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segunda-feira, agosto 20, 2012

Maria Moreno escreve à Verónica Macamo a pedir imparcialidade na Comissão de Petições

A usurpação do património da família Moreno, na cidade de Cuamba, província de Niassa ainda vai fazer correr muita tinta. Depois de a Comissão de Petições da Assembleia da República ter reagido a uma carta da família, alegando que mais factos devem ser apurados da situação para a comissão parlamentar tomar uma decisão, Maria Moreno, em representação da sua família, voltou à carga, escrevendo a presidente do Parlamento, Verónica Macamo a pedir imparcialidade no trabalho da comissão. Ler mais

Comentário: será que a Maria Moreno precisa de ir ao Tribunal de Haia para receber de volta o que é dela?

quinta-feira, junho 28, 2012

Família Moreno ameaça levar Estado moçambicano à Justiça Internacional

Para a reposição do património usurpado pelo regime

Cuamba (Canalmoz) – À semelhança do que sucedeu com muitos cidadãos e até instituições como a Igreja Católica, a família Moreno foi vítima da usurpação do seu património pelo regime totalitário imposto pelo Partido Frelimo, nos anos a seguir à proclamação da Independência Nacional.
A família Moreno, de que um dos membros é Maria José Moreno, ex-deputada da Assembleia da República pela Renamo e que foi candidata pelo MDM à presidência do município de Cuamba, reclama, dentre outros bens, um prédio e duas casas, localizadas nos talhões 56, 57 e 92 na cidade de Cuamba. Diz ter já recorrido a todas instâncias judiciais e administrativas moçambicanas, mas sem desfecho. Agora promete levar o caso à Justiça Internacional. Ler mais

segunda-feira, novembro 28, 2011

Presidente do MDM deixa Moreno com sonho de vitória

A avaliar pelo nível de aceitação e ansiedade pela mudança que os candidatos revelaram.

No balanço de dois dias de trabalho em Cuamba, o presidente do MDM, Daviz Simango, considerou aquele um município já ganho pela sua candidata, a avaliar pelo nível de aceitação e ansiedade pela mudança que os candidatos revelaram.

domingo, novembro 20, 2011

Maria José Moreno à frente nas intenções de voto em Cuamba

Candidata do MDM está dois pontos percentuais acima do candidato da Frelimo, mas dentro da margem de erro de 5% da sondagem. Amanhã apresentamos-lhe as tendências de voto em Quelimane.Uma sondagem da Universidade A Politécnica, realizada entre os dias 24 e 30 de Outubro, revela que 32,3% dos inquiridos no Município de Cuamba votariam em Maria Moreno, candidata do MDM e, em segundo lugar, ficaria Vicente da Costa, da Frelimo, com 29,9% de preferência de votos. Tendo em conta que a margem de erro da sondagem é de 5%, significa dizer que apesar de Moreno estar à frente, há, na verdade, um empate técnico. Ou seja, a eleição ainda não está decidida. Ler mais

Fonte: O País - 21.11.2011

segunda-feira, outubro 10, 2011

Maria Moreno reside em Cuamba somente a partir de Julho?

O que significa quando alguém passa um atestado que diz que Maria Moreno reside em Cuamba somente a partir de Julho último (aqui)? Que jogo é este?

terça-feira, setembro 27, 2011

Recusada emissão de atestado de residência a Maria Moreno

Num ofício que diz ir entregar hoje “o MDM reporta a falta de instalação, pela CNE, da Comissão Distrital de Eleições de Cuamba, o que dificulta a entrega da lista dos fiscais para o processo de actualização do recenseamento eleitoral”

Beira (Canalmoz) - O porta-voz do Movimento Democrático de Moçambique (MDM) e mandatário deste partido junto da Comissão Nacional das Eleições (CNE), José Manuel de Sousa, disse ontem, na Beira, que a autarquia da cidade de Cuamba está a recusar-se a emitir o atestado de residência a favor de Maria Moreno para a impedir de se candidatar nas eleições autárquicas intercalares já marcadas para 07 de Dezembro do corrente ano.

Maria Moreno é membro do Comissão Política do MDM, é natural de Cuamba, vive em Cuamba e é a candidata pelo MDM à presidência do município da urbe, que é a segunda cidade da província do Niassa.

