terça-feira, setembro 13, 2016

Polícia “acoberta” uso excessivo da força e abuso de poder

Um cidadão identificado pelo nome de Rafael Muthambe perdeu a vida no passado sábado (11), no bairro 25 de Junho “B”, em Maputo, em consequência de ter sido violentamente atingido por projécteis disparados por elementos da Polícia da República de Moçambique (PRM). Um outro jovem, por sinal electricista, foi ferido na perna direita.

Em 2008, a Amnistia Internacional queixou-se publicamente da escalada da violência perpetrada pela polícia moçambicana contra pessoas indefesas. De acordo com aquele organismo, a nossa polícia mata e tortura gente com quase total impunidade, o que faz com que “parece ter licença para matar”. Esta situação, devia-se ao fraco sistema de responsabilização.

A morte de Rafito, como era carinhosamente tratado pela família e pelos amigos, não só revelou o uso excessivo da força e o abuso de poder e de autoridade por parte dos agentes da Lei e Ordem, como também é uma corroboração da acusação da Amnistia Internacional.

Ministério da Defesa vai avaliar a possibilidade de armar os antigos combatentes

O vice-ministro da Defesa Nacional, Patrício José, disse que o Governo vai analisar o pedido feito pelos veteranos da luta de libertação nacional para serem armados, com vista a combaterem os homens armados da Renamo, e dará a devida resposta logo que for oportuno.
Patrício José, que falava no final da cerimónia de encerramento da Reunião Nacional dosRecursos Humanos do Sector da Defesa, na Matola, província de Maputo, classificou de legítimo o pedido feito publicamente pelo secretário-geral da Associação de Combatentes de Libertação Nacional, durante as celebrações do “Dia da Vitória”, passada Terça-feira, na cidade de Pemba.
“É uma preocupação dos combatentes como cidadãos deste país. Aquela forma de colocar o problema é legítima e é uma preocupação que nos ajuda a perceber a gravidade da situação em que estamos”, considerou. Relativamente à situação político-militar prevalecente, caracterizada por confrontações, em particular na região centro do país, o vice-ministro reafirmou que as Forças de Defesa e Segurança (FDS) estão a fazer de tudo para restabelecer a paz no país. E sobre a reunião nacional dos recursos humanos do sector da Defesa, o governante defendeu a necessidade de se apostar na formação, de modo a melhorar a prestação de serviços ao público. A reunião nacional dos recursos humanos decorreu durante dois dias, em Maputo, e visava discutir a gestão e desenvolvimento dos quadros do sector da defesa.

Fonte: O País – 12.09.2016

Trevor Manuel on the state of the economy, state capture and corruption



Trevor Manuel diz que abandonar o vício da corrupção é mais difícil do que deixar de ser toxicodependente.

Trevor Manuel: 'Corruption is harder to ditch than drug addiction'


"Trevor Manuel diz que abandonar o vício da corrupção é mais difícil do que deixar de ser toxico dependente."

'If you have lived of the proceeds of corruption‚ you've acquired a lifestyle that you can't afford‚ and it becomes very difficult to step off that'

A life lived on “ill-gotten” gains is harder to ditch than drug addiction‚ former finance minister Trevor Manuel said on Tuesday.

In a series of podcasts and video clips aired by Eyewitness News‚ Manuel said of the issue of state capture and corruption: “We are very‚ very low ebb now.

“There are a series of incidences now that do reflect that particular parts of government are very captured‚” he said.

“And the problem about being involved corruption‚ and so on‚ is that it’s hard to extricate yourself from.
“It may be easier if you were drug addict; once you’ve reached the point and say‚ ‘I am ready to go to rehab’…and emerge on the other side and say‚ ‘Now I am going to be clean’.”
But‚ he added‚ “if you have lived of the proceeds of corruption‚ you’ve acquired a lifestyle that you can’t normally afford‚ and it becomes very difficult to step off that…if you’ve had a stream of ill-gotten gains that has come to you in addition to your salary…

“…To call a halt to all of that voluntarily seems to incredibly difficult and much more difficult than dealing with a problem like drug addiction. Which is why you must actually have a much louder conversation in society‚ and there must be consequences. Read more (13.09.2016)

STV JornaldaNoite 12 09 2016

segunda-feira, setembro 12, 2016

PR A PROPÓSITO DA DÍVIDA PÚBLICA: Nunca nos opusemos à auditoria forense

O Governo moçambicano nunca se opôs à realização de uma auditoria forense à dívida pública do país, mas sempre estimulou o envolvimento de instituições nacionais nas investigações.
Na conferência de imprensa que marcou, no último sábado, o final da visita de trabalho à província de Gaza, o Presidente da República clarificou esta questão, afirmando que o que o Governo tem estado a dizer é que os processos já estão em curso.

