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segunda-feira, março 13, 2017

Daviz Simango e Filipe Nyusi falam da situação política nacional

O líder do MDM, Daviz Simango, foi, sábado último, recebido em audiência, na cidade da Beira, pelo Presidente da República, Filipe Nyusi, encontro no qual se “abordaram assuntos de interesse nacional.”
Parte da conversa mantida durante a audiência foi revelada por Daviz Simango, num contacto com a imprensa, no final do encontro.
De acordo com Simango, foram abordadas questões ligadas à atracção de investimentos e à situação político-militar, no âmbito das equipas de trabalho criadas para o alcance de uma paz efectiva no país. “Ficámos a saber, neste encontro, que estas equipas estão agora a trabalhar nos termos de referência, num esforço colectivo para que a paz seja efectiva”, disse Simango.

segunda-feira, março 06, 2017

MDM quer lugar na mesa do diálogo em Moçambique

O Movimento Democrático de Moçambique (MDM) diz ser uma atitude de exclusão o facto de o Presidente da República não ter indicado representantes daquele partido para integrarem os grupos de trabalho do Governo e da Renamo que estão a discutir a pacificação do país, apesar de Filipe Nyusi falar sempre de inclusão.
Há bastante tempo que o MDM vem exigindo o seu envolvimento no actual diálogo político em Moçambique e esperava que um representante deste partido fosse integrado nas equipas que estão a discutir assuntos militares e de descentralização, apoiadas por embaixadores estrangeiros.
No recente encontro entre o Chefe de Estado e o presidente do MDM, Nyusi disse que iria reportar a Daviz Simango tudo aquilo que está a ser discutido no diálogo político.

segunda-feira, fevereiro 13, 2017

PROCESSO DE PAZ: PRESIDENTE NYUSI REÚNE-SE COM LIDERANÇA DO MDM

O Presidente Filipe Nyusi reuniu-se hoje, em Maputo, com Daviz Simango, Presidente do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), tendo como agenda os últimos desenvolvimentos do processo de paz, no país.

Falando momentos após o encontro, Simango disse, a jornalistas, ser importante que o MDM esteja a par dos passos que tem sido dados e, particularmente, compreender melhor as iniciativas levadas acabo pelo Chefe do Estado moçambicano sobre este processo.

O encontro, segundo o líder da segunda maior força política da oposição com representação parlamentar, serviu de oportunidade para de uma forma clara e directa sabermos dos contactos que o Chefe de Estado tem mantido com o líder da Renamo, Afonso Dhlakama.

Até soubemos que teve mais um contacto esta manha
, afirmou Simango.
Olhamos para isso com muita satisfação porque como partido político com representação parlamentar temos que nos comunicar com os moçambicanos sobre o processo, disse Simango.

Presidente da República vai passar a informar Daviz Simango sobre desenvolvimentos do diálogo político

O Chefe de Estado e o líder do MDM mantiveram, hoje, um encontro, na Presidência da República, onde a tónica das discussões foi a paz.
E porque o presidente do MDM entende que o diálogo político não deve envolver apenas o Governo e a Renamo, Filipe Nyusi e Daviz Simango acordaram que o líder do MDM vai passar a ser informado dos desenvolvimentos das conversações de forma periódica.
O presidente do MDM disse, semana passada, que o novo modelo do diálogo político não ia produzir resultados porque, no seu entender, fugia dos pontos essenciais que podem devolver a paz aos moçambicanos.
Esta é resposta à reivindicação do MDM em participar nas discussões sobre a paz.

Fonte: O País – 13.02.2017

sexta-feira, novembro 25, 2016

Negociações de paz em Moçambique adiadas para a semana

A sessão prevista para esta sexta-feira (25.11.) das negociações de paz em Moçambique foi adiada para a próxima semana a pedido do Governo, informou o chefe da delegação da RENAMO nas conversações.
"Estivemos no local, como havia sido agendado, mas a delegação do Governo pediu para que adiássemos o encontro para a próxima semana", disse à Lusa José Manteigas, acrescentando que a delegação da Renamo não foi informada sobre o motivo do adiamento.

