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sexta-feira, março 03, 2017

AFONSO DLHAKAMA DECLARA PRORROGAÇÃO DA TRÉGUA, EM MODCAMBIQUE, POR MAIS 60 DIAS

O líder da Renamo, Afonso Dlhakama, anunciou, esta sexta-feira, em teleconferência, a prorrogação por sessenta dias, a trégua nas hostilidades militares.
A prorrogação da trégua, segundo Afonso Dlhakama, visa evitar mortes e permitir que o processo de diálogo em curso no país ocorra num ambiente de paz, factor essencial para a dinamização da economia nacional.
“Declaro mais uma trégua de sessenta dias, de 4 de Março a 4 de Maio de 2017. Acho que a paz e sagrada. Podemos ter problemas políticos e tudo, mas se as pessoas dormem bem, nas suas casas, viajam bem, sem disparos, mesmo nas nossas bases e nos quartéis dos outros, quero acreditar que é a paz para Moçambique”- disse Afonso Dlhakama.
Afonso Dlhakama afirmou que a paz que se pretende não é apenas o calar das armas, pelo que expressa a sua vontade de alcançar uma paz verdadeira.

terça-feira, fevereiro 28, 2017

Deputados “amordaçados” pela trégua (efémera) e evitam insultos de costume no Parlamento

A trégua de dois meses, cujo fim é já no próximo domingo (05), impediu as chefias das bancadas parlamentares da Frelimo, da Renamo e do Movimento Democrático de Moçambique (MDM) de proferirem os habituais vitupérios e afrontas partidárias no arranque, esta segunda-feira (27), da V Sessão Ordinária da Assembleia da República (AR). Os apelos à paz, que em ocasiões anteriores eram feitos em ambiente de ódio, intolerância e, por vezes, incitação à violência, foram amistosos.
Verónica Macamo, presidente da Assembleia da República (AR), disse que os moçambicanos devem deixar de permanecer anos a fio presos aos problemas da paz. Esta deve ser “segura e previsível na sociedade, o diálogo algo natural”.
Na sua óptica, a ausência da guerra e dissensões pode conduzir o país ao acrescimento sustentável e desenvolvimento cada vez menos assimétrico (...).
Margarida Talapa, chefe da bancada parlamentar do partido no poder, iniciou o seu discurso de 10 páginas com uma forte ovação dos seus sequazes e membros do Governo. Estes últimos, não só aplaudiram, como também levantaram-se, todos, para contemplar a ida ao pódio da chefe do seu partido na chamada “Casa do Povo”.
E, sem surpresas, Talapa retribuiu o gesto, declarando que gostaria que o primeiro-ministro Carlos Agostinho do Rosário registasse que a Frelimo na AR se orgulha de ter um Governo que supostamente “demonstra capacidade, eficiência e eficácia na busca de soluções para a superação da delicada situação económica e no relançamento das bases de desenvolvimento nacional (...)”.
De acordo com a deputada, os moçambicanos confiam na AR para que, no decurso da V Sessão Ordinária, o país deixe de viver uma paz podre. “Para este ensejo, os nossos debates devem visar apenas (...) o calar definitivo das armas”.
“A Frelimo defende que a paz é a prioridade número um do momento. Só um diálogo permanente, aberto, franco e despido de preconceitos contribuirá para cimentar para cimentar e consolidar a unidade na diversidade que nos características e enriquece como povo”, declarou a parlamentar. Ler mais (@Verdade, 28.02.2017)

terça-feira, janeiro 03, 2017

Daviz Simango diz que Moçambique tem desafios apesar das tréguas

Líder do MDM reage à trégua anunciada por Afonso Dhlakama.

O presidente do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), Daviz Simango, considerou que Moçambique ainda tem “desafios para alcançar a verdadeira paz”, apesar do prolongamento de 60 dias das tréguas, anunciado nesta terça-feira, 3, pelo líder da Renamo.

Simango, líder do terceiro maior partido, disse ser necessário compreender se com essas tréguas as partes estão a atacar o essencial para devolver a paz aos moçambicanos, e como estariam a ser tratatos os princípios que deviam ser regidos pela Assembleia da Republica, sobre as exigências da Renamo e do Governo, insistindo no principio da revisão da constituição para acomodar a real situação dos moçambicanos.

“Eu penso que ainda temos muitos desafios pela frente. Primeiro é preciso compreender se com essas tréguas estamos a atacar o essencial, e o que tera acontecido com os principios que deveriam ter ido a Assembleia da Republica”, observou Simango.