“Não há nenhum governante que disse que não se ia fazer auditoria forense, em nenhum momento”, sublinhou Filipe Nyusi.

Sobre a visita à província de Gaza, última etapa de um périplo que o levou a escalar, desde o início deste ano, 51 distritos, 11 postos administrativos e quatro municípios do país, o Chefe do Estado disse ter ficado impressionado com a clareza e determinação de vencer as adversidades e atingir as metas estabelecidas no programa de governação.

domingo, setembro 11, 2016

Mais detalhes sobre o ataque e ocupacão do quartel-general da Renamo em Murrumbala??

Mais informações sobre o ataque e ocupacão das FDS ao quartel-general da Renamo. Supondo que é uma notícia importante e os jornalistas nacionais e internacionais já foram para lá, será que é possível sabermos mais sobre o dito ataque e ocupação?

Não temos medo de saber a verdade.

FDS ATACAM E OCUPAM QUARTEL-GENERAL DA RENAMO EM MORRUMBALA

As Forças de Defesa e Segurança (FDS) desencadearam uma ofensiva na madrugada hoje que se saldou na invasão e ocupação do quartel-general da Renamo, maior partido da oposição, no distrito de Morrumbala, na província central da Zambézia.

Segundo a STV, estação de televisão privada, durante as confrontações registou-se a morte de pelo menos oito pessoas, número ainda não confirmado pela Polícia moçambicana (PRM) a nível daquela província.

As Forças de Defesa e Segurança tomaram de assalto o quarte- general da Renamo no distrito de Morrumbala. Neste momento, uma equipa está no terreno para aferir os danos causados
, disse Jacinto Félix, chefe da secção de imprensa da Polícia da província, acrescentando que a operação durou cerca de duas horas.

Contudo, citado pela Rádio Moçambique (RM), emissora pública, Félix disse que não há ainda o registo de feridos ou mortes, tendo explicado que os homens armados da Renamo fugiram em debandada quando os agentes das forças de defesa e segurança se fizeram ao local.

quinta-feira, setembro 08, 2016

STV JornaldaNoite 07 09 2016

Sobre o pedido de armas de Fernando Faustino, Presidente da ACLLN

Os paióis não têm pelo menos uma arma para o kota Fernando Faustino demonstrar a sua valentia contra a Renamo e Afonso Dhlakama? Ou ainda querem nos provar quem que crédito escondidos não se comprou algum armamento?
Nos anos 80, o governo, sim, um governo da Frelimo, chamou de volta os antigos combatentes à guerra e dessa vez contra a Renamo. Quero crer que o Faustino fazia parte. Lá em Netia onde eu trabalhava, estava estacionado um batalhão composto por antigos combatentes. Nesses anos, o governo da Frelimo recrutou também àqueles que chamara de pertencerem ao grupo dos comprometidos porque no exército colonial pertenceram aos comandos e outras unidades mais temidas. Recordo-me de duas pessoas que foram recrutadas nesse âmbito. Um até fora motorista do centro de Natete e outro director da DINAME em Nacala.
Será que agora há algo, lei, que proíba a esses do  ACLLN a irem e de uma forma clara e, não como aquela de às escondidas, ao combate contra a Renamo e provarem a sua valentia? Ainda que ACLLN seja uma organização partidária ao lado da OJM e OMM, esses fariam bem se voluntariamente fossem se encontrar lá nas matas, tal igual se encontram somente entre eles no Centro de Conferências Joaquim Chissano. Assim se dispensariam os jovens que morrem e aos seus familiares não são comunicados.
Até uma só arma pode tornar uma pessoa valente ou heróina. Também foi na década 80 que o meu ex-colega e amigo, o falecido professor Luís Domingos Karamu, que se tornou herói na Aldeia 7 de Abril, em Mihaja, Memba. Ele tinha apenas uma arma mauser (espera pouco como a chamamos) mas quando numa madrugada os guerrilheiros da Renamo atacaram aquela localidade, o Karamu fez-se de quem estava a comandar um pelotão de militares bem treinados. Os guerrilheiros da Renamo recuaram e ele ficou bem conhecido por aquele acto. Ao contrário, eu quando fui atacado, fugi saindo da casa pela janela. Eu não fui valente e não tenho vergonha de dizer isso. No dia seguinte, o administrador distrital tentou me condenar, mas conhecedores de guerra como major Macocola e capitão Germano elogiaram a minha fraqueza, salvei a minha vida e dos meus alunos por ter evitado que aquilo fosse visto como um quartel. Estranhamente, o administrador também fugia sempre que Monapo-sede era atacado.

