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segunda-feira, junho 22, 2009

Agora é a vez do Júnior Langa

Para não repetir a citar as teorias de conspiração de Mubaze Jumari e Martin de Sousa Mondlane nesta postagem abordarei as novas teorias de Júnior Langa expressas aqui.

Começo por perguntar do que os que fabricam as teorias de conspiração sobre o atentado Daviz Simango começam por uma fantasia de que a sua vitória sobre os candidatos da Renamo e Frelimo foi porque os Beirenses se solidariedade a um “jovem coitado”? É coitado de que? Júnior Langa fala de Daviz ter sido vítima de dois gigantes adversários. Quais? Vítima de quem? Como é que o Júnior Langa chega a esta conclusão? Quer o Júnior Langa dizer-nos que Daviz Simango emergiu na cena política, na cidade da Beira e na Nação inteira a partir do dia que foi preterido à sua recandidaria à presidência do Município da Beira? Não é pretender meter patranhas nas nossas cabeças?

É do conhecimento de muitos moçambicanos, da comunidade internacional muito antes de ter sido preterido pelas falsas bases da Renamo, Daviz Simango foi reconhecido como o melhor edil do país e já havia recebido prémios em reconhecimento. A boa governação de Daviz foi reconhecida desde cedo e em 2005 já se falava dele como um jovem promotor e há prova disso em muitos fóruns de debate e não menos no imensis, o mais popular na altura e na imprensa nacional. Então porquê eleger Daviz seria pela solidariedade por ter sido vítima das falsas bases da Renamo ou dos supostos dois adversários?
Para chamar de auto-vitimização, Júnior Langa questiona-se por Daviz Simango ter para Nampula, em particular para Nacala-Porto para ir apresentar o MDM uma vez que Afonso Dhlakama estava lá. Não sei ainda com que base legal Júnior Langa se questiona, uma vez que Nacala-Porto, em Nampula é uma das parcelas da República de Moçambique. Porquê para todos os sítios para onde Daviz Simango for devem ser questionados e provocam os seus adversários políticos?

Mas indo ao caso de Nampula, será que Júnior Langa não está informado que o MDM agendara na sua Conferência Constituente para a realização a sessão do seu Conselho Nacional naquela cidade? Não terá Júnior Langa lido sobre o adiamento (leia aqui) da mesma sessão para evitar choques com a Renamo que sabendo da data, esta tentou marcar seu congresso para dias próximos ao Conselho Nacional do MDM? E porquê razão, Daviz não podia trabalhar em Nacala-Porto, depois de ter trabalhado em Memba e Nacala-a-Velha?

Estará o Júnior Langa a nos declarar que os partidos não devem realizar as suas actividades políticas em locais onde Afonso Dhlakama se encontra?

Talvez, seja importante dizer a Júnior Langa que em Nampula, Nacala-Porto, respeita-se o multipartidarismo.
Também dizer que os objectivos do MDM só se podem ler dos seus estatutos e dos pronunciamentos nas entrevistas do seu presidente em que nada há de vinganças à Renamo e seu líder. Em nenhuma ocasião se registou que membros e simpatizantes do MDM armaram-se com pedras contra algum partido oponente. Em nenhuma ocasião Daviz se dedicou a ataques pessoais aos outros líderes políticos. Infelizmente os até já maiores partidos políticos precisam de aprender e assumir a postura de democracia multipartidária e não menos pautarem pelo respeito à Constituição da República de Moçambique.

quarta-feira, julho 31, 2013

Canalmoz: Jaime Langa novo director do “Notícias”

ÚLTIMA HORA* ÚLTIMA HORA* ÚLTIMA HORA* ÚLTIMA HORA*
Jaime Langa novo director do “Notícias”
A nomeação está a criar um descontentamento generalizado no “Notícias”. Jaime Langa nem se quer é jornalista.
Maputo (Canalmoz) – Jaime Langa é o novo director editorial do jornal “Notícias” e acaba de tomar posse a instantes em substituição a Rogério Sitoe, que foi destituído do cargo na semana passada, por alegado “desalinhamento editorial”.

domingo, março 27, 2016

MORREU JOVEM MOÇAMBICANA QUE QUERIA LIDERAR A ONU

A moçambicana Raquelina Langa, conhecida por defender os direitos dos jovens e ter perguntado ao secretário-geral das Nações Unidas como poderia chegar àquele cargo, morreu aos 20 anos, em Maputo.
Raquelina Langa morreu de doença prolongada, disse à Rádio ONU, este sábado, o professor que a acompanhou, em Agosto de 2014, a uma visita às Nações Unidas, em Nova Iorque.
A rapariga visitou a sede da ONU a convite do próprio secretário-geral, depois de Ban Ki-Moon a ter conhecido em Moçambique, durante uma visita à escola que a rapariga frequentava, em 2013.

domingo, julho 19, 2009

Jeremias, Satânico e Langa

O nosso amigo Jeremias é um pacato cidadão que vive nos subúrbios de Maputo. Tem um amigo muito especial. São inseparáveis. «Um bode e tal» — faz questão de sublinhar. «O meu Satânico, que de “Satanás” nada tem» — esclarece Jeremias.

Diz-nos que nasceu lá em casa, no quintal. Há três anos precisamente. E foi ele que amamentou, a biberão, o “seu” Satânico, «pois a mãe, uma cabrinha solteirona, morreu ao dar à luz o seu filhote» — revela-nos ele.

Entretanto, o Satânico cresceu e tornou-se adulto, aquilo a que se chama um verdadeiro e robusto bode. Os “cornos” nasceram devagarzinho, com o passar do tempo. Não julguem os mais “atrevidos” que foram «cornos postos», não senhor. O Satânico nunca conheceu nenhuma cabra e nem está para aí virado, segundo o seu dono e amigo Jeremias.

Percorrem, juntos, dezenas de quilómetros, cidade fora. São vistos muitas vezes em Marracuene. O Jeremias vai lá muito beber uns canecos ao bar do amigo Langa. O Langa, para quem não conhece, é um amigo de infância do Jeremias. E quando estes se encontram «é uma festa a três».

