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sábado, março 05, 2016

TENSÃO POLÍTICO-MILITAR: Oposição Construtiva avança propostas de solução

O Bloco da Oposição Construtiva, constituído pelos partidos PIMO e PEC-MT, avançou ontem duas propostas de solução consideradas cruciais para pôr termo às hostilidades militares que se registam na região centro do país, concretamente na província de Sofala.
A primeira prende-se com o cessar-fogo imediato pelas partes envolvidas, nomeadamente as forças governamentais e os homens armados da Renamo, num prazo de 72 horas, ou seja três dias contados a partir de ontem, sexta-feira, e o aquartelamento.
A segunda refere-se à retomada urgente do diálogo ao mais alto nível entre o Presidente da República, Filipe Nyusi, e o líder do maior partido da oposição, Afonso Dhlakama, de que resultaria um acordo visando a nomeação pelo Chefe do Estado de quadros da Renamo para cargos ministeriais e para governadores nas províncias onde ela reclama ter ganho as eleições de 2014.

quinta-feira, abril 24, 2014

Gerais 2014: PIMO queixa-se de problemas na recolha de assinaturas de apoio ao seu candidato presidencial

Depois do Movimento Democrático de Moçambique, o Partido Independente de Moçambique também acusa a Frelimo de ter instruído os seus órgãos, com destaque para os grupos dinamizadores, a impedirem a recolha de assinaturas de apoio aos candidatos presidenciais das outras formações políticas um pouco por todo o país. “Este partido não tem cultura de democracia. É anti-democrático. Os seus membros julgam-se acima da lei e das instituições do Estado. Se obstruem o trabalho da oposição, com quem vão concorrer nas eleições? Sozinhos?”, questiona Ya-qub Sibind, presidente e candidato do PIMO.

sábado, abril 12, 2014

Partidos extra-parlamentares sentem-se excluídos da eleição de membros da CNE

Os Partidos políticos extra-parlamentares dizem que foram excluídos do processo de eleição dos membros da sociedade civil para integrarem a Comissão Nacional de Eleições (CNE).
Entretanto, Yacub-sibindy, presidente do partido PIMO, entende que a eleição dos jornalistas Salomão Moyana e José Belmiro, cujas candidaturas foram suportadas pela Renamo e MDM, irão defender interesses da população no geral.
Já André balate discorda e defende que os jornalistas Moyana e Belmiro, estarão ao serviço dos partidos políticos e não para servir os interesses da população.

Fonte. O País online - 12.04.2014

quarta-feira, novembro 04, 2009

ELEIÇÕES COM SABOR A POUCO, VITÓRIA TAMBÉM COM IGUAL SABOR


Por Noé Nhanthumbo

FINALMENTE A MORTE DE ALGUNS POLÍTICOS DE PACOTILHA?

