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quinta-feira, setembro 15, 2016

Agora sim, terminal dos CFM-norte!

“... E porque já referimos que existem esses actos, dizer que é satisfatório e prestigiante que o terminal de viaturas da estação central da empresa Caminhos-de-Ferro de Moçambique-Norte, na cidade de Nampula, disponha finalmente de um novo e primeiro sanitário público. Há muito que este era reclamado pelos munícipes e outros utentes idos de vários pontos do país.
O referido sanitário, que tem todas as condições necessárias para o seu funcionamento, como água, foi construído pelo Conselho Municipal da urbe, depois de, como está dito, tanta pressão exercida pelos residentes, não só sobre a actual presidência, como também sobre as passadas, preocupados com os problemas de saneamento do meio na cidade. Ler mais ( Mouzinho de Albuquerque in Jornal Notícias, 14.09.2016)

quinta-feira, novembro 07, 2013

Diálogo permanente

Por Mouzinho de Albuquerque

O nosso país vinha sendo referenciado insistentemente em quase todos os quadrantes políticos do mundo como sendo um dos melhores exemplos de pacificação e democratização depois  de uma longa e devastadora guerra, processo que se esperava viesse a reforçar-se e a consolidar-se ainda mais à medida que o país ia realizando eleições autárquicas, legislativas e presidenciais.

Porém, quero acreditar que estávamos conscientes e muito esperançados de que essa referência só continuaria a “petiscar” os olhos do mundo, se todos nós, em particular as partes signatárias do Acordo Geral de Paz, tivéssemos contribuído da mesma maneira para o efeito.

quinta-feira, setembro 19, 2013

Massa crítica

Mouzinho de Albuquerque

Embora cada um de nós possa ter a sua idiossincrasia social, política, cultural e doutra índole, a verdade é que já se tem, se está tendo e sempre se terá, a convicção de que é efectivamente necessária, em qualquer país, sobretudo de pluralidade democrática, uma massa crítica de académicos, líderes comunitários, jornalistas, enfermeiros, jogadores e outros.

Massa crítica que possa fazer importantes e indispensáveis reparos disto ou daquilo, na perspectiva de também contribuir para o desenvolvimento, embora em algum momento possa não ser suficientemente compreendida, por parte, sobretudo, do poder constituído ou das elites políticas. Aliás, cada país tem formas próprias de gerir a sua massa crítica.

quinta-feira, abril 11, 2013

Diálogo sem “musculatura”

DIALOGANDO

Por Mouzinho de Albuquerque

Quando Filipe Paunde era governador de Nampula disse uma vez num comício popular na Ilha de Moçambique que “os interesses políticos não estão acima dos interesses do povo”.

Ele fez este pronunciamento quando tentava amainar os ânimos dos membros e simpatizantes da Frelimo e Renamo que tinham criado confusão no local onde decorreu o comício. Foi uma boa lição dada, se se considerar que foi um grande “puxão de orelhas” sem excepção, prevaleceu o espírito de tolerância política, tanto é que quanto mais tarde interviesse, mais difícil seria “pôr-lhes um travão”.

domingo, junho 03, 2012

Acontecimentos de Nahage (Concl.)

DIALOGANDO


Por Mouzinho de Albuquerque

Por conseguinte, dois padres afectos à paróquia de Nahage, distrito de Nacarôa, em Nampula, decidiram recentemente fazer cárceres privados, queimar casas e praticar ofensas corporais qualificados a quatros cidadãos, por alegadamente terem lhes roubado dois sacos de milho.

DIALOGANDO - Acontecimentos de Nahage


Por Mouzinho de Albuquerque


Nesta coluna já há tempos tive a ocasião de sugerir a conveniência de se tomarem medidas contundentes contra os padres, particularmente locais ordenados, por vilipendiarem a Igreja Católica.

quarta-feira, maio 16, 2012

Dignidade da Polícia

Por Mouzinho de Albuquerque
17.05.2012

Ninguém nutrirá admiração pelo seu trabalho, nalgumas vezes arriscado, enquanto alguns continuarem a assumir posturas que não dignifiquem, efectivamente, a profissão e a eles próprios, fazendo com que a generalidade das pessoas continue a ver a Polícia como uma fonte de corrupção ou de práticas ilícitas...