Depois de uns tantos canecos tomados, o Jeremias vira-se para o Satânico e pergunta: «sócio, vamos andando para casa?» ao que ele responde com um «béeeee» prolongado e muito amaricado. São realmente dois amigos incríveis: o Jeremias e o Satânico. E o amigo Langa partilha com muita frequência esta amizade pura e espontânea com os dois.

Clique aqui para ler mais

sábado, dezembro 16, 2006

Mozambique: Business Leader Insults Labour Minister

Agencia de Informacao de Mocambique (Maputo)

OPINION of Paul Fauvet
Maputo

A senior business representative has accused Mozambique's Labour Minister, Helena Taipo, of "terrorism".

Cited in Friday's issue of the weekly paper "O Pais", Adelino Buque, the deputy chair of the Mozambican Commercial Association, attacked Taipo's decision to cancel the work permit of John Mortimer, manager of the Mozambican branch of the security company Group 4 Securicor (G4S).

Taipo took action against Mortimer after he disobeyed a Labour Ministry instruction to make redundancy payments to about 250 guards employed by Wackenhut (a G4S subsidiary) to guard US embassy premises. They were laid off in November when the embassy declined to renew its contract with the company.

Buque, apparently ignorant of G4S's unsavoury reputation for bad labour relations across the globe, has come to the defence of Mortimer. What makes his outburst all the more surprising is that Buque is best known as a columnist in the Mozambican press, writing a stream of articles strongly in favour of the ruling Frelimo Party, the same party of which Taipo is a prominent member.

Buque accused Taipo of irresponsibility and of terrifying the business class. He thought there should have been "a more thoughtful, more respectable" way of dealing with Mortimer, but instead "the Labour Minister has opted for the easiest path".

He then made the astonishing claim that Taipo was "committing terrorism against businessmen. People go to sleep and don't know what's going to happen to them in the morning".

Apparently Buque believes that G4S is a small outfit that has difficulty finding money to pay compensation to the workers it lays off. He protested that Taipo had only given the company seven days to pay the redundant workers the equivalent of 300,000 dollars. "Where is it going to find the money ?", Buque asked plaintively.

From its London headquarters, perhaps. For G4S is the largest security company in the world, with operations spanning the globe, and boasts that it is a leader in this industry.

"O Pais" and its associated television station, STV, seem to be running a campaign against Taipo. Buque's outburst also featured heavily on STV news, and an opinion column on the back page of "O Pais", signed by Jeremias Langa, the editorial director of STV, denounced the alleged "radicalism" of Taipo.

Langa accused Taipo of seeking "revenge" for Mortimer's defiance of the Ministry order to pay his redundant workers. He claimed there was a contradiction between Taipo's treatment of Mortimer, and President Armando Guebuza's statement, on his recent visit to London, that there is "a good business environment" in Mozambique.

He lectured Taipo, telling her to be "less radical and to avoid unnecessary xenophobia". Langa did not stoop quite as low as Buque, but he did claim that the minister had acted "like an angry general, thirsty to prove her power".

Both Buque and Langa are clearly unaware that Mozambique is not the only place where G4S is in conflict with its workers.

Across the world, from Indonesia to Kenya, from Panama to South Africa, G4S has a reputation as a brutal, careless and penny- pinching employer, with no regard for the human rights of its workers.

So much so, that there is now an international campaign against this company, which on Tuesday organised a day of action against G4S in more than 20 countries.

In Greece, workers say that "when they tried to speak out about G4S's illegal withholding of wages, they were demoted and threatened with physical violence".

In Panama workers have been demonstrating outside the G4S local office for the past two months, protesting against unfair working conditions and unfair sackings.

From South Africa come reports of "whites only" toilets in G4S premises, well over a decade after the fall of apartheid.

"Black security officers are treated as not human", protested one G4S employee, Frans Phala.

In September, the South African Transport and Allied Workers Union (SATAWU), named G4S as a "worst employer", and said it should be banned from providing services at the football World Cup, due to be held in South Africa in 2010.

Unions in 19 countries, representing over 132,000 G4S workers, have come together to form the "Alliance for Justice at G4S", and are working with SEIU to force the company to clean up its act.

A resolution signed by these 19 unions declares "In many of the countries where G4S operates there is a pattern of disregard for the home country's labour laws, refusal to honour court decisions, aggressive battles against union campaigns for improvements, and refusal to recognise unions".

The unions have also delivered an official complaint against G4S to the Organisation for Economic Cooperation and Development (OECD), and are asking the government of Britain, where the company is headquartered, to investigate allegations of wrongdoing.

Mozambique certainly needs foreign investment - but from reputable companies that treat their workforce decently. Given its current international record, G4S does not fall into that category.

terça-feira, outubro 10, 2006

Filipe Samuel Magaia: Samora ficou-lhe com o cargo e a namorada

Revisitando os “melhores filhos da pátria”
“…aquele assunto deu muita polémica porque antes a Josina tinha sido namorada de Samuel Magaia, assassinado, e o Samora tinha sido acusado de ter ficado com a posição do Filipe como Comandante e de tirar também a mulher do outro.” – Janet Mondlane em entrevista a Rosa Langa


Maputo (Canal de Moçambique) – O país político saiu das trevas para recordar um dos mais abnegados combatentes pela autodeterminação e independência de Moçambique. Filipe Samuel Magaia foi ontem revisitado como um dos “melhores filhos da pátria”. Há décadas mergulhado no esquecimento, o primeiro chefe do departamento de Defesa e Segurança da Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO), nascido a 7 de Março de 1937, no distrito de Mocuba, província da Zambézia, teve ontem honras de Estado que nunca quem o fez chegar a tal patamar – Adelino Gwambe – mereceu. Ambos, ainda jovens – Gwambe com 20 e Magaia com 23 anos, fundaram a União Democrática Nacional de Moçambique (UDENAMO), o primeiro movimento nacionalista moçambicano que mais tarde se fundiria com outros pela mão de Gwambe para dar lugar à Frelimo em que Eduardo Chivambo Mondlane viria a ser enquadrado como primeiro presidente.

