quinta-feira, Fevereiro 16, 2012

Formação de professores: Reprovações deixam institutos sem estudantes

UM total de 8146 candidatos aos cursos de formação de professores nos 39 institutos de Formação de Professores (IFPs) e Escolas de Professores de Futuro (EPF) do país no ano passado, reprovaram nos exames de admissão, situação que está a obrigar o Ministério de Educação a reformular os moldes de funcionamento de algumas daquelas instituições, devido a falta de formandos.

Uma circular da Direcção Nacional de Formação de Professores do Ministério de Educação, datada de 15 de Fevereiro e enviada a todos os directores dos institutos de formação de professores, indica que feitos os exames de admissão, terão sido apurados apenas 2.740 candidatos, de um universo de 10.886 que prestaram as provas.

“Nos próximos dias vamos enviar documentos para todos (Direcções Provinciais de Educação e Cultura, Institutos de Formação de Professores e de Educação de Adultos) que indicam o que fazer e como fazer…”, lê-se na nota em alusão.

O Ministério da Educação sustenta que a reformulação dos moldes de funcionamento dos Institutos de Formação de Professores visa o controlo de qualidade e a contenção do elevado número de professores sem afectação.

Na província de Nampula, por exemplo, onde para além do Instituto local de Formação de Professores também existe o Centro de Formação de Professores de Marere, que dá cursos de formação inicial aos professores, ficamos a saber que este ano não vai funcionar.

Segundo a decisão central, alguns institutos e escolas de formação de professores do futuro, estes últimos sob tutela da organização Associação de Desenvolvimento de Povo para Povo (ADPP), passarão a partir do presente ano, em número de três, a implementar o novo currículo de formação inicial, com duração de três anos, enquanto os outros continuam com o actual currículo.

Face às mudanças e ciente da apreensão que as mesmas poderão trazer para os funcionários e formadores afectos aos centros de cursos de formação inicial de professores, com duração de um ano, o Ministério da Educação sossega, afirmando que ninguém será movimentado do seu posto e local de trabalho.

Fonte: Jornal Notícias - 17.02.2012

2 comentários:

Reflectindo disse...

Há alguma planificão ou não?

Reflectindo disse...

Há alguma planificão ou não?