José Manteigas disse que as delegações continuam a tentar harmonizar a nova proposta dos mediadores internacionais e o "pacote de princípios relativos ao processo de descentralização", no âmbito da exigência do principal partido da oposição de governar nas províncias onde reivindica vitória eleitoral. Ler mais (@Verdade – 25.11.2016)

quinta-feira, setembro 22, 2016

Comissão das negociações de paz em Moçambique pauta-se por inclusão parcial

Nesta quinta-feira (22.09.), a terceira maior força política do país, o MDM, submeteu a sua proposta de descentralização junto da comissão mista de negociações, que tem como partes divergentes a RENAMO, maior partido da oposição, e o Governo da FRELIMO. Uma equipa internacional está a mediar o diálogo, onde a descentralização, proposta pela RENAMO, é um tema polémico. A DW África conversou com Eliseu de Sousa, vice-presidente da comissão nacional de juridisção do MDM e que lidera a missão do partido junto da comissão, sobre o assunto:

DW África: O vosso gesto é uma chamada de atenção aos envolvidos sobre a exclusão a que estão sujeitos? É uma chapada?

Eliseu de Sousa (ES): Na verdade esta reivindicação do MDM decorre da legitimidade democrática que este partido detém. Ora, eu não falaria tanto de uma chapada. Só queria deixar entender que o MDM, como partido político com representação parlamentar, tem dignidade e legitimidade democrática para em nome dos moçambicanos que ele representa, dizer justamente algo sobre a alteração da vida política, social e económica. Não é compreensível que um partido com representação parlamentar, que tem um segmento do seu eleitorado expectante, e que se está em discussões de aspetos tão importantes nas suas vidas, o seu representante fique de fora com imediatos reflexos nas suas vidas.

DW África: Durante algum tempo as opiniões e participação de outros da sociedade moçambicana foram sempre rejeitadas pelas partes envolvidas nas negociações. O que terá originado esta cedência? Ler mais (Deutsche Welle, 22.09.2016)

quarta-feira, julho 20, 2016

Organizações da sociedade civil vão marchar pela paz no dia 27 de Agosto

Numa conferência liderada pelo Parlamento Juvenil e que juntou várias figuras, entre políticos, académicos e activistas sociais, em Maputo, as organizações da sociedade civil juntaram-se numa só voz para exigir a sua inclusão no diálogo político em curso. E não ficou por aí. A sociedade civil determina prazos para o alcance de consenso sobre a paz e convoca uma manifestação para dia 27 de Agosto próximo.
E porque no encontro também reflectiu-se sobre outros problemas que o país atravessa, Salomão Moyana falou da dívida das empresas Proindicus e MAM, dizendo que a Procuradoria-Geral da República não deve se limitar a afirmar que as mesmas são ilegais, deve, igualmente, punir os infractores.
O encontro terminou com a indicação de pessoas que vão pressionar para o alcance da paz, entre elas Roberto Tibana, Alice Mabota, Dinis Matsolo, Egídio Vaz e Gilberto Mendes.
Fonte: O País – 20.07.2016

terça-feira, julho 05, 2016

UE e Igreja Católica formalmente convidadas para mediarem crise em Moçambique

A polícia moçambicana acusou hoje homens armados da Renamo de terem matado uma pessoa e provocado ferimentos graves em outras nove e ligeiros em 22, em ataques ocorridos na semana passada no centro do país.