No primeiro movimento nacionalista pela Independência de Moçambique – UDENAMO – o presidente Adelino Gwambe tinha como seus subalternos, Marcelino dos Santos, Uria Simango (assassinado tal como Filipe Samuel Magaia), ambos na casa dos 36 anos. O actual ministro dos antigos combatentes, Feliciano Gundana, é outro contemporâneo de Gwambe e de Magaia. Gundana aliás – nesta coisa de se falar de heróis é sempre bom recordar – ainda este ano, a propósito de Gwambe, disse ao «Canal de Moçambique» n.º 5 (13.Fev.2006) – que não sabia se o seu companheiro de início da epopeia libertadora deveria ser considerado herói. “Não sei se ele deve ser herói”.

Nesta busca de figuras que ajudem a ofuscar o sofrimento actual que só se pode comparar aos que levaram os “heróis” à luta, coube ontem a vez a Filipe Samuel Magaia ser repescado do báu do espólio histórico em que as aranhas já tinham criado teias. Coube a Armando Guebuza, a pouco menos de um mês de um Congresso dos «camaradas» que promete trazer muitas surpresas e novidades, esse papel de ressuscitador de “heróis”, na sua busca estóica de motivos que empolguem as massas – já que de outras massas, falar-se, parece pouco oportuno, dado serem escassas neste Moçambique em que as aparências continuam a iludir.

Até o Conselho de Ministros esteve ontem a falar de outro herói, por sinal do primeiro presidente da República que hoje tem Guebuza ao leme, por sinal o homem que se ficou por Mbuzini e acelerou assim a possibilidade de dois seus companheiros de militância – Chissano e Guebuza – chegarem a agarrar no ceptro, talvez mais cedo do que imaginavam…

É a História de um país a escrever-se. Já Samora sucedera a Magaia, este falecido há 40 anos, a 10 de Outubro (1966). Samora Machel, depois da morte de Magaia, suceder-lhe-ia na Defesa. Na Segurança, já seria Chissano a dar os seus primeiros passos na secreta.

Factos até então desconhecidos do grande público sobre os antecedentes dos “camaradas” no processo de luta começam a vir à superfície. O mais enigmático – o local da morte de Mondlane – só viu destapado o véu a 3 de Fevereiro do corrente ano, na Praça dos Heróis Moçambicanos, quando Chissano confirmou ao «Canal de Moçambique», na presença de Marcelino dos Santos, a esposa do primeiro presidente da Frelimo, Janet, e filhos do casal. O “arquitecto da unidade nacional” não pereceu nos escritórios-sede da Frente de Libertação de Moçambique em Dar-Es-Salam, na Tanzânia, como ainda vem escrito nos livros de história que se ensina as crianças, mas, sim, em «Osyter Bay» («Baia das Ostras»), numa casa de praia da norte-americana Betty King, secretária a senhora de Mondlane (vssf Canal n.º 1).

Janet Mondlane no mais recente livro de entrevistas já no mercado literário moçambicano, trás novas revelações ou contribuições para a história de Moçambique.

A viúva de Mondlane contaria à autora de «Moçambique Mulheres e Vida», a jornalista da «RM» Rosa Langa, que nos dias seguintes a ter enviuvado, foi Josina Muthemba que mais companhia lhe fez para a confortar.

Josina já tinha passado por algo semelhante quando perdeu o seu namorado Filipe Samuel Magaia.

“Ela veio sem receio porque a Josina era pura, embora pouco faladora, sempre fechada no seu mundo” – são palavras de Janet citadas por Rosa Langa no livro «Moçambique Mulheres e Vida».

Convidada pela jornalista-escritora a comentar o «love story» de Samora Machel e Josina Muthemba que resultaria em casamento e um filho, Janet Mondlane começou por falar nestes termos:

“Rosa, você quer saber muitas coisas num único dia! (Risos…)” sic.

E, continuou Janet, algo estupefacta: “Eu nunca percebi como é que a Josina conseguia namorar um homem de barba…” sic. Quer Filipe S. Magaia, quer Samora usavam barba.

Dai até ao casamento, continua Janet cita por Rosa Langa “…aquele assunto deu muita polémica porque antes a Josina tinha sido namorada de Samuel Magaia, assassinado, e o Samora tinha sido acusado de ter ficado com a posição do Filipe como Comandante e de tirar também a mulher do outro.”.

Era mais um dado inédito, que qualquer resgate a história até então omitira. Mais um fragmento surgia assim para alimentar a História de verdades.

Filipe Samuel Magaia é referido na História oficial como tendo sido assassinado por uma bala “de um agente do inimigo infiltrado nas fileiras da Frelimo quando estava de regresso à sede da organização, na Tanzania”.

Outras correntes, hoje do lado marginal no desenfreado processo de acumulação de riqueza absoluta que se seguiu à morte de Machel – que faz daqui a 9 dias 20 anos que deixou este mundo, referem que Filipe Magaia teria “mandado passear” as teorias de guerrilha de Che Guevara, aquando da passagem deste guerrilheiro pelos zonas libertadas. Era um homem com outra visão do processo…

“Internacionalista”, para uns, “aventureiro” para outros, Che Guevara defendia a teoria do «foquismo» (que consistia em desencadear a insurreição armada sem preparação política, esperando envolver as massas camponesas na luta pelo exemplo da atracção), o que, segundo outras fontes, o “comandante Magaia achava perigoso”. Magaia defendia avanços faseados.
Resgate aos heróis e o trânsito que se lixe

«Meio país», com destaque para funcionários públicos e estudantes, acompanharam ontem de perto a homenagem a Filipe Samuel Magaia na «Praça do Heróis» em Maputo. Em 18 anos da governação de Joaquim Chissano esteve, ele e outros, votado ao ostracismo.

O tráfego, como tem sido habitual noutras datas comemorativas, esteve na manhã de ontem um autêntico caos no prolongamento das avenidas que desaguam na Praça dos Heróis.

