terça-feira, outubro 15, 2013

Renamo cumpre ameaça e não negoceia sem facilitadores

A Renamo “cumpriu” a sua promessa e, ontem, não aceitou prosseguir com as negociações sem a presença dos facilitadores, tal como ameaçara na semana passada.
É que, para este partido, o tempo que já se levou no diálogo sem qualquer consenso mostra que um terceiro interveniente é que pode ajudar a aproximar as posições sobre a tensão política no país.
As duas delegações reuniram esta segunda-feira durante 30 minutos no Centro de Conferências Joaquim Chissano, mas sem resultados.

segunda-feira, outubro 14, 2013

Em Ngauma, província do Niassa: agente da PRM recusou escoltar 1.º secretário da Frelimo e… foi detido

“Eu não neguei absolutamente, mas, sim, exigi ajuda de custo para a tal operação de três dias que ele iria efectuar, mas o comandante distrital mandou-me prender considerando-me indisciplinado”, contou ao Canalmoz o agente da PRM"

Na localidade de Guevela, no distrito de Ngauma (Niassa), um agente da Polícia da República de Moçambique (PRM) foi detido por recusar integrar a escolta do primeiro secretário do partido Frelimo, na província do Niassa, Cornélio Laisse.

Jornalistas moçambicanos ganham Prémio CNN Multichoice African Journalist Award

Os jornalistas moçambicanos Lázaro Mabunda, do diário O País, e Celma Marivate, do canal de televisão Miramar, venceram o Prémio CNN Multichoice African Journalists Award 2013, na categoria de imprensa e televisão da língua portuguesa, respetivamente.
Num ato que decorreu no fim-de-semana na cidade sul-africana do Cabo, o júri do Prémio CNN Multichoice African Journalistas Award 2013 declarou Lázaro Mabunda vencedor na categoria de imprensa na língua portuguesa com a reportagem "Negócios de Luxo".

Ministro da Defesa esclarece negócio de navios e migues

O ministro da Defesa Nacional, Filipe Nyusi, desmente que o governo tenha comprado aviões de guerra do tipo Mig e afirma que o país sempre teve este tipo de equipamento militar. O governante fez esta declaração durante o encerramento de um curso de instrução militar, afirmando que nunca foi segredo que o Estado tem aviões de guerra.

TELEVISÕES CAPTURADAS – Bye, Bye, Eleições

Por Santos Guizuro

Não faz muito tempo que se divulgou uma lista de comentadores oficiais do Partido Frelimo. Sendo que tal lista ganhou logo toda credibilidade quando vemos a performance, que atropela os mais elementares princípios da academia, gratuita e flagrantemente exibidos, num acto de verdadeiro crime intelectual, pelos comentadores residentes sobretudo na TVM. Alexandre Chivale, jurista, seria um bom exemplo para demonstrar aos estudantes como foram imperfeitos os primeiros anos do surgimento da ciência do Direito; Hélder Jauana, Sociólogo, é a mais sublime expressão para se desacreditar na Sociologia, Max Weber, certamente, deve arranhar o túmulo em cada palavra pronunciada por este Jovem. Estes são apenas dois exemplos, do tipo de educação e de deformação que os nossos próprios impostos estão a promover por via de um canal público.

“Dhlakama quer eleições justas”

À terceira vez em Santungira, o Observatório Eleitoral tentou acalmar o homem forte da Renamo, depois das ameaças de guerra. O presidente da organização, Dom Dinis Matsolo, diz que saiu com garantias de que a paz não será perturbada. Numa declaração curta, Matsolo explicou que Dhlakama deixou tudo nas mãos do Chefe do Estado. “O líder da Renamo reitera o compromisso para com paz e disse estar comprometido para fazer de tudo para que não voltemos à guerra. Disse, também, que gostaria de entrar na corrida eleitoral num campo nivelado, em que todos se sintam em pé de igualdade em termos de condições para o jogo.  É importante não esgotarmos propostas, agora, na comunicação social, porque precisamos de facto de preparar este encontro e não queremos que o nosso diálogo com Afonso Dhlakama seja esvaziado. É uma questão protocolar e de respeito. Vamos contactar o presidente da República com algumas propostas saídas deste encontro e acreditamos que a partir daí avançamos”.