Os edis de Cuamba, Pemba e Quelimane, todos do Partido Frelimo foram obrigados pelo seu próprio partido a renunciarem aos cargos, suscitando dessa modo eleições intercalares. Ler mais

terça-feira, setembro 13, 2011

Manuel de Araújo e Maria Moreno são candidatos do MDM às eleições intercalares

Manuel de Araújo e Maria Moreno, deputados da Renamo-União Eleitoral na anterior legislatura, vão concorrer à presidência dos Municípios de Quelimane e Cuamba pela legenda do Movimento Democrático de Moçambique. Para a edilidade de Pemba, o MDM avançou com Assamo Tique, um nome pouco conhecido nos corredores políticos nacionais.

segunda-feira, setembro 12, 2011

Maria Moreno e Manuel de Araújo prováveis caras do MDM em Cuamba e Quelimane

O partido confirma hoje os candidatos em conferência de imprensa

As apostas dos partidos políticos para a corrida nas próximas eleições autárquicas intercalares continuam a fazer correr a tinta. A antiga deputada pela Renamo e actual membro da Comissão Política do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), Maria Moreno, é a provável cara deste partido no Município de Cuamba, província do Niassa, enquanto o académico e antigo deputado pela Renamo-União Eleitoral, Manuel de Araújo, vai concorrer pelo partido no Município de Quelimane, província da Zambézia.

terça-feira, abril 26, 2011

Maria Moreno diz não pretender voltar para a Renamo

A antiga Chefe da Bancada Parlamentar da Renamo na Assembleia da República (AR), o parlamento moçambicano, Maria Moreno, diz estar feliz por ter abandonado esta formação politica e filiar-se a uma outra, o Movimento Democrático de Moçambique (MDM).
Moreno disse que jamais pensou em regressar a Renamo, apesar de manter contactos com o líder deste que 'e o maior partido político da oposição no país, Afonso Dhlakama.

sexta-feira, março 04, 2011

Carta aberta ao Presidente da República: Roubo, exílio, paz e justiça adiada (*)

Por Maria José Moreno Cuna (*2)
Cuamba, 27 de Fevereiro de 2011

Gostaria de confessar-lhe, Senhor Presidente da República que me perturbam profundamente os insistentes convites para nos filiarmos no Partido Frelimo, como condição para a devolução do nosso património.

Uma vez mais lhe escrevo, Senhor Presidente da República. Por um lado para reagir ao despacho exarado por Vossa Excelência que nos remete para a Justiça, “querendo”. Por outro, porque necessário se torna que não se passe por cima de alguns aspectos ligados à minha petição, aspectos esses que se não forem analisados à luz da história deste País, nunca serão cabalmente entendidos.

sexta-feira, junho 05, 2009

Daviz falha primeiro comício na Mafalala

Retirado na íntegra do Savana

Escrito por Emídio Beúla

Uma gripe inviabilizou a primeira aparição pública de Daviz Simango no comício organizado na tarde de último sábado pelo seu partido no putativo campo da Mafalala, na cidade de Maputo. Isso depois de ter orientado na manhã do mesmo dia a inauguração da sede da delegação do Movimento Democrático de Moçambique (MDM) ao nível da capital moçambicana na rua que dá acesso ao que se pode considerar de monumento da economia informal do país: o mercado de Xipamanine.

Em Maputo o nome do filho de Urias Simango (primeiro vice-presidente da Frelimo e mais tarde “traidor” da causa nacional) não arrastou as multidões que lhe são características em missões políticas na Beira. Mas foi um público razoável e suficiente para transformar em hipótese a curta esperança de vida que os opositores do MDM avançam como dado adquirido. No seio dos presentes, os membros e simpatizantes do movimento distinguiam-se dos curiosos pela sua indumentária: camisetes e capulanas com o timbre do MDM.
“Lamentamos informar que o presidente Daviz não pode estar aqui connosco por recomendações médicas. Ele está incomodado”, explicou um membro da comitiva posicionada em cima da plataforma de um camião cavalo que servia de palco. Gada Jorge Cassacussa disse que o presidente do MDM foi aconselhado a descansar e não se esforçar sob risco de piorar a sua saúde. “Ele (Daviz) chegou aqui na noite da quinta-feira para receber mais um prémio internacional sobre boa gestão da cidade da Beira”, indicou. Segundo Cassacussa, o partido, que em grande parte resultou da cisão no seio da Renamo, já conta com aproximadamente 15 mil membros na capital moçambicana. “Ainda há fichas de inscrição a circularem nos bairros”, disse, entusiasmado pela receptividade na cidade tradicionalmente dominada pelo partido no poder, a Frelimo.

