercida alternadamente pelo norte e pelo sul para um período de oito anos, isto é dois mandatos de quatro anos.
Um cidadão do sul, Olusegun Obasanjo, foi Presidente de 1999 a 2007, após isso o Presidente Umaru Yar'Adua do norte, tomou o poder, aludiu o partido no poder na Nigéria.
Apesar de ele não ter concluído o seu primeiro mandato, Yar'Adua, devido a uma doença prolongada, foi substituído pelo Vice-Presidente Jonathan, que é do sul, que assume a Presidência interina mas alguns sugerem que dispute o escrutínio presidencial no próximo ano.
Mas o presidente nacional do PDP, Vincent Ogbulafor, que se reuniu, terça-feira à noite em Abuja, com governadores eleitos sob a bandeira do seu partido, declarou que o norte do país merece conservar a presidência até 2015.
"Nós discutimos sobre a rotação por zona. O sul teve os seus oito anos, é então justo permitir ao norte obter igualmente os seus oito anos", sublinhou o responsável do PDP.

Fonte: Angola Press -04.03.2010

sábado, agosto 22, 2009

Os 3 que ficaram

A talhe de foice

Por Machado da Graça

A decisão do Conselho Constitucional de apenas permitir que concorram às próximas eleições presidenciais 3 dos 9 candidatos, deve ser considerada de duas diferentes perspectivas: a jurídica e a política.
Em termos jurídicos não me quero alargar muito, porque para isso me não considero devidamente habilitado. No entanto, apesar disso, devo dizer que a argumentação do conselheiro Manuel Franque, no seu voto de vencido, me parece bastante convincente.
Outras vozes que se pronunciaram, no mesmo sentido de Franque, reforçam a posição de que o Conselho Constitucional, agora já sem Rui Baltazar, começou a seguir um caminho preocupante em relação ao que à democracia moçambicana diz respeito.
Mais um tijolo no edifício do monopartidarismo que parece estarmos a reconstruir.
Mas há um aspecto jurídico que me parece bastante curioso. O Conselho Constitucional enviou à Procuradoria Geral da República documentação sobre os actos, aparentemente criminosos, dos candidatos agora afastados da corrida. Para que sejam criminalmente punidos.
Só que, se bem percebo, os três candidatos aprovados têm, também, milhares de boletins de apoio à candidatura com exactamente os mesmos problemas criminais dos outros.
Portanto, espero para ver se o Dr. Paulino tem a coragem suficiente para não só levar a tribunal os 6 rejeitados como também os 3 aprovados mas que, aparentemente, terão cometido os mesmos crimes, embora em menor percentagem.
Agora, vendo a coisa da perspectiva política, tenho a sensação que isto muda de figura.
Até há pouco tínhamos um candidato da Frelimo contra 8 da oposição. Isto é, a oposição ia muito dividida ao confronto com Armando Guebuza. E essa divisão só o podia beneficiar.
Com a saída dos 6 reprovados, as perspectivas em frente dos eleitores afunilam-se muito.
Quem vota na Frelimo, continuará a votar em Armando Guebuza. Mas todos os que votavam nos 6 recusados vão ter que reformular os seus votos para um dos dois oposicionistas que restam. E isso vai, certamente, reforçar a sua posição.
E eu diria que esse reforço irá, tendencialmente, para Daviz Simango e não para Afonso Dhlakama.
Este último, com uma pontaria certeira para disparar contra os próprios pés, veio a público saudar a decisão do Conselho Constitucional. Logo aí, até onde percebo, perdeu o apoio de todos os partidários dos 6 reprovados. Até mesmo aqueles 11 apoiantes legais do senhor Viana.
Depois disso, e porque ainda tinha um pé sem tiro, Afonso Dhlakama afirmou, segundo o Magazine Independente, que irá mandar prender Armando Guebuza no caso de ele, Dhlakama, ser eleito Presidente. E lá ficou furado o outro pé.
Ao criar uma perspectiva de agitação política com esta ameaça, o líder da Renamo está a afastar todos aqueles eleitores que colocam, acima de tudo, a estabilidade e a paz no país.
E tudo isto só pode beneficiar a candidatura de Daviz Simango, que continua a manter posições não agressivas contra outros políticos, a ponto de já ter declarado publicamente que perdoou aos assassinos dos seus pais.
Pelo que se pode perceber das suas biografias, os três candidatos estão separados por fossos de cerca de 10 anos: 66 para Guebuza, 56 para Dhlakama e 45 para Simango. Este último tem a possibilidade, portanto, de convencer o eleitorado jovem de que é o mais capacitado para responder aos seus interesses e inquietações. E para o fazer abandonar a posição de abstenção a que se tem remetido, cada vez mais, de eleição em eleição.
Uma herança da participação de muitos dos actuais MDMs nas fileiras da Renamo, me parece que deve ser abandonada, se o novo partido quiser ganhar forças também nas fileiras da Frelimo.
A Renamo apareceu numa posição de direita para se contrapor à Frelimo, de esquerda.
Só que a Frelimo há muito abandonou as suas posições de esquerda. É hoje um partido de capitalismo selvagem, onde a maior parte das preocupações sociais foram deitadas para a valeta sem dó nem piedade.
E isso me parece implicar uma reformulação de posições do MDM, e do seu líder, no contexto nacional actual.
De qualquer forma, a redução do número de candidatos à Presidência a estes 3 pode vir a ser desastrosa para Afonso Dhlakama, se o eleitorado lhe fizer o mesmo que fez ao seu candidato Manuel Pereira no município da Beira.

