Ainda sobre a vala comum em Tete
Só não disse como é que, depois da exumação, os corpos se tornaram reconhecíveis.
O Governo continua a mentir sobre as razões da abertura de uma vala comum, onde havia enterrado doze corpos de vítimas do incêndio de proporções gigantescas que, até terça-feira, tinha causado a morte de 84 pessoas e ferido 173, na localidade de Caphridzange, no distrito de Moatize, na província de Tete. A ministra da Administração Estatal e Função Pública, Carmelita Namashilua, foi ontem à Assembleia da República repetir o que disse em ocasiões anteriores: que os corpos foram enterrados na vala comum porque estavam irreconhecíveis.
Os corpos vieram depois a ser
exumados e reconhecidos, sem a intervenção da Medicina Legal.
“A realização da sepultura
provisória de alguns corpos na vala comum deveu-se ao facto de se apresentarem
num avançado estado de decomposição, carbonizados e desfigurados, dificultando
a identificação e reconhecimento dos mesmos”, disse Carmelita Namashulua.