Centenas e milhares do sector privado e informal, viram o tempo a fugir-lhes nesta inesperada recordação do comandante Magaia, natural da Zambézia onde daqui a dias vai haver congresso da Frelimo.

Quem usa as rotas das avenidas de Angola, Acordos de Lusaka, FPLM, e Joaquim Chissano, para ir ao serviço ou aos seus afazeres, sentiu na pele o congestionamento. A confusão voltou às avenidas. A Policia de Trânsito esteve imponente para controlar a situação e impedir o caos. Quem fosse viajar também viu a rota para o Aeroporto Internacional de Maputo impedida. Tudo porque em dia de trabalho e sem aviso prévio havia que garantir a qualquer preço o trânsito pela avenida Acordos de Lusaka, dos altos dignitários de Estado a caminho da «Praça dos Heróis».

Estudantes das escolas Noroeste I e II fizeram-se ao local da homenagem. Estavam em peso na cripta. Disseram ao «Canal» que estavam ali porque “mandaram na Escola».

A tarde de ontem continuou preenchida com «o país dos políticos» em peso no Centro de Conferências Joaquim Chissano. Nesse acto o presidente da República, Amando Guebuza descreveu Magaia de “nobre filho de Moçambique”. Na esteira dos seus discursos, Guebuza não deixou de referir que este facto é também um “resgate da nossa auto-estima”. A “Luta contra a pobreza” também foi acoplada no discurso de Guebuza quando falava da vida e obra de Magaia.

(Luís Nhachote) –CANAL DE MOÇAMBIQUE – 11.10.2006

quarta-feira, janeiro 15, 2014

Na província de Gaza: alunos recusam submissão a exames da 3.ͣ chamada

- A PRM foi forçada a usar gás lacrimogéneo para conter os ânimos nas escolas secundárias de Xai-Xai, Tavene, Inhamissa e de Chókwè, onde os alunos se recusavam a serem submetidos a exames especiais – Jeremias Langa, porta-voz da PRM em Gaza

Alunos da 12.ͣ classe das escolas secundárias de Xai-Xai, Tavene, Inhamissa, na cidade de Chókwè, e da Escola Secundária de Chókwè, tudo na província de Gaza, recusaram na tarde da última segunda-feira a participar nos terceiros exames de “recorrência”, também conhecidos como sendo da 3.ͣ época (chamada), provocando uma confusão, segundo deram a conhecer fontes daquela escola.

segunda-feira, fevereiro 16, 2015

Novo cardeal moçambicano espera clima de diálogo entre novo governo e oposição

O segundo cardeal moçambicano da história de Moçambique, Júlio Duarte Langa, considerou hoje em Roma que as últimas eleições no país "não foram muito transparentes" mas espera que governo e oposição mantenham um clima de diálogo.

"As eleições [gerais de outubro de 2014] não foram muito transparentes, ao contrário do que seria desejável, e a oposição estava numa atitude de contestar, talvez até com certa violência", recordou Júlio Duarte Langa, durante uma conferência de imprensa conjunta com o cardeal-patriarca de Lisboa, Manuel Clemente, que decorreu no Colégio Pontifício Português, em Roma.

segunda-feira, outubro 19, 2009

Three More Tiny Parties Back Guebuza

Maputo — Three more tiny political parties on Monday publicly announced their support for the incumbent president, Armando Guebuza, in the general elections scheduled for 28 October.

Perhaps the most surprising statement came from Amiel Manhique, the Deputy President of the Social Liberal Party (SOL), who declared that his party "unconditionally" supports Guebuza, who "has the best programme", and urged "all citizens to maintain peace and stability".

But this same Amiel Manhique was one of the most violent speakers at a meeting of minor parties held in a Maputo hotel on 7 October, which demanded that the international community should impose economic sanctions against Mozambique to force negotiations between the Mozambican government and the extra-parliamentary parties.

At this meeting, Amiel called for a national insurrection, and urged the roomful of failed politicians to "go to war".

AIM asked Manhique how someone who had been so enthusiastic about staging an uprising earlier in the month could now call for non-violence. He explained that between the two meetings, the SOL Political Commission had met and decided to support Guebuza.

He added "we are not talking about Frelimo, we are talking about Guebuza", but could not answer the journalists who asked "what's the difference?"

Manhique also denied that Frelimo had organised his press conference - but journalists pointed out that they had been invited to the conference by mobile phone text messages sent, not by SOL, but by a Frelimo official.

A second party which declared its support for Guebuza was the deeply obscure Progressive Union Party (PUP). Its leader, Pedro Langa, said he had initially intended to run for President, but had changed his mind.

He was indignant at reporters' suggestions that he had dropped out because he could not collect the 10,000 supporting signatures from registered voters that are required from all presidential candidates.

Langa claimed that PUP, formed in 2006, is based in the central province of Sofala, where it has 38,000 members. No report from Sofala has ever mentioned PUP, and it did not stand any candidates in any of the four Sofala municipalities in the 2008 local elections.

When AIM asked if PUP had any policies that differentiate it from other Mozambican political parties, Langa was unable to answer.

The third party to throw its rather miniscule weight behind Guebuza was the Party for Freedom and Development (PLD), whose general secretary, Jose Alberto, praised Guebuza for leading the struggle against absolute poverty.

In this case, presumably the PLD will be withdrawing from the parliamentary elections, AIM suggested, since Guebuza is not fighting poverty alone, but with the support of his party, Frelimo.

The PLD president, Caetano Sabile, then tried to draw a distinction between the fight against poverty, championed by Guebuza, and the fight for "economic independence", which is the PLD's top priority.

He called for cancellation of Mozambique's foreign debt, but displayed no knowledge of the steps already taken in this direction by Frelimo governments over the past decade. Sabile had never heard of the Heavily Indebted Poor Countries (HIPC) debt relief initiative, under which much of Mozambique's debt has been cancelled.

Asked in what ways PLD policies differ from those of Frelimo, Sabile criticized the allocation of funds to the districts under the Local Initiative Investment Budget (OIIL). He disagreed with giving the money as loans for food security and job creation projects and wanted it spent on infrastructure instead.