Há bem pouco assistimos cenas vergonhosas de tantos que já presenciamos e que em nada dignificam a Polícia, num dos postos de controlo de trânsito na estrada que liga a cidade de Nampula e vila de Rapale. É que, quando uma viatura de transporte semicolectivo de passageiros de caixa aberta, vindo do distrito de Mecubúri foi mandado parar nesse posto, por dois polícias de trânsito, depois de o respectivo motorista ter dado “luva” a eles para passar, apareceu um outro polícia, desta feita de segurança, armado, a exigir, perante o olhar atónito de viajantes, a sua “luva”... ler mais

domingo, abril 01, 2012

DIALOGANDO - Nampula inconformada

Por Mouzinho de Albuquerque
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NÃO sou indiferente aos que buscam o bem para outros pelo espírito crítico insistente e não pela arrogância e hipocrisia política, muito mais quando todos os dias muitos comentários chamam-me atenção, ao confirmarem ainda algo já muito debatido e que inquieta a tantos, numa cidade como Nampula.

quinta-feira, dezembro 01, 2011

DIALOGANDO - Intercalares!

Por Mouzinho de Albuquerque

AVIZINHAM-SE de forma rápida, as eleições municipais intercalares com data marcada para o dia 7 de Dezembro próximo, nas cidades de Quelimane (Zambézia), Pemba (Cabo Delgado) e Cuamba (Niassa).

quarta-feira, novembro 16, 2011

“Refúgio” nos camaradas!

RECENTEMENTE um colega de profissão, dizia-me, com grande preocupação e indignação, que decididamente começou a tornar-se mania ou tornou-se já mania, praticarem-se irregularidades de vária ordem no nosso país como sejam roubos, maus tratos a trabalhadores nas empresas, sobretudo privadas e outras, para depois os mentores desses males solicitarem a “ajuda” de camaradas do partido no poder mais influente na tomada de decisões para “safarem-se”, quando são apanhados.

quinta-feira, novembro 10, 2011

Edifício do Governo

Por Mouzinho de Albuquerque

FALAR do edifício sede do Governo provincial de Nampula que se quer dignificado, entanto que um centro de poder de decisão naquela região do país, é falar de uma grande e bonita infra-estrutura histórica cuja preservação e, sobretudo, respeito têm deixado muito a desejar nos últimos tempos. Em tempos o referido edifício mereceu muito respeito e dignificação não só por parte dos residentes da cidade de Nampula, como também dos próprios governantes.

domingo, junho 19, 2011

O uso da burka

DIALOGANDO

Por Mouzinho de Albuquerque

AS poucas investigações que fiz em alguns meios, dizem-me que a burka é uma veste feminina que cobre todo o corpo, incluindo o rosto e os olhos. É muito usada pelas mulheres dos países como Afeganistão e Paquistão. O seu uso deve-se ao facto de muitos muçulmanos acreditarem que o livro sagrado islâmico, o Alcorão, e outras fontes de estudos, como Hadith e Sunnah, exigem que a homens e mulheres que se vistam e comportem modestamente em público.

quarta-feira, maio 04, 2011

“Cancelas” humanas

Por Mouzinho de Albuquerque

Primeiro reafirmar aqui que tenho por vezes dificuldades em aliar as razões aos factos, quando se fala particularmente de algumas decisões que se consideram pouco acertadas no processo da nossa governação, como esta que vou abordar a seguir. Sendo contra, como quase a maioria dos residentes da cidade de Nampula, importa na realidade que me debruce hoje sobre uma que acaba de acontecer na urbe.

Talvez valha a pena começar dizendo que o 25 de Junho de 1975, dia da proclamação da nossa independência, foi feito para libertar as pessoas, neste caso o povo moçambicano da humilhação colonial, foi feito para o que o povo se encontrasse de novo com a sua dignidade depois de muito sofrimento e sacrifício.

quarta-feira, abril 20, 2011

Administradores de Nampula

DIALOGANDO

Por Mouzinho de Albuquerque

A nomeação de novos administradores distritais e exoneração de outros, na província de Nampula, tem sido, sempre, tema de conversas e de diversas interpretações, algumas das quais nos apresentam questionamentos no que respeita principalmente ao perfil ideal e percurso político deles para corporizar essa liderança e fazer crescer as esperanças dos residentes locais.

