sábado, agosto 31, 2013

O que mais interessa aos Moçambicanos?

Nas últimas 24 horas publiquei neste blog cinco artigos. Fiquei espantado pela discrepância em números dos vistos dos artigos. Seguindo pela ordem da publicação, eis:
1.      “As feridas abertas pelo processo de reeducação em Moçambique”, publicado as 02:54 do dia 30.08.2013, tem até agora 60 vistos
2.      “Daviz Simango pede mais transparência na reforma eleitoral em Moçambique - entrevista exclusiva”, publicado às 05:15 do dia 30.08.2013, tem até agora 120 vistos
3.      “Tribunal Administrativo na mira do Gabinente de Combate à Corrupção”, publicado às 04:43 do dia 31.08.13, tem 13 vistos
4.      “O SAVANA impresso no estrangeiro” publicado às 5:46 do dia 31.08.13, tem 34 vistos
5.      “Moçambique rumo à mudança passando por uma democracia competitiva, publicado às 14:20 do dia 31.08.13, tem 5 vistos.

Brinquem com a matemática (cálculos mátemáticos) para concluirem no que interessa a muitos moçambicanos. Não estou para condenar, mas convidar aos caros compatriotas para uma reflexão.

Moçambique rumo à mudanças passando por uma democracia competitiva

Por António A. S. Kawaria

Uma das coisas que me fez defender à participacão do MDM nestas eleicões é nunca mais prejudicar Beira e Quelimane e avançarmos à libertação de outros municípios. Há quem não sabe e muitos que comentaram para mim em directo em Moçambique, ainda dizendo serem membros da Frelimo, foi de que esta Frelimo não deixa fazer mesmo para pessoas competentes. Aos edis da Frelimo não se permite trabalho logo à partida, mas meses antes das eleições para que isso sirva de campanha eleitoral. Então, quem tentar desafiar isso se considera em estar num desalinhamento.

O SAVANA impresso no estrangeiro

"O jornal que o leitor tem nas mãos foi impresso no estrangeiro, concretamente na África do Sul, o que acontece pela primeira vez, na história de quase vinte anos do mais antigo jornal independente de Moçambique.

Não queríamos que assim fosse, mas o respeito pelos nossos leitores, pelos nossos assinantes, pelos nossos anunciantes, acabou por determinar esta opção. É para todos deprimente e frustrante chegar tarde à rua, chegar com vários dias de atraso às capitais de província como aconteceu nas últimas semanas, por motivos que nos são completamente alheios.

sexta-feira, agosto 30, 2013

Daviz Simango pede mais transparência na reforma eleitoral em Moçambique - entrevista exclusiva - parte 1

O líder do Movimento Democrático de Moçambique – MDM – propõe mudanças profundas no sistema eleitoral do seu país. Defende a eleição direta dos deputados e a despolitização da CNE – Comissão Nacional de Eleições.

Daviz Simango contribuiu para a mudança do cenário político nas eleições moçambicanas de 2009. Conseguiu com o seu novo movimento fundar uma terceira força política e quebrar a predominância dos dois partidos tradicionais – Frelimo no poder, Renamo na oposição.

As feridas abertas pelo processo de reeducação em Moçambique

Entre 1974 e o início da década de 1980, milhares de pessoas – entre elas prostitutas, dissidentes políticos e Testemunhas de Jeová – foram forçadas a ir para campos de reeducação. A maior parte não voltou.
Os primeiros anos da história de Moçambique independente foram um período conturbado. Ainda antes da independência de Moçambique (1975), o governo marxista da FRELIMO (Frente de Libertação de Moçambique) sentia a necessidade de eliminar os comportamentos e costumes associados ao colonialismo português e ao sistema capitalista, criar uma nova mentalidade e uma sociedade socialista. Ler mais (escute também)

quinta-feira, agosto 29, 2013

A CNE é legal, sim senhor

Por João Baptista André Castande
Não reprovo, apenas tenho algumas dúvidas em relação à fiabilidade das razões jurídicas doutamente tecidas pelo compatriota ISÁLCIO IVAN MAHAMJANE no seu artigo de opinião, publicado na página 8 do semanário “Expresso”, edição de 27-8-2013, em defesa da inclusão de um juiz e de um procurador na Comissão Nacional de Eleições (CNE), criada pela Lei n.o6/2013, de 22 de Fevereiro.