Se há armas nos paióis que dêem a esses da ACLLN que as querem usar com valentia. 

quarta-feira, setembro 07, 2016

Baixa confiança nas comissões eleitorais em África, diz estudo

Para que a população confie nas comissões de eleições é necessário melhorar a gestão do processo, da votação à contagem, conclui o estudo.
Apenas metade de eleitores confia nas comissões nacionais de eleições em África, diz um estudo da rede Afrobarometer sobre a qualidade de eleições em 36 países.
O estudo abrange três dos cinco países lusófonos. O nível de confiança na comissão de eleições em Moçambique é de 48%; em Cabo Verde, 45%; e em São Tomé e Príncipe, 31%.
O caso de Moçambique é um dos considerados alarmantes nos últimos dez anos, uma vez que o país registou uma queda de confiança na ordem de 24 pontos percentuais. No mesmo grupo, Gana perdeu 38 pontos e Tanzânia 17.
O relatório diz que algumas quedas significativas foram registadas em países tidos como relativamente democráticos, entre os quais, Cabo Verde, Gana, África do Sul, Benim e Zâmbia.
Cabo Verde registou uma queda de 10 pontos percentuais.

Só deve ser por dor de cotovolo

MDM diz que instituições internacionais ajudam diretamente os municípios, colmatando fraquezas resultantes da centralização, em nome da transparência. Governo fala numa violação dos princípios diplomáticos.

Os municípios geridos pelo MDM têm tido os melhores desempenhos do país, com destaque para as boas práticas ambientais e a gestão de infra-estruturas. Este ano, a cidade da Beira recebeu o Prémio de ‪Prata pelo reforço e desenvolvimento de Infra-estruturas da Professional Management Review-Africa, uma revista publicada na África Austral. ‪
Os casos de sucesso devem-se também à ajuda de instituições internacionais que dão apoio direto aos cofres dos municípios. Por exemplo, o banco do Governo alemão para o Desenvolvimento, KFW, deu recentemente 11 milhões de euros para a execução das atividades do município da Beira.
Se o Governo central pretender boicotar a oposição, dificultando a atribuição de fundos aos seus municípios, os organismos internacionais podem tirá-los do “sufoco”. Daviz Simango frisa, no entanto, que não se trata “de salvar ou não a oposição”. O problema, segundo o edil da Beira, é a garantia de transparência por parte das instituições.

“Ao fazerem o investimento direto, essas instituições estão a assegurar a transparência. Neste país, temos problemas sérios de corrupção e de dívidas não autorizadas”, sublinha Simango. Ler mais (Deutsche Welle, 06.09.2016)

terça-feira, setembro 06, 2016

What deal with the IMF?

By Joseph Hanlon

Donors stopped budget support and the IMF cut off its loan when the $2.2 bn in secret debt was revealed earlier this year. Budget support donors have left it for the IMF to negotiate a new agreement, so that deal will be at the top of Zandamela’s list - and his appointment itself is probably the first step in that negotiation.

Donors and the IMF have been calling for an international and independent forensic audit, which would identify over-pricing and commissions, and would be expected to point fingers at those who benefitted in the Armando Guebuza government. Government has resisted. When President Filipe Nyusi swore in Zandamela Thursday, he said pointedly: “do not be surprised nor alarmed by what may be pressure from outside. Mozambique is your land and it is for her that you should make your best efforts.” (Lusa 1 Sep) That seems a warning not to accept a forensic audit. Is that possible? The IMF has been taking a hard line, and departing IMF representative Alex Segura continued to demand a forensic audit. (Savana 2 Sep) The new resident representative is Brazilian Ari Aisen, who has been a senior economist at the IMF in Washington.

Chega de discursos balofos!

Só temos que dizer que já não aceitamos discursos balofos.