quarta-feira, abril 13, 2011

Haja medidas exemplares na FIR

DIALOGANDO

Por Mouzinho de Albuquerque

A FORÇA de Intervenção Rápida (FIR) actuou de forma brutal e chocante, semana passada, contra os trabalhadores da empresa G4S em greve, na cidade do Maputo, facto que continua no topo das críticas da sociedade moçambicana. É que, na verdade, ninguém não ficou chocado, irritado e escandalizado com a tamanha barbaridade, com aquele uso excessivo da força por parte dos elementos da FIR, que segundo informações veiculadas pelos órgãos de comunicação social, um dos trabalhadores espancados perdeu a vida.

quinta-feira, março 10, 2011

DIALOGANDO - E agora UA?

Por Mouzinho de Albuquerque

É ASSIM que se pode perguntar neste momento. É isso, dizem que a história é irreversível, aceite-se ou não. Por mais que um dirigente honesto um dia vire ditador, espera “colher” os ventos da mudança. Por mais que uma organização que agrupa todos os países de um continente, como o nosso, tenha existência de muitos anos e por conseguinte a “ludibriar” politicamente os seus habitantes, quanto à concretização dos objectivos essenciais da sua criação, espera “colher” os ventos de mudança, pois que quando a desilusão é muita, os povos costumam encontrar uma saída. Quando menos se espera, há ventos de mudança, capazes de varrer as incertezas.

quinta-feira, dezembro 09, 2010

África e democracia!

Por Mouzinho de Albuquerque

SABEMOS que as transições democráticas em África, claro, depois das guerras sangrentas de libertação do jugo colonial, nunca foram pacíficas, salvo em alguns países. Basta fazer uma incursão ou um olhar retrospectivo sobre a nossa colonização pelas potências europeias para perceber, não somente as bases sociológicas complexas e contraditórias que fragilizam as nações africanas modernas, como também entender a aparente falta de adaptação dessas nações às novas realidades de mudanças multifacetadas que se impõem.
O nosso continente sempre foi vítima do seu próprio passado, palco de guerras, golpes de Estado, conflitos tribais e regionalistas, ajuste de contas, daí que em alguns países haja ainda dificuldades sobre como se situarem entre o presente de tolerância e a democracia e, ao mesmo tempo, em projectarem-se para o desenvolvimento.

quinta-feira, outubro 14, 2010

Akwiri de Covó

DIALOGANDO

Por Mouzinho de Albuquerque

ANTES que “entulhe” os eventuais leitores com desconhecimentos, talvez comece por dizer que akwiri é uma palavra macua que em português significa feiticeiros, em singular diz-se mukwiri. E por falar de feiticeiros, quero reafirmar aqui, que o problema de pessoas acusadas de feitiçaria tem vindo a assumir em algumas regiões deste grande Moçambique, proporções que todos conhecemos e admitimos como graves.
Já tinha dito que é um fenómeno que merece vários estudos sociológicos e, segundo se diz, tem origem em questões ancestrais, sendo a sua prática oriunda da tradição bantu, onde o aspecto mais importante é a crença de que as pessoas, principalmente velhas encarnam os maus espíritos e são responsáveis pela “má sorte” ou morte de membros da família. Ainda bem que agora já temos muitos sociólogos formados no nosso país.

quarta-feira, agosto 11, 2010

Jornalismo investigativo

DIALOGANDO

Por Mouzinho de Albuquerque

DIZ- SE que buscar a realidade e publicá-la como ela é, é uma tarefa que o jornalismo pode e deve fazer. Abdicar a ela seria o mesmo que acreditar todo o tipo de manipulação e esvaziar o jornalismo de sentido ou investigativo, exactamente quando tanto se precisa, quanto mais num país cheio de problemas como o nosso.
Quando tanto se precisa um jornalismo que não somente promova a igualdade de cidadãos no acesso à informação “quente”, como também a interacção social e cidadania, onde essas fontes não olhem este tipo jornalismo com desconfiança.

quarta-feira, janeiro 06, 2010

Dialogando - E a descentralização?