Num balanço sobre a "situação político-militar" entre os dias 25 a 30 do mês passado, o Comando-Geral da Polícia da República de Moçambique (PRM) informa que a vítima mortal era um civil que seguia numa coluna de viaturas que fazia o trajeto rio Save-Muchúnguè, na província de Sofala, que foi atacada no dia 30 por alegados homens armados da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo).
Todas as vítimas resultaram de ataques perpetrados nas províncias de Manica e de Sofala, dois pontos do país que têm sido o centro dos confrontos entre o braço armado do principal partido de oposição e as Forças de Defesa e Segurança moçambicanas e de ataques atribuídos ao movimento a escoltas militares que garantem a segurança na circulação em vários troços da região.

quarta-feira, maio 07, 2014

Ataque armado na principal estrada do país provoca um ferido

Uma pessoa ficou ferida durante um ataque armado hoje a uma coluna de veículos na principal estrada moçambicana, na zona onde se têm registado ataques que o Governo atribui à Renamo, noticiou hoje a Rádio Moçambique.
Segundo aquela estação pública, a vítima seguia numa viatura da coluna militar que tem escoltado o transporte rodoviário no troço entre o Rio Save e o Posto Administrativo de Muxúnguè, na província de Sofala, centro do país.

sexta-feira, novembro 08, 2013

Igreja Católica moçambicana pede "acções visíveis" ao PR para fim de instabilidade militar

Os bispos católicos moçambicanos exortaram quinta-feira o Presidente moçambicano, Armando Guebuza, a mostrar "acções visíveis" para um encontro com o líder da Renamo, principal partido da oposição, visando o fim da instabilidade militar.
Moçambique vive sob a ameaça de uma nova guerra civil, devido a confrontos entre o exército e homens armados da Renamo (Resistência Nacional de Moçambicana), no centro do país, por causa do diferendo entre o principal partido da oposição e o governo em torno da legislação eleitoral.

quinta-feira, novembro 07, 2013

Diálogo permanente

Por Mouzinho de Albuquerque

O nosso país vinha sendo referenciado insistentemente em quase todos os quadrantes políticos do mundo como sendo um dos melhores exemplos de pacificação e democratização depois  de uma longa e devastadora guerra, processo que se esperava viesse a reforçar-se e a consolidar-se ainda mais à medida que o país ia realizando eleições autárquicas, legislativas e presidenciais.

Porém, quero acreditar que estávamos conscientes e muito esperançados de que essa referência só continuaria a “petiscar” os olhos do mundo, se todos nós, em particular as partes signatárias do Acordo Geral de Paz, tivéssemos contribuído da mesma maneira para o efeito.

quinta-feira, abril 11, 2013

Diálogo sem “musculatura”

DIALOGANDO

Por Mouzinho de Albuquerque

Quando Filipe Paunde era governador de Nampula disse uma vez num comício popular na Ilha de Moçambique que “os interesses políticos não estão acima dos interesses do povo”.

Ele fez este pronunciamento quando tentava amainar os ânimos dos membros e simpatizantes da Frelimo e Renamo que tinham criado confusão no local onde decorreu o comício. Foi uma boa lição dada, se se considerar que foi um grande “puxão de orelhas” sem excepção, prevaleceu o espírito de tolerância política, tanto é que quanto mais tarde interviesse, mais difícil seria “pôr-lhes um travão”.

terça-feira, novembro 20, 2012

Bispos católicos apelam à consolidação da paz em Moçambique

Os bispos   católicos exortam as comunidades cristãs e a todas as pessoas de boa vontade a irem para frente na consolidação da paz, cooperando de todas as maneiras na construção de um ambiente cujas bases sejam a justiça social, a verdade, a liberdade e o respeito.

terça-feira, junho 26, 2012

Desmond Tutu em Lisboa: "Lamento informar-vos, mas somos todos africanos"

Os seres humanos só têm uma casa, que estão a destruir, e ainda não perceberam que são “da mesma família”, que, na origem, é africana, afirmou ontem o arcebispo sul-africano Desmond Tutu, numa conferência na Fundação Gulbenkian, em Lisboa.

Recorrendo a histórias bíblicas e com o riso que lhe é característico, Desmond Tutu realçou, segundo avança o jornal Sol, que uma das “lições de Deus” é a de que “não podemos ser humanos em isolamento, precisamos dos outros para nos complementar”.