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quarta-feira, abril 26, 2017

Moçambique é o país do mundo mais amigo do ambiente

Moçambique é o país do mundo que tem um menor impacto mundial, de acordo com um 'ranking' hoje publicado pela consultora britânica MoneySupermaket, que coloca a Etiópia na segunda posição.
Moçambique é um país onde 99,87% da energia consumida é 'verde', e as emissões de dióxido de carbono rondam as 0,1 toneladas por pessoa, com uma reposição de 0,07 árvores abatidas.
O 'ranking' apresenta Moçambique como o país mais limpo na utilização de energia, numa lista onde se destacam também as boas classificações da Etiópia, Zâmbia e Lituânia, e na qual Portugal aparece em 72.º.
Pelo contrário, a lista dos mais poluidores é liderada por Trindade e Tobago, Estados Unidos da América e Sri Lanka.
Fonte: LUSA – 26.04.2017

sexta-feira, junho 15, 2012

PF impede crítico da Vale em Moçambique de entrar no Brasil

O jornalista Jeremias Vunjanhe, da ONG Justiça Ambiental, de Moçambique, foi impedido de entrar no país pela Polícia Federal.
Ele viria participar da Cúpula dos Povos, movimento paralelo à Rio+20, mas não pôde deixar o aeroporto internacional de Guarulhos.
Vunjanhe é conhecido em Moçambique por ser um crítico à atuação da companhia Vale no país. Na Cúpula dos Povos, ele participaria de um evento chamado 3º Encontro Internacional dos Atingidos pela Vale.
A instalação da mineradora brasileira em Moçambique tem gerado polêmica e diversos conflitos entre o governo e os órgãos de direitos humanos locais.
Jeremias Vunjanhe chegou em voo de Maputo, na terça-feira, dia 12. Ao desembarcar teve o passaporte recolhido e um carimbo: Impedido da Sinpi (Sistema Nacional de Impedidos e Procurados). Ler mais (Tribuna Hoje)

Reflectindo: E o que diz o Ministério dos Negócios Estrangeiros do nosso país?

sexta-feira, maio 18, 2012

Pesca indiscriminada ameaça eco-turismo em Inhambane

Por Márcia N. Horst

Isto eh inacreditável...alguém acredita que o Banco mundial financiou barcos a motor e redes aos pescadores das zonas turísticas, sem uma previa formacao, sem capacitação nenhuma, sobre as espécies mais importantes destas praia, que nós todos dependemos delas para o nosso desenvolvimento turistico, e hoje, a cada dia esses pescadores só pescam essas espécies que o povo depende delas..EU ESTOU EM ESTADO DE CHOQUE, e me pergunto, onde estavam essas ditas associações de preservação, concernência, whatever se chamam, quando o banco mundial fez essa entrega? e no fim claro quem irá sofrer somos nós, quando nenhum turista vier para as nossas praias.....incrível este Moçambique...ONDE ESTÃO OS RESPONSÁVEIS DO MERGULHO DESTE PAIS?? ISHHH
Ler também aqui

Fonte: aqui

quinta-feira, maio 10, 2012

Moma pode tornar-se num deserto com a implantação da Kenmare

A sociedade civil e a população do distrito de Moma, província de Nampula, estão de costas voltadas com a empresa irlandesa Kenmare que se dedica à exploração de areias pesadas com destaque para Zircão, Ilminite e Rutilo. Em causa está a situação em que se encontram as terras onde são exploradas aqueles recursos minerais no posto administrativo de Tophito.
Nos locais explorados pela empresa desde que ela se implantou naquele posto administrativo constata-se que nada está a ser feito no sentido de melhorar ou regenerar as áreas onde foram retirados os referidos recursos, o que faz com que grande parte da população e organizações da sociedade civil estejam preocupados com o futuro das zonas e de todo o distrito de Moma, visto que a segunda fase do projecto terá mais de 150 anos. Ler mais

terça-feira, março 13, 2012

Município de Inhambane embaraçado agrava suspeitas de que Aires Ali está envolvido em crime ambiental