AEU vs sua representatividade

Por Amos Fernando

Nos últimos tempos tenho acompanhado com muita preocupação e dor, o funcionamento da Associação dos Estudantes da Universidade Eduardo Mondlane, conhecida por AEU, onde por imperativos académicos sou membro, mesmo sem o quiser ser.

Daviz Simango: "A nossa história toda é mentira" - entrevista exclusiva - parte 2

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Daviz Simango pede mais transparência na reforma eleitoral em Moçambique - entrevista exclusiva - parte 1

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Repúdio ao Interrogatório Policial a Ambientista

As organizações da sociedade civil foram surpreendidas pelo comunicado Centro Terra Viva – Estudos e Advocacia Ambiental (CTV), publicado no Jornal Notícias a 23 de Agosto, com a informação de que Alda Salomão, Directora Geral do CTV, tinha sido conduzida e interrogada na Esquadra da Polícia da Vila Sede do Distrito de Palma, Província de Cabo Delgado, acerca das actividades que estava a realizar com a Comunidade de Quitupo. Ler mais

CRONICANDO SOBRE A (DES) EDUCAÇÃO DO ENSINO

Por Gento Roque Chaleca Jr.
“Anos atrás estava convencido que o adubo para o desenvolvimento de Moçambique era a educação. Hoje temos dezenas de Universidades, entre públicas e privadas, algumas das quais para além de produzirem calorias para o desemprego, são viveiros da corrupção. O problema de Moçambique é, a par de alguns governantes que fazem da corrupção uma didáctica, a falta de um sistema de educação de qualidade, em que se aprende a pensar.” Extracto de uma conversa com os meus sobrinhos.
Foi-me pedido que falasse um pouco sobre a qualidade da educação enquanto sistema de ensino no país, um assunto polissémico que esta crónica não pretende esgotar, até porque o próprio conceito de qualidade não é consensual, o que torna difícil, senão impossível, emitir uma opinião pessoal “acabada”. Também não conheço, neste “pantanal” de mutações constantes, alguém que tenha o “monopólio” da verdade absoluta, que já é per si, relativa.

MDM celebra dia de “revolução” pensando nas eleições autárquicas

Membros e simpatizantes do Movimento Democrático de Moçambique comemoraram ontem, 28 de Agosto, o seu dia de revolução. Foi nesta data em 2008 que foram rompidos os laços entre a Renamo e Daviz Simango, com a sua expulsão daquele partido por razões pouco claras até hoje, facto que levou  milhares de membros da “perdiz” a revoltarem-se  contra o seu próprio partido.

quarta-feira, agosto 28, 2013

Em Sussundenga: Candidato do MDM despromovido de professor a continuo

Estou a rir para não chorar. O candidato do Movimento Democrático de Moçambique a edil de Sussundenga foi despromovido de professor primário a continuo, foi corrido de casa e impedido de construir. Pior ainda, não pode exercer a actividade política sem prévia autorização do administrador do distrito.

Fonte: jornal da Noite STV (28.08.2013) in Diálogo sobre Moçambique 

Governo pediu dados ao Facebook sobre 213 portugueses

A rede social Facebook anunciou que recebeu, por parte do Governo de Portugal, pedidos de informações sobre 213 utilizadores.