Por Mouzinho de Albuquerque

NESTA coluna já há tempos tive a ocasião de abordar este assunto, e porque às vezes é preciso “guerra” ou insistir apelos à serenidade, seriedade e ao bom senso por todo o “mundo”, desde humilde cidadão entre os milhões existentes neste país, até, principalmente aos nossos governantes, na implementação de projectos orientados para o desenvolvimento, volto de novo a “atacá-lo”, porque vamos pagar ou continuaremos a pagar caro a falta desses aspectos na materialização da descentralização administrativa no nosso país.
Volto a “atacar” na perspectiva de que seja certo que nada se perde se os autores e implementadores do grande projecto de descentralização da administração pública na nossa pátria amada comunguem as suas ideias connosco ou com o povo que os elegeu sempre.
Volto à carga, no sentido de que se possa igualmente evitar muita crítica “cerrada”, tendo em conta que quem põe à discussão ou disposição um desafio como este, deve ter a lição bem estudada para executar com rigor o que pretende e, naturalmente, saber escutar e saber aceitar essas críticas desde que fundamentadas, tendo a prudência de descortinar entre o essencial e o acessório e de que na conclusão “cada cabeça dá sua sentença”.
Nalgumas vezes leio com satisfação o êxito que tem sido e a mais-valia que representa para a renovação do nosso processo governativo, essa descentralização. Mas, há momentos em que preocupa-me ter de admitir que o nosso sistema político-partidário possa ter perdido a hipótese de descentralizar mais o nosso país, valorizando e conferindo poder aos responsáveis a vários níveis.
Ou melhor dizendo, há situações que explicam a fraca ou aparente falta de vontade de se implementar essa descentralização. Aliás, olhando para trás, isto é, desde que começou a ser materializada a descentralização da administração pública até hoje em Moçambique, não parece que teremos muito de que nos orgulhar.
Não é salutar saber que num momento em que se deveria consolidar tal processo, ainda haja uma aparente “desvalorização” das capacidades e competências que lhes são conferidos, os quadros do sector público dos níveis provincial e distrital. Este é um país pobre e os bons resultados que se pretendem atingir com essa descentralização passa também pela contenção de despesas públicas.
Sendo assim, a descentralização administrativa não pode permitir que por exemplo, na abertura de um ano lectivo, uma escola, uma estrada, posto de saúde e outras infra-estruturas, numa determinada província ou distrito do nosso país, seja necessária ou forçosamente a presença de um director nacional ou ministro disto ou daquilo.
Não precisamos de desdobrar as brigadas centrais que acabam gastando muito dinheiro em passagens aéreas, alojamento e ajudas de custo, só para fazerem um trabalho que deveria ter sido feito com credibilidade pelo responsável local.
Parece ser estranho que alguns quadros superiores do sector público não estejam aparentemente a compreender a essência deste programa do Governo que tem entre outros objectivos fundamentais a melhoria da qualidade dos serviços prestados pelo sector aos cidadãos, que logicamente passa pela valorização dos quadros a vários níveis nele afectos.
Devemos acabar com a “invasão” dos raios de acção dos directores provinciais, distritais e outras estruturas de base. Que não se “monopolizem” absolutamente as competências, porque isso contraria os objectivos sobre os quais foi adoptado este processo que é o resultado da reforma do sector público.
Tenho a certeza que nós moçambicanos somos capazes de fazer mais e melhor e não permitir que o “joio” se instale nos nossos projectos como este, mas acredito que a descentralização da administração pública no país está sendo “deformada” devido, em algum momento, a aparente perda de capacidade e vontade reformista do executivo. Todos os cidadãos, principalmente os que se preocupam e estão atentos à nossa realidade, concordarão comigo. Aliás, costumo dizer que só não vê quem não quer. O então governador de Nampula, Abdul Razak, disse uma vez que a “intromissão” de decisões centrais era um dos grandes obstáculos da sua governação. Há muitos exemplos que se podem dar sobre a “arrogância” do poder central sobre a base, que mancham a descentralização da administração pública.
Contudo, quero continuar a acreditar que somos capazes de levar avante esta descentralização da administração pública no país, embora vejo mais os partidos políticos servirem os seus interesses em vez de servirem o país, para também contribuírem para a solidificação da democracia.
Ainda bem que daqui a alguns dias teremos um novo Governo que se espera venha a dar outra dinâmica aos projectos de desenvolvimento da Nação, claro, incluindo este de que se está a falar aqui. Queremos sentir todos os dias e em todos os sectores da vida nacional, o “sabor” dos efeitos da descentralização administrativa.

Fonte: Jornal Notícias (07.01.2010)