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quinta-feira, novembro 24, 2016

Carmelita Namashulua insiste que os corpos estavam irreconhecíveis

Ainda sobre a vala comum em Tete

Só não disse como é que, depois da exumação, os corpos se tornaram reconhecíveis.

O Governo continua a mentir sobre as razões da abertura de uma vala comum, onde havia enterrado doze corpos de vítimas do incêndio de proporções gigantescas que, até terça-feira, tinha causado a morte de 84 pessoas e ferido 173, na localidade de Caphridzange, no distrito de Moatize, na província de Tete. A ministra da Administração Estatal e Função Pública, Carmelita Namashilua, foi ontem à Assembleia da República repetir o que disse em ocasiões anteriores: que os corpos foram enterrados na vala comum porque estavam irreconhecíveis.

Os corpos vieram depois a ser exumados e reconhecidos, sem a intervenção da Medicina Legal.

“A realização da sepultura provisória de alguns corpos na vala comum deveu-se ao facto de se apresentarem num avançado estado de decomposição, carbonizados e desfigurados, dificultando a identificação e reconhecimento dos mesmos”, disse Carmelita Namashulua.

terça-feira, novembro 22, 2016

MDM impede enterro em vala comum ordenado pelo Governo em Caphiridzange

O Governo havia ordenado o enterro colectivo de algumas vítimas, alegadamente porque os corpos estavam irreconhecíveis. Os familiares das vítimas na tiveram a oportunidade de chegar perto dos corpos. A decisão do Governo foi tomada sem o parecer da Medicina Legal.

Depois do incêndio de proporções gigantes, que deflagrou a partir de um camião de combustível, que matou, até à noite de quinta-feira, 17 de Novembro, 75 pessoas e causou ferimentos a 100 pessoas, na localidade de Caphiridzange, no distrito de Moatize, na província de Tete, o Governo ordenou a abertura de uma vala comum para enterrar doze corpos, sobre os quais afirmava que estavam irreconhecíveis.

A vala tinha sido feita a escassos metros da rua onde o incidente ocorreu. A decisão do Governo foi unilateral. Os familiares das vítimas não tiveram a oportunidade de chegar perto dos corpos para o reconhecimento, nem a Medicina Legal foi chamada. A situação gerou uma indignação generalizada e com condimentos políticos à mistura, e acabou por se fazer a exumação dos corpos já enterrados, para efeitos de identificação pelos familiares, e um enterro condigno.

Geraldo Carvalho, deputado do Movimento Democrático de Moçambique, que se deslocou a Tete para acompanhar os desenvolvimentos da tragédia, contou ao nosso jornal que, depois da exumação, oito corpos foram reconhecidos pelos seus familiares sem intervenção da Medicina Legal, o que deita abaixo o discurso do Governo de que os corpos estavam irreconhecíveis.

quinta-feira, junho 30, 2016

Procuradoria de Manica exuma 11 corpos enterrados pela polícia sem autópsia

Investigação forense pretende identificar as vítimas e causas da morte e abandono.
A Procuradoria da República em Manica ordenou a exumação de 11 corpos, encontrados ao abandono nas matas do distrito de Macossa e enterrados pela polícia moçambicana sem realizar autópsias, numa zona onde foi denunciada a existência de vala comum.
A Procuradoria quer fazer exames forenses para identificar as vítimas e as causas das mortes.

terça-feira, junho 07, 2016

Dos números à semântica: O caso das valas comuns?

Abordar o presente assunto torna-se um desafio enorme quando a informação que disponho é escassa e até certo ponto contraditória.

Em forma de nota, anuncio que neste texto toda a informação é baseada em leituras e depoimentos de tudo o que foi dito/escrito até a data da publicação deste texto.

Antes de entrar no cerne da questão, torna-se pertinente trazer uma definição do nosso objecto de análise: vala comum.