Do discurso

Apesar da “baixa anunciada”, o público permaneceu no campo do histórico bairro da Mafalala para ouvir o projecto político que norteia o MDM.
Se o colonialismo português foi o inimigo comum idealizado pela Frelimo para promover a unidade nacional na luta pela independência e construção da nação moçambicana, a “pobreza” de que padece mais de metade da população do país parece ser a eleita do MDM para conquistar mais simpatias dos potenciais eleitores.
Com um discurso pouco acessível a massas, Bernabé Lucas Nkomo - o autor do controverso livro “Urias Simango: Um Homem uma causa” - repetia que o destino era fatal porque os homens cultivaram e cultivam a fatalidade. Mas era bastante aplaudido quando descia àquilo que se tornou lugares comuns no exercício da política em Moçambique: “Hoje temos de-semprego, as fábricas foram levadas à falência, a criminalidade subiu porque alguém criou condições para isso, somos obrigados a pagar salários aos guardas das escolas quando dizem que o ensino primário é gratuíto (…)”. Enquanto os presentes aplaudiam, Nkomo sublinhava que as pessoas estavam a aderir massivamente ao movimento. “Alguns membros pedem para não serem identificados porque têm medo de sofrer represálias no seu posto de trabalho”, apontou, acrescentando que “as pessoas vivem arregimentadas porque têm medo de perder o emprego”.
Quanto à corrida à Ponta Vermelha, Nkomo, que se identifica como “mobilizador do partido” disse ao SAVANA que ainda estava em análise a provável candidatura de Daviz Simango, actual presidente da autarquia da Beira, a segunda maior cidade de Moçambique. “Estamos mais empenhados na preparação de pessoas para participar na fiscalização das eleições”, indicou.

Moreno quer governar

“Não estou atrás de cargos”, respondeu Maria Moreno quando o SAVANA pediu-lhe para comentar a ligação do seu nome com o cargo de Secretário-Geral do MDM que circula nos media. Mas a ex-chefe da Bancada Parlamentar da Renamo na Assembleia da República abriu parênteses para sublinhar que qualquer nomeação que venha a acontecer será por mero acaso. Sobre a sua presença quase despercebida no campo da Mafalala, Moreno foi categórica: “Estou aqui atrás de esperança, estou cansada de estar na oposição que nunca chega ao poder. Quero um dia ser do Governo”, disse no meio de risos.
Lembre-se que Moreno escreveu semana passada uma carta a Afonso Dhlakama, o presidente do partido, a informar da sua retirada da Renamo. “Desvinculei-me da Renamo porque não concordava com o líder e ele sabe muito bem disso”, voltou a referir sábado último ao SAVANA
Fonte: Savana

terça-feira, junho 02, 2009

Oportunismo e oportunistas?

Depois da Maria Moreno e Ismael Mussá terem anunciado publicamente a sua resignação da Renamo e a Moreno manifestado a sua eventual filiação ao Movimento Democrático Moçambicano, mais vozes se levantam contra a aderência ao novo partido de membros vindos doutros partidos, considerando-os de oportunistas e nunca a mais valia para o MDM. Até antes da fundação do MDM não me recordo que quem abandonasse a Renamo, para um novo partido que se criasse, seria considerado oportunista. Pelo contrário, abandonar a Renamo, devido aos problemas de liderança para a criação dum partido da oposição credível e que constituisse alternativa governativa foi forte e amplamente manifestado em muitos fóruns de discussão. Aliás evocava-se nessa altura que qualquer político sério, tinha que abandonar a Renamo. Eu questionava sempre neste blog quanto a seriedade de quem saia da Renamo para a Frelimo depois de tanto espectáculo na Assembleia da República.

Não me recordo que alguém tenha manifestado desilusão quanto ao empenho político de Maria Moreno e Ismael Mussá na Assembleia da República, isso para não falar de nomes que não apareceram na imprensa. Sei é que muitos apreciavam-no positivamente. Uns ficaram surpreendidos que a Maria Moreno devia abandonar a chefia da bancada da Renamo-UE para se candidatar à presidência do Município de Cuamba. Muitos parabenizaram a Ismael Mussa e João Colaço por terem se demitido de assessores como reacção contra a pertição e expulsão de Daviz Simango da Renamo. Muitos elogiaram a postura da Maria Moreno por ter negado que cumprisse uma decisão ilegal de formar um conselho municipal paralelo em Cuamba. Mas parece-me que muitos esqueceram-se destes factos e estes são oportunistas no MDM? Já não são coerentes?

