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terça-feira, fevereiro 28, 2017

Presidente moçambicano convida sete embaixadores e UE para processo de paz

O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, convidou sete embaixadores acreditados em Maputo e o representante da União Europeia em Moçambique, para integrarem o Grupo de Contato para o apoio ao diálogo para a paz, anunciou hoje a Presidência da República.

Em comunicado de imprensa enviado à agência Lusa, a Presidência da República refere que Filipe Nyusi convidou os embaidores do Reino Unido, Suíça, Irlanda, Estados Unidos, China, Noruega e Botsuana e o chefe da Missão da União Europeia (UE) em Moçambique, para apoiarem nos esforços de estabelecimento de uma paz sustentável em Moçambique.
"Este Grupo de Trabalho, cujas atividades terão início ainda esta semana, juntar-se-á às comissões de trabalho constituídas por entidades nacionais já designadas pelo Presidente da República e pelo presidente da Renamo [Afonso Dhlakama] que juntos prosseguirão em busca da paz efetiva e definitiva, tendo como mandato debruçarem-se sobre questões militares e de descentralização", diz o comunicado.

quarta-feira, fevereiro 08, 2017

Daviz Simango considera que novo modelo de diálogo é uma armadilha para os moçambicanos

Líder do MDM considera que o diálogo vai privilegiar somente interesses da Frelimo e da Renamo
O presidente do MDM, Daviz Simango, diz que o novo modelo de diálogo é uma armadilha para os moçambicanos e que os resultados que serão obtidos do mesmo serão uma espécie de uma bomba-relógio.
“Criar comissões ignorando o essencial que é a revisão da Constituição da República, a redução dos poderes do Chefe de Estado, a eleição dos governadores, a autonomia político financeira dos magistrados faz com que estejamos a adiar o problema dos moçambicanos, a promover uma bomba que a qualquer momento poderá explodir”, disse o líder do MDM.
Daviz Simango mostrou-se preocupado pelo facto dos mesmos não envolverem outras forças políticas e organizações da sociedade civil, facto que, para ele, poderá no futuro criar outros impasses. Simango reitera ainda que o diálogo em curso pode estar a acomodar apenas os interesses de dois partidos e não de toda a nação.
O presidente do MDM voltou a afirmar que acordos telefónicos entre o Presidente da República e o líder da Renamo não são suficientes para uma paz efectiva.
“Deve haver um acordo escrito, algo comprovado por mediadores, um contacto transparente. Caso isto não ocorra, iremos continuar no mesmo processo de ontem, onde se assinavam acordos mas por detrás os conflitos continuavam”.
Simango mostrou-se também preocupado pelo facto de os dois partidos continuarem armados e não se ter um plano concreto para se resolver este impasse.
Fonte: O País – 08.02.2017

quinta-feira, dezembro 01, 2016

Bispos católicos voltam à carga

“Interesses particulares estão a atrasar a paz e a vida dos moçambicanos

Os bispos católicos emitiram mais uma Carta Pastoral, onde expõem a sua preocupação em relação à falta de consenso entre o Governo e a Renamo para o restabelecimento da paz e da livre circulação de pessoas e bens. No documento, os bispos católicos dizem que há interesses particulares que
estão a atrasar a obtenção da paz.
“Deploramos que, por causa de interesses particulares e ocultos, se atrase a pôr ponto final a este conflito armado, que continua a semear no seio da família moçambicana luto, dor medo, ansiedade, angústia, insegurança”, lê-se na Carta. Segundo os bispos, o conflito está a comprometer “o curso normal da vida social e o futuro de Moçambique”.
Dívidas escondidas, fome e sequestros No documento, os bispos manifestam- se também preocupados em relação às dívidas escondidas, à fome e às calamidades naturais.
“Com profunda mágoa, porém, constatamos o grande sofrimento do nosso povo devido às calamidades naturais, seca e inundações, que deixam as populações numa situação de fome e insegurança alimentar”, escrevem os bispos. “E devido à crise económica, ao endividamento, ao recrudescimento da tensão político- -militar, a generalização da violência e ao desrespeito pelo valor da vida: linchamento, queimadas de casas, lamentamos igualmente atitudes e acções de intolerância, arrogância e indiferença pelo contínuo grito de toda a sociedade moçambicana: paz, paz, diálogo”.