Por um lado, segundo William Haglund, no seu livro The Archaeology of Contemporary Mass Graves (2001), vala comum é uma cova normalmente localizada nos cemitérios onde um conjunto de cadáveres que não podem ser colocados em sepultura individual, ou que são de origem desconhecida ou ainda não reclamados são enterrados sem cerimónia alguma. Na maioria das vezes os mesmos não são registrados nos locais onde foram enterrados.

Por outro lado, a Organização das Nações Unidas (ONU) define como vala comum a cova que contém três ou mais vítimas de uma execução (Massacre). Ler mais (Política e Sociedade - 06.06.2016)

quarta-feira, junho 01, 2016

Novas denúncias de corpos abandonados no centro de Moçambique

Presidente do MDM confirma descoberta de novos corpos.

Sete novos cadáveres foram descobertos recentemente por um camponês numa "machamba" no distrito de Macossa, em Manica, centro de Moçambique, uma área não distante onde há um mês jornalistas fotografaram 15 corpos abandonados nas matas.
Os novos corpos foram também documentados e fotografados por jornalistas no passado dia 27 de Maio, quando o grupo prosseguia com as investigações sobre a existência de uma vala comum na região.
Aumenta, assim, para 22 o número de cadáveres encontrados naquelas matas.
Em declarações aos jornalistas, o camponês que guiou a imprensa para o novo local disse que os corpos estavam abandonados no local há mais de dois meses, o que sugere que tenham sido ali colocados na mesma ocasião com os anteriores corpos.

terça-feira, maio 31, 2016

"Caso vala comum" -Investigação -Audição parlamentar

"TERMINADO O TEATRO, SÓ FALTA ESPERAR RESULTADO DA BILHETEIRA"

-Considera Arsénio Sebastião, terminada a investigação parlamentar que concluiu a não existência da vala comum na província de Sofala.

Gorongosa (Magazine CRV) -- Chegados ao posto administrativo de Canda, a caravana estacionou no rio Nhaduwe - exactamente como teria acontecido recentemente com o grupo de jornalistas que desafiando as ordens governamentais atravessou o rio, chegou até ao cruzamento de Macossa e se deparado com os corpos decompostos espalhados na mata - e a equipa parlamentar dirigiu a investigação ouvindo alguns residentes que unânimamente afirmaram jamais terem visto casos de corpos humanos nas matas ou da vala comum.

Os jornalistas solicitaram que se fosse para lá do rio Nhaduwe e não encontraram receptividade porque, conforme dito, a investigação se cingia à província de Sofala.

Esta situação criou descontentamento no seio de alguns jornalistas. Por exemplo, Arsénio Sebastião, jornalista da DW - que com André Catueira da Lusa despoletaram este caso - considerou esta investigação limitada ao território de Sofala de um "teatro" que só aguarda a "receita da bilheteira", ou seja, o relatório final. Outros escribas consideraram esta deslocação como uma passeata.

Daviz Simango considera absurdo negar existência de valas comuns

O Movimento Democrático de Moçambique (MDM) classifica de absurdo negar a existência de valas comuns no Centro do país e condenou a falta de autópsia de um médico legista, dos cadáveres descobertos na região.
Esta reacção consta de um comunicado de imprensa enviado à nossa redacção, um dia depois da Governadora de Sofala, Maria Helena Taipo, ter negado, de forma categórica, a existência de valas comuns naquela província.
“Negar que não há vala comum é um contrassenso, pois onde houver mais que dois corpos é vala comum ou se trata de massacre”, indica o comunicado, citando o líder do partido, Daviz Simango.
O terceiro maior partido nacional critica ainda o tratamento aos corpos encontrados, negando que os mesmos tenham sido enterrados.
“Uma outra mentira monumental foi terem dito que os corpos foram enterrados. Testemunhas oculares desmentem esta versão e dizem que deitaram por cima dos corpos um bocado de areia, deixando várias partes dos corpos descobertos e ao alcance de abutres e de outros animais”, salientou.
Hoje, a Comissão dos Assuntos Constitucionais, Direitos Humanos e de Legalidade trabalhou na região de Canda, onde se alega existir Vala Comum com mais de 100 corpos.