Martin Luther King: Discurso mais famoso da história foi feito há 50 anos

Foi há 50 anos que Martin Luther King proferiu o célebre discurso "I Have a Dream".
A frase mais marcante, "Eu tenho um sonho", esteve para não ser dita. O líder da luta pelos direitos civis já tinha utilizado a frase dezenas de vezes antes da famosa Marcha de Washington pelo Emprego e pela Liberdade, inclusive uma semana antes, durante um evento em Chicago. Os conselheiros do reverendo King chegaram mesmo a dizer-lhe que talvez fosse uma formulação já gasta e que talvez fosse melhor não a usar de novo. Ler mais

segunda-feira, agosto 26, 2013

Tribunal Administrativo: O Guardião da Legalidade das Contas Públicas Envolto em Ilegalidades

As democracias pressupõem a existência de entidades que controlam a legalidade da acção administrativa do Estado. Uma dessas entidades, no ordenamento jurídico moçambicano, é o Tribunal Administrativo (TA), de que se espera rectidão e um papel incisivo no combate à corrupção e promoção da integridade pública. Mas, afinal, o TA é o primeiro a infringir a lei, pois faz a gestão dos fundos do erário público que lhe são alocados de forma danosa, violando por conseguinte o quadro legal vigente das Finanças Públicas. Ler mais

MUGABE AMEACA TOMAR COMPANHIAS BRITANICAS E NORTE-AMERICANAS

O Presidente do Zimbabwe, Robert Mugabe, ameaçou tomar companhias norte-americanas e britânicas, em retaliação as sanções impostas a alguns funcionários do seu governo.

Manual do novel lambebotismo moçambicano

Por Adelino Timóteo

Beira (Canalmoz) – Antigamente as atitudes de subserviência dos “lambe-botas” cingiam-se aos fóruns privados. Costumavam fazer as suas operações cosméticas nos bastidores, mas depois foram evoluindo numa ordem inversa a da escala da evolução do homem, até se tornarem répteis.

Antigamente, a subserviência pautava por certa discrição. Os “lambe-botas” regiam-se por regras mais dignificantes para eles, salvaguardando alguma auto-estima, que ainda havia, daí que se postulavam na prática de vassalagem mais subtil, como perguntar ao chefe como almoçou, como jantou, elogiar o corte de cabelo, elogiá-lo adjectivamente a excelente família e bela mulher do chefe, transmitir recados sociais, como que o povo está feliz com a governação e patati patatá. Conservavam uma atitude demasiadamente atenciosa para com o chefe, tratando-os como ovos ou vidros no seu funesto e servil exercício, apesar deles como subordinados serem mais fracos que o chefe. E nas situações em que o chefe se desequilibra e se vê quase a tombarem os bons dos novéis “lambe-botas” vão primeiro ao chão para poupar o chefe de cair e os colocam na posição normal.

Um novel “lambe-botas” comporta ligeiramente como um clone, sente o que o chefe sente, e antes do chefe tratar de chamar o médico, pessoal de apoio, já ele antecipou.

É uma profissão moderna e contemporânea, o lambebotismo. No nosso país, com a economia de mercado florescente, esteve para cair em desuso, mas foi salvo pelo centralismo, pois na falta de alternativas muitos “lambe-botas” encontram vagas na função pública, onde, pois, sem fazerem nada senão bajular o chefe têm o salário garantido e gozam de emprego estável porque cada vez mais há muitos chefes com apetência para serem publicamente bajulados. Ler mais

domingo, agosto 25, 2013

Moçambique: Analistas defendem profissionalização de gestão eleitoral

Em Moçambique, muitos analistas argumentam que só a profissionalização dos órgãos de gestão dos processos eleitorais poderá acabar com as desconfianças da Renamo relativamente a esses órgãos, que na óptica do segundo maior partido moçambicano, favorecem a Frelimo, no poder. Ler mais

Gimo Mendes e a liberdade de criar

Fez anos esta semana. Em mão tem o seu novo trabalho musical “Melo” – um termo Macua de Moçambique e que significa amanhã.
Chama-se Gimo Mendes, é moçambicano da província de Nampula, mas os sons e as culturas diversas que habitam a Ilha de Moçambique, onde viveu, influenciaram desde logo a sua música.

Gimo Mendes tem a visão do que o desenvolvimento económico do seu país natal, Moçambique, não é necessariamente a transferência de tecnologia, bens materiais ou dinheiro – mas a liberdade de criar.