Mas quem os chama de oportunistas? É difícil saber se todos eles são simples agitadores, pessoas de má fé, sobretudo membros do partido Frelimo ou alguns são pessoas de boa fé e manifestam apenas a sua opinião. Admito que haja pessoas de boa fé, embora estas pessoas não discutam o problema abertamente. O Nelson Livingston levantou a questão no portal do MDM (vejaaqui) e no seu blog, O Meu Mundo, (veja aqui). Sou de opinião que se as pessoas são de boa fé, são por multipartidarismo, deviam prosseguir com o debate.

Mas como que considerar àquelas que se calaram ou bateram palmas quando Almeida Tambara, Raimundo Samuge ou Policarpo Matiquite foram a imprensa para se apresentarem como desertores da Renamo para a Frelimo? Por outro lado, é possível considerar um adversário político de conselheiro?

No geral, será que pensamos que seria possível que se fundasse em Moçambique um partido com membros que nunca foram membros de algum partido? Alguém já imaginou porquê é difícil formar um partido com pessoas que nunca se alinharam ou simpatizaram a um partido? Pensem em equipas de futebol.

No Cbox ao lado, Ndango diz que “quem saltita de um partido ao outro, nao é sério. Os sérios sao lutadores, insistem e persietem ate vencer”. Eu tenho dúvidas que se esta fosse a lógica, já teriamos a Frelimo e por conguinte um outro partido em Moçambique mesmo depois da Constituição da República de 1990? Duvido também, porque Ndango não nos/me fala dos métodos de luta que lhes permitiriam vencer, mas uma vitória ao serviço da pátria. Quais seriam se não fosse ao que chamo de oportunismo (calar-se para garantir o lugar elegível na próxima legislatura)? Não assistiriamos mortes?

Como vêm, não estou a fugir do debate, mas a querer que o assunto se debata de forma aberta. Tenho receios que haja membros do MDM que se convençam com estes novos termos de oportunismo e oportunistas, passando a desconfiar todo e qualquer que por via MDM queira contribuir para as reais mudanças políticas em Moçambique. As desconfianças por sua vez podem conduzir a lutas intestínais ao invés de se construir uma coesão; ainda, elas podem conduzir à desilusão. Os membros do MDM deviam entender que mais um membro é sempre a mais valia. Vamos, vamos debater, mas com honestidade!!!

segunda-feira, junho 01, 2009

Moreno aceita integrar o partido de Daviz Simango

Escrito por Eduardo Conzo

e justifica dizendo que está farta de fazer parte de uma oposição que nunca mostra resultados

(Maputo) A antiga chefe da Bancada da Renamo na Assembleia da República, Maria Moreno, disse sábado último em Maputo que, caso seja convidada a fazer parte do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), irá aceitar sem receio e com bastante naturalidade. Esta é a primeira vez que Moreno mostra abertamente a sua disposição em integrar o movimento de Daviz Simango. Este pronunciamento acontece dois dias depois de ela e o deputado Ismael Mussa terem-se desvinculado da Renamo, conservando apenas os seus lugares na Assembleia da República como independentes.
A decisão de Maria Moreno, segundo a própria, resulta de uma sucessiva frustração em dar-se conta de fazer parte de um partido fracassado e sem rumo. Assim, avançou Moreno, não pode continuar numa oposição que não representa uma mais valia para o desenvolvimento democrático do país.
Presente no Comício Popular que teve lugar no último sábado na cidade de Maputo, e orientado por quadros do MDM, em vez do próprio Daviz Simango, Moreno disse que o país estava, pela primeira vez, a assistir ao surgimento de um partido da oposição com ideias claras, objectividade e competência para renovar esperanças de milhares de moçambicanos que se sentem excluídas da vida pública do país.
“Agora julgo ter nascido um partido com objectividade, capaz de trazer uma mudança neste país” disse a fonte.
Presente no comício, perguntamos-lhe em que posição ela marcava presença no evento, ao que, cautelosamente, respondeu: “ estou aqui como uma cidadã comum, mas quero deixar bem claro que adiro ao MDM, caso me façam convite para fazer parte. Aliás, não resistiria a uma oportunidade de tamanha magnitude” – referiu.
Entretanto, segundo ficamos a saber do delegado político do MDM na cidade de Maputo, Agostinho Macuacua, que Daviz Simango não particiopou no Comício de sábado por recomnendação médica, visto que anda gripado nos últimos dias.
Estatísticas que tem estado a ser avançadas pelo movimento indicam que o Movimento Democrático de Moçambique, criado há pouco tempo, já conta com cerca de 15 mil militantes.

Fonte: Savana

quinta-feira, maio 28, 2009

Ismael Mussa e Maria Moreno abandonam Renamo?