A ver vamos...

SAVANA – 21.08.2009

terça-feira, agosto 18, 2009

Conselho Constitucional agiu como Tribunal Militar Revolucuionário

Raul Domingos reage à sua exclusão como candidato a PR

O governo estabelecido em Moçambique desde 2005 tem-se empenhado em implantar no País um regime autocrático, autoritário, ditatorial, propenso à idolatria, avesso à observância da Constituição e das leis; sustentado por uma administração civil que se caracteriza por uma forte politização de instituições públicas, nepotismo, favoritismo, exclusão e discriminação, bem como um aparelho de justiça parcial, dependente, guiado pelos interesses político-partidários e pronto a violar a Constituição da República e a lei, para obedecer a comandos ocultos de natureza política – Raul Domingos, presidente do PDD

Maputo (Canalmoz) – Depois de ter o feito aquando da rejeição da sua candidatura no Conselho Constitucional, o presidente do PDD e ex-negociador-chefe do Acordo Geral de Paz, pela Renamo, voltou a lançar farpas ao regime actualmente liderado por Armando Guebuza, por sinal, quem com ele, em Roma, abriu o caminho para uma nova Constituição que Raul Domingos agora teme que esteja de novo em risco. Com o pretexto de reagir à sua exclusão na corrida à presidência da República, Raul Domingos acusou o Conselho Constitucional de ter agido como se de um Tribunal Militar Revolucionário se tratasse, “ou Tribunal de Morte Rápida, como tristemente chegou a ser conhecido na gíria popular” que decidiu “matar”, logo à partida, a sua candidatura.
Par quem não se recorda, o actual e recém nomeado presidente do Conselho Constitucional, Dr. Luís Mondlane, foi juiz do Tribunal Militar Revolucionário, que existiu no tempo da ditadura marxista-leninista, e condenava à morte sem que aos arguidos fosse concedido o direito a defesa. Foi também subordinado do tenente-general Armando Emílio Guebuza, presentemente na reserva, quando o actual chefe de Estado era o Comissário Político Nacional das Forças Armadas de Moçambique-FPLM.
Raul Domingos disse que o Conselho Constitucional agiu em clara violação da lei, ao decidir excluir a sua candidatura e de outros 5 pré-candidatos, sem que a estes tenha dado a oportunidade de suprir as irregularidades que alegadamente terá encontrado nas suas candidaturas.
Sem evasivas, o presidente do PDD disse que aquele órgão de soberania agiu do modo que agiu porque está ao serviço de partidos políticos, em referência clara ao partido no poder, Frelimo, de que é simultaneamente presidente o PR Armando Guebuza.
Dos 6 juízes conselheiros do CC que aprovaram o polémico acórdão, 3 foram indicados pela bancada da Frelimo na Assembleia da República, nomeadamente Lúcia Ribeiro, João Guenha e Lúcia Maximiano; um, que igualmente preside o órgão, Luís António Mondlane, foi indicado pelo presidente da Frelimo, na sua qualidade de chefe do Estado; outro, um, foi indicado pelo Conselho Superior de Magistratura Judicial (CSMJ), órgão tido como fortemente infiltrado pela Frelimo e; o último foi indicado pela Bancada da Renamo. Este trata-se do Dr. Orlando da Graça, que está com mandato expirado. Continua no cargo “sob protecção da Frelimo”, visto que em sua substituição, a bancada parlamentar proponente, a Renamo, indicara para o seu lugar a Dra. Isabel Rupia, que foi inconstitucionalmente rejeitada pela bancada da Frelimo, numa sessão parlamentar que teve que ser dirigida com a presença da Força de Intervenção Rápida na sala do Plenário, fortemente armada de dispositivos de guerra, num caso inédito em democracia, para garantir a votação imposta pela bancada da Frelimo, através da ditadura de voto.
