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segunda-feira, maio 15, 2017

A Ordem e o combate aos falsos e lambebotas

O meu amigo virtual, o Prof. Alberto João Ferreira (Domus Oikos) sugere que as Ciências Sociais e Humanas deviam criar as suas Ordens como a Ordem dos Médicos. Mais a frente justifica ele que seria assim possível chumbar os falsos e expulsar os prevaricadores e lambebotas que estragam as ciências sociais.
Na verdade, os falsos cientistas sociais, os lambebotas, por exemplo, não só estragam as ciências sociais mas também são homicidas políticos. São os falsos e lambebotas com formação em ciências sociais que assessoram falsamente a muitos políticos e gestores da coisa pública que acabam cometendo suícídios políticos. Um médico não deve ter problema de informar o prognóstico a qualquer paciente seja ele quem for. Um médico não tem problema de recomendar dieta aos seus pacientes. Já muitos formados em ciências sociais não fazem o mesmo, muitos são aqueles que enganam a muitos políticos ou lambem as botas dos mesmos fazendo-se passar de seus assessores. Falsificam a prognose.

Mas a culpa da morte política de certos políticos ou gestores da coisa pública não recai somente aos falsos cientistas sociais mas mais aos assessorados que gostam de ser enganados. Esses até recorrem aos curandeiros, ditos médicos tradicionais que com amuletos lhes garentem a promoção profissonal como aquela notícia que correm lá em Nampula onde um Secretário Permanente dum distrito contratou um curandeiro para fazer macumba na secretaria do governo distrital com o objectivo de ser administrador.  

sexta-feira, janeiro 17, 2014

No lançamento da marcha pró-Guebuza: Hermenegildo Infante lança farpas aos críticos de Guebuza

O primeiro secretário do partido Frelimo na cidade de Maputo, Hermenegildo Infante, aproveitou o anúncio oficial da marcha que visa resgatar a imagem do actual Presidente da República (PR), Armando Guebuza, que caiu no descrédito popular devido à sua má governação, para lançar farpas aos críticos da governação do PR. Infante fala da existência de pessoas “mal intencionadas a falarem mal do presidente e da governação da Frelimo.”
Segundo infante, as tais pessoas “mal intencionadas” só “apontam erros”, nunca sabem apontar “soluções.” Para Infante, o PR está a fazer um bom trabalho. Daí acredita que quando o presidente abandonar o poder os que o criticam vão sentir muitas saudades. “Eu tenho a certeza de que estas pessoas depois de cessar o seu mandato hão-de falar bem do presidente Guebuza”, disse. (André Mulungo)

Fonte: Canalmoz - 17.01.2014

quinta-feira, novembro 07, 2013

A racialização do passado e o plágio consentido

Editorial do Savana – 01.11.2013

Quando ainda jovens, alguns dos adultos de hoje, iniciando-se na política através do forte trabalho ideológico e de mobilização que a Frelimo implantara em todo o território nacional depois de concluídas as hostilidades com os portugueses, aprendêramos que o projecto desta organização para o Moçambique independente seria o de construção de uma sociedade anti-racial, anti-tribalista e anti-regionalista.

E fazia questão de sublinhar, o primeiro Presidente da República, Samora Machel, que Moçambique não era uma sociedade multiracial. Melhor do que isso, era uma sociedade anti-racial, onde qualquer manifestação de racismo deveria ser combatida com a mesma tenacidade com que se havia combatido o colonialismo.

segunda-feira, agosto 26, 2013

Manual do novel lambebotismo moçambicano

Por Adelino Timóteo

Beira (Canalmoz) – Antigamente as atitudes de subserviência dos “lambe-botas” cingiam-se aos fóruns privados. Costumavam fazer as suas operações cosméticas nos bastidores, mas depois foram evoluindo numa ordem inversa a da escala da evolução do homem, até se tornarem répteis.

Antigamente, a subserviência pautava por certa discrição. Os “lambe-botas” regiam-se por regras mais dignificantes para eles, salvaguardando alguma auto-estima, que ainda havia, daí que se postulavam na prática de vassalagem mais subtil, como perguntar ao chefe como almoçou, como jantou, elogiar o corte de cabelo, elogiá-lo adjectivamente a excelente família e bela mulher do chefe, transmitir recados sociais, como que o povo está feliz com a governação e patati patatá. Conservavam uma atitude demasiadamente atenciosa para com o chefe, tratando-os como ovos ou vidros no seu funesto e servil exercício, apesar deles como subordinados serem mais fracos que o chefe. E nas situações em que o chefe se desequilibra e se vê quase a tombarem os bons dos novéis “lambe-botas” vão primeiro ao chão para poupar o chefe de cair e os colocam na posição normal.

Um novel “lambe-botas” comporta ligeiramente como um clone, sente o que o chefe sente, e antes do chefe tratar de chamar o médico, pessoal de apoio, já ele antecipou.

É uma profissão moderna e contemporânea, o lambebotismo. No nosso país, com a economia de mercado florescente, esteve para cair em desuso, mas foi salvo pelo centralismo, pois na falta de alternativas muitos “lambe-botas” encontram vagas na função pública, onde, pois, sem fazerem nada senão bajular o chefe têm o salário garantido e gozam de emprego estável porque cada vez mais há muitos chefes com apetência para serem publicamente bajulados. Ler mais

segunda-feira, agosto 22, 2011

EUA negam alegado financiamento à RENAMO para derrubar governo de Moçambique

A Embaixada dos Estados Unidos em Maputo considerou hoje (segunda-feira) absolutamente falsas as alegações de que o seu Governo terá prometido ao principal partido da oposição moçambicana, RENAMO, financiamento para tornar o país ingovernável e provocar a queda da FRELIMO.
O semanário Domingo, editado em Maputo, noticiou na sua última edição a existência de um alegado acordo entre o Governo norte-americano e a RENAMO, para ajudar este partido a desalojar a FRELIMO do poder, que ocupa há mais de 36 anos, desde a independência do país em 1975.

sexta-feira, junho 24, 2011

Os lambe botas

Por Paulo Vila Maior

A quintessência da mediocridade. Lambem botas porque se as não lambessem da cepa torta não saíam. Vasculham as catedrais por onde os figurões se fazem notar, cheios de poder. Farejam os lugares onde posam suas excelências, só para lhes lamber as botas, lamber o chão onde essas botas hão-de pisar, se necessário for. A certa altura, desaprendem a dignidade.