Fonte: O País – 31.05.2016

segunda-feira, maio 30, 2016

Ministro da Justiça ameaça processar a Lusa por divulgação de informações sobre alegada vala comum no centro de Moçambique

O ministro da Justiça' Assuntos Constitucionais e Religiosos, Isac Chande disse, na sexta-feira (27) passada, que caso não haja provas sobre a alegada existência de valas comum contendo 120 corpos em Gorongosa, na província de Sofala, o Governo vai intentar uma acção judicial contra a Agência Lusa, por ter disseminado tal informação.

Aquele órgão português de comunicação social veiculou que "um grupo de camponeses encontrou" teria encontrado "uma vala comum com mais de cem corpos na zona 76, no posto administrativo de Canda, no distrito de Gorongosa", onde tem havido confrontos militares entre os guerrilheiros da Renamo e os Forças de Defesa e Segurança (FDS). A notícia foi imediatamente redifundida por outros media, nacionais e internacionais, e correu o mundo como um rastilho de pólvora.

domingo, maio 29, 2016

Moçambique: encontrados mais corpos abandonados

Esta quarta-feira (25.05) foram encontrados mais sete cadáveres nas matas do distrito em Macossa, Manica. Os corpos terão sido abandonados há dois meses e a zona onde foram depositados foi queimada.
A descoberta foi feita por um grupo de jornalistas, incluíndo um repórter da DW África, que se deslocou ao local para investigar a existência de valas comuns. Sobe assim para 21 o número total decorpos encontrados nesta zona desde o início do mês.
Perto dos corpos foram encontradas cápsulas e botijas de plástico, com alguns restos de líquidos. Alguns dos corpos aparentam ter sido amarrados e estar sem roupa.
Segundo os testemunhos de um agricultor e de um garimpeiro que costumam trabalhar na baixa do rio Nhaduwe, a cinco quilómetros do local onde foram encontrados os cadáveres, os corpos terão sido abandonados durante a noite, por desconhecidos. “Já passaram dois meses desde que eu vi estas pessoas aqui. Acordei muito cedo para ir à minha machamba, quando vi as pessoas mortas. Fui-me embora e não voltei mais”, conta um deles. Ler mais (Deutsche Welle - 27.05.2016) 

sexta-feira, maio 27, 2016

A Comissão Parlamentar de Investigacão: A montanha vai parir rato?

Da audiência do Ministro da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos (lindo título) à comissão parlamentar dos Assuntos Constitucionais, Direitos Humanos e de Legalidade (também boa imitação, mas na essência???), éis que:
Lendo o texto e ou escutando da repórter da TVM:
“Isaque Chande diz que as investigações continuam mas que instabilidade político militar na zona onde foram encontrados corpos está a dificultar o trabalho destinado a responsabilização [esta interpretação da repórter da TVM, pois que o ministro não disse exactamente] dos autores  e de identificadas as causas das mortes. “

Questões surgem:

A zona não é a que foi reportada pela imprensa internacional como fortemente controlada pelas forças de defesa e segurança?
Será que as FDS estão nessa zona sem chefia e sem missão de garantir a defesa e segurança da zona que controlam? Assassinando-se cidadãos e atirando-se corpos sem vida nessa zona não há ainda motivo nem quem possa responder na justiça? Não há relatórios sistemático sobre ocorrências na zona? E o administrador do distrito, o chefe do posto nada dizem?
Parece-me que tanto o ministro como o chefe da Primeira Comissão Parlamentar, o deputado Edson Macuácua, estão a se concentrar em número de corpos e não no acto que não é apenas criminoso, anti-humano, mas MUITO VERGONHOSO para cada moçambicano. Eu próprio nunca acreditei que alguém fosse lá contar corpos em decomposição e muito menos ainda numa vala como se reportou para determinar que eram 100 ou 120. A única coisa que suspeitei e suspeito é que quem forneceu e fornece o número ainda que não seja certo, deva ser um dos carrascos ou transportadores dos já mortos para esse ou outros locais. Por este discurso sobretudo de Edson Macuácua, corre grande risco da MONTANHA  PARIR  RATO.