Segundo o O País online os deputados Maria Moreno e Ismael Mussa já não são membros da Renamo. A carta do seu afastamento foi endereçada hoje ao líder da Renamo, Afonso Dhlakama, esta manhã. Maria Moreno diz que está desiludida com Afonso Dhalakama e com o rumo que o partido está a tomar. Instada se iria se filiar a um novo partido Moreno disse que no momento esñcontra-se livre de se juntar ou não a um outro partido. Já Mussa diz que não esconde a sua simpatia pelo MDM (Movimento democrático de Moçambique) mas de momento vai manter-se na Assembleia da República como deputado independente.

Fonte: O País online

quinta-feira, abril 30, 2009

Procurando um(a) Secretário-geral do MDM

Daviz Simango está a en­frentar problemas de arranjar alguém com algum peso político no sul do país, para ocupar a vaga de se­cretário-geral do Movimento Democrático de Moçambique, por ele liderado.

Uma fonte bem colocada den­tro do partido disse ao “O País” que uma das questões, que imperam na indicação de um se­cretário-geral, tem a ver com o facto de Daviz Simango preten­der que o mesmo seja da região sul do país, alegadamente para “contrabalançar o discurso de unidade nacional, propalado pela Frelimo”.

Moreno é hipótese mas...

A nossa fonte lembrou que durante a reunião da consti­tuição daquele partido, havida na cidade da Beira, era quase certa a indicação de Mária José Moreno, antiga chefe da ban­cada parlamentar da Renamo, para aquele cargo, mas Daviz Simango terá sido advertido por vários delegados daquele encontro, com especial enfo­que para Dioníso Quelhas e Carlos Jeque, das interpreta­ções que aquela indicação iria suscitar tendo em conta que o presidente é de Sofala, “o parti­do poderia ser visto como con­tinuação da Renamo, que privi­legia a nomeação de pessoas do centro e do norte do país, para as posições cimeiras do parti­do”. Aliás, Mária José Moreno é natural da província do Niassa, mais concretamente do distrito de Cuamba.

A verdade, porém, de acordo com a nossa fonte, é que “Daviz ainda não conseguiu arranjar alguém com algum peso políti­co no sul do país para ser nome­ado”.

Qual será asolução?

Tendo em conta o apertado calendário eleitoral do presen­te ano, caso não “apareça” al­guém da confiança de Daviz Si­mango, oriundo do sul do país, Daviz Simango deverá nomear Mária José Moreno para aque­le cargo. A nossa fonte garante que Moreno vê com bons olhos a sua nomeação para aquele cargo.

Ismael Mussá é outra figura que poderia ocupar aquele car­go, mas “o mesmo não poderá se-lô pelo facto de ser natural da província de Sofala, mesma província de origem de Daviz Simango. Isto é para evitar tor­nar o partido numa instituição paroquial ou autárquica”, ga­rantiu a fonte.

quinta-feira, março 26, 2009

Destituição de Maria Moreno “nula e sem efeito”

Líderes de cinco partidos coligados a Renamo protestaram contra a recente destituição unilateral da deputada Maria Moreno do cargo de chefe da bancada parlamentar da Renamo-União Eleitoral (RUE).

Em carta endereçada ao Presidente da Assembleia da Republica (AR), o Parlamento moçambicano, Eduardo Mulémbwè, a que a AIM teve acesso, os cinco partidos apelam para a recondução de Moreno ao cargo enquanto não for dissolvida a coligação RUE.

Eles fundamentam o seu posicionamento indicando que a decisão foi tomada apenas pela Renamo e não pela coligação.

A demissão de Moreno foi tomada pela Comissão Politica da Renamo, num encontro realizado na cidade nortenha de Nampula, nos princípios do presente mês de Marco.

A Renamo, de Afonso Dhlakama, não teria gostado das ligações entre Moreno e o Edil da Cidade da Beira, Daviz Simango, este que foi expulso da Renamo em Setembro passado.

Moreno teria deixado a Renamo raivosa quando esta decidiu assistir a conferência constitutiva de um novo partido político liderado por Daviz Simango, o Movimento Democrático de Mocambique (MDM).

A liderança da AR aceitou o pedido de destituição de Moreno da chefia da bancada da RUE, pois tudo indicava que o mesmo era consensual a nível da coligação, o que agora esta sendo contrariado.