Senhor António Niquice, a prática de fraude eleitoral não é uma accão criminosa que mina a paz? Esquadrões de morte não é uma acçäo criminosa que mina paz?
Os assassínios que a Frelimo cometeu sempre e continua a cometer constinuem uma REPRODUÇÃO?
As vítimas da Frelimo também reclamam justiça. Ainda há muitos cidadãos moçambicanos que morrem devido à roubalheira que é precisamente cometida pelo partido no poder. Quantas crianças moçambicanas não podem estudar porque o que é do direito delas é roubado e serve aos filhos de pouquíssimos moçambicanos ou mesmo esbanjado? Quanto medicamento não vai aos verdadeiros doentes porque é desviado por gestores de confiança política, incompetentes e apenas com o mérito de serem bons aos desvios?

A INJUSTIÇA É TAMBÉM UMA ACÇÃO CRIMINOSA QUE MINA A PAZ.

Chega de discursos balofos.

Frelimo acusa Renamo de ações criminosas que minam a paz em Moçambique


A Frelimo, partido no poder em Moçambique, acusou hoje a Renamo, principal força de oposição, de ações criminosas que põem em causa a consolidação da paz, apontando a restauração da estabilidade como um desafio para o país.

sexta-feira, setembro 02, 2016

Associação de karate suspende atleta que exibiu bandeira da Renamo durante o mundial

Depois de uma homenagem prestada pela Renamo à karateca Joana Pereira, atleta do Clube Ferroviário de Maputo, a Associação Moçambicana de Karate Kimura Shukokai Internacional emitiu em comunicado a decisão de suspender a atleta que exibiu a bandeira da Renamo, após conquistar a medalha de prata durante o mundial de karate que decorreu em Julho, na Alemanha. 
De acordo com o documento assinado pelo presidente daquela Associação, Carlos Dias, a atleta está suspensa preventivamente até que termine o processo disciplinar levantado na sequência das imagens registadas no mundial de karate e das imagens registadas num evento da Renamo.
Rahil Khan, responsável das Relações Internacionais do partido da Perdiz, afirmou, na ocasião, que o gesto da atleta visava promover o partido de Afonso Dhlakama.
Entretanto, a nossa redacção tentou, sem sucesso, ouvir pronunciamentos de Carlos Dias, presidente da Associação e da própria atleta, Joana Pereira.

Fonte: O PaísO – 02.08.2016

Presidente do Brasil cancela doação de três aeronaves a Moçambique

O Presidente do Brasil, Michel Temer, cancelou a doação de três aeronaves do tipo T-27 Tucano à Força Aérea de Moçambique, segundo uma comunicação apresentada no Congresso Nacional na quarta-feira.
A mensagem do Presidente seguiu a decisão do Ministério da Defesa, na qual se lê que a tutela "tem-se empenhado em celebrar acordos bilaterais com nações amigas", dando especial atenção à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), sabidamente nações que apresentam dificuldades na área da defesa".


Em 2009, após visita oficial do ministro da Defesa a países africanos, identificou-se esta oportunidade, mas, em março do ano passado, depois da mudança de titular da pasta, foi diagnosticada a morosidade do processo, que "representa óbice grave e, na prática, mais prejudica do que favorece a cooperação", lê-se na comunicação da tutela.

quinta-feira, setembro 01, 2016

Os fatores que levaram à queda de Dilma

Após nove meses de processo, presidente não conseguiu conquistar apoio político para evitar o impeachment, apesar de ressaltar a fragilidade jurídica das provas. Entenda os motivos que levaram a esse desfecho.
1. Erros na gestão econômica
2. Falta de habilidade política
3. Isolamento e revolta do PMDB
4. Miopia política diante de problemas
5. Impacto da corrupção
6. Polarização e revanchismo

Ler aqui (Deutsche Welle)

Moçambique resiste auditoria às dívidas pedida pelo FMI

Analistas advertem para eventuais consequências.
O Governo de Moçambique pode não aceitar a exigência do Fundo Monetário Internacional (FMI) de uma auditoria forense às chamadas dívidas escondidas.
A opinião é de analistas que avisam que tal posição pode ter graves consequências.
Ante a situação das dívidas que tinham sido ocultadas nas contas públicas e contraídas sem o seu conhecimento, o FMI exigiu ao Governo de Moçambique uma auditoria forense a essas dívidas.
Esta exigência foi reiterada na semana passada pelo antigo representante do FMI em Moçambique, Alex Segura, afirmando que a auditoria deve apurar o destino dado a essas dívidas, num valor superior a 1.4 mil milhões de dólares.