Sabile was blithely unaware that the OIIL is an initiative by Armando Guebuza himself. He was thus attacking the government policy that is most strongly associated with the presidential candidate he claims to support.

As for the PLD's use of the turkey as its symbol, Sabile insisted that this bird "represents Mozambican pride". The PLD appears ignorant of the fact that turkeys are not African birds at all, but are native to the Americas.
Source: Allafrica

quarta-feira, setembro 24, 2014

Comitiva de Daviz Simango atacada ontem e hoje em Gaza

A campanha eleitoral do candidato do MDM, Daviz Simango, foi atacada hoje em Chibuto e ontem em Chowké, Xai-Xai e Macia na província de Gaza. Essas ações foram perpetradas por membros e simpatizantes da Frelimo que se apresentaram trajados com os símbolos deste partido, tentando inviabilizar a livre circulação dos membros do MDM. A polícia não interveio para proteger o MDM ou para ajudá-los a avançar. 
Hoje, por volta das 12 horas, no momento em que a comitiva de Daviz Simango chegava a Vila-Sede do Distrito de Chibuto, em frente ao mercado central e dirigente se preparava para se dirigir aos seus simpatizantes, membros da Frelimo, arremessaram pedras e garrafas em direção aos simpatizantes do MDM gerando um autentico caos durante cerca de 50 min. 
Segundo os nossos correspondestes, foram registados 9 feridos, dos quais, 3 do MDM, 1 policia e 5 da Frelimo. Tudo isto perante a apatia dos agentes da Ordem e Segurança, que se faziam presentes no local (4 pertencentes ao comando distrital e 10 que faziam parte da escolta do presidente do MDM). Até ao final da tarde não houve registo de nenhuma detenção. Esforços dos nossos correspondentes em esclarecer os factos junto do comando distrital foram infrutíferos.
Ontem (23), na Macia, Chókwè e Xai-Xai também foram registados actos de violência, intolerância política e tentativas de inviabilizar a realização da campanha eleitoral do Candidato do MDM.

Na Macia

Quando decorria a actividade de campanha do MDM, um grupo de simpatizantes da Frelimo, munidos de pedras, paus e catanas, interceptou a caravana deste partido, obstruindo a continuação da campanha, gerando tumulto entre os simpatizantes dos dois partidos. A pacificação da situação só foi possível graças a intervenção da segurança pessoal do candidato do MDM, que dispararam 8 tiros para o ar, e assim conseguiram dispersar a multidão. A polícia esteve presente no local e assistiu inerte a todas incidências, não havendo registo de detenções.

Em Chókwè

Na Localidade de Lionde e na vila sede, também foram registados actos de violência e tentativas de obstrução da caravana do Daviz Simango, tendo como denominador comum a apatia das autoridades policiais perante estes actos.

Em Xai-Xai

A chegada da comitiva do Daviz Simango à Cidade de Xai-Xai, na ponte sobre o rio Limpopo, a caravana foi abordada pela polícia e ficou retida por cerca de duas horas de tempo, alegadamente para averiguar o título de propriedade das armas da guarda pessoal do Candidato do MDM. 
Durante este período, um grupo de membros da Frelimo, devidamente identificados com camisetas deste partido, agrediram os simpatizantes do MDM com paus e arremessaram pedras.
PRM em Gaza refuta acusação de tentativa de obstrução da caravana do MDM.

Em Xai-Xai

Segundo o porta-voz da PRM em Gaza, Jeremias Langa, "não é verdade que a PRM tentou impedir o candidato do MDM entrar na Cidade de Xai-Xai". 
Uma vez ter sido registado disparos de armas de fogo na Vila da Macia entre as 16:30h ou 16:35h, que se dizia terem sido do lado da comitiva do candidato do MDM, na entrada a Xai-Xai, de modo a averiguar legalidade e o titulo de propriedade das asmas, a PRM, ordenou uma busca nas viaturas tendo sido encontradas e identificadas duas arma com o seu porte e uso legalmente autorizado por lei. 
"As duas armas, estavam com membros da PRM, nossos colegas que estavam a paisana. Depois de se efectuar esse trabalho, a comitiva do candidato seguiu viagem de entrada a Cidade de Xai-Xai sob escolta Policial da PRM até a residência onde o candidato passou a noite. Aquele local ficou sob vigia policial até ao amanhecer ".

Na vila da Macia

Langa, responsabilizou o MDM pelos incidentes registados em Macia, "a culpa da ocorrência das escaramuças na Vila da Macia foi do próprio MDM, pois, depois de ter comunicado a PRM que estaria naquela Vila às 10:00h, a PRM esteve a sua espera pouco antes das 9:30h até as 14:00h e como nada foi dito sobre o adiamento ou não da vinda, o efetivo foi deslocado para outras frentes e a comitiva chegou por volta das 16:30h. Quando foi mobilizado o efectivo para garantir a segurança e evitar quaisquer constrangimentos as escaramuças já tinham ocorrido e a comitiva do candidato do MDM tinha já seguido para o Chókwè". 
Segundo o Balcão da Policia, na Vila da Macia as escaramuças resultaram em 4 feridos (2 da FRELIMO e 2 do MDM), dos quais 2 com gravidade e danos matérias a 3 viaturas. No Chókwè, há registo de 4 feridos ligeiros e danos materiais em quatro viaturas. 
"Quer no caso ocorrido na Macia e quer no caso ocorrido no Chókwe "a Policia está a trabalhar no sentido de identificar os autores destes crimes eleitorais para serem responsabilizados". Disse Jeremias Langa.
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Boletim sobre o processo político em Moçambique

quarta-feira, abril 04, 2018

STAE admite que houve eleitores recenseados fora das respectivas áreas de jurisdição

O Secretariado Técnico de Administração Eleitoral (STAE) confirma que houve cidadãos que se recensearam fora dos seus “territórios autárquicos”, mas não associa tal situação a questões políticas nem a uma possível artimanha para determinado partido obter vantagem nas próximas eleições autárquicas, a realizarem-se a 10 de Outubro.