O Dr Manuel Franque, foi o único membro do CC que votou contra o Acórdão que excluiu seis candidatos às eleições presidenciais de 28 de Outubro próximo. É o único juiz-conselheiro do CC que não conta com o patrocínio da Frelimo para ocupar o cargo neste órgão. Foi proposto pela Renamo, mas agiu sem qualquer tendência, e sem qualquer suspeita. Agiu, afinal, em defesa dos excluídos. Nenhum desses é membro da Renamo. Todos os outros, depois da última remodelação do Conselho Constitucional são encarados por amplos sectores da sociedade com suspeita. Teodato Hunguana, que foi membro do Conselho Constitucional quando Rui Baltazar dos Santos Alves, também da Frelimo, era presidente do órgão, chegou até a ser notícia porque ainda era membro do CC e candidatou-se a eleições internas no seu Partido, para agora constar das listas de candidatos às legislativas que se realizam também a 28 de Outubro do corrente ano. Foi então a maior evidência de que estar no CC não significa ter havido rompimento com o partido Frelimo.
Mas voltando às declarações de Raul Domingos, este disse que o CC agiu em cumprimento da agenda política orientada para a eliminação dos direitos e liberdades fundamentais, promoção da discriminação, exclusão e supressão da democracia participativa em Moçambique.
Raul Domingos disse ainda que à luz da lei, a sua candidatura reunia todos requisitos para passar no Conselho Constitucional, mas diz que contrariamente ao que é atribuição do Conselho Constitucional, que é verificar a legalidade dos requisitos exigidos para as candidaturas a PR dando sempre oportunidade a suprir qualquer anomalia que se verifique, o órgão optou por rejeitar pura e simplesmente a candidatura de Raul Domingos e de outros seis candidatos, num acto “que não teve qualquer fundamentação jurídico-constitucional”, considerou.
“Pela urgência de perseguir, excluir, discriminar e «matar» o candidato do PDD, Raul Domingos, o Conselho Constitucional não observou sucessivamente os números 3 e 4 do art. 2º e os artigos 35, 73, e 214, todos da Constituição”, frisou, entretanto, Raul Domingos.

Temos assinaturas para suprir

Ao Canalmoz, Raul Domingos disse que o seu partido possui assinaturas de proponentes da sua candidatura guardadas, que caso o CC os tivesse notificado, teriam entregue de imediato para substituir as que foram desqualificadas por alegadas irregularidades.

Que Guebuza também seja processado

Sobre a alegação do CC, de que das irregularidades constantes dos processos de recolha de assinaturas de proponentes dos pré-candidatos, ora rejeitados, ir-se-ão produzir processos-crime, que serão encaminhados ao Ministério Público, para a respectiva acusação, Raul Domingos teceu os seguintes comentários:
“A ser assim, que seja também processado o candidato da Frelimo e actual chefe do Estado, Armando Guebuza, pois na recolha de assinaturas que suportam a sua candidatura, foram detectados vícios passíveis de um processo criminal. Vejam que dentre os vícios referidos pelo acórdão do CC, como constantes nas 5.102 assinaturas de Guebuza que foram rejeitadas pelo CC, constam dentre eles vícios da alínea u). E esta alínea classifica vícios de «Fichas com impressões digitais apostas com o mesmo dedo em várias ou na mesma ficha». A ser verdade, isto não é crime?”, interrogou-se Raul Domingos, arrasando a reputação que o CC teve desde que fora fundado e enquanto foi presidido por Rui Baltazar e constituído por outros membros já afastados e que granjearam e possuíam boa reputação.

