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quinta-feira, abril 29, 2021

Only private food is reaching Palma

Frelimo Secretary General Roque Silva and a delegation visited Palma Sunday 18 April and addressed rallies. In Quitunda, the resettlement town at the gates of Afungi, he said Frelimo was giving 20 tonnes of food. But the private businesses sending food to Palma said the 20 tonnes had been taken from their 100 tonne delivery. But there are no reports of even the 20 tonnes being distributed.

Source: Mozambique, News Reports & Clippings - 26 April 2021

segunda-feira, abril 12, 2021

In Palma: 87 known dead, 15,000 displaced

87 people are known dead, "80 Mozambicans and seven white people, probably foreigners," reported MediaFax (9 Apr). This does not include bodies in fresh graves 100 metres from the Afungi Hotel. The graves were shown to TV crews on Wednesday, and police commander Pedro da Silva told TV the buried bodies were all white and thus presumed foreign, tied with the hands behind their back, and beheaded. https://bit.ly/3dObNNS His description is not confirmed, and there are not that many foreigners reported missing.

UN Migration (IOM) reported Saturday (10 Apr) that 15,179 people have been registered as displaced from Palma, including 5198 in Mueda, 3637 in Nangade, 2784 in Montepuez, and 2210 in Pemba. Many thousands of displaced are still waiting in Quitanda village, just outside the gates of the Afungi gas camp (now under the control of the Mozambican army, after Total pulled out). Some Total contractors says they have Mozambicans employees in this group, who are not being allowed into Afungi to be evacuated.

Source: Mozambique, News Reports & Clippings - 11 April 2021

sexta-feira, abril 09, 2021

Do alerta aos partidos políticos em Moçambique

 Que se registe!

Quando notámos um silêncio fúnebre dos partidos políticos e não menos do Presidente da República perante o ataque terrorista e a ocupação da vila de Palma, nós como cidadãos reagimos veementemente. Usamos o espaço a que temos acesso para repudiarmos esse silêncio. Houve, claro, aqueles que criticaram uma parte para escamotear a insensibilidade da outra. Isso também é condenável por não contribuir na construção e fortalecimento do nosso estado de direito democrático.
Felizmente, o Presidente da Renamo como o Presidente da República pronunciaram-se publicamente. Mais uma vez, não sei se é por minha distracção, mas não ouvi a reação oficial e pública do Secretário-geral do MDM que é o substituto interino do malogrado Presidente. Se não o fez, há que fazê-lo porque é antes de tudo, o porta-voz oficial dos membros e simpatizantes do partido.
Nota: acompanhei o lamentável discurso narrativo do Dércio Alfazema no programa Noite Informativa da Stv. A estratégia dele foi de pedir os últimos dois minutos para narrar o que queria sem que os colegas do painel pudessem ripostar. Alfazema criticou à Graça Machel e ao Presidente da Renamo por terem criticado o silêncio do PR e depois a minimização do ataque terrorista em Palma. Alfazema tentou justificar que o Presidente da República estava a receber informações e a espera de um evento para se pronunciar. Para Alfazema isso é normal para um chefe de Estado. Eu fiquei estupefacto.
Acho algo útil ou benéfico e que NÃO PREJUDICA à pátria que tenho dito do que sempre foi público aqui. Um governo é informado pelo que se passa no país e no mundo, 24 por 24 horas. O mesmo acontece nos partidos que se afirmam como tal.
Em caso de um acontecimento catastrófico, o governo reúne-se com os líderes dos partidos políticos para discutir sobre a reação oficial da nação. É assim que uma nação sai mais UNIDA.

sexta-feira, abril 02, 2021

Sobre quem são os insurgentes que ataca Cabo Delgado...

Por António Antique

Compatriotas, o debate actual tem sido sobre quem são os tais insurgentes, quem os financiam, quem os apoiam, como e porquê. Na minha opinião, notem que falo de minha opinião pessoal. Estou apenas a emitir a minha opinião que pode errada, mas que assumindo-me cidadão moçambicano, sindo-me obrigado a expressá-la. Com gosto, estimulo e apelo opinião contrária à minha e sobretudo aquela que estimula debate e reflexão sobre a guerra em Mocambique, sim Mocambique porque Cabo Delgado é também Mocambique.