Na semana passada, a Renamo acusou a FRELIMO de estar a recrutar gente, em particular professores e enfermeiros, para recensear fora dos seus locais de residência alegadamente com o objectivo de votar nas eleições que se avizinham.

Na ocasião o maior partido da oposição reportou igualmente a existência de determinados chefes de localidades que foram instruídos para se apossarem dos cartões de eleitores com vista a, posteriormente, o STAE substituí-los “por eleitores fantasmas”, disse André Magibire, mandatário nacional do partido liderado por Afonso Dhlakama.

Reagindo a este assunto, Cláudio Langa, porta-voz do STAE, explicou que os motivos que levam determinados indivíduos a recensear fora da sua área de jurisdição “podem não ser políticos”, mas sim, resultarem do facto de “o cartão de eleitor servir como documento de identificação aceite em muitas instituição”.

Segundo ele, a facilidade e rapidez com que se obtém o cartão de eleitor pode estar por detrás do facto em alusão, que já está a ser corrigido. O cidadão pondera entre suportar uma fila na Direcção Nacional de Identificação Civil (DIC) e outra no posto de recenseamento.

Sobre a mesma questão, o Presidente da República, Filipe Nyusi, disse, a partir da província de Gaza, que tomou conhecimento de que há pessoas que se deslocam de uma zona para se inscreverem noutra, o que “é crime”. Ele apelou aos gestores de processos eleitorais a serem vigilantes.

O recenseamento eleitoral decorre desde 19 de Março passado e termina a 17 de Maio próximo.
Até o dia 01 de Abril em curso tinha sido inscrito um milhão e quatrocentos mil eleitores (1.400.000), o que corresponde a 18% dos oito milhões e quinhentos mil potenciais eleitores (8.500.000) previstos.

Cláudio Langa repudiou o facto de alguns postos de recenseamento funcionarem com apenas um brigadista e não três conforme a lei. “Estamos a tomar medidas administrativas (...)”.

Ademais, certos membros da Polícia da República de Moçambique (PRM) foram surpreendidos a controlarem o processo embriagados.

O STAE vai, a partir de 08 de Abril, supervisionar o recenseamento eleitoral com vista a avaliar o funcionamento das 2.377 brigadas.

Fonte: @Verdade – 04.04.2018

quarta-feira, março 12, 2008

A Renamo e o futuro – opinião do Jeremias Langa

Nas próximas horas vou postar integralmente aqui no Reflectindo sobre Moçambique, o artigo do jornalista Jeremias Langa, publicado no dia 10 de Agosto de 2007, no País onlíne.

quarta-feira, outubro 21, 2009

Pequenos partidos caçam votos na província da Zambézia

Embora as eleições na Zambézia sejam dominadas pelos três principais partidos (Frelimo, Renamo e MDM), os pequenos partidos também lançaram as suas campanhas de caça ao voto.
Trata-se da Aliança Democrática dos Antigos Combatentes de Luta de Libertação de Moçambique (ADACD) entrou esta 2ªfeira, dia 18 de Outubro para a actividade de “caça” ao voto na cidade de Quelimane, a escassos dias do encerramento do processo, fazendo campanha a favor de Armando Guebuza, candidato da Frelimo.
A coligação integrando três partidos políticos da oposição, todos dirigidos por antigos combatentes (PPPM, PSM e PUN), entram relativamente tarde na maratona eleitoral. A ADACD apenas concorre ao Assembleia da Republica e a sua campanha contribui para a vantagem do candidato às presidenciais do partido Frelimo, Armando Guebuza.
Assim, os militantes liderados por cabeça de lista, Ana Langa, saíram à rua ontem, seu primeiro dia de actividade, para promover a imagem do candidato Armando Guebuza, persuadindo as pessoas que iam contactando no sentido de votarem à favor dele.
Com uma delegação com forte presença, os antigos combatentes só falam da sua coligação na votação as legislativas, afirmando que se o ADACD lograr muitos assentos no parlamento vai ajudar a conceber políticas favoráveis para o bem-estar social.
Com o símbolo laranja, os antigos combatentes realizam a campanha sem material propagandístico, apenas com a ostentação de camisetes, bonés e escassos panfletos simbolizando a coligação, que cujo acesso.
Tal como disse a cabeça de lista, Ana Langa, a coligação disputa o pleito, referente as legislativas e provinciais, apenas em algumas províncias tais como, Zambézia, Cabo Delgado, Nampula, Maputo e Gaza, sendo que o atraso que se verificou na sua aparição pública tem a ver com questões técnicas (demora de acesso aos meios prometidos pela CNE).
Embora tenha surgido por necessidade de fazer política na oposição, a ADACD diz que se simpatiza com o candidato da Frelimo, dai que nestas eleições sequer ousou trazer proposta para concorrer para o cargo de presidência.
A aliança dos combatentes entende que os escassos progressos registados na economia do país estão longe de gerar a real riqueza, ou seja, o bem-estar social para a maioria dos moçambicanos, dê que deseja assumir assentos no parlamento, para rectificar o que estiver errado nas políticas de governação do próximo Presidente da República.

PDD não vê alternativas para apoiar

O partido para Paz, Democracia e Desenvolvimento (PDD), que até as eleições autárquicas do ano passado, ainda se impunha como uma força a ter em conta no cenário político moçambicano, está moribundo na Zambézia e dificilmente aparece na rua, nem para manifestar apoio a um dos três candidatos admitidos para concorrer.
Desta vez excluído a concorrer na maioria das circunscrições do país, a Delegação do PDD na Zambézia, mostra-se fragilizada e alega o facto de o seu candidato ter sido afastado da corrida, como um dos aspectos que quebrou a dinâmica e entusiasmo do partido.
Assim, há escassos dias para o fim da campanha referente a estas 4ª eleições Multipartidárias, o partido liderado por Raul Domingos, não faz quaisquer manifestações políticas, e na sua sede provincial na Zambézia, o clima é moribundo.
O seu chefe dos processos eleitorais, Inácio Mukalachi, afirmou que o partido faz campanha apenas nos locais onde foi admitido para disputar o pleito, o caso de Inhassunge, Gurué e Namarrói, na província da Zambézia.
Também no distrito de Milange, nos primeiros dias da maratona, os militantes do PDD tentaram movimentar-se em manifestações de rua, mas foram confrontados com um clima de violência, em que tiveram que entrar em cenas de escaramuças, com uma brigada do partido Frelimo, naquele ponto do país. Este incidente levou oito membros do partido a desaguar nas celas da PRM.
Os militantes do PDD na Zambézia dizem que não foram instruídos a fazer propaganda política em favor de um candidato alternativo e dizem mesmo, que para, além disso, também não vê alguém na lista dos três concorrentes autorizados para disputar as presidenciais deste ano, com qualidades aceitáveis, que se aproximem ao seu líder rejeitado na corrida, Raul Domingos.