Fonte: O País - 14.10.2013

Sérgio Vieira avisa

"Normalmente num Pais as realizações e sucessos devem-se a muitos, partidos, máquinas governativas, empresas e povo em geral.
Quando se tenta demonstrar que o que se realizou deriva da acção de um homem só, por mais que se pague a publicidade, isso cai muito mal. Não passa de oportunismo barato, nauseabundo, irritante e com efeitos altamente contraproducentes.
Por favor, não transformem uma pessoa com méritos num ídolo com pés de barro".

Sérgio Vieira in Jornal Domingo - 13.102013

domingo, outubro 13, 2013

EPÍSTOLAS SOBRE O MOVIMENTO DIABÓLICO DE MOÇAMBIQUE – MDM.

1.      A génese do movimento

Qualquer pessoa com o mínimo de dois dedos de testa sabe que a RENAMO, sarcasticamente apelidada de “restos mortais” pelo presidente da primeira República, Samora Moisés Machel, foi criada para dar continuidade ao fascismo derrotado no teatro de guerra/guerrilha que durou 10 anos. Sabe também que a RENAMO é fruto de fascistas portugueses, meus conterrâneos, num leque que incluí Jardins, Serras Pires, Fernandes, Soares, entre outros, num casamento promíscuo e adúltero com o Apartheid dos Bothas e o fascismo de Smith, o Ian.

Elísio Macamo sobre a expulsão de Diamantino Miranda

Acabadinho de regressar duma viagem deparo-me com a notícia da expulsão do treinador português de futebol, Diamantino Miranda, e ponho-me a reflectir sobre o assunto em pleno domingo:

Da liberdade de ser mal-criado

Confesso desde logo a minha parcialidade neste assunto. Vivo há mais tempo fora de Moçambique do que dentro. Por essa razão, tudo o que diz respeito aos estrangeiros que vivem em Moçambique me interessa em particular. A hospitalidade que recebo fora é algo que gostaria que eles também tivessem em Moçambique. A hostilidade de que por vezes sou alvo, pelo contrário, é algo que eu não gostaria que eles passassem em Moçambique. A expulsão do treinador português de futebol por ter “insultado” o povo moçambicano causa-me arrepios. Envergonha-me como moçambicano. Não percebo como isso foi possível num Estado de Direito. Ou melhor, tenho um palpite.

Frelimo tentou impedir a publicação do caso do seu candidato corrupto

A Frelimo primeiro tentou esconder a informação sobre o seu candidato à presidência do Município de Moatize, Carlos Portimão  detido e condenado por oferecer suborno à Procuradora distrital, e depois que o acontecimento se tornou público, o partido apoiou o candidato.

Membros sénior do partido Frelimo em Tete contactaram jornalistas que acompanharam o julgamento do seu candidato, acusado de corrupção activa, para não publicarem o caso, por ser um momento "muito delicado".

Concerto da TVM restrito a Frelimo e 2 membros do MDM detidos

O programa Moçambique em Concerto, que é veiculado pela televisão pública de Moçambique (TVM) aos domingos, promoveu no dia 6 de Outubro passado no pavilhão de desportos da Beira, um espectáculo, o qual foi utilizado para apresentar o candidato da Frelimo à presidência daquele município, Jaime Neto.

O evento na Cidade da Beira, que contaria com a participação de vários músicos moçambicanos, foi publicitado como sendo de acesso livre e gratuito. Entretanto, na hora apenas era permitida a entrada de membros e simpatizantes da Frelimo, segundo relatos dos correspondentes do CIP naquela cidade.

Na sequência, dois simpatizantes do MDM, a segunda maior força da oposição no país, que se fizeram ao local, foram impedidos de entrar, o que desencadeou um pequeno tumulto, resultando na detenção dos mesmos.

Segundo a polícia, os dois foram detidos por terem rasgado fardamento de agentes da Força de Intervenção Rápida (FIR). Porém, eles formam soltos no mesmo dia.

O Programa Moçambique em Concerto promove e grava espectáculos em várias províncias do país e depois os veicula na TVM.


Fonte: Boletim sobre o processo político em Moçambique Número EA 34 – 13 de Outubro de 2013

MDM acusa Frelimo de mobilizar funcionários públicos para acelerar documentos

O MDM na Beira disse que recebeu denúncias de alguns funcionários dos serviços de notariado e saúde de Sofala, que foram mobilizados para a sede da Frelimo com a missão de facilitar o processo de emissão de registos criminais  e atestado médico a membros deste partido, para eles puderem se inscrever como membros da mesa de voto no STAE.

