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quinta-feira, novembro 24, 2016

Moçambicanos apanham o comboio para evitar ataques

A estação dos Caminhos de Ferro de Moçambique na vila de Moatize, no centro do país, regista um fluxo de pessoas fora do normal. Os passageiros preferem esperar e apanhar o comboio a viajar pela estrada.
A estação está apinhada de gente com destino às províncias de Sofala, Zambézia, Nampula e Cabo Delgado.
Enquanto o comboio não parte, alguns passageiros aguardam deitados no chão, outros acomodam-se nos bancos ali existentes. Muitos preferem esperar aqui e apanhar os comboios da linha de Sena a viajar pelas estradas, onde é preciso aguardar durante horas por escoltas militares, correndo-se mesmo assim o risco de ser atacado por homens armados.
"Há mais segurança no comboio do que nas estradas", diz Ana Biquiane, que viaja para a Beira, na província de Sofala. "É melhor ir segura do que correr riscos." Ler mais (Deutsche Welle, 24.11.2016)

quarta-feira, novembro 02, 2016

Polícia moçambicana diz que desconhecia ida de mediadores de paz à Gorongosa

A Polícia da República de Moçambique disse esta terça-feira que desconhecia a deslocação dos mediadores de paz à Gorongosa, para se avistarem com o líder da Renamo e insistiu que as Forças de Defesa e Segurança podem movimentar-se em todo o país.
"Esta informação [sobre o encontro de mediadores internacionais com o líder do maior partido da oposição] não era do nosso domínio", disse o porta-voz da Polícia da República de Moçambique (PRM), Inácio Dina, falando durante a conferência de imprensa de balanço semanal das atividades policiais.
O coordenador da equipa de mediação internacional nas negociações de paz em Moçambique, Mario Raffaeli, deslocou-se à Gorongosa na semana passada para tentar falar com o líder da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), Afonso Dhlakama, mas o encontro não aconteceu, devido a alegadas movimentações das tropas governamentais no local onde estava prevista a reunião.

terça-feira, março 01, 2016

“Não depende das FDS garantir segurança de Afonso Dhlakama”

O ministro da Defesa Nacio­nal, Atanásio Mtumuke, disse, sexta-feira passada, na cidade da Beira, que não depende do seu ministério a garantia de se­gurança para a saída das matas do líder da Renamo, Afonso Dhlakama, tal como deliberou no início da semana passada o Conselho Nacional de Defesa e Segurança, convocado pelo Chefe de Estado, Filipe Nyusi, na qualidade de comandante­-em-chefe das Forças de Defesa e Segurança.
“É claro que nós obedecemos as ordens do nosso comandan­te-em-chefe.
Quando o presidente da Re­namo foi resgatado, em Outu­bro do ano passado, das matas do distrito de Gorongosa, tí­nhamos recebido ordens para abrirmos o corredor e para ele poder passar até à cidade da Beira, onde depois seriam se­guidos outros caminhos para o encontro entre o Presidente da República e ele. Portanto, para nós, Dhlakama está na Beira”.

segunda-feira, março 24, 2014

GOVERNO DISCORDA PARTICIPAÇÃO DA UE E ONU NO DIÁLOGO COM A RENAMO

O Governo moçambicano discorda com a presença da União Europeia (UE) e da Organização das Nações Unidas (ONU), entidades propostas pela Renamo, maior partido da oposição, para fiscalizar o ponto do diálogo que vai contribuir para a cessação dos confrontos entre os homens armados daquele antigo movimento rebelde e as Forças de Defesa e Segurança (FDS).

Na semana passada, governo disse que concordava com os termos de referência, que estabelecem a participação de observadores internacionais, que deverão fiscalizar, em sede do diálogo político, “o ponto que vai contribuir para a cessação dos confrontos militares, caso o facto deixasse a Renamo confortada”.

Contudo, tudo indica que a decisão do governo incluía apenas a participação do Botswana, Zimbabwe e África do Sul, e mais países membros da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC), deixando, assim, de lado a UE e ONU. Ler mais

sexta-feira, maio 20, 2011

Reflectindo sobre a paz e sossego de dirigentes africanos

Ontem, um amigo tunisino contou-me uma coisa sobre Ben Ali. Segundo o amigo meu, Ben Ali tinha centenas de agentes secretos bem treinados e com formação de nível superior, isso sobretudo na informática, a trabalhar para ele. Ben Ali queria viver em paz e sossego com a sua família. Os agentes eram bem pagos para o garantir um óptimo serviço. Ao contrário, os agentes da polícia em geral, os da lei e ordem, tinham salários miseráveis com todas as suas consequências.
Provavelmente, os centenas de agentes secretos ao seu serviço e não ao serviço da Tunísia, garantiram que Ben Ali se mantivesse no poder durante 23 anos. Mas será que Ben Ali tornou-se Matusalém ali no poder?
Não é importante a segurança duma nação, de todos os cidadãos, do que apenas dos dirigentes? O que torna uma nação de insegura? Como se alcança segurança duma nação?

terça-feira, janeiro 11, 2011

Guardas da G4S assaltam ATM

Dois vigilantes da empresa privada de segurança G4S, nomeadamente D. Duarte e A. Amade, de 25 e 28 anos, respectivamente, destacados nas instalações do Banco Comercial e de Investimentos (BCI) no campus da Universidade Eduardo Mondlanena, encontram-se detidos, na sequência de uma tentativa de assalto a utentes de uma caixa automática, ATM.

Fonte: Jornal Notícias - 11.01.2011

segunda-feira, agosto 02, 2010

Um prédio sempre a subir!

NA Avenida 25 de Setembro, mesmo defronte da sede do Millennium Bim, na cidade de Maputo, anda um edifício que não pára de subir. Durante muitos anos, o “dito cujo” ficou-se por um modesto “segundo andar”, condição que, pelos vistos, só foi bom enquanto durou. A dado momento, alguém com poderes sobre o edifício, decidiu alinhar mais fiadas por cima, numa “aventura” sobre a qual os munícipes da cidade das acácias devem andar ávidos de receber explicação.
Ora, porque alguém pode pensar que andamos com inveja de ver aquele prédio sempre a subir, queremos desde já deixar claro que não há nenhuma inveja ou coisa parecida, pelo menos da nossa parte. Até porque dá-nos algum gozo ver a nossa cidade crescer e, aqui, não interessa se para cima ou para os lados. Desde que não seja, claro está, para trás. A pulga que temos atrás da orelha tem outras motivações.