Presença frequente da Frelimo, Renamo e MDM.

Enquanto isso, os restantes partidos, sobretudo, Frelimo, Renamo e MDM continuam activos na maratona de “caça” ao voto na cidade de Quelimane.
A Renamo está retomar o ritmo normal, depois que na semana transacta, teve que entrar no “pedal” mais agitado da comitiva central, integrando o seu concorrente às presidenciais, Afonso Dhlakama, que trabalhou em alguns distritos da Zambézia.
O MDM está com as atenções viradas para a brigada central, que na companhia do candidato Daviz Simango, voltou a escalar Zambézia, recomeçando o périplo, a partir de Gurué, este fim-de-semana.
A Frelimo abrandou o passo, concentrando esforços na preparação de actividades que vão marcar o encerramento da sua maratona. Contudo, tem algumas brigadas no terreno, vendo-se frequente igualmente, viaturas movimentando-se individualmente com panfletos e outros símbolos de propaganda do partido.


Fonte: Boletim sobre o processo político em Moçambique, Número 17, 21 de Outubro de 2009


sexta-feira, fevereiro 05, 2021

Ainda sobre o clubismo e nepotismo no Porto de Nacala

Os nepotistas que abocanharam o Porto de Nacala estão usando uma táctica apelidando de tribalistas os seus críticos. Afinal quem são os tribalistas?

1. É normal que numa empresa de infrastruturas públicas como o Porto de Nacala, e, num país com cerca de 27 milhões de habitantes, de há mais de 40 anos de independência, como muitos quadros com experiência, a sucessão de directores seja entre familiares? Afinal o Porto de Nacala é uma empresa familiar?

2. Como é possível aceitar que vagas de simples conferente de contentores sejam preenchidas por familiares (sobrinhos e primos) de chefes a partir de fora de Nacala ou mesmo província de Nampula? É para considerarmos isso de normal?

3. Não basta que a Frelimo exclua quem não é da Frelimo, mas também os que não são familiares dos chefes e do grande chefe?

4. Que fique claro, que nós e eu em particular sabemos que Agostinho Francisco Langa Júnior é um pau mandado. O dono do jogo é o chefe dele. Langa Jr como não é burro, tira proveito disso.

Nota: a) Não reclamávamos o mesmo quando o regime colonial trazia portugueses de Portugal para ocupar vaga em detrimento de um negro mocambicano? Éramos racistas por reclamarmos isso e até nos levar a uma luta armada para acabarmos com isso?

António A.S. Kawaria

terça-feira, julho 22, 2014

Agente de segurança privada baleia dois jovens em Maputo

Dois cidadãos foram baleados por um agente da segurança privado da empresa MozSecurity por alegadamente terem recusado subornar-lhe ao mesmo para servirem-se da água de uma das torneiras das bombas de combustível localizadas no bairro de Jardim, ao longo da Estrada Nacional Número 1. Uma das vítimas poderá ser amputada a perna, devido à gravidade dos ferimentos. Trata-se de Manuel Gemo e Xavier Langa, motorista e o ajudante, respectivamente, que foram vítimas de disparos intencionais, na quinta-feira passada, por volta das 21 horas.

quinta-feira, outubro 27, 2016

Salomao Moyana ameaça abandonar “Pontos de Vista” da STV

O jornalista Salomao Moyana ameaça abandonar a sua participação semanal no programa “Pontos de Vista”, da STV que é transmitido todos os domingos a noite, depois do Telejornal.
Segundo soubemos, Moyana está em rota de colisão com o canal televisivo privado na sequência da não transmissão do ultimo programa, precisamente no domingo, no qual ele era o comentador único, uma vez que o seu colega, Fernando Lima, está de viagem ao estrangeiro precisamente com Jeremias Langa, o moderador do mesmo.
Segundo escreveu Moyana, na segunda-feira, num breve comunicado publico, o programa foi gravado na sexta-feira e só pela noite dentro de domingo ele soube que o mesmo não iria para o ar o que lhe criou indignação.
A ele, o jornalista com quem gravou a entrevista, Francisco Mandlate alegou questões técnicas para a não transmissão do programa mas Moyana suspeita que a decisão de cancelar a transmissão se deveu aos seus posicionamentos sobre a nomeação da nova ministra dos Recursos Minerais e Energia. Aparentemente, Moyana está contra essa nomeação e expôs os seus argumentos no tal programa.

quinta-feira, setembro 02, 2010

Barricadas ameaçam de novo a calma em Maputo. Conselho de Ministros reunido de emergência

Novas barricadas e um tiroteio ameaçam, hoje, quinta-feira, a calma restaurada durante a noite nas ruas da capital moçambicana, Maputo. O Conselho de Ministros moçambicano está reunido de emergência.
Barricadas, tiroreios e pneus queimados estão a ameaçar novamente a normalidade restaurada durante a noite, depois dos confrontos de ontem em Maputo que segundo a Agência de Informação de Moçambique fizeram 10 mortos e cerca de 80 feridos.
Informações não confirmadas dão conta de mais um morto e vários feridos nos confrontos registados hoje, quinta-feira. Um forte tiroteio registou-se hoje manhã em Maputo, na Avenida Julius Nyerere, entre Magoanine e Xiquelene. No local está um grande contingente policial, da Polícia da República de Moçambique (PRM) e da Força de Intervenção Rápida.
Na periferia da capital moçambicana, há notícia de desacatos pontuais, mas que estarão a ser controlados e vigiados pelos agentes da polícia.
Em Maputo, não circulam transportes públicos, não há venda de rua e quase não se vêem pessoas.
Decorre a esta hora um Conselho de Ministros Extraordinário, do qual deverão sair medidas para fazer face à actual situação de instabilidade.

