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quinta-feira, dezembro 01, 2016

Bispos católicos voltam à carga

“Interesses particulares estão a atrasar a paz e a vida dos moçambicanos

Os bispos católicos emitiram mais uma Carta Pastoral, onde expõem a sua preocupação em relação à falta de consenso entre o Governo e a Renamo para o restabelecimento da paz e da livre circulação de pessoas e bens. No documento, os bispos católicos dizem que há interesses particulares que
estão a atrasar a obtenção da paz.
“Deploramos que, por causa de interesses particulares e ocultos, se atrase a pôr ponto final a este conflito armado, que continua a semear no seio da família moçambicana luto, dor medo, ansiedade, angústia, insegurança”, lê-se na Carta. Segundo os bispos, o conflito está a comprometer “o curso normal da vida social e o futuro de Moçambique”.
Dívidas escondidas, fome e sequestros No documento, os bispos manifestam- se também preocupados em relação às dívidas escondidas, à fome e às calamidades naturais.
“Com profunda mágoa, porém, constatamos o grande sofrimento do nosso povo devido às calamidades naturais, seca e inundações, que deixam as populações numa situação de fome e insegurança alimentar”, escrevem os bispos. “E devido à crise económica, ao endividamento, ao recrudescimento da tensão político- -militar, a generalização da violência e ao desrespeito pelo valor da vida: linchamento, queimadas de casas, lamentamos igualmente atitudes e acções de intolerância, arrogância e indiferença pelo contínuo grito de toda a sociedade moçambicana: paz, paz, diálogo”.

Fonte: Canalmoz,-  29.11.2016)

terça-feira, março 10, 2015

Cresce a lista dos “apóstolos da desgraça"

A última mensagem da Conferencia Episcopal de Moçambique, um conclave que reúne as mais importantes figuras dirigentes da Igreja Católica em Moçambique é simplesmente demolidora e parece reflectir o verdadeiro sentimento de milhares de moçambicanos. A carta tem uma mensagem bastante crítica ao actual desempenho da governação do dia pelo, pois, os bispos católicos entenderem que o desempenho dos sucessivos e permanentes governos da Frelimo tendem a mostrar cada vez menor capacidade de cumprir com o principal objectivo de qualquer governação moderna: a criação do bem estar geral.

segunda-feira, março 09, 2015

Mensagem da CEM: Os desafios da "unidae nacional"

" Nos dias que correm, por causa da partidarização da grande parte das instituições do Estado moçambicano, o número de excluídos na tomada de decisões importantes sobre o nosso país e seus cidadãos cresce vertiginosamente. o Governo tem-se revelado cada vez menos capaz de executar alguns objectivos fundamentais da agenda do Estado plasmado no número 11 da Constituição da República, que é da edificação de uma sociedade de justiça social e a criação de bem-estar material, espiritual e a qualidade de vida dos cidadãos, a promoção do desenvolvimento equilibrado, económico, social e de harmonia social e individual. A verdadeira unidade nacional não pode estar ancorada na letra morta das leis que regem o Estado moçambicano, mas sim na comunhão real dos moçambicanos animados pelo mesmo espírito de fraternidade e de solidariedade, na construção duma nação feliz, saudável e próspera."  Ler mais

sexta-feira, maio 31, 2013

Dom Tomé Makhweliha - Políticos com poder servem-se do povo

NAMPULA — As vagas de vandalização e destruição de sedes e símbolos de partidos políticos da oposição que está a assolar o país nos últimos tempos, alegadamente protagonizados pelo partido Frelimo, no poder em Moçambique são resultados da má instrução do povo nos domínios da  educação social, moral e de cidadania.



Numa entrevista exclusiva concedida à VOA, o Arcebispo de Nampula,  Dom Tomé Makhweliha diz que políticos com poderes servem-se do povo para protagonizar aquilo que chamou de actos ante democráticos, resultantes da ignorância total desse mesmo povo.