MINISTRO DA JUSTIÇA ISAQUE CHANDE DIZ QUE NÃO VIRAM VALA COMUM EM MANICA...

Ministro da Justiça confirmou esta sexta-feira, em sede da comissão parlamentar dos Assuntos Constitucionais, Direitos Humanos e de Legalidade que a as investigações preliminares conjunta entre a Policia e as procuradorias provinciais de Manica e de Sofala não indicam a existência de vala comum.
Isaque Chande confirmou que foram encontrados onze corpos zona entre os distritos de Macossa em Manica e Gorongosa em Sofala.
Isaque Chande diz que as investigações continuam mas que instabilidade político militar na zona onde foram encontrados corpos está a dificultar o trabalho destinado a responsabilização dos autores [esta interpretação da repórter da TVM, pois que o ministro não disse exactamente] e de identificadas as causas das mortes.
Esta sexta-feira foi a vez do ministério da Justiça Assuntos Constitucionais e religiosos apresentar a sua informação sobre as acções realizadas para esclarecer a existência ou não de alegada vala comum entre as província de Manica e Sofala em torno da violação dos direitos humanos no país.
A audição ao Ministério da Justiça marca o fim do processo da prestação de informação a primeira comissão pelas instituições de justiça e de legalidade.
Em sede da primeira Comissão, o titular da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos disse que o facto dos corpos terem sido encontrados numa zona de instabilidade politico militar está a dificultar a identificação das pessoas mortas e a responsabilização dos actores.
De acordo com o ministro, a informação sobre alegada existência no pais de vala comum teve um impacto de dimensão internacional, e suscitar explicações por parte das organizações da Nações Unidas e parceiros de cooperação. Isaque Chande considera que a as averiguações no terreno pela primeira comissão irão permitir um maior esclarecimento sobre assunto.
As averiguações pela comissão dos Assuntos Constitucionais, Direitos Humanos e de legalidade terreno iniciam na próxima segunda-feira na província de Sofala e vão durar quinze dias.

Fonte: TVM – 27.05.2016


quinta-feira, maio 26, 2016

“Investigação a vala comum é necessária para tranquilizar as pessoas”

O presidente do MDM, Daviz Simango, considera que Moçambique viola os direitos humanos e que motivos políticos estão a travar a investigação das denúncias de valas comuns.
Nas últimas semanas foram encontrados corpos abandonados no centro de Moçambique e a denúncia da existência de uma vala comum, com mais de uma centena de cadáveres, levou o Alto Comissariado das Nações Unidas a pedir esclarecimentos às autoridades moçambicanas.
A Procuradoria-Geral da República que tomou conta do caso garante até hoje não ter encontrado a vala comum e assegurou que irá continuar a averiguar o caso.
Em entrevista à DW África o líder do Movimento Democrático de Moçambique fala dos fatores que dificultam a investigação. Daviz Simango considera ainda que o que passa no país é de particular gravidade e que Moçambique poderá ser rotulado como uma nação que viola os direitos humanos. Ler mais ( Deutsche Welle – 25.05.2016)

Al-Jazeera mostra restos humanos ainda visíveis em local de corpos abandonados em Moçambique