Não haverá mais inconstitucionalidades

Prosseguindo sempre no mesmo diapasão, Raul Domingos disse que a actual composição do CC foi montada para servir interesses partidários, e por isso mesmo jurou que “não serão mais detectadas inconstitucionalidades pelo órgão, como aconteceu” durante a chancelaria de Rui Baltazar, que foi recentemente substituído pelo chefe do Estado, que para o lugar do cessante indicou o seu apaniguado Luís António Mondlane, dos tempos da legalização de fuzilamentos sumários, tido como fiel membro do partido Frelimo.

Outros candidatos

Leonardo Cumbe, outro candidato rejeitado, disse ao Canalmoz que irá escrever ao CC para contestar o acórdão que disse não corresponder a verdade. “Tudo o que escreveram no acórdão, não corresponde à verdade. Nós temos cópias dos documentos que remetemos lá, e podemos provar que não são viciados”, disse Cumbe.
O candidato do PIMO, Yaqub Sibundy, disse, por sua vez, que hoje irão remeter carta no CC, repudiando o acórdão deste órgão, que decidiu afastá-los da corrida à presidência da República.

(Borges Nhamirre)

Fonte: CanalMoz

terça-feira, julho 28, 2009

Raúl Domingos formaliza candidatura à Presidência

O candidato do PDD, Raul Domingos, formalizou a candidatura à Presidência da República.
Falando aos jornalistas após apresentar ao Conselho Constitucional (CC) a candidatura às presidenciais de 28 de Outubro, o presidente do PDD afirmou que, caso seja eleito chefe de Estado, vai trabalhar para “uma justa distribuição da riqueza nacional, diminuindo o fosso entre ricos e pobres, trabalhando para que o acesso às oportunidades seja igual. Domingos promete restaurar o estado de direito e o sentido de nação, trazer a juventude para o centro das atenções do Governo, de forma a que os jovens sejam uma prioridade no acesso ao emprego, habitação e aos centros de formação técnico-profissional.

Fonte: O País online

Adenda: o CanalMoz enfatiza ao que Raúl Domingos disse como sendo: “O presidente da República, os ministros, os governadores, os administradores distritais e outros titulares com função de representar o Estado devem abdicar de todas as funções partidárias e trabalharem em exclusivo ao serviço do Estado que lhes paga os salários, a partir da altura em que assumem os seus cargos até à data da cessação” – Raul Domingos, falando momentos depois de se inscrever na concorrência à presidência da República, no Conselho Constitucional

As razões e o manifesto da candidatura de Yaqub Sibindy

Yaqub Sibindy que apresentou ontem à sua candidatura à Presidência da República afirmou à imprensa, ao sair do CC, disse que a sua candidatura foi motivada pelo incumprimento das promessas do actual chefe do Estado, Armando Guebuza, que prometera pautar-se por uma governação inclusiva. “Quando vimos que aquele que ganhou está a governar sozinho, excluindo outros moçambicanos, sentimos a necessidade de nos candidatarmos”, disse Yaqub explicando que, os candidatos não são donos das soluções absolutas para os problemas de Moçambique.
O presidente do PIMO diz ter sentido, durante a governação de Guebuza, que interesses políticos e pessoais estiveram acima da agenda da nação.

Segundo o CanalMoz, as linhas gerais do manifesto do Sibindy e do seu partido PIMO assenta essencialmente em 7 políticas de governação, cujo objectivo é promover o desenvolvimento sustentável do País. Sibindy indicou como sendo prioridade para o seu eventual governo, a disponibilizar da terra para todos os moçambicanos, promover parcerias com o sector familiar e criar um embrião para uma futura classe de empresários de sucesso do País.

Fonte: CanalMoz

sexta-feira, julho 24, 2009

“Minha candidatura é por um Moçambique para todos”

– disse o presidente do MDM, momentos depois de apresentar sua candidatura à presidência da República, no Conselho Constitucional “Vamos priorizar a Habitação, Saúde, Educação, ajuda ao Antigos Combatentes, quer da Luta de Libertação Nacional, quer os da luta pela democracia”.

