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quinta-feira, maio 04, 2017

Dhlakama diz que exigência da Renamo de nomear governadores não é prioritária

O líder da Renamo, Afonso Dhlakama, afirmou hoje que a exigência do principal partido da oposição em Moçambique de nomear governadores provinciais já não é prioridade, defendendo a eleição destes dirigentes nas gerais de 2019.
"[A exigência de nomeação de governadores provinciais] não é descartada, já não é prioritária, não posso dizer que está descartada, ou está esquecida, porque havia de confusionar as cabeças dos membros e simpatizantes e mesmo do povo", disse Afonso Dhlakama, falando a partir do distrito de Gorongosa, centro do país, onde se encontra refugiado desde 2015.
A exigência da Renamo de governar nas seis províncias onde o partido reivindica vitória nas eleições gerais de 2014 e a consequente recusa do Governo da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo) foi a principal razão para o retorno do país ao conflito armado, opondo as duas partes.

quarta-feira, janeiro 18, 2017

Dhlakama alerta que violações estão a diluir o peso da trégua em Moçambique

O líder da Renamo, Afonso Dhlakama, alerta que as "provocações em violações da trégua" em Moçambique estão a diluir o peso do cessar-fogo de dois meses, iniciado a 03 de janeiro, e apela para um compromisso do Governo.
Numa avaliação do primeiro período da trégua, o líder da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo) disse, em declarações por telefone à Lusa a partir da Gorongosa, que não houve registo de violações por confrontos militares, mas denunciou novos casos de raptos e assassínios de membros do seu partido, o que tem fragilizado o compromisso.
"Quero apelar para que haja colaboração de facto", afirmou o líder da oposição, referindo que já abordou o assunto com o Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, para que "comece a aprender e a corresponder também com aquilo que a Renamo e o Dhlakama estão a fazer".
Além de vários casos denunciados nos primeiros dias da trégua pelo seu partido, o líder da Renamo disse que, na semana passada, quatro desmobilizados do braço armado da oposição, que se deslocavam desarmados dos distritos de Ile e Lugela para Morrotone, província da Zambézia, foram raptados após terem desembarcado de um autocarro próximo de uma base das Forças de Defesa e Segurança e estão desaparecidos desde então.

terça-feira, janeiro 03, 2017

Daviz Simango diz que Moçambique tem desafios apesar das tréguas

Líder do MDM reage à trégua anunciada por Afonso Dhlakama.

O presidente do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), Daviz Simango, considerou que Moçambique ainda tem “desafios para alcançar a verdadeira paz”, apesar do prolongamento de 60 dias das tréguas, anunciado nesta terça-feira, 3, pelo líder da Renamo.

Simango, líder do terceiro maior partido, disse ser necessário compreender se com essas tréguas as partes estão a atacar o essencial para devolver a paz aos moçambicanos, e como estariam a ser tratatos os princípios que deviam ser regidos pela Assembleia da Republica, sobre as exigências da Renamo e do Governo, insistindo no principio da revisão da constituição para acomodar a real situação dos moçambicanos.

“Eu penso que ainda temos muitos desafios pela frente. Primeiro é preciso compreender se com essas tréguas estamos a atacar o essencial, e o que tera acontecido com os principios que deveriam ter ido a Assembleia da Republica”, observou Simango.

segunda-feira, outubro 10, 2016

Mediador da UE em Moçambique pede adiamento do reinício das negociações

O coordenador dos mediadores das negociações de paz em Moçambique, Mario Raffaelli, pediu às partes que adiem até ao dia 18 de Outubro o recomeço das negociações previsto para hoje, para "possibilitar uma reflexão" sobre a resolução do conflito.
“O coordenador dos mediadores, Mario Raffaelli, chegou ontem à tarde [Domingo] a Maputo para comunicar às partes o pedido de adiar até ao dia 18 de Outubro a retoma das negociações no quadro da Comissão Mista, com vista a possibilitar uma reflexão quanto à melhor forma de acelerar a resolução das questões em discussão”, indicou em comunicado a Delegação da União Europeia em Moçambique.
O pedido do mediador da União Europeia e coordenador dos mediadores internacionais na Comissão Mista surge um dia depois de ter sido noticiado o assassínio de Jeremias Pondeca, membro da delegação da Renamo na Comissão Mista para a Preparação do Diálogo de Alto Nível.
Pondeca, antigo deputado e membro do Conselho de Estado pela Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), foi assassinado a tiro no sábado em Maputo.
A União Europeia relaciona a necessidade de “reflexão” pedida por Raffaelli com a morte de Pondeca.