Por causa das dificuldades em obter desses documentos, isto poderia dar aos membros da Frelimo uma vantagem para alcançar estes postos-chave nas assembleias de voto, denunciou o MDM.

O porta-voz do MDM e também deputado parlamentar, Geraldo Carvalho, apresentou a jornalistas alguns atestados de registo criminal que alegadamente provam tal interferência, tendo se recusado de fornecer cópias para que os profissionais de informação fizessem o aprofundamento do assunto. Portanto, não era aparente como esses documentos apoiou sua afirmação.

O chefe da Mobilização e Propaganda do MDM em Sofala, Matateu, disse que submeteu uma queixa ao STAE provincial e a resposta foi de que “não era seu papel recrutar membros para mesa de voto através dos partidos políticos, mas sim por via de concurso público aberto para todo cidadão moçambicano”.

O procedimento do MDM foi errado. Tratando-se de um assunto de fórum eleitoral, as queixas são remetidas à CNE ou a comissão provincial de eleições, que é o órgão de fiscalização das eleições e de todos os processos a elas inerentes, e não ao STAE, que é uma instituição de apoio técnico-administrativo, embora tenha atribuição de informar e emitir pareceres sobre os processos eleitorais.


Fonte: Boletim sobre o processo político em Moçambique Número EA 34 – 13 de Outubro de 2013

Mamparra da semana: Partido Frelimo

Por Luís Nhachote

Meninas e Meninos, Senhoras e Senhores, Avôs e Avós

O mamparra desta semana é o partido Frelimo, que, sem espanto, para gáudio dos “malandros” no seu seio, acaba de chancelar a candidatura de Carlos Portimão, para disputar a edilidade de Moatize nas eleições autárquicas agendadas para 20 de Novembro próximo.

Portimão teve a honra de subir a este pódio reservado aos mamparras muito longe de pensarmos que arrastava consigo o partido Frelimo que um dia foi, de acordo com o primeiro hino nacional, “guia do povo moçambicano”!!!

sábado, outubro 12, 2013

O "CASO DIAMANTINO MIRANDA", O DUMBA-NENGUISMO DO NOSSO GOVERNO E A NOSSA MOCAMBICANIDADE DE VIDRO EM 4 PONTOS

Por Edgar Barroso

1. É uma interpretação manifestamente politizada, infantil e infeliz essa de chamarem de "assunto de Estado" às declarações privadas do treinador de futebol português, Diamantino Miranda, gravadas sem o seu consentimento e proferidas no calor de uma discussão pessoal havida apenas entre ele e um jornalista desportivo. Diamantino Miranda não proferiu o pretenso "insulto ao povo moçambicano" como representante do Estado português, meus senhores. E mais, o objecto do "insulto", por mais generalizado que tenha sido, não é em nenhuma circunstância o povo ou o Estado moçambicano. Ele afirmou tais palavras no contexto da discussão que travava com o jornalista e manifestando o seu descontentamento, indignação ou frustração pelo modo como o futebol moçambicano de alta competição é gerido e como os nossos jornalistas desportivos o têm abordado no seu trabalho. Pode ter sido extremista na generalização, como todo e qualquer indivíduo o pode fazer no calor de uma discussão. Meus senhores, é tão verdade que há corrupção no nosso Mocambola como que há jornalistas que agem como autênticos mercenários, clubistas ou intriguistas nas suas abordagens desportivas, favorecendo ou prejudicando uns e outros.

DIZER POR DIZER - Quelimane!