Os cinco líderes dos partidos coligados a Renamo que assinaram a carta de protesto são Manecas Daniel, vice-presidente da RUE e presidente do Partido da Renovação Democrática (PRD); Lutero Simango, irmão de Daviz Simango, e presidente do Partido da Convenção Nacional (PCN); Máximo Dias, Secretário-Geral do Movimento Nacionalista de Mocambique (MONAMO); Kalid Sidat, presidente da Aliança Independente de Moçambique (ALIMO); e Mariano Purdina, presidente da Frente Democrática Unida (UDF).

”A Renamo, só por si, destituiu a chefe da bancada sem ouvir os partidos coligados, indicando para o seu lugar um novo chefe, também sem consultar os partidos coligados. Esta decisão deve também ser considerada nula e sem nenhum efeito como rezam os estatutos da Renamo-União”, sublinha a carta a que a AIM teve acesso.

Enquanto isso, o porta-voz da Renamo, Fernando Mazanga, afirma que a Renamo tem o direito de nomear e demitir na liderança na coligação, porque Afonso Dhlakama é o presidente da coligação e a Renamo também detém a posição de secretário-geral.

Quando em 2005 Dhlakama nomeou Maria Moreno para o cargo de chefe da bancada, os cinco partidos foram informados, o que desta vez (da demissao) não aconteceu, muito menos serem consultados.

Entretanto, os partidos coligados a Renamo solicitaram já uma conferência nacional para discutir o futuro da coligação. Mazanga confirmou a recepção do pedido, mas indicou que uma tal conferência só poderá ocorrer se Dhlakama encontrar espaço na sua carregada agenda.

A Renamo deu sinais de não estar mais interessada na coligação quando concorreu sozinha nas eleições municipais de 19 de Novembro passado, nas quais perdeu em todas as 43 autarquias, incluindo as cinco que detinha anteriormente.

Retirado do País online

terça-feira, março 10, 2009

Dhlakama igual a si mesmo, mas como será a sessão da AR?

Infelizmente, qualquer acção política da Renamo de Afonso Dhlakama é previsível por qualquer pessoa que for. Não é preciso ser analista político ou dotado de quaisquer conhecimentos na área política para saber o que Afonso Dhlakama vai fazer para auto-destruir-se. Por essa razão, a Frelimo, nunca precisou em investir em nada para lograr das suas acções.

Se há meses falou-se de retirada das chefias na Assembleia da República de alguns quadros proeminentes como é o caso de Maria Moreno e Eduardo Namburete, hoje é uma realidade. Segundo o Notícias, Maria Moreno foi substituida por Viana Magalhães e Eduardo Namburete por José Manteigas. Assim, a acção não pegou ali onde a mão de Afonso Dhlakama não pôde atingir por inerência do regimento da Assembleia da República, principalmente no que diz respeito as chefias das comissões parlamentares.

Contudo, há ainda muito por esperar para ver. Tudo se provará quando a sessão da Assembleia da República abrir. Será que não vamos assistir as cenas semelhantes às da última legislatura quanto ao grupo Raúl Domingos? De recordar, a bancada da Renamo protestou de sessão em sessão para que os cinco deputados do grupo Domingos fossem substituidos por pessoas de confiança de Afonso Dhlakama. Quando o tal desejo foi gorado por não ter cabimento na lei, instalou-se uma confusão na AR, sobretudo, quando algum deputado do grupo de Domingos quisesse fazer intervenção. Os cinco deputados foram considerados independentes e gozavam de alguma simpatia da bancada da Frelimo e sobretudo do Presidente da Assembleia da República.

Os deputados que estão a ser afastados por Afonso Dhlakama, são dos que justificam pelo que são supostos a fazer na Assembleia da República, fazendo intervenções muito úteis, resultado de um trabalho de casa excelente. A recordar tem sido a questão do controle do cumprimento da legislação. Tenho em mim, que em nome dos moçambicanos e a bem da nação, o deputados como Maria Moreno, Eduardo Namburete, Ismael Mussa e outros não se manterão ao silência. A pergunta a colocar ainda é se na Assembleia da República haverá um ambiente próprio para intervenção destes deputados; se a bancada da Frelimo se simpatizará com estes deputados em caso de se instalar um ambiente semelhante ao da legislação passada contra o grupo de Raúl Domingos.

