Por Luís Nhachote
Por prerrogativas da Constituição da República, o Presidente da República,
Filipe Nyusi, é, simultaneamente, comandante-em-chefe das Forças de Defesa e
Segurança.
Desde os acontecimentos em que o líder da Renamo, Afonso Dhlakama, escapou
ileso a duas tentativas de assassinato, parece ter ficado claro que tais acções
obedeceram a um comando paralelo no Exército.
Porque tal comando invisível está a usurpar claramente os poderes do seu
chefe supremo, foi-nos dado a assistir, em plena luz do dia, ao assalto à
residência de Dhlakama na Beira.
E porque não há bela sem senão, a organização não-governamental Human
Rights Watch (HRW), que se dedica à defesa dos direitos humanos, acaba de
publicar um relatório sobre a situação dos refugiados de guerra em Tete, onde o
Exército é apontado como Quando é que Nyusi irá pôr ordem no Exército? estando
no epicentro de desmandos de vária ordem...
“O Governo deve iniciar, com urgência, uma investigação às alegações de
abusos e garantir que as operações de desarmamento são conduzidas de acordo com
a lei”, escreve a WRW.