A cadeia de televisão internacional Al-Jazeera deslocou-se no passado fim de semana ao local onde foram localizados cadáveres abandonados no centro de Moçambique e, três semanas após terem sido descobertos, ainda há restos humanos à superfície.
As imagens da reportagem da Al-Jazeera mostram vestígios dos cadáveres visíveis, incluindo uma caveira e larvas sobre restos humanos, no local onde há três semanas uma equipa de jornalistas, entre os quais da Lusa, testemunharam e documentaram corpos abandonados no mato, sob uma ponte entre os distritos de Gorongosa e Macossa, junto da principal estrada do país.
Apesar de as autoridades moçambicanas terem anunciado que os corpos foram enterrados, as imagens exibem uma sepultura coletiva feita com uma pequena camada de terra sobre cadáveres, sem os tapar por completo.
“Não se sabe quem são, como morreram ou foram mortos e por que estão aqui”, assinalou a repórter da cadeia de televisão do Qatar, quando gravava no local, no passado domingo.

terça-feira, maio 24, 2016

Primeira Comissão da Assembleia da República investiga “Caso valas comuns”

A Primeira Comissão da Assembleia da República inicia, amanhã, as investigações sobre a existência ou não de valas comuns para vítimas da tensão política, no Centro do país.
De acordo com o cronograma definido pela Comissão, os trabalhos começam com uma audição a alguns órgãos do Estado, nomeadamente, os Ministérios do Interior e da Justiça, e a Procuradoria-Geral da República, de modo a colher as informações preliminares existentes. Mais do que apurar a existência ou não das alegadas valas comuns, a comissão pretende saber o que aconteceu com os 13 corpos encontrados em Macossa.
No próximo Domingo, os membros da comissão partem para o trabalho na zona suspeita, prevendo que em 15 dias o relatório seja concluído.
A Renamo afastou-se da equipa que vai fazer as investigações, por discordar com alguns procedimentos seguidos para a indigitação da comissão. 

Fonte: O País – 24.05.2016

terça-feira, maio 17, 2016

Governo diz que há vestígios de crime no caso de corpos abandonados

O ministro do Interior afirmou hoje em Maputo que há vestígios de crime no caso de cadáveres descobertos ao abandono no centro do país, assinalando que, apesar de os corpos terem sido sepultados, as investigações vão continuar.
"Por mais que o objecto do crime não pareça estar visível, existem manifestações criminosas. A polícia pode fazer falar aqueles elementos que podem nos conduzir ao esclarecimento deste crime", declarou Basílio Monteiro, em declarações aos jornalistas, na Praça dos Heróis, à margem da cerimónia evocativa do Dia da Polícia da República de Moçambique, que se celebrou hoje em todo o país.
Basílio Monteiro acrescentou que o enterro dos corpos, ocorrido há mais de uma semana, não significa o encerramento das investigações, apontando que o trabalho da polícia vai continuar.
"O enterro dos corpos não significa o encerramento das investigações. O trabalho vai continuar e, na melhor ocasião, podemos ter mais informações sobre o caso", afirmou o ministro do Interior de Moçambique.
Jornalistas de vários órgãos de comunicação social, incluindo a Lusa, testemunharam e fotografaram, a 30 de Abril, 15 corpos espalhados no mato, apontando a localização da descoberta como o distrito da Gorongosa, província de Sofala.

segunda-feira, maio 16, 2016

“Os corpos apanhados em Manica é obra da Renamo” diz Ministro do Interior

Numa altura em que os comandados por Afonso Dhlakama, intensificam os seus ataques na zona centro do país, o Ministro do Interior, Basílio Monteiro, disse que a prioridade é reforçar o patrulhamento.
“Interessa-nos aperfeiçoar os mecanismo de escolta nos troços que de alguma forma tem sido vitima de comportamento como esses”, acrescentando que “não ha registo de Baixas no seio das Forças de Defesa e Segurança”.
Numa outra abordagem o Ministro do Interior falou sobre os corpos em avançado estado de decomposição na província centra de Manica, mas concretamente no Distrito de Macossa. O mesmo avançou que foram os Homens Armados da Renamo que assassinaram aquelas pessoas. Ler mais (mozmassako – 16.05.2016)

quarta-feira, maio 11, 2016

Polícia moçambicana não confirma autópsias a corpos enterrados no centro

Apesar de não ter sido feita uma investigação independente, as autoridades mandaram enterrar parte dos corpos encontrados numa vala comum no centro de Moçambique. A polícia não garante que tenham sido autopsiados.
Na segunda-feira (09.05), o Parlamento moçambicano anunciou que uma delegação sua vai averiguar no terreno as denúncias relacionadas com a descoberta de uma vala comum, com mais de 100 cadáveres, e de corpos abandonados nas províncias centrais de Manica e Sofala.