Dhlakama igual a sim mesmo, mas como será a sessão da Assembleia da República?

quinta-feira, janeiro 29, 2009

Brechas por todo lado numa Renamo em polvorosa

Por Fernando Veloso e Luís Nhachote

Maria Moreno e Eduardo Namburete dizem que não sabem como se toma posse como “edil paralelo” * Pode estar iminente a destituição da actual chefe de Bancada como também pode acontecer dentro de dias o anúncio da criação de um Movimento liderado por Daviz Simango

Maputo (Canal de Moçambique) - A Renamo está em polvorosa. Estão a abrir-se brechas por todos os lados. As estruturas do partido que pareciam finalmente aptas a governar o país, de repente começaram a desmoronar-se. A gota de água que fez transbordar o copo, como se costuma dizer, foram os acontecimentos de 28 de Agosto de 2008, na Munhava, na Beira, a poucos dias de terminar o prazo de inscrição dos candidatos às eleições autárquicas de 19 de Novembro último. O cenário prevalecente agora é de descalabro, mas enquanto isso as bases do partido abrem novos horizontes que podem ser anunciados dentro de dias, o mais tardar em Fevereiro. A purga está em marcha na Renamo, mas também está iminente o anúncio do MDM, movimento para defesa da democracia em Moçambique.

Dhlakama, em Agosto, contra todas as expectativas, anunciara que o candidato a Edil da Beira já não seria o engenheiro Daviz Simango, mas, sim, o deputado da Renamo à Assembleia da República pelo círculo de Sofala, Manuel Pereira. Isso foi o bastante para começar em catadupa um suceder de acontecimentos que estão a fazer com que o líder tradicional esteja agora a perder todo o prestígio que granjeou com a luta que empreendeu contra o totalitarismo político da Frelimo. Com o que está agora a fazer, designadamente opondo-se à realização de um congresso que está atrasado há mais de três anos de acordo com os seus estatutos, o eleitorado está em fase adiantada de não acreditar mais que a Renomo com Afonso Dhlakama pretenda de facto a democracia em Moçambique e tomar o poder por via do voto defendido nas urnas.

O maior partido da oposição está francamente a correr o risco de ser reduzido a um partido subalterno no futuro que se seguirá às eleições gerais e provinciais do corrente ano. A última estocada foi a recusa de Maria Moreno e Eduardo Namburete de alinharem no plano do presidente do seu partido, de fazer com que os candidatos derrotados da Renamo nas autárquicas tomem posse como presidentes paralelos das edilidades.

Dhlakama inicialmente dissera que os edis “paralelos” seriam empossados nas regiões centro e norte, mas mais recentemente disse que daria posse a todos os 43 edis das autarquias existentes no país, com excepção de Nacala onde ainda está para ser disputada uma segunda volta.

Chefe de Bancada diz que não sabe de que fala Dhlakama

Maria Moreno foi candidata a edil de Cuamba e perdeu. Reconheceu a derrota e recusa-se a tomar posse como edil paralela. Ela é ainda a chefe da Bancada da Renamo na Assembleia da República.

Contactada ontem pela Reportagem do diário «Canal de Moçambique» e do Semanário ZAMBEZE, Maria Morena diz que não vai tomar posse nenhuma. Disse que está no Niassa, em Cuamba, está de férias e que não vai tomar nenhuma posse. “Não sei como é que um candidato derrotado toma posse”, disse Maria Moreno, contrariando o anunciado propósito do presidente da Renamo, Afonso Marceta Macacho Dhlakama.

Eduardo Namburete, também candidato a Edil da Cidade de Maputo e porta-voz da Bancada parlamentar da Renamo na Assembleia da República, quando ouvido ontem pela nossa reportagem, disse: “Eu sou candidato derrotado. Como é que vou tomar posse se já felicitei publicamente o vencedor?”

Namburete disse que admitiria tomar posse “se a CNE (Comissão Nacional de Eleições) alterasse os resultados”. Estava assim dado o passo que faltava para também ele entrar em confronto com o líder do seu partido Afonso Dhlakama.

Estão, entretanto, a correr no seio da Renamo em Maputo e noutras partes do país, informações segundo as quais Dhlakama terá ordenado a Salvador Murema, mandatário da Renamo junto da CNE, que fizesse uma carta em nome do Partido à Assembleia da República para mandar cessar Maria Moreno como chefe de bancada. Maria Moreno disse-nos que não tem conhecimento de nada. Dhlakama tinha o telefone desligado ontem cerca das 10h45.

Constando que Dhlakama quer substituir Maria Moreno por Eduardo Namburete, pelo menos era essa informação até este confirmar que lhe vai desobedecer no que respeita à posse como “Edil paralelo” de Maputo, ontem colocámos a questão ao Dr. Namburete. Este disse-nos que esteve fora do país todo o mês de Janeiro, de férias, e não tem nenhuma informação nesse sentido. Dessa forma confirmaria que nada sabe sobre a ideia do líder da Renamo colocá-lo como chefe de Bancada na AR em substituição de Maria Moreno que muitas fontes nos dizem estar próxima de poder vir a aderir ao movimento que pretende colocar o Edil da Beira, Daviz Simango, como seu líder.