Por Pedro Nacuo
... O que achei igual é a coragem dos quelimanenses, quase igual à do nosso polícia de trânsito. Desta vez localizei a coragem na atitude da Assembleia Municipal, que era o prato pronto-a-servir, nos cafés e restaurante nas margens do Rio dos Bons Sinais.
O que aconteceu é que a Assembleia Municipal, constituída pelos deputados da Frelimo e da Renamo, decidiu, corajosamente, ir directo ao assunto: não há sessão enquanto não regularizarem os nossos ordenados, os nossos salários, as nossas senhas de presença!
Aqueles dois grupos políticos, contra tudo o que os seus partidos dizem e eles repetiram para serem eleitos, mostraram a cara de quem diz: é mentira que é pelo povo que estamos aqui, nós viemos comer!
Reuniram coragem de contradizer as nossas expectativas, afirmando com factos que, não fosse pelo dinheiro, nenhuma assembleia municipal funcionaria naquela autarquia. Quem o diz é o órgão máximo da edilidade, não é a nível de alguma vereação, nem de presidente do conselho municipal. É a autoridade máxima do município que até nos avisa do porque é que se digladiam para atingir aquelas cadeiras. É pelo dinheiro!
E os partidos proponentes estão a assistir os seus mandatários a inverterem os valores na equação, sem que se apercebam que no fim a factura vai para o órgão máximo do município e as formações políticas terão um troco. A coragem dos quelimanenses!
Pedro Nacuo
Fonte: Jornal Notícias - 12.10.2013

Presidente do Malawi demite governo

A Presidente do Malawi, Joyce Banda, demitiu na madrugada de hoje todos os 25 membros do Governo na sequência de um escândalo de fraude de milhões de dólares este ano, que provocou uma crise no Tesouro naquele país vizinho.

quinta-feira, outubro 10, 2013

Assunto: Ministra do Trabalho cancela contrato de trabalho do treinador do Costa do Sol

REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE
MINISTÉRIO DO TRABALHO
GABINETE DE IMPRENSA
COMUNICADO DE IMPRENSA
REFª Nº 163/GI/MITRAB/2013

Maputo, 10 de Outubro
Assunto: Ministra do Trabalho cancela contrato de trabalho do treinador do Costa do Sol.

A ministra do Trabalho, Maria Helena Taipo, cancelou, ontem, 09 de Outubro de 2013, através de um despacho, a licença de trabalho ao cidadão português Diamantino Miranda.

O despacho, Maria Helena Taipo sublinha que tomou conhecimento, por ofício número 232/MJD/GAB/200/2013, de 8 de Outubro de 2013 do Ministério da Juventude e Desportos, bem como através da comunicação social, dos insultos proferidos por Diamantino Miranda, no final do jogo entre o Vilanculos e a sua equipa, Costa do Sol, no dia 28 de Setembro de 2013, ao afirmar, nomeadamente, que “todos aqui são ladrões”, facto que, diz o despacho, adensa o carácter pouco comum do técnico pois, trata-se de um comportamento reincidente de falta de respeito, civismo e consideração aos valores consagrados quer na Constituição da República, quer na legislação ordinária em vigor no nosso país.

Renamo proposal rejected

Renamo made a new proposal on the electoral law but government negotiators refused to even discuss it during negotiations on Monday.

Renamo had always demanded "parity" in the National Elections Commission (CNE) which it had said meant an equal number of Renamo and Frelimo nominated members, plus others from civil society and the other main opposition party, the MDM. This would have given the opposition a majority in the CNE and could never have been accepted by Frelimo.

Last week Renamo tabled a new and more plausible proposal - that Frelimo have half the seats and the other half would be Renamo, MDM and civil society. This proposal could, for the first time, be the basis of serious negotiation. But government rejected it out of hand, saying proposals to change the CNE must go to parliament, where Frelimo has a majority. Renamo has always called for a political agreement in the bilateral talks, which would effectively force Frelimo in parliament to accept such an agreement.

Museveni govt's Family Tree

Museveni govt's Family Tree

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In the story Family Rule In Uganda: How The Museveni Clan Runs Government in our Issue 050 of The Independent, only a small list of the president's relatives in government was mentioned in the story. In this issue, we publish a bigger list of relatives and in-laws around the president or in high government positions.
IN THE POLITICAL WING
Lt. Col. Muhoozi and Natasha Museveni
Gen. Caleb Akandwanaho a.k.a Salim Saleh: He is President Museveni's younger brother. Saleh is a retired bush war hero who still holds much influence in the military and security. Until last month's cabinet reshuffle, he had been Minister of State for Micro-finance. He is now a senior presidential advisor on defence.

Janet Kataha Museveni: She is the president's wife, MP for Ruhaama County and also Minister of State for Karamoja Affairs. She wields a lot of influence among NRM MPs in Parliament. She has recently been stepping out of the shadow of her husband. During the Temangalo land scandal, she demanded Security Minister Amama Mbabazi's resignation or refund of the Shs11 billion irregularly taken out of NSSF coffers by the Mbabazi group.