Projectos ilegais na orla marítima na Praia do Tofinho

Primeiro-ministro Aires Ali está a ser acusado publicamente na Cidade de Inhambane de ser o principal interessado no projecto da “Tradewinds, Lda.” na Praia do Tofinho, e quando a questão deste autêntico crime ambiental foi colocada ao presidente interino do Município de Inhambane este fugiu da Reportagem do Canalmoz deixando o jornalista sozinho na sala de audiências da edilidade. Ler mais

domingo, novembro 15, 2009

África sonha com "grande muralha verde" para parar o avanço do Sahara


Uma "grande muralha verde", que se estenderia do Senegal até Djibuti para parar o avanço do deserto do Sahara, é o grande sonho da África, que deseja impusionar o projecto - parado há quatro anos - durante a conferência mundial do clima em Dezembro, em Copenhague.
"A África não irá com as mãos vazias para a cúpula de Copenhague. O projecto da 'Grande Muralha Verde' será apresentado pelo presidente Abdulaye Wade", informou o ministro senegalês de Meio Ambiente, Djibo Ka. O projecto, no entanto, enfrenta seu maior obstáculo que é o financiamento. A ideia de criar uma barreira de vegetação e bacias de retenção para acumular a água da chuva de 7.000 km de extensão e 15 km de largura foi lançada pelo ex-presidente nigeriano Olusegun Obasanjo em 2005 e posteriormente retomada por seu colega senegalês.
Segundo o Fundo das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), as florestas da zona saariana desaparecem num ritmo precupante de dois milhões de hectares por ano. O aquecimento do planeta só acentuará o fenómeno, levando, além disso, a importantes migrações de populações em países já pobres e instáveis. Dos 11 países associados ao ambicioso projecto, o Senegal é o mais activo, apesar de suas realizações serem modestas, pois apenas 10 km de "muralha verde" foram plantadas nos últimos dois anos, como reconheceu o ministro do Meio Ambiente.
"Plantamos espécies locais, como acácias, que se adaptam bem e produzem goma arábica, que é fonte de recursos para os habitantes da zona", enfatizou o coronel Matar Cissé, director da Agência Nacional da Grande Muralha Verde. "O principal desafio é proteger as plantações para o gado; fazem falta barreiras, e também dispositivos corta-fogo na previsão de incêndios", acrescentou.
No entanto, esse projecto idêntico ao da "grande muralha verde" chinesa, não conta com uma acolhida unânime, nem mesmo no Senegal. "Não creio neste projecto. Não há vontade política porque se está desmatando por todas as partes. Não existe a preocupação com um reflorestamento", assegurou o ecologista Haidar El Hali, membro da principal associaçao de protecção do meio ambiente do Senegal, a Oceanium.
Sem fazer grandes alardes na mídia, a Oceanium realizou nos últimos três meses uma inédita plantação de mangues em 5.000 hectares com o apoio financeiro do grupo francês Danone, que, desta forma, quer compensar as emissões de dióxido de carbono (CO2) de uma de suas filiais em solo francês.

Fonte: @VERDADE

sábado, setembro 26, 2009

A nível da região: Porto de Nacala é o menos poluído

O Porto de Nacala localizado na província de Nampula, foi recentemente considerado pela “BM Trada Certification”, entidade responsável pela certificação internacional dos Sistemas de Gestão Ambiental (SGA), como o porto menos poluído da região austral de África.

Para o efeito, o Corredor de Desenvolvimento do Norte (CDN), empresa gestora do complexo ferro-portuário de Nacala e da linha férrea que liga o Porto de Nacala aos países do “hinterland”, recebeu há dias da “BM Trada Certification Limited”, um certificado “ISO 14001”, o qual assegura que o CDN, além de estar preocupado com a obtenção de lucros, também se compromete em gerir de forma saudável o ambiente do espaço onde desenvolve as suas actividades, que se traduz na redução dos derrames de óleos ao mar, maneio seguro de produtos tóxicos (caso de klinquer, adubos e outros), que tem o Porto de Nacala como porta de saída e entrada.
O administrador-delegado do CDN, Fernando Couto, reconheceu que há três anos atrás a empresa que dirige, apenas estava preocupada em fazer dinheiro, pouco se importando com os danos ambientais decorrentes disso.
“Aqui na zona de descarga dos contentores, era o local onde fazíamos a descarga dos óleos e outros combustíveis que provinham das actividades de limpeza das máquinas”, realçou a nossa fonte, acrescentando que hoje, segundo constatámos, as águas do mar apresentam-se limpas.