Maputo (CanalMoz) – O presidente do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), Daviz Simango, oficializou, ontem, na sede do Conselho Constitucional (CC), a sua candidatura à presidência da República. Entre outros requisitos exigidos por lei, Daviz Simango entregou 17.210 assinaturas de cidadãos que suportam a sua candidatura. A margem mínima é de 10 mil assinaturas, e 20 mil, no máximo. No final do acto, disse aos jornalistas que massivamente acorreram para assistir ao acto de formalização da sua decisão, que se candidatava à Presidência da República por um Moçambique para todos.
“Acabamos de realizar um acto nobre. Pensamos que acabamos de depositar uma candidatura da nova geração, aglutinadora, de Moçambique para todos”, disse Daviz aos jornalistas que se acotovelavam para ouvir as suas primeiras declarações como candidato à presidência da República, oficialmente registado.
Evitando falar de metas, o até agora segundo candidato oficialmente inscrito no CC, disse que os eleitores irão definir nas urnas quem irá presidir o País. Quanto a ele, “a expectativa é trabalho, trabalho, até 28 de Outubro” data já marcada para a realização das 4.ªas Eleições Gerais e 1.ªas para as Assembleias Provinciais.
Como apelo aos moçambicanos, Daviz recomendou para todos se prepararem para votar, inscrevendo-se nos postos de recenseamento eleitoral na actualização do recenseamento que decorre e deverá terminar como previsto a 29 de Julho corrente, isto é na próxima 4.ª feira.
“Independentemente das dificuldades que enfrentamos, quer das distâncias, seja das avarias das máquinas, vamo-nos recensear”, apelou o presidente do MDM, engenheiro Daviz Simango.

Linhas gerais do Programa de governação

Muito aberto às perguntas de jornalistas, Daviz Simango aceitou dar a conhecer as linhas gerais do seu programa de governação. “Vamos priorizar a Habitação, Saúde, Educação, ajuda ao Antigos Combatentes, quer da Luta de Libertação Nacional, quer os da luta pela democracia”.
“Nada impede que ele possa concorrer”, disse, por sua vez, ao CanalMoz, José Manuel de Sousa, mandatário de candidatura de Daviz. O esclarecimento surge pelo facto de haver quem equacionava a possibilidade de a Daviz Simango poder vir a ser vedada a possibilidade de se candidatar à presidência da República pelo facto de ser presidente do Município da Beira.
“A Constituição da República não impede à candidatura de presidentes de municípios à presidência da República, mas é obvio que caso venha a vencer o escrutínio, terá que abandonar a direcção do Município”.

Há esperança para mudar a cena política...

Instada pelo CanalMoz a comentar a sua passagem da Renamo para o MDM, Maria José Moreno, que foi chefe da Bancada da Renamo na Assembleia da República até início do corrente ano, e membro do partido liderado por Afonso Dhlakama a que também renunciou, disse que a sua atitude “revela a esperança na possível mudança da actual forma de se fazer política em Moçambique”.
“Há muita esperança para a mudança da actual cena política em Moçambique em que as cosias estão bipolarizadas, ou seja, em que até aqui vínhamos tendo dois partidos tidos como de maior expressão”, disse e acrescentou: “agora, com este partido, está aberto mais um espaço para um trabalho mais sério em prol dos moçambicanos. O exemplo da Beira elucida que um povo decidido pode tomar decisão. E isso vai ser determinado no dia 28 de Outubro”.
O candidato que ontem se inscreveu no CC, é filho do histórico líder da Frelimo, Uria Simango, que se tornou no primeiro e único vice-presidente da Frente de Libertação de Moçambique. Foi ele quem substitui interinamente Eduardo Mondlane, da presidência do partido, quando este foi assassinado em 1969, em Dar-es-Salam, em circunstâncias ainda não devidamente esclarecidas, na Residencial da secretária de Janet Mondlane, a amercicana Betty King.
A literatura disponível diz que o pai de Daviz Simango foi assassinado pelos seus colegas da Frelimo comunista, devido à divergência de ideias quanto à condução dos destinos do País, depois da independência. A tese do partido Frelimo, no entanto, é bem diferente. Sucede, porém, que até hoje não foi divulgado das investigações da Polícia tanzaniana sobre o sucedido.

(Borges Nhamirre e Emildo Sambo)

Fonte: CanalMoz