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quinta-feira, novembro 24, 2016

Tragédia de Tete já causou 93 mortes

Subiu para 93 o número de vítimas mortais da tragédia de Tete em Caphiridzange. Estão agora internados 51 pacientes, dos quais 13 graves, incluindo uma mulher grávida e três crianças. De acordo com a porta-voz do Hospital Provincial de Tete, Verónica de Deus, já iniciou o processo de operações. Hoje foram operadas 5 pessoas.

Fonte: O País – 24.11.2016

Carmelita Namashulua insiste que os corpos estavam irreconhecíveis

Ainda sobre a vala comum em Tete

Só não disse como é que, depois da exumação, os corpos se tornaram reconhecíveis.

O Governo continua a mentir sobre as razões da abertura de uma vala comum, onde havia enterrado doze corpos de vítimas do incêndio de proporções gigantescas que, até terça-feira, tinha causado a morte de 84 pessoas e ferido 173, na localidade de Caphridzange, no distrito de Moatize, na província de Tete. A ministra da Administração Estatal e Função Pública, Carmelita Namashilua, foi ontem à Assembleia da República repetir o que disse em ocasiões anteriores: que os corpos foram enterrados na vala comum porque estavam irreconhecíveis.

Os corpos vieram depois a ser exumados e reconhecidos, sem a intervenção da Medicina Legal.

“A realização da sepultura provisória de alguns corpos na vala comum deveu-se ao facto de se apresentarem num avançado estado de decomposição, carbonizados e desfigurados, dificultando a identificação e reconhecimento dos mesmos”, disse Carmelita Namashulua.

terça-feira, novembro 22, 2016

MDM impede enterro em vala comum ordenado pelo Governo em Caphiridzange

O Governo havia ordenado o enterro colectivo de algumas vítimas, alegadamente porque os corpos estavam irreconhecíveis. Os familiares das vítimas na tiveram a oportunidade de chegar perto dos corpos. A decisão do Governo foi tomada sem o parecer da Medicina Legal.

Depois do incêndio de proporções gigantes, que deflagrou a partir de um camião de combustível, que matou, até à noite de quinta-feira, 17 de Novembro, 75 pessoas e causou ferimentos a 100 pessoas, na localidade de Caphiridzange, no distrito de Moatize, na província de Tete, o Governo ordenou a abertura de uma vala comum para enterrar doze corpos, sobre os quais afirmava que estavam irreconhecíveis.

A vala tinha sido feita a escassos metros da rua onde o incidente ocorreu. A decisão do Governo foi unilateral. Os familiares das vítimas não tiveram a oportunidade de chegar perto dos corpos para o reconhecimento, nem a Medicina Legal foi chamada. A situação gerou uma indignação generalizada e com condimentos políticos à mistura, e acabou por se fazer a exumação dos corpos já enterrados, para efeitos de identificação pelos familiares, e um enterro condigno.

Geraldo Carvalho, deputado do Movimento Democrático de Moçambique, que se deslocou a Tete para acompanhar os desenvolvimentos da tragédia, contou ao nosso jornal que, depois da exumação, oito corpos foram reconhecidos pelos seus familiares sem intervenção da Medicina Legal, o que deita abaixo o discurso do Governo de que os corpos estavam irreconhecíveis.