Ora, quando o IS assume o ataque sem provar-se a sua presenca em Palma, pode ser uma das formas de atrapalhar as FDS, em particular o SISE. É uma participação directa nos ataques? Claro que é, embora indirecta. É uma guerra de propaganda. Vou dar um exemplo: Assisti uma coisa por lá em 1989 ou 1990 quando um Mig despenhou na Baía de Nacala, logo ao levantar o voo da Base Aérea de Nacala. Aquilo calhou quando eu estava em frente da Classica, ao lado funcionava a DIC e eu ia renovar o meu BI. Na manhã seguinte a Renamo assumiu que teria o abatido. Isso não era verdade e para nós em Nacala, isso não precisou de nenhum perito para concluir que o Mig não tinha sido abatido... Já ia aos detalhes que bem gosto...

Pessoalmente, acho que todas as conspirações como aquelas de que os patrocinadores são as empresas multinacionais de prospecção e extracção de gás podem somente servir para distrair-nos na procura de uma solução da guerra. Sem com isso eu esteja a dizer que isso não faca parte da guerra. Se há quem ganha por essa conspiração, então, essa constitui uma outra frente, mas que deve ser combatida por uma outra arma.
O mesmo serve em relação aos estudos. Na minha opinião, se um estudo conclui algo que move aos jovens locais a fazerem parte dos insurgentes, uma correcção imediata devia ou deve ser uma outra frente de combate aos insurgentes.

IS Palma claims are fake news

Islamic State (IS) claimed credit for the attack on Palma, but the claim is clearly fake and, indeed, it seems likely that IS was never in contact with the insurgents about Palma.

The IS-aligned AMAQ news agency issued a statement 29 March claiming that IS had attacked Palma, and destroyed government offices and banks - which by then had been in the international media. And it included the photo below:
Jasmine Opperman (@Jasminechic00), senior researcher at ACLED, says "the photo is not from Palma, but from Mocimboa da Praia in 2020. A giveaway is the foliage. It looks like they took the photo at the road close to Mocimboa da Praia airport." AMAQ has also released a video said to be Palma, but that, too, is Mocimboa da Praia....
... The 24 March attack was well planned and coordinated. Insurgents robbed three international banks and a WFP warehouse, taking 90 tonnes of food. They seized at least 80 civilian vehicles, including two fuel bowsers, and stole army munitions in the highly-coordinated attack. This should keep the insurgents supplied for he near future. (Intelyse 30 March)

People who fled to Nangage told MediaFax (30 March) that killing was not random, and insurgents targeted civil servants. Similarly, the attack on the Amarula Hotel was not to attack foreigners, but because senior government staff, including the district administrator, had taken refuge there.

terça-feira, março 30, 2021

Frelimo lost its gas gamble

 By Joseph Hanlon

Frelimo bet the country on gas - and has just lost the bet.

The Frelimo leadership was dazzled by the gas, and believed Mozambique would be like Abu Dhabi, Qatar, or Kuwait. Gas would make the elite fabulously wealthy and also trickle down to ordinary people. Poverty and inequality are increasing, but there was no reason to spend money on rural development because the gas bonanza would end poverty. Of course, the elites could take their share early, as with the $2 bn secret debt in 2012. The gas bonanza would benefit everyone by 2020, delayed to 2025, and then to 2030. The people would believe the dreams.

But in Cabo Delgado they did not, and an insurgency began in 2017 - over growing poverty and inequality, as well as political and economic exclusion. There is very broad agreement that initially al Shabaab was local people with local leadership. There is a huge debate as to whether Islamic State now controls al Shabaab, but even advocates of that view accept that IS took over an existing local insurgency. Local people saw the development of ruby mines and the initial gas development, and realised there were no jobs for them; the gas and ruby money was not trickling down to them.

Three multinational giants control the gas - ENI (Italy) the far offshore section, ExxonMobil (US) the middle section, and Total (France, taking over from Anadarko) the section closest to the coast. ENI was first to start, with a small floating gas liquification platform ordered in 2017 but not yet in operation. Total began serious work on part of its gas production and liquification plant last year.

So work has begun on only a small part of the dreamed of gas bonanza. But in the last two years, the global market picture has changed. Gas is a fossil fuel coming under environmental pressure so predictions of demand 20 years from now are falling, while Russia and Saudi Arabia have upped production to try to capture what is left of the market. Many gas projects across the world have been abandoned. Collapsing markets have already combined with security questions about Cabo Delgado. ExxonMobil has made clear it is unlikely to go ahead; ENI has said nothing about anything more than the initial floating platform.

Insurgents reached the gates of Total on New Year's eve, and Total pulled out its staff. It said it would not employ a private army for protection. The Total CEO told President Filipe Nyusi personally that Total would only return if Mozambique would guarantee security in a 25 km cordon around the gas project on the Afungi Peninsula.