Fonte: Canalmoz,-  29.11.2016)

sexta-feira, novembro 11, 2016

Diálogo político entra na ronda de todas as decisões

O diálogo político actualmente em sede da comissão mista, que integra delegados do Presidente da República, Filipe Nyusi, e do líder da Renamo, Afonso Dhlakama, entra agora numa das fases mais decisivas, com vista à definição dos caminhos para a paz e estabilidade no país.
Depois de cerca de duas semanas de interrupção e quatro fases intensas de mediação internacional, com mais momentos baixos do que altos, o processo parece entrar agora no seu derradeiro momento, onde se esperam acordos sobre os principais dossiers que vêm dividindo o governo e a Renamo e que estão na por detrás da prevalência da actual tensão político-militar.
Esta quinta ronda, que em princípio deveria ter retomado ontem, vai ser reatada a qualquer momento, sendo a principal agenda a entrega dos posicionamentos do governo e da Renamo relativamente à proposta do pacote legislativo sobre a descentralização, submetida no último dia da fase anterior pela equipa de mediação.

terça-feira, outubro 25, 2016

Sem nenhum avanço, diálogo volta a ser interrompido na próxima sexta-feira

Mais uma vez as partes envolvidas no dialogo politico, nomeadamente as delegações do Governo e da Renamo, e os mediadores internacionais terminaram um ronda negocial sem dirigir nenhuma comunicação oficial a imprensa.
Mesmo assim, após alguma insistência de jornalistas, o Chefe da missão dos observadores internacionais Mario Rafaeli, revelou que a quarta sessão do diálogo termina na próxima sexta-feira. Segundo ele, que falou sem aceitar gravar entrevista, durante a interrupção do diálogo, os mediadores internacionais regressarão para as suas zonas de origem e o diálogo será retomado a 7 de Novembro. Ler mais (Magazine Independente – 25.10.2016)

quinta-feira, outubro 20, 2016

"Não haverá um acordo de paz em Moçambique até 2019" - Michel Cahen

Moçambique, não vê solução para a crise política moçambicana até às próximas eleições legislativas, em 2019. Em entrevista ao Africamonitor.net em Lisboa, afirma que "mais dinheiro dado a regimes que não são democráticos vai encorajar esses regimes a ficar hegemónicos".

Para Cahen, a comunidade internacional "em geral ainda prefere a manutenção do poder da Frelimo", ignorando sinais de degradação dentro do movimento, por considerar o partido "habituado" a gerir a relação com as grandes multinacionais, o que é "melhor para o capitalismo internacional". Apesar dos esforços de democratização da sociedade civil moçambicana "hoje em dia, na partilha internacional do poder, as condições não estão reunidas" para uma maior democratização, mesmo perante uma Frelimo "completamente apodrecida, com alguns ligados ao tráfico de droga, com corrupção enorme".

"Para a próxima geração (em África), não sou muito otimista. As novas descobertas de petróleo e metais preciosos, em Moçambique e muitos outros países (...) só trouxeram mais corrupção, mais enriquecimento da elite, mais guerra civil, e isto não é nada bom para a democracia", afirmou Cahen.

Não haverá um acordo de paz em Moçambique até 2019 – Michel Cahen

Ler aqui (Africa Monitor) 

Leia aqui o resume feito por Marcelo Mosse (Facebook)

domingo, agosto 28, 2016

Diálogo de paz interrompido em Moçambique

Governo e Renamo com pontos divergentes quanto ao cessar-fogo.
O grupo de mediadores do diálogo político anunciou, ontem, 24, a suspensão temporária das suas actividades e o regresso aos respectivos países, deixando para trás, divergências extremas sobre os mecanismos da cessação imediata das hostilidades militares entre o Governo e as tropas fiéis à Renamo.
Ao fim de seis horas de uma sessão que deixou visível o nervosismo por parte da equipa de mediação, com particular destaque para Mario Raffaelli, coordenador da equipa, foi apresentada uma declaração à imprensa, que deixava clara a inflexibilidade das partes sobre o estabelecimento de tréguas.
O ponto sobre a suspensão das hostilidades foi baseado numa proposta da mediação, que apresentou como ponto prévio, a necessidade de um contacto directo com o líder da Renamo, Afonso Dhlakama, situação que está condicionada ao estabelecimento de tréguas imediatas, cuja operacionalização divide as partes.
“A delegação da Renamo concorda com a visita dos mediadores/facilitadores internacionais ao presidente da Renamo. Para o efeito, aceita uma trégua temporária junto da Serra da Gorongosa, desde que o Governo retire as forças ali esta­cionadas, devido ao iminente perigo de insegurança que aquelas posições representam”, refere o comunicado de imprensa.
A delegação do Governo defende, por seu turno, que a suspensão das hostilidades não se deve circunscrever apenas na região da Gorongosa, mas em todo o território nacional e recusa o condicionalismo da Renamo, sobre o afastamento das Forças de Defesa e Segurança.
Os mediadores que retornam a Maputo em meados de Setembro, apelam as partes a se absterem de todas as acções que atormentam o povo moçambicano.
Fonte: Voz Voz da América – 25.08.2016