segunda-feira, julho 25, 2016

Solução política com a Renamo é fundamental para Moçambique crescer

Um grupo de investigadores defende que uma solução política entre o Governo e a Renamo é fundamental para Moçambique conseguir ultrapassar a "tempestade perfeita" de crises e impedir que a tempestade aumente para um furacão.
"A não ser que uma solução política seja encontrada com a Renamo, a violência vai continuar a prejudicar o povo, o investimento directo estrangeiro e o turismo, criando as condições para uma tempestade perfeita que, se não for atacada devidamente, pode tornar-se num furacão, no qual o cidadão médio será novamente o mais prejudicado", escrevem investigadores.
O artigo de análise assinado por Jonathan Rozen, Lisa Reppell e Gustavo de Carvalho, publicado na All Africa Media, defende que as pequenas manifestações que têm acontecido no país podem evoluir para "motins em grande escala" se as necessidades dos 60% de moçambicanos com menos de 25 anos, e 40% dos quais sem emprego, não forem satisfeitas.
"À medida que a crise continua a materializar-se e o fraco metical compra cada vez menos pão e combustível, os receios da Frelimo [no poder] relativamente aos protestos públicos continua a crescer, e o apoio à Renamo aumenta na razão da insatisfação económica", acrescentam os investigadores.

quinta-feira, julho 07, 2016

Homens da Renamo atacam localidade na província de Tete

Homens armados da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo) atacaram na madrugada de hoje a sede da localidade de Banga, no distrito de Tsangano, província de Tete, informaram as autoridades locais, citadas pela Rádio Moçambique.
De acordo com o comandante provincial da Polícia da República de Moçambique em Tete, Fabião Pedro Nhancololo, o grupo invadiu a residência do chefe da localidade de Banga e as instalações do registo civil, além de roubar todos os medicamentos do posto de saúde.
A Rádio Moçambique avança que houve vítimas mortais, mas o número ainda é desconhecido.
As autoridades moçambicanas dizem que a segurança foi reforçada no local e decorrem operações para a captura dos autores do ataque.
Moçambique tem conhecido nos últimos meses um agravamento dos confrontos entre as forças de defesa e segurança e o braço armado da Renamo, além de acusações mútuas de raptos e assassínios de militantes dos dois lados.
O Governo moçambicano e a Renamo retomaram em finais de Maio as negociações em torno da crise política e militar em Moçambique, após o principal partido de oposição ter abandonado em finais de 2015 o diálogo com o executivo, alegando falta de progressos no processo negocial.
O principal partido de oposição recusa-se a aceitar os resultados das eleições gerais de 2014, ameaçando governar em seis províncias onde reivindica vitória eleitoral.

Fonte: LUSA – 06.07.2016

quarta-feira, junho 29, 2016

Tensão afecta sector do turismo em Moçambique

Operadores queixam-se da crise provocada pelo conflito militar.
Operadores turísticos moçambicanos queixam-se da redução de turistas que visitam o país por causa da tensão político-militar que já levou ao encerramento de algumas unidades turísticas.
Por outro lado, as agências de viagens dizem estar a enfrentar dificuldades para a exportação de capitais quando do pagamento de passagens áreas a companhias estrangeiras, devido às limitações impostas pelo Banco de Moçambique para uso de cartões de crédito, devido à falta de dólares no país.
"Vamos resolver as questões básicas, nomeadamente como vamos receber os turistas e quais sãos facilitados que criamos. As empresas já estão sufocadas, ao nível da hotelaria entramos na fase despedir os trabalhadores, no Hotel Rovuma despedimos 60 trabalhadores, fechamos a unidade de Inhaca e no Bazuruto indemnizamos todos trabalhadores e estamos a redesenhar um outro conceito de como é que vamos fazer", disse Vasco Manhiça, operador turístico. Ler mais (2016.06.27)

