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quinta-feira, junho 29, 2017

Auditoria à dívida de Moçambique é “incorreta e enganadora”, aponta Credit Suisse (na íntegra)

O banco suíço Credit Suisse considerou que as conclusões da auditoria da Kroll à dívida escondida de Moçambique são "incorretas e enganadoras", disse o banco numa declaração citada pela Bloomberg.
O banco suíço Credit Suisse considerou esta segunda-feira que as conclusões da auditoria da Kroll à dívida escondida de Moçambique são “incorretas e enganadoras”, garantindo que as comissões recebidas foram de 23 milhões de dólares (20 milhões de euros). “A conclusão [da auditoria] de que o Credit Suisse recebeu 100 milhões de dólares (89 milhões de euros) ou mais em taxas de mediação financeira é incorreta e enganadora”, disse o banco suíço numa declaração citada pela agência de informação económica Bloomberg.
As taxas bancárias para o Credit Suisse totalizaram 23 milhões de dólares, mais ou menos 2,3% do financiamento total e estão em linha com as transações financeiras comparáveis realizadas nos mercados emergentes”, acrescenta o banco que mediou, juntamente com o russo VTB, os empréstimos de empresas públicas moçambicanas que não foram comunicados nem às autoridades do país nem aos doadores internacionais.

segunda-feira, junho 26, 2017

Auditoria à dívida de Moçambique é “incorreta e enganadora”, aponta Credit Suisse

O banco suíço Credit Suisse considerou que as conclusões da auditoria da Kroll à dívida escondida de Moçambique são "incorretas e enganadoras", disse o banco numa declaração citada pela Bloomberg.
O banco suíço Credit Suisse considerou esta segunda-feira que as conclusões da auditoria da Kroll à dívida escondida de Moçambique são “incorretas e enganadoras”, garantindo que as comissões recebidas foram de 23 milhões de dólares (20 milhões de euros). Ler mais (O Observador – 26.06.2017)

quinta-feira, novembro 17, 2016

Só auditoria forense e internacional pode credibilizar Moçambique diante dos parceiros

O Chefe-Adjunto da Missão na embaixada dos Estados unidos da América em Moçambique, Bryan David, defende que a auditoria forense e internacional é a única alternativa para o país resgatar a confiança diante dos parceiros internacionais. Segundo David, os Estados Unidos estão disponíveis para trabalhar com Moçambique na recuperação da sua imagem a nível internacional.
“Temos esperança de que esta auditoria internacional forense cria as bases necessárias para garantir a transparência e a prestação de contas, que são um pré-requisito para o apoio financeiro alargado dos doadores para Moçambique”, disse.
Entretanto, o Chefe-adjunto da missão na embaixada dos Estados Unidos da América em Moçambique congratula o Governo pelos passos que está a tomar para esclarecer a dívida pública. “Congratulamos o Governo moçambicano pelo seu passo arrojado de concordar com uma auditoria internacional às dívidas da Proindicus, Ematum e MAM”.
A dívida pública moçambicana é estimada em mais de 11 biliões de dólares.
Bryan David falava, em Quelimane, numa palestra subordinada ao tema “Política Externa dos EUA no Governo de Donald Trump”.

Fonte: O País – 17.11.2016

segunda-feira, outubro 31, 2016

Noruega ajuda Moçambique na auditoria às dívidas ocultas

O Governo da Noruega vai apoiar Moçambique na realização da auditoria internacional às dívidas ocultas, como imposto pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) e outros parceiros para retomar a cooperação financeira com o país.
O anúncio foi feito esta segunda-feira, 31, em Maputo pelo ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação daquele país europeu, Borge Brende, no final de um encontro com o Presidente da República Filipe Nyusi.
"A nossa mensagem é muito forte e vamos apoiar os esforços do Governo em termos da auditoria que está a ser feita quanto à questão das garantias que foram dadas pelo Estado e estamos dispostos a apoiar numa altura em que o país está abraços com o processo de paz e reconciliação nacional", garantiu Borge Brende.

Fonte: Voz da América – 31.10.2016

sexta-feira, outubro 28, 2016

Governo anuncia concurso para auditoria independente à dívida pública

O primeiro-ministro, Carlos Agostinho do Rosário, disse ontem no parlamento que a Procuradoria-Geral da República vai lançar em breve um concurso para a contratação de um auditor internacional independente à dívida pública do país.
Falando durante a sessão de perguntas dos deputados da Assembleia da República ao executivo, em Maputo, Rosário adiantou que a realização de uma auditoria independente à dívida pública resulta do acordo alcançado entre o Governo moçambicano e o Fundo Monetário Internacional (FMI), durante a recente visita do Presidente da República, Filipe Nyusi, aos EUA.
"De entre os resultados alcançados durante a visita aos Estados Unidos da América, destacamos o acordado com o Fundo Monetário Internacional no que se refere ao processo de realização da auditoria independente internacional sobre a dívida pública do nosso país", declarou o primeiro-ministro moçambicano.

quinta-feira, setembro 22, 2016

“Auditoria sobre dívidas secretas e ilegais não pode ser como “... uma auditoria que se faz... em todas as empresas normais ...”!, Roberto Tibana

Fala-se agora de auditoria independente e internacional, e deixou-se cair a palavra forense. Fala-se também de auditoria a empresas EMATUM, ProIndicus e MAM, e deixou-se cair no “esquecimento” a chamada “dívida do Ministério do Interior”. Falando ainda dos Estados Unidos da América após o encontro com a Directora Executiva do FMI (com a qual parece ter chagado a um acordo sobre o assunto), o Presidente Nyusi “clarificou” que “... este assunto está a ser tratado ao nível da Procuradoria-Geral da República (PGR) e ficou assente que vai continuar ... e que se deve fazer, de facto, a auditoria independente às empresas envolvidas ... “, e rematou:   “ ... não se fala aqui da auditoria independente às finanças da República de Moçambique, a confusão não deve existir haver neste sentido ... “ , para depois acrescentar que “ ... é uma auditoria que se faz as empresas... em todas as empresas normais isso se faz e neste caso vai ser uma auditoria indepenende ...”. 
Ora, há aquí algumas ambiguidades e equívocos. E como estamos a entrar numa fase decisiva deste processo, pode ser útil uma clarificação dos termos de engajamento da auditoria sobre as dívidas secretas e ilegais. Vamos por partes:

quinta-feira, setembro 01, 2016

Moçambique resiste auditoria às dívidas pedida pelo FMI

Analistas advertem para eventuais consequências.
O Governo de Moçambique pode não aceitar a exigência do Fundo Monetário Internacional (FMI) de uma auditoria forense às chamadas dívidas escondidas.
A opinião é de analistas que avisam que tal posição pode ter graves consequências.
Ante a situação das dívidas que tinham sido ocultadas nas contas públicas e contraídas sem o seu conhecimento, o FMI exigiu ao Governo de Moçambique uma auditoria forense a essas dívidas.
Esta exigência foi reiterada na semana passada pelo antigo representante do FMI em Moçambique, Alex Segura, afirmando que a auditoria deve apurar o destino dado a essas dívidas, num valor superior a 1.4 mil milhões de dólares.