segunda-feira, agosto 08, 2016

Desentendimento politico persiste em Moçambique

Não há consenso quanto à governação das seis províncias exigidas pela Renamo.
O governo e a Renamo voltaram hoje a mostrar sinais de desentendimento no diálogo político.
Ao fim de cerca de duas horas e meia de conversações, as duas partes abandonaram o local sem qualquer declaração à imprensa.
Com a presença de parte dos mediadores, as delegações do governo e da Renamo retomaram as conversações sobre a governação das seis províncias reivindicadas por Afonso Dhlakama.
Depois de hora e meia à porta-fechada, os mediadores abandonaram a sala, com poucas palavras, transmitindo um sinal de que o trabalho de casa que haviam deixado não registou avanços.
Novamente à porta-fechada e longe dos mediadores, a comissão mista voltou a reunir-se. Ao fim de cerca de uma hora terminava o encontro. Sem declarações à imprensa, que foi convidada para a cobertura do encontro, as delegações do governo e da Renamo abandonaram a mesa, cada uma no seu elevador.
Analistas afirma que tal é indício de que as partes ainda estão longe de qualquer cedência sobre a matéria colocada à mesa.

Fonte: Voz da América – 08.08.2016

sábado, julho 30, 2016

Governo e Renamo continuam a esgrimir posições divergentes

Executivo exige desarmanento da Renamo e partido liderado por Afonso Dhlakama insiste em governar nas províncias no centro e norte de Moçambique.

O Governo moçambicano diz que apesar da suspensão do diálogo político com a Renamo mantém-se optimista quanto ao desfecho deste processo, contrariando o cepticismo reinante em alguns sectores da sociedade civil.

sexta-feira, julho 29, 2016

Mediadores internacionais do diálogo político deixam o país devido a questões logísticas

Dez dias depois de terem iniciado com os trabalhos, os mediadores internacionais do diálogo político estão de malas aviadas para os seus países de origem.
O grupo justifica que o regresso “prematuro” deve-se a questões logísticas, mas não especifica o que é que está em causa. “O motivo principal são questões logísticas. Passam 10 dias em que estamos aqui e na primeira vez que sentamos à mesa do diálogo político ninguém tinha um programa específico. Agora já fizemos um programa mais preciso, por isso a nossa partida não tem nada que ver com questões políticas”, disse o porta-voz dos mediadores.
Na declaração lida à imprensa, Mario Rafaelli fez notar que o regresso não é definitivo, pois todos os mediadores deverão retornar a Maputo no dia 8 de Agosto para prosseguir com as conversações. Rafaelli resumiu o “TPC” que deixam para as delegações do Governo e da Renamo: reflectir na proposta dos mediadores sobre o primeiro ponto da agenda, nomeadamente, a reivindicação do partido de Afonso Dhlakama de governar seis províncias onde teve maior número de votos nas eleições de 2014. “Não queremos uma resposta imediata, é apenas uma proposta de reflexão para as duas partes até à reunião de Agosto”, disse Mario Rafaelli, o italiano que também foi mediador chefe do Acordo Geral de Paz de 1992, assinado em Roma.
As linhas de força da proposta dos mediadores para o primeiro ponto de agenda não foram reveladas, mas é líquido que as duas delegações têm posições divergentes sobre a governação das seis províncias. Na curta permanência na capital, os mediadores reuniram duas vezes com o Presidente da República e tiverem dois contactos por telefone com o líder da Renamo. Para Mario Rafaelli, as conversas mantidas com Filipe Nyuis e Afonso Dhlakama sinalizam que as negociações estão no caminho certo.

Fonte: O País – 27.07.2016

terça-feira, julho 26, 2016

PRESIDENTE NYUSI EXONERA VICE - CHEFE DO ESTADO MAIOR GENERAL

O Presidente Filipe Nyusi exonerou, hoje, Olímpio Cambona do cargo de vice- Chefe do Estado Maior General das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM).

O general Olímpio Cambona, oriundo da Renamo, o maior partido da oposição, foi nomeado por despacho presidencial em Março de 2008.

Um comunicado de imprensa da Presidência moçambicana, hoje recebido pela AIM, a medida foi tomada depois de ouvido o Conselho Nacional de Defesa e Segurança (CNDS).

O CNDS é o órgão de consulta do Chefe do Estado em assuntos de soberania nacional, integridade territorial, defesa do poder democraticamente instituído e à segurança.

Fonte: AIM – 26.,07.2016