terça-feira, junho 07, 2016

Enquanto em Maputo se sucedem sessões negociais entre o Governo e a Renamo

Intensificam-se combates no Centro de Moçambique

Enquanto se sucedem sessões negociais entre membros do Governo e da Renamo em Maputo, no teatro das operações, com maior intensidade no Centro de Moçambique, os combates intensificam-se e as baixas também.
s litigantes fecham-se em copas, mas de fontes não oficiais transbordam dados indicando o sacrifício de combatentes nacionais e estrangeiros. Uma rádio zimbabueana noticiou, por exemplo, em finais da pretérita semana, que um “nú- mero indeterminado” de soldados da terra de Robert Gabriel Mugabe teriam sido mortos no interior de Moçambique.
Esta informação, ainda não confirmada pelas autoridades de Moçambique nem do Zimbabué, foi reportada pela zimbabweana Rádio Nehanda. “Um autocarro com soldados zimbabueanos foi atacado pelos rebeldes da Renamo quando seguiam para Gorongosa, com o intuito de ajudar (soldados d) o Governo moçambicano. Durante o ataque muitos soldados perderam a vida”, disse uma fonte que não se quis identificar à Rádio Nehanda, do Zimbabué.

4 “asiáticos” desaparecidos e 4 feridos

Uma fonte da Renamo, que pediu para não ser referenciada, disse, por seu turno, ao Correio da manhã, que “quatro asiáticos” são dados como “desaparecidos” nas matas de Sofala, enquanto outros tantos estão areceber tratamento médico no Hospital Central da Beira. Mesmo tentando minimizar o feito, a mesma fonte confirmou que as Forças de Defesa e Segurança (FDS) lograram, efectivamente, atingir, no passado dia 28 de Maio, uma das bases onde o líder da Renamo nela por vezes se refugiava, mas “na sua maioria estão encuralados e privados de reabastecimento logístico”.
Na semana passada, o líder da Renamo, Afonso Macacho Marceta Dhlakama, fez uma revelação surpreendente aos jornalistas através de uma conferência de imprensa via telefone.
Dhlakama referiu que soldados zimbabueanos faziam parte dos “mercenários” de diversas nacionalidades contratados pelo Governo mo- çambicano para aniquilar a ala militarizada da Renamo.


Fonte: Correio da Amanhã – 06.06.2016

sexta-feira, abril 29, 2016

Polícia diz que vai iniciar investigação a descoberta de vala comum

A Polícia de Sofala, centro de Moçambique, vai iniciar uma investigação para apurar a veracidade da denúncia da descoberta de uma vala comum com mais de cem cadáveres no interior da Gorongosa, disse hoje à Lusa fonte policial.
Daniel Macuacua, porta-voz da Polícia de Sofala, informou que "um trabalho de interacção" entre o comando provincial da PRM (Polícia da Republica de Moçambique) e distrital da Gorongosa estava em curso para apurar a veracidade da descoberta de uma vala comum por um grupo de camponeses.
"Vamos continuar a interagir com os colegas [da Gorongosa] para poder perceber até que ponto pode vir a constituir verdade," declarou Daniel Macuacua, acrescentando que não tinha mais nenhum elemento sobre este assunto.
Um grupo de camponeses encontrou na quarta-feira uma vala comum com mais de cem corpos na zona 76, no posto administrativo de Canda, Gorongosa, centro de Moçambique, disseram à Lusa três pessoas que fizeram a descoberta.

Descoberta de vala comum com 120 corpos em Gorongoza é falsa – garante Administrado

Um dia depois de ter sido posta a circular pela imprensa internacional, sobretudo portuguesa informação  dando conta da descoberta de mais de 120 corpos depositados numa vala comum em Gorongoza na Província de Sofala, o Governo  distrital reagiu garantindo que essa informação é falsa e foi posta a circular por pessoas de má fê.
Através de um contacto telefónico com repórter do Magazine, o Administrador daquele distrito Manuel Jamaca, disse tratar-se de uma falsa noticia, pois das buscas feitas por uma equipa de especialistas, incluindo os lideres comunitários e elementos das Forças de defesa e Segurança (FDS) não foi identificado nenhum indicio da existência da referida vala.
“É falsa essa informação. Logo que tomamos conhecimento, destacamos uma equipa que está a trabalhar junto com lideres comunitário e Forças de Defesa e Segurança, mas até agora ainda não encontraram nenhum vestígio dessa vala comum”, referiu.
Entretanto, segundo garantiu ao Magazine que a equipa destacada para o terreno continua em coordenação com as lideranças e comunidades locais a fazer buscas da suposta vala comum a nível do distrito, que segundo a Lusa terá sido descoberta por camponeses daquele distrito. Ler mais (Magazine Independente – 29.04.2016)

sexta-feira, abril 22, 2016

Alto-comissário do Canadá em Maputo diz que recebeu relatos de violência contra refugiados