O pedido de investigação foi pelo pelo Movimento Democrático de Moçambique (MDM), o segundo maior partido da oposição. Lutero Simango, líder da bancada parlamentar do partido, destaca a urgência da averiguação e garante que esta decisão foi consensual no Parlamento, onde estão também representados a Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO), o partido no poder, e a Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO), o principal partido da oposição. Ler mais (11.05.2016)

terça-feira, maio 10, 2016

Liga dos Direitos Humanos exige investigação da ONU a denúncias de valas comuns

A presidente da Liga dos Direitos Humanos (LDH) de Moçambique exigiu hoje uma comissão internacional de inquérito liderada pelas Nações Unidas para investigar as valas comuns no centro do país, de que afirma ter fotografias.
"Tenho a certeza de que existem [as valas comuns], estamos no terreno, o que nos foi informado é que de facto existem valas, temos essas imagens, temos as fotografias", afirmou Mabota em conferência de imprensa sobre a situação político-militar, económico-social e dos direitos humanos em Moçambique, mas sem mostrar as provas que afirma possuir.
As populações que vivem nas zonas onde há valas comuns, quando prestam informações, recebem uma bala, acrescentou a presidente da organização não-governamental.
"Ainda não acabámos de trabalhar. Se eu disser onde é que estão as valas, a polícia está lá, eu não posso ´dar ´o ouro ao bandido`. Na devida altura, vamos dar a resposta", afirmou a jurista, quando questionada pelos jornalistas sobre as evidências.

segunda-feira, maio 09, 2016

PRM DESMENTE EXISTÊNCIA DE VALA COMUM EM MANICA

A Polícia da República de Moçambique (PRM) convocou, esta segunda-feira, a imprensa para desmentir a existência de uma vala comum com 120 corpos no distrito de Macossa, norte da província central de Manica.

Informações postas a circular indicavam que a vala comum que fez manchetes em alguma imprensa nacional e internacional localizava-se na região de Macossa, na zona limite com o distrito de Gorongosa, província de Sofala, centro de Moçambique.

O comandante provincial da PRM em Manica, Amando Canheze, disse que quando a informação começou a circular foi criada uma equipa multissectorial composta pela Polícia de Investigação Criminal (PIC), Serviços de Informação e Segurança do Estado (SISE), saúde, entre outros, que se deslocou a Macossa a fim de localizar a vala e apurar as reais circunstâncias em que aconteceram as mortes.

Parlamento moçambicano vai enviar comissão para região de corpos abandonados

Uma delegação parlamentar vai averiguar no terreno as denúncias de violação de direitos humanos no centro de Moçambique, após a descoberta de corpos abandonados nas matas, informou hoje a Comissão Permanente da Assembleia da República.
Segundo a Comissão Permanente, foi mandatada a Comissão dos Assuntos Constitucionais, Direitos Humanos e de Legalidade "para ir averiguar, no terreno, a real situação para depois prestar informação ao parlamento".
O envio de uma delegação de deputados foi proposto pelo líder parlamentar do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), Lutero Simango, que, além das denúncias de violações de direitos humanos, solicitou o debate do conflito no centro do país, na próxima plenária da 3.ª sessão ordinária do parlamento, prevista para 22 de junho.
Jornalistas de vários órgãos de comunicação social, incluindo a Lusa, testemunharam e fotografaram, a 30 de abril, 15 corpos espalhados no mato, no distrito de Gorongosa, nas proximidades de uma suposta vala comum denunciada por camponeses, cujo acesso está vigiado por militares.