Correm também informações segundo as quais Afonso Dhlakama está desesperado e sente-se rodeado por “traidores” daí que muitas fontes da Renamo admitam ser verdade que ele ordenou também a substituição dos actuais membros da Renamo e da coligação RUE, que assumem cargos nas comissões da Assembleia da República.

Entre os nomes que nos disseram estarem em rota de colisão com Dhlakama constam os deputados Luís Boavida, que já participou em Maputo numa homenagem à vitória do candidato independente na Beira, Daviz Simango, e ainda outros tais como João Carlos Colaço, Lutero Simango, Artur Vilankulos, Máximo Dias, Manuel de Araújo, Agostinho Ussore, Luís Inácio, Ismael Mussa, Manecas Daniel, Cornélio Quivela, delegado político da Renamo em Cabo Delgado, Maria Moreno, chefe da Bancada na Assembleia da República e candidata a edil em Cuamba, Eduardo Namburete, ministro dos negócios estrangeiros sombra da Renamo e membro da Comissão de Relações Internacionais e porta-voz da bancada.

O burburinho que está a acontecer na Renamo já chegou a Quelimane de onde várias fontes nos telefonaram a declarar apoio a qualquer iniciativa que parta do Gabinete Eleitoral constituído pelas bases da Renamo que levaram à vitória na Beira o edil Daviz Simango. De outras partes do país o movimento também está a ganhar corpo e simpatia. No Niassa a chefe da Liga Feminina da Renamo acaba de pedir a sua demissão por discordar do líder Dhlakama. Em Cabo Delegado o delegado político provincial Cornélio Quivela poderá ser a próxima vítima de Dhlakama na sua saga para se rodear apenas de quem não ousa questionar as suas decisões.

Movimento para defesa da democracia

Sabe-se, entretanto, que estão a avançar por todo o país trabalhos no terreno com vista à mobilização de membros e quadros para a formação de um movimento para a defesa da democracia em Moçambique. Os seus promotores deixaram já transparecer que o mesmo se designará por MDM. Trata-se de um movimento constituído pelas bases da Renamo na Beira e a ganhar dimensão por todo o território nacional onde se sente o mesmo pulsar de desacordo com a liderança da Renamo pelos sucessivos “tiros nos pés” que vem dando ultimamente e sobretudo pela percepção de que Dhlakama está feito com a Frelimo para ir vivendo bem, com bolsos cheios, adiando sucessivamente a vontade popular de ver o país experimentar algo novo e responsável que assegure uma transição democrática e pacífica por via do voto.

O Movimento Democrático Moçambicano (MDM) quer a liderá-lo o filho do Reverendo Urias Simango, único vice-presidente que a Frente de Libertação de Moçambique teve quando ainda se lutava pela Independência Nacional. Daviz Simango, Edil reeleito da Beira, tem estado a protelar uma decisão mas sabe-se que a qualquer momento poderá ser anunciada a formalização da intenção de criar-se um movimento que de acordo com a Lei dos Partidos deverá ter a sua sede em Maputo, mas cuja génese está na já chamada Revolução de 28 de Agosto de 2008 das Bases da Renamo contra a sua direcção provincial em Sofala e central, por terem tentado destruir Daviz Simango como candidato à sua reeleição que acabou por acontecer por uma folgada margem de 62% sobre os dois seus mais directos rivais da Frelimo e da Renamo, respectivamente Lourenço Bulha e Manuel Pereira.

Um exemplo de que a Renano está em decadência

Um exemplo de que os ventos estão a soprar forte contra a direcção da Renamo liderada por Afonso Dhlakama está a ser usado pelas bases do ainda maior partido da oposição em Moçambique. É citado o caso da derrota do candidato da Renamo na Beira, mas agora também o facto da Renamo.no populoso distrito de Milange na Zambézia, ter passado a ter em vez da segunda, a terceira bancada na Assembleia Municipal local.

Em eleições gerais admite-se que um movimento organizado que granjeie simpatias tanto de amplos sectores da Renano descontentes com a sua direcção e com Dhlakama, como de sectores da Frelimo desiludidos, mas sobretudo apoiado por eleitores que nunca foram votar por não se reverem nem na Frelimo, nem na Renamo, admite-se que possa haver alternância em Moçambique.

Fonte: Canal de Moçambique, 29.01.2009