O alto-comissário do Canadá em Maputo, Shawn Barber, diz ter ouvido de refugiados moçambicanos no centro de Kapise, em Malawi, relatos de que foram vítimas de violência indiscriminada, informou em comunicado o Alto Comissariado daquele país em Moçambique.
De acordo com a nota enviada à Lusa em Maputo, Barber ouviu os alegados depoimentos sobre violência a refugiados moçambicanos durante uma visita que realizou na quarta-feira a Kapise.
"Conversei com muitos dos refugiados e a maioria disse-me que fugiram de Tete porque acreditavam que suas vidas estavam em perigo. Muitos relataram-me actos de violência indiscriminada", diz o comunicado do Alto Comissariado do Canada, citando o diplomata.
Shawn Barber elogiou o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) e Organizações Não Governamentais pelo apoio que têm prestado aos moçambicanos abrigados em Kapise.
"O ACNUR, o PMA (Programa Mundial de Alimentação), MSF (Médicos Sem Fronteira) e outras entidades estão fazendo um óptimo trabalho para estes refugiados. Em última análise, estas pessoas querem regressar a casa", destacou Barber.
O Canadá, referiu o diplomata, exorta o Governo de Moçambique e a Resistência Nacional Moçambicana (Renamo) a porem fim à violência, de forma a permitir que os refugiados possam regressar para as suas casas em Moçambique.

sexta-feira, abril 08, 2016

Ex-PR moçambicano Joaquim Chissano defende ações militares contra a Renamo

O antigo Presidente moçambicano Joaquim Chissano defendeu hoje que o Governo deve continuar as suas ações militares contra a Renamo, principal partido de oposição em Moçambique, enquanto o movimento apostar na via armada como instrumento político.
"Se não há outra maneira [de travar as ações armadas da Renamo]. Se a Renamo deixasse de disparar contra a população, não haveria necessidade de se proteger a população, porque não haveria fogo", disse Chissano, em entrevista divulgada na edição de hoje do semanário Savana de Maputo.
O antigo chefe de Estado moçambicano, que governou o país durante 18 anos, lembrou que o executivo que chefiou negociou o Acordo Geral de Paz de 1992, enquanto o país estava em guerra.

segunda-feira, abril 04, 2016

Comunidade internacional aponta o diálogo como saída para a crise moçambicana

A representante das Nações Unidas em Moçambique, Márcia de Castro, veio a público afirmar que só o diálogo é que pode conduzir a uma solução política para o presente conflito.
Castro reconhece que o conflito político-militar constitui motivo de preocupação para todos os moçambicanos e afirmou ser necessário encontrar "espaço de diálogo e de busca de soluções conciliadas".
Preocupado com a tensão política está também o embaixador da União Europeia em Moçambique, Sven Burgsdorff, para quem, sem paz, este país rico em recursos naturais, não vai poder desenvolver-se.
Burgsdorff revelou estar disponível para ajudar os moçambicanos a ultrapassarem a presente situação, mas destacou também o diálogo como o único mecanismo para se alcançar esse objetivo.

Fonte: Voz da América – 04.04.2016

domingo, março 27, 2016

Polícia apreende armas de fogo na casa de Dhlakama e na sede da Renamo

No total, a Polícia da República de Moçambique (PRM) apreendeu, na manhã de hoje, 47 armas de fogo na residência do Líder da Renamo, Afonso Dhlakama, e na sede daquele partido político, em Maputo. Além do material bélico, a polícia também apreendeu pedras preciosas, munições e fardamento militar, incluindo das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM), tudo na posse dos homens da Renamo.

De acordo com Júlio Jane, Comandante da PRM, as armas eram usadas para o crime. Por isso, a polícia não podia permitir que os cidadãos vivessem sob ameaças. Daí ter recolhido o material para colocar no devido local.

quarta-feira, março 23, 2016

Portugal defende solução interna para crise político-militar em Moçambique

A secretária de Estado portuguesa dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação, Teresa Ribeiro, afirmou hoje em Maputo que a solução para a actual crise político-militar em Moçambique é interna, salientando que os portugueses "acompanham com atenção" a situação.
"Nós estamos certos de que Moçambique irá encontrar os mecanismos para achar as soluções necessárias para o distender da situação", disse Teresa Ribeiro, falando durante uma conferência de imprensa de balanço da vista que realiza ao país.
Salientando Portugal como um dos países que mais criam emprego em Moçambique, através do sector privado, Teresa Ribeiro assinalou que a manutenção da paz e estabilidade é do interesse dos portugueses, apontando o parceiro africano como um dos principais interesses do Governo de Lisboa em África.

