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terça-feira, janeiro 09, 2018

Todos nós somos actores no nosso processo democrático

A bem do nosso processo democrático, a bem da nação, a imprensa pública como a privada devíam dar tempo de antena e de forma mais equilibrada a todos os partidos e associações e respectivos candidatos das eleições intercalares de Nampula. Contudo, observado no último jornal da noite da STV, o PAHUMO e AMUSI não gozaram do mesmo direito e nem houve comentário se estes sairam à rua ou não. Todos nós somos actores importantes do nosso processo democrático.

quinta-feira, outubro 27, 2016

Salomao Moyana ameaça abandonar “Pontos de Vista” da STV

O jornalista Salomao Moyana ameaça abandonar a sua participação semanal no programa “Pontos de Vista”, da STV que é transmitido todos os domingos a noite, depois do Telejornal.
Segundo soubemos, Moyana está em rota de colisão com o canal televisivo privado na sequência da não transmissão do ultimo programa, precisamente no domingo, no qual ele era o comentador único, uma vez que o seu colega, Fernando Lima, está de viagem ao estrangeiro precisamente com Jeremias Langa, o moderador do mesmo.
Segundo escreveu Moyana, na segunda-feira, num breve comunicado publico, o programa foi gravado na sexta-feira e só pela noite dentro de domingo ele soube que o mesmo não iria para o ar o que lhe criou indignação.
A ele, o jornalista com quem gravou a entrevista, Francisco Mandlate alegou questões técnicas para a não transmissão do programa mas Moyana suspeita que a decisão de cancelar a transmissão se deveu aos seus posicionamentos sobre a nomeação da nova ministra dos Recursos Minerais e Energia. Aparentemente, Moyana está contra essa nomeação e expôs os seus argumentos no tal programa.

segunda-feira, outubro 24, 2016

Será Verdade? Salomão Moyana zangado com a Stv?

O Jornalista e Comentarista do Programa “Pontos de Vista” da Stv, Salomão Moyana, está zangado. Tudo porque segundo uma mensagem tida como dele e que circula nas redes sociais, explica os porquês do programa onde ele comenta não ter ido ao ar na noite deste domingo como tem sido habito. Leia na integra

“Através deste meio, informo aos moçambicanos que, pela primeira vez, hoje não houve o programa Pontos de Vista, precisamente porque gravei o programa sozinho na ausência de Jeremias Langa e Fernando Lima, os quais viajaram com Celso Correia para Turquia. Gravei o programa na sexta feira as 13.30 mas só agora as 22 horas de domingo, depois de muita insistência é que o Francisco Mandlate, numa voz embargada, diz que o programa não foi parar o ar por problemas técnicos.
Eu, Salomão Moyana, não vou mais à stv antes de porém no ar o programa que gravei na última sexta feira. Falei coisas muito graves sobre a nova ministra dos recursos minerais e energias e pedi ao presidente da república para a exonerar imediatamente antes de se manchar com essa a nomeação. Falei também coisas inéditas sobre Samora Machel. Estou preocupado com a postura da stv. Socorro!”-
S. Moyana.

Fonte: Diário da Zambézia in INFROMOZ – 24.10.2016

quinta-feira, setembro 05, 2013

Detidos e soltos dois jornalistas da STV

Beira

Os jornalistas flagraram uma operação de recrutamento de jovens só da Frelimo para preencherem vagas nas Assembleias de Voto que funcionarão nas próximas eleições

Os jornalistas Adriano Remedi e Miraldina Gabriel, ambos ao serviço da STV, do Grupo SOICO, foram detidos ontem na Beira, durante três horas consecutivas, na 11.ª Esquadra da Polícia da República de Moçambique (PRM) na capital da província em Sofala. Tudo começou quando, depois de uma denúncia, os referidos repórteres e ainda um terceiro jornalista, Francisco Raiva, interceptaram centenas de jovens do partido Frelimo num processo de selecção para preencherem os postos depresidentes de assembleias de voto nas próximas eleições.

quarta-feira, setembro 14, 2011

Que comentários para esta homenagem?

Obrigado, Presidente!

Chefe do Estado distinguido pelo relançamento da cooperação entre Moçambique e Portugal.
Numa cerimónia de gala, a Câmara de Comércio Moçambique-Portugal indicou o Chefe do Estado moçambicano como presidente honorário da instituição, tendo em conta o impulso dado por Armando Guebuza para a criação do organismo. Desde que tomou posse, o Chefe do Estado viu em Portugal um parceiro estratégico. Hoje, os números não escondem: as vendas entre as partes dispararam mais de 50%.

quarta-feira, janeiro 30, 2008

A STV: A Frelimo vai recuperar os municípios sob governacão da Renamo?

A Frelimo vai ou não recuperar os municípios em poder da Renamo nas próximas eleições autárquicas?

Esta é uma pergunta problemática como o Bayano afirma no Diário de sociólogo e fundamentalmente porque as autarquias não pertencem a nenhum partido, mas sim ao estado moçambicano, tendo os partidos e associações moçambicanos, a pé de igualdade, o direito de concorrer para governá-las. Mas porque a STV optou por servir a retórica do Filipe Paúnde, vou tentar analisar neste texto o serviço prestado por este meio de comunicação social. A pergunta parece ser mais intencionada para exprimir o desejo do jornalista ou da direcção do STV de fim da democracia multipartidária e regresso ao regime monopartidário como Marcelino dos Santos e Mariano Matsinhe declararam publicamente.

Recuperar como se reaver algo perdido de seu direito inalienável como é o caso dos municípios da Beira, Nacala-Porto, Ilha de Moçambique e Angoche e porque não Marromeu é falacioso. Se na altura das assembleias distritais a Frelimo os governava foi por imposição, foi por ditadura. Se a Frelimo governou todos os 33 municípios como resultado das eleições autárquicas de 1998, foi por os partidos da oposição e em particular a Renamo ter as boicotado. Ainda, há que notar que a participação foi de menos de 15 % dos eleitores e mesmo contando com votos enchidos fraudulentamente nas urnas. A exemplo está o que foi provado em Dondo (ver aqui). Acima de tudo, houve uma campanha nacional de boicote a estas eleições o que pelo elevado número de abstenções nos pode criar dúvida se não é o boicote que havia ganho naquele escrutínio.
Nas eleições de 2003, houve uma repetição de um fluxo de abstenções embora houvesse a participação dos partidos da oposição. Os resultados, que devem ter sido influenciados pelo grande número de abstenções, foi totalmente contrário as previsões (ver aqui ) baseadas nos resultados das eleições gerais de 1994 e 1999. Segundo AWEPA, a previsão era de a Frelimo ganhar em 18 e a Renamo em 15 municípios, enquanto que em dois, nomeadamente Nampula e Quelimane seria uma disputa renhida entre os partidos principais. Aliás nesta previsão a Renamo estava segura em sete municípios e a Frelimo quinze e, em disputa estavam onze municípios. Surpreendemente, a Renamo ganhou em 2 dos municípios seguros e 2 dos em disputa.

Para mim, uma pergunta válida e favorável à democracia multipartidária seria de se a Renamo recuperaria o seu apoio eleitoral, ela conseguiria mobilizar o seu potencial eleitoral para ir às urnas nas próximas eleições autárquicas. Isto porque na percepção de muitos analistas, um dos grandes causadores das derrotas da Renamo é o maior número de abstenções do seu potencial eleitoral.