O que se queria era manter o poder e isto virtualmente foi conseguido. Num jogo de desiguais em que uns claramente estavam logo a partida beneficiados, os resultados que vão sendo anunciados não fogem do que se podia esperar numa situação dessas, ou numa situação como a que as forças políticas do país foram produzindo ao longo dos últimos meses.
Infelizmente a maioria dos partidos políticos moçambicanos ainda não se deu conta de que política feita sem o povo na agenda resulta em tudo menos a realização dos ditos objectivos programáticos anunciados ao público.
A morte anunciada de alguns políticos como Raúl Domingos, Sibindy, Mabote e Massingas, suas faunas acompanhantes, cujo percurso histórico parece já delineado e percorrido, vão ditar a clarificação do panorama político nacional.
Muitos dos que se diziam políticos e que até chegaram a criar partidos polítidos nada mais fizeram do entrar num projecto de curta duração com vista a angariar fundos governamentais disponibilizados aos partidos políticos concorrentes às eleições. E ao nível local foram mobilizando gente de igual natureza, de poucos escrúpulos, para montar uma máquina de ludibriar os moçambicanos. Gente que no mundo dos negócios é conhecida como vigarista como pode ser política com credibilidade? Gente que foi expulsa do emprego por roubo como pode parecer mobilizando pessoas? Gente de moral baixa, relações humanas duvidosas aparecendo como membro de topo de um partido político não ajudam a credibilidade desse partido.
Quando logo que são eliminados ou excluídos do processo de candidatura pela CNE, voltam-se para o partido no poder e começam a discursar que nem padres da mesma congregação, só se pode dizer que estamos perante tudo menos partidos políticos. É tudo um processo muitas vezes longo dependente do grau de cultura política, educação formal e situação económicafinanceira dos políticos em presença. Sabemos que definitivamente muitos dos políticos que temos pensam pela boca. Toda a falta de dignidade mínima que se verifica por parte de gente como Sibindy e outros líderes políticos que só aparecem em momento de eleições, mostrando claramente uma tendência tribal de orientação política, caracterizaram o voto em quase todo o sul de Moçambique. A estratégia de beneficiar alguns naturais do centro-norte com cargos e benesses comprou uma obedinêcia a prova de qualquer terramoto político.
Engana-se quem pensa que o factor tribal não tem sido determinante em todos estes anos de muiltipartidarismo.
Engana-se quem pensa que os dinheiros que mudaram de mãos, o acesso ilimitado aos cofres do estado não influiram directamente na maneira como muitas pessoas votaram.
Quantos milhões de meticais se gastaram dos cofres do estado em combustível para viaturas do estado e privadas utilizadas na campanha da Frelimo?
Quanto se pagou em hospedagem, alimentação, bebidas, aluguer tudo e mais alguma coisa durante a campanha eleitoral para as centenas de funcionários superiores que se deslocaram as diferentes províncias em nome da campanha eleitoral? Quanto dinheiro foi utilizado pelo aparato de segurança do PR, esposa, ministros, governadores, directores nacionais em nome da campanha?
Os que se diziam opositores afinal logo que lhes “meteram a xuxa na boca” calaram-se. Em paga do “saborosa xuxa” (dinheiro, não tenham dúvidas) começaram logo a elaborar discursos favoráveis ao candidato do regime no poder e a pintar os outros opositores de inexperientes e incapazes. Este cenário que se vive nestas primeiras horas após a votação tem a virtude mostrar quem é quem em Moçambique.
É preciso lutar-se com todas as forças para eliminar definitivamente do panorama político nacional toda a corja de políticos que mostraram aos moçambicanos uma triste figura de mercenários e oportunistas. Ladrões de consciência, comerciantes de vontades, cobardes de escritório ambulante, vão ser forçados a abandonar a cena política porque não merecem o nome de políticos.
As eleições passaram, os resultados vão ser contestados por uns e aceites por outros. A comunidade internacional como é do seu interesse vai se calar e dizer que tudo está normal. Os moçambicanos aprenderam mais uma vez alguma coisa.
Democracia vai acontecer algum dia... desta ganhou o músculo financeiro militar segurança.
Mas jamais será aquele Moçambique a que estavamos habituados...

DIÁRIO DA ZAMBÉZIA – 03.11.2009, retirado do Moçambique para todos

quinta-feira, outubro 22, 2009

A exclusão complicou a minha situação financeira

Confissão de Yaqub Sibindy depois de subornado pela Frelimo

“O presidente Guebuza pode ficar descansado em relação aos votos dos muçulmanos. Todos eles vão votar na Frelimo e em Guebuza. Agora, se a Frelimo perder, não será por causa dos votos dos muçulmanos, mas, sim, devido a outros factores que são exteriores à influência de Sibindy e dos muçulmanos”