Fonte: LUSA – 23.03.2016

quarta-feira, março 16, 2016

Mediador da Sant´Egídio em Moçambique para apelar ao diálogo pela paz

Um dos principais mediadores do Acordo Geral de Paz de 1992 em Moçambique, Mario Raffaeli, da Comunidade de Sant´Egídio, reuniu-se hoje em Maputo com o Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, para a busca da estabilidade política e militar no país.
No final do encontro, o conselheiro do Presidente moçambicano para os assuntos diplomáticos, Manuel Mazuze, disse aos jornalistas que Mário Raffaeli exortou Filipe Nyusi a encontrar caminhos para uma estabilidade duradoura em Moçambique.
"É um grande amigo de Moçambique, ele esteve empenhado no processo que conduziu à assinatura do Acordo Geral de Paz (em 1992) e sendo assim, ele veio nesta missão para falar com as partes com o objectivo de encontrar formas de os moçambicanos poderem falar e resolver a questão da paz", afirmou Mazuze.

quinta-feira, março 10, 2016

Transportadoras sofrem prejuízos com confrontos

A Federação Moçambicana dos Transportadores Rodoviários e empresários apelam ao fim dos confrontos em Moçambique, que começam a prejudicar o transporte de pessoas e mercadorias.
É cada vez mais difícil fazer transporte de carga e passageiros em algumas das principais estradas de Moçambique, desde que se intensificaram os ataques da Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO).
Viaturas de transporte de passageiros têm sido alvos de ataques e vários empresários viram os seus autocarros queimados ou parcialmente destruídos por projéteis. Os prejuízos dos empresários desde o início dos ataques, em 2013, estimam-se em dois milhões de dólares e alguns ameaçam fechar portas. Ler mais (Deutsche Welle, 10.03.2016)

sábado, março 05, 2016

TENSÃO POLÍTICO-MILITAR: Oposição Construtiva avança propostas de solução

O Bloco da Oposição Construtiva, constituído pelos partidos PIMO e PEC-MT, avançou ontem duas propostas de solução consideradas cruciais para pôr termo às hostilidades militares que se registam na região centro do país, concretamente na província de Sofala.
A primeira prende-se com o cessar-fogo imediato pelas partes envolvidas, nomeadamente as forças governamentais e os homens armados da Renamo, num prazo de 72 horas, ou seja três dias contados a partir de ontem, sexta-feira, e o aquartelamento.
A segunda refere-se à retomada urgente do diálogo ao mais alto nível entre o Presidente da República, Filipe Nyusi, e o líder do maior partido da oposição, Afonso Dhlakama, de que resultaria um acordo visando a nomeação pelo Chefe do Estado de quadros da Renamo para cargos ministeriais e para governadores nas províncias onde ela reclama ter ganho as eleições de 2014.

quarta-feira, março 02, 2016

Polícia moçambicana reforça segurança nas províncias do centro e norte do país

As autoridades policiais moçambicanas reforçaram a segurança nos palácios governamentais nas províncias de Manica, Sofala, Tete e Zambézia, quatro das seis onde a Renamo ameaça governar a partir de hoje, 1.
A VOA soube que cerca de 25 blindados foram enviados para o centro de Moçambique, tendo alguns sido colocados a assegurar as escoltas militares obrigatórias na N1, a principal estrada de Moçambique, devido aos ataques armados.
Os restantes estão em prontidão nas bases da polícia antimotim.
Na cidade de Quelimane, um camião tanque esteve hoje a efectuar patrulhas nas ruas da cidade, disseram moradores,  mas um jornalista no local descreveu o ambiente de “calmo e sem anomalias”.

Conselho de Estado gera expectativa

Em Moçambique, reina uma enorme expectativa em torno da prevista sessão do Conselho de Estado, no sentido de que este órgão de consulta do Presidente da República possa ajudar a resolver a tensão político-militar que o país atravessa.
O bastonário da Ordem dos Advogados de Moçambique, Tomás Timbana, diz ser importante que o Conselho de Estado se reúna, por ser um espaço de diálogo que os moçambicanos anseiam. Ler Ler mais (Voz da América)
Fonte: Voz da América – 02.03.2016