Fonte: Rádio Moçambique - 02.09.2010

Reflectindo: Só depois de reuniões do partidão é que o Presidente da República reune o Conselho de Ministros. Jeremias Langa e outros observadores têm razão: "inaceitável sobreposição que se continua a fazer do partido Frelimo em relação ao Estado e ao governo...no auge da crise, quando todos ansiavam por uma palavra de conforto do mais alto magistrado da nação, foi o porta-voz do partido Frelimo que veio falar primeiro, em pose de estadista. Seguiu-se o ministro do Interior e, finalmente, numa lógica tão inaceitável quanto intrigante, o Chefe de Estado, bem já ao princípio da noite, quando o caldo há muito estava entornado! É inacreditável!" (Langa, Jeremias)

terça-feira, maio 06, 2014

"Será que quem dá esse tipo de ordem não se apercebe que está a dar armas aos críticos do sistema? "

MARCO DO CORREIO 

Por Machado da Graça

Caro amigo Timóteo

Como está essa saúde? A minha, felizmente, está bem.

Quem parece estar com a saúde um bocado aba­lada é a liberdade de imprensa, entre nós. E isso nota-se em vários aspectos.

Por exemplo, para comemorar o Dia Internacional da Liberdade de Imprensa, o Jornal da Manhã, da Rádio Moçambique, dedicou a esse tema um dos seus últimos Cafés da Manhã. O que é muito de louvar.

O convidado foi o jornalista Tomás Vieira Mário que, embora com muita diplomacia, foi colocando o dedo nas principais feridas abertas nesta sensível questão. Falou do problema da auto-censura e das suas ligações ao momento político que o país vive. Falou, principalmente, do medo que muitos profis­sionais têm de perder o seu ganha-pão se não cum­prirem com “orientações superiores” que, em teoria, nunca lhes deveriam ter sido dadas.

terça-feira, setembro 03, 2013

Empresa do filho de Khálau usa armas exclusivas da PRM e FADM

O semanário Canal de Moçambique noticiou, em matéria de destaques na sua última edição, um caso de claro conflito de interesses e que até pode resvalar-se em crime, envolvendo o actual comandante-geral da Polícia da República de Moçambique (PRM), Jorge Khálau, que está ligado a uma empresa privada de prestação de serviços de segurança, uma área que ele próprio deve superintender como figura executiva do Estado, no ramo.

sábado, setembro 26, 2009

A nível da região: Porto de Nacala é o menos poluído

O Porto de Nacala localizado na província de Nampula, foi recentemente considerado pela “BM Trada Certification”, entidade responsável pela certificação internacional dos Sistemas de Gestão Ambiental (SGA), como o porto menos poluído da região austral de África.

Para o efeito, o Corredor de Desenvolvimento do Norte (CDN), empresa gestora do complexo ferro-portuário de Nacala e da linha férrea que liga o Porto de Nacala aos países do “hinterland”, recebeu há dias da “BM Trada Certification Limited”, um certificado “ISO 14001”, o qual assegura que o CDN, além de estar preocupado com a obtenção de lucros, também se compromete em gerir de forma saudável o ambiente do espaço onde desenvolve as suas actividades, que se traduz na redução dos derrames de óleos ao mar, maneio seguro de produtos tóxicos (caso de klinquer, adubos e outros), que tem o Porto de Nacala como porta de saída e entrada.
O administrador-delegado do CDN, Fernando Couto, reconheceu que há três anos atrás a empresa que dirige, apenas estava preocupada em fazer dinheiro, pouco se importando com os danos ambientais decorrentes disso.
“Aqui na zona de descarga dos contentores, era o local onde fazíamos a descarga dos óleos e outros combustíveis que provinham das actividades de limpeza das máquinas”, realçou a nossa fonte, acrescentando que hoje, segundo constatámos, as águas do mar apresentam-se limpas.

CERTIFICADO INTERNACIONAL

A atribuição do certificado de gestão ambiental “ISO 14001” faz com que o Porto de Nacala tenha benefícios não só corporativos, como financeiros que vão desde a melhoria do relacionamento com as partes interessadas, até à obtenção de custos reduzidos através do uso responsável dos materiais e práticas ambientalmente sensíveis.
O director do Porto de Nacala, Agostinho Langa, chamou atenção aos clientes para a necessidade de colaborarem com as entidades portuárias, através da percepção da pontualidade de introdução das normas “ISO 14001”.
“Doravante, não permitiremos a entrada e circulação no Porto de Nacala de viaturas não concebidas para realizar as actividades específicas. Se vai carregar combustível deve ser com camião-cisterna, se vai carregar trigo a granel, o meio de carregamento deve apresentar requisitos para o efeito e ponto final”, salientou Langa.
A violação das normas estabelecidas pelo “ISO 14001”, implicará a retirada do certificado, situação que o CDN diz não estar interessado que isso aconteça, supostamente por ter investido muito dinheiro (350 mil dólares), para a sua concessão.
Enquanto isso, outros dados indicam que o Banco Mundial está interessado em financiar a reabilitação da ferrovia, que liga o Porto de Nacala aos países do “hinterland”, casos de Malawi e Zâmbia.
Não foi revelado o montante a ser injectado, sob forma de crédito ao Governo moçambicano, mas foi assegurado que uma missão técnica daquela instituição credora mundial estará em Moçambique nos próximos dias, para estudo de viabilidade.
O troço mais crítico da ferrovia é o que liga as cidades de Cuamba à zona fronteiriça com o Malawi, numa distância de 77 quilómetros.
Segundo Couto, serão necessários entre 25 e 80 milhões de dólares para colocar o troço em referência transitável em todas as épocas do ano.

Fonte: Rádio Mocambique