Maputo (Canalmoz) – O presidente do Partido Independente de Moçambique (PIMO), Yaqub Sibindy, disse ao Canalmoz que a sua exclusão e a do seu partido da corrida eleitoral, complicou as suas contas financeiras pessoais. Isso porque, segundo nos explicou, todas as actividades desenvolvidas pelo seu partido foram suportadas pelo seu bolso, e com apoios dos seus familiares.
Sibindy fez essas declarações em reacção às informações que vêm sendo veiculadas, dando conta de que este se rendeu ao partido Frelimo para se ver livre de algumas dívidas que lhe tiravam sono. Assim, segundo essas informações, aparentemente sem saída para honrar com os seus compromissos financeiros, Sibindy pediu socorro ao grupo empresarial MBS, liderado pelo empresário Momad Bachir, apoiante confesso do partido Frelimo, o que este aceitou, na condição de o líder do PIMO que anteriormente criticava a Frelimo, anunciar publicamente a sua rendição perante o batuque e a maçaroca e Armando Guebuza.
A nível da imprensa, fala-se de 150 mil meticais, gastos por Sibindy em publicidade nos órgãos de comunicação social e no arrendamento das instalações da sede do partido. Questionámos ao presidente do PIMO o verdadeiro valor que gastou para cobrir tais encargos, ao que nos respondeu nos seguintes termos: “não sei com que base é que foram feitas essas contas e onde foram buscar os extractos. As dívidas que tenho podem ser superiores ou inferiores ao valor que está sendo propalado na imprensa. Por isso considero isso de perseguição e tentativa de denegrir a minha imagem na opinião pública”.

Quem não tem dívidas?

Adiante, Sibindy reconheceu que tem muitas dívidas, mas disse que isso não pode ser objecto de notícia, pois não interessa ao público, sendo, antes, uma questão pessoal. Disse ser caricato o facto de falarem apenas das suas dívidas, pois existem partidos que estão a concorrer para as eleições de 28 de Outubro próximo, também com muitas dívidas.
“Porquê é que apenas as dívidas de Yá-qub Sibindy são motivo de notícia? E porque é que os outros partidos são apadrinhados?” questionou aquele político. Disse que tem dívidas porque é desapoiado economicamente e é diferente de outros partidos, que têm parceiros. Sibindy afirmou, ainda, que todas as actividades que o seu partido desenvolve são com base nos seus recursos próprios, nos dos seus familiares, e no de gente de boa vontade da comunidade muçulmana. Acrescentou que, mesmo os EUA, têm dívidas nas Nações Unidas; daí que este não deve ser condenado por tê-las.

Sibindy já é chefe de Delegação da Frelimo

Após se ter filiado ao partido no poder, Frelimo, Yá-qub Sibindy foi nomeado chefe de uma delegação especial, que irá trabalhar nas províncias do norte do país, para persuadir os cidadãos muçulmanos daquela região a votarem na Frelimo e em Guebuza. Segundo ficámos a saber do próprio Yá-qub Sibindy, na tarde do último domingo este já tinha o voo marcado para o norte do país, onde iria intensificar a campanha da Frelimo e de Armando Guebuza. Sibindy disse que o seu partido tem muita influência, a nível da religião muçulmana, cuja maior parte de fiéis está no norte do país.
Disse à nossa reportagem que “o presidente Guebuza pode ficar descansado em relação aos votos dos muçulmanos. Todos eles vão votar na Frelimo e em Guebuza. Agora, se a Frelimo perder, não será por causa dos votos dos muçulmanos, mas, sim, devido a outros factores que são exteriores à influência de Sibindy e dos muçulmanos”.

(Matias Guente)

Fonte: CANALMOZ (2009-10-21)

terça-feira, julho 28, 2009

As razões e o manifesto da candidatura de Yaqub Sibindy

Yaqub Sibindy que apresentou ontem à sua candidatura à Presidência da República afirmou à imprensa, ao sair do CC, disse que a sua candidatura foi motivada pelo incumprimento das promessas do actual chefe do Estado, Armando Guebuza, que prometera pautar-se por uma governação inclusiva. “Quando vimos que aquele que ganhou está a governar sozinho, excluindo outros moçambicanos, sentimos a necessidade de nos candidatarmos”, disse Yaqub explicando que, os candidatos não são donos das soluções absolutas para os problemas de Moçambique.
O presidente do PIMO diz ter sentido, durante a governação de Guebuza, que interesses políticos e pessoais estiveram acima da agenda da nação.

Segundo o CanalMoz, as linhas gerais do manifesto do Sibindy e do seu partido PIMO assenta essencialmente em 7 políticas de governação, cujo objectivo é promover o desenvolvimento sustentável do País. Sibindy indicou como sendo prioridade para o seu eventual governo, a disponibilizar da terra para todos os moçambicanos, promover parcerias com o sector familiar e criar um embrião para uma futura classe de empresários de sucesso do País.

Fonte: CanalMoz