Last week Nyusi staked his personal prestige and that of the nation on a promise of security. Total agreed to go back to work. Two days later insurgents occupied Palma, within the security cordon, killing contract staff working on the project. Total says work "is obviously now suspended" and will only resume when government really can provide security.

It was Nyusi's last roll of the dice. The whole gas gamble was bet on a promise of security, and Nyusi - and Mozambique - lost the bet.

Will Total return? Not in the short term. It will take perhaps two years for US, Portuguese and other trainers to create a functioning army. Total has other interests in Africa; it has only spent a small part of the $20 bn project cost, and can still walk away. Even if it returns it will demand a much more favourable deal with Mozambique. ExxonMobil has already written off $20 bn of gas assets elsewhere in the world and will not go ahead in Cabo Delgado. It looks increasingly like ENI's floating platform will be the only gas production in Mozambique.

Mozambique is waking up to the realisation that billions of dollars flowing into the state budget and local pockets was only a dream. Frelimo bet the country on that dream. And last week it lost. jh

In Mozambique, News Reports & Clippings - 30 March 2021

quinta-feira, agosto 20, 2015

Administrador de Palma restringe liberdade de expressão na consulta pública em Afungi

Menos de uma centena, dos mais de dois mil, residentes da aldeia de Maganja, no distrito de Palma, na província de Cabo Delgado, participaram nesta quarta-feira(19) na terceira consulta pública que culminará com a perda de parte das suas terras à favor do projecto de desenvolvimento de Gás em Moçambique. O Administrador do distrito de Palma abriu a reunião instruindo os afectados sobre o que deveria ser falado no encontro.
O encontro que se pretendia livre e transparente para que os membros da comunidade pudessem apresentar aos representantes do Governo e das empresas Anadarko, Eni e ENH, as suas dúvidas, preocupações e sugestões relativamente ao processo de reassentamento, que apesar das ilegalidades é cada vez mais irreversível, foi marcado pela presença intimidativa de agentes da Polícia da República de Moçambique(PRM) que alegadamente estariam no local para proteger o Administrador do distrito de Palma, Pedro Romão Jemusse.
Para tornar mais tensa a reunião o Administrador de Palma abriu a reunião instruindo que aos poucos residentes da aldeia de Maganja presentes a não fazerem pronunciamentos sobre assuntos do passado nem futuros, devendo cingir-se apenas ao tema da consulta. Ler mais (@Verdade)

segunda-feira, março 17, 2014

Governo prepara nova legislação sobre petróleo sem consulta pública

O Executivo de Armando Guebuza está a preparar, sem o conhecimento nem debate público, uma nova legislação sobre o petróleo para legalizar e regular as instalações de liquefação de gás natural a serem construídas no distrito de Palma, na província de Cabo Delgado, situação que é criticada pelo Centro de Integridade Pública (CIP), o qual receia, também, que não se realize qualquer consulta pública sobre a matéria. Ler mais

quinta-feira, agosto 29, 2013

Repúdio ao Interrogatório Policial a Ambientista

As organizações da sociedade civil foram surpreendidas pelo comunicado Centro Terra Viva – Estudos e Advocacia Ambiental (CTV), publicado no Jornal Notícias a 23 de Agosto, com a informação de que Alda Salomão, Directora Geral do CTV, tinha sido conduzida e interrogada na Esquadra da Polícia da Vila Sede do Distrito de Palma, Província de Cabo Delgado, acerca das actividades que estava a realizar com a Comunidade de Quitupo. Ler mais

sexta-feira, agosto 23, 2013

Distrito de Palma: Ambientalista levada à Polícia por distribuir legislação às comunidades

O Governo do distrito de Palma, em Cabo Delgado, mandou a directora do Centro Terra Viva, Alda Salomão, depor na Polícia por esta ter distribuído a legislação ambiental às comunidades que estão a ser afectadas pelo projecto de exploração de gás levada a cabo pelas multinacionais norte-americanas e italiana, a Anadarko e ENI, respectivamente. Ler mais

quarta-feira, novembro 03, 2010

Embarcação com cerca de 100 estrangeiros ilegais

Em conexão com o assunto, a PRM deteve seis membros da tripulação de nacionalidade tanzaniana e apreendeu o respectivo barco em que os supostos ilegais viajavam.
A Polícia da República de Moçambique (PRM) no distrito de Palma, extremo norte da província de Cabo Delgado, apreendeu recentemente uma embarcação, supostamente, proveniente da Tanzania, com 102 pessoas a bordo, das quais 96 somalis e seis tripulantes marinheiros de nacionalidade tanzaniana que, alegadamente, pretendiam entrar de forma ilegal no território nacional. Leia mais

Fonte: O País online - 04.11.2010