CERTIFICADO INTERNACIONAL

A atribuição do certificado de gestão ambiental “ISO 14001” faz com que o Porto de Nacala tenha benefícios não só corporativos, como financeiros que vão desde a melhoria do relacionamento com as partes interessadas, até à obtenção de custos reduzidos através do uso responsável dos materiais e práticas ambientalmente sensíveis.
O director do Porto de Nacala, Agostinho Langa, chamou atenção aos clientes para a necessidade de colaborarem com as entidades portuárias, através da percepção da pontualidade de introdução das normas “ISO 14001”.
“Doravante, não permitiremos a entrada e circulação no Porto de Nacala de viaturas não concebidas para realizar as actividades específicas. Se vai carregar combustível deve ser com camião-cisterna, se vai carregar trigo a granel, o meio de carregamento deve apresentar requisitos para o efeito e ponto final”, salientou Langa.
A violação das normas estabelecidas pelo “ISO 14001”, implicará a retirada do certificado, situação que o CDN diz não estar interessado que isso aconteça, supostamente por ter investido muito dinheiro (350 mil dólares), para a sua concessão.
Enquanto isso, outros dados indicam que o Banco Mundial está interessado em financiar a reabilitação da ferrovia, que liga o Porto de Nacala aos países do “hinterland”, casos de Malawi e Zâmbia.
Não foi revelado o montante a ser injectado, sob forma de crédito ao Governo moçambicano, mas foi assegurado que uma missão técnica daquela instituição credora mundial estará em Moçambique nos próximos dias, para estudo de viabilidade.
O troço mais crítico da ferrovia é o que liga as cidades de Cuamba à zona fronteiriça com o Malawi, numa distância de 77 quilómetros.
Segundo Couto, serão necessários entre 25 e 80 milhões de dólares para colocar o troço em referência transitável em todas as épocas do ano.

Fonte: Rádio Mocambique

domingo, janeiro 18, 2009

Beba água com alumínio: tim, tim..!!

Por Ana Echevenguá*

No início de 2007, um condomínio de Florianópolis denunciou excesso de alumínio na água fornecida pela CASAN. A empresa construtora do prédio descobriu que a tubulação de cobre do edifício estava com problemas de corrosões. 05 exames laboratoriais, feitos ainda em 2007, confirmaram alumínio em quantidade 05 vezes maior que a permitida pela ANVISA - Agência Nacional de Vigilância Sanitária (0,2 mg por litro)1.

Vejam bem: início de 2007.

Na época, o Ministério Público Estadual instaurou inquérito civil para apurar as causas da contaminação. No vai-e-vem burocrático, somente em setembro de 2008, a Vigilância Sanitária do Estado confirmou alumínio na água da Florianópolis: dos 25 exames laboratoriais feitos na água, 21 atestaram isso.

Em dezembro de 2008, mais um laudo mostrou que a nossa água ainda tem alumínio: mais de 05 vezes superior ao permitido, que é de 0,20 mg/l.


A versão da CASAN

Em sua defesa, a CASAN disse que a sua água está dentro da lei: “nós fazemos acompanhamento constante da água servida”1. E apresentou um laudo dos testes que – prestem atenção - não analisou a quantidade de alumínio na água.

Depois, o cerco foi fechando, ela não pôde mais mentir e admitiu que as células e filtros da estação de captação de Pilões, em Santo Amaro da Imperatriz, estavam com problemas. Pediu prazo para consertar os equipamentos. E foi bem clara: enquanto não houver recuperação dessas células e filtros, o problema do alumínio na água vai continuar.


A água continua com alumínio


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* - Ana Echevenguá, advogada ambientalista, coordenadora do programa Eco&Ação, presidente da ong Ambiental Acqua Bios e da Academia Livre das Águas, e-mail: ana@ecoeacao.com.br
website: www.ecoeacao.com.br