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quarta-feira, junho 06, 2018

Para não sair de Moçambique


Quando em Janeiro de1983 a Renamo atacou e instalou-se pela primeira vez no distrito do Monapo, a partir de Netia, o então administrador distrital Isaac Abdul Aly Barraca convocou uma reunião de emergência do governo distrital alargada. Como eu era secretário distrital da ONP, tive que participá-la. Nela, o administrador decide que na manhã seguinte tínhamos que ir a Netia para tranquilizar a população que já abandonava as aldeias. Cada um de nós era importante no seu sector. O director de Educação e eu íamos ter e consolar os professores, ainda que as aulas não haviam iniciado. Dito e feito, passámos por muitas aldeias onde o ambiente estava frio.
Semanas depois, o governo distrital decide para eu ir morar lá em Netia, zona de guerra, com mais de 700 alunos, professores e trabalhadores de diferentes sectores. Em numa madrugada de Novembro de 1985 fomos atacados. No mesmo dia, até às 11 horas, o administrador e alguns membros do governo distrital chegaram ao centro internato e escola secundária para nos consolar e confortar.

quarta-feira, março 02, 2016

ALEGADAS ATROCIDADES COMETIDAS CONTRA REFUGIADOS MOÇAMBICANOS

Governo sacode capote

O Governo moçambicano veio este sábado negar que o exército tenha cometido atrocidades na província central de Tete reagindo ao pedido de esclarecimentos da ONG Human Rights Watch. A organização não-governamental Human Rights Watch ALEGADAS ATROCIDADES COMETIDAS CONTRA REFUGIADOS MOÇAMBICANOS Governo sacode capote exigiu que o Governo moçambicano leve a cabo uma investigação urgente sobre as alegadas atrocidades cometidas pelo exército na província de Tete, centro de Moçambique. As tropas governamentais são acusadas de efectuarem execuções sumárias, abusos sexuais e maus-tratos às populações da província de Tete que se viram obrigadas a fugir para o vizinho Malawi. De acordo com os relatos dos refugiados moçambicanos naquele país vizinho, estes deixaram o país após as tropas governamentais terem incendiado as suas casas e celeiros por estas alegadamente apoiarem a Renamo. O ministro da Defesa Atanásio Mtumuke negou estas acusações mas abriu espaço para a existência de casos isolados.

Fonte: Mediafax  - 01.03.2016

sábado, novembro 29, 2014

Chissano deve ao regime colonial?

“Muita gente da Renamo orgulha-se de ter feito curso superior, mas estudou em universidades do Estado e mesmo as universidades privadas existentes no país foram possibilitadas pela governação existente no país, mas eles se esquecem disso”, sublinhou Chissano. In Rádio Moçambique (28.11.2014).


Do que sabemos sobre é que Joaquim Alberto Chissano estudou no Liceu Salazar na era colonial e depois de concluir rumou a Portugal para ir estudar a medicina. Já que tudo isso aconteceu no tempo colonial e com certeza possibilitado pelo governo colonial, será que Chissano considera alguma dívida ao regime fascista colonial?

segunda-feira, junho 03, 2013

“É uma ilusão pensar que o judiciário é independente do poder político”

João Carlos Trindade, juiz conselheiro jubilado do Tribunal Supremo e docente universitário, diz ser uma ilusão pensar que o judiciário é independente do poder político em Moçambique. “Eu acho que para este equilíbrio ser estabelecido, o equilíbrio entre os interesses em jogo, há um pressuposto fundamental: é que o judiciário tem, efectivamente, de ser independente.

quarta-feira, maio 29, 2013

Associação Médica diz que encontro com Governo foi apenas um passo

... O representante da Associação Médica diz não haver ainda grandes expectativas, porque não há indícios de que o cenário irá mudar. Em relação à medida imposta pelo Executivo, de excluir a Comissão dos Profissionais de Saúde Unidos da mesa do diálogo, a Associação Médica afirma que a questão está fora de hipótese.
Hamilton Mutemba questiona o facto de alguns profissionais de saúde que aderiram à greve continuarem a ser intimidados. “Tivemos um informe de Nampula segundo o qual dois colegas foram escorraçados das suas casas por dirigentes provinciais. E nós questionamos: que tipo de diálogo é que estamos a ter enquanto alguns profissionais de saúde são ameaçados?”

Fonte: O País online - 29.05.2013

Governo reconhece reivindicações dos médicos, mas reitera não ter dinheiro

Depois de uma semana a condenar e a desclassificar a greve dos médicos e dos restantes profissionais de saúde
O Governo emitiu, ontem, um comunicado, no final da sua reunião do Conselho de Ministros, a reconhecer a legitimidade da greve dos médicos. No entanto, o executivo reitera que não tem dinheiro para aumentar salários à medida das exigências destes profissionais. Ler mais

terça-feira, maio 28, 2013

Os contornos da greve do pessoal da saúde: análise de um técnico de saúde, escrito por Mahadulane

Associação Médica de Moçambique (AMM)

É conhecido o poder de persuasão da AMM, onde despontam os médicos da nova geração, pouco alinhados com o sistema e excluídos do pacote de incentivos que o Ministério da Saúde negociou com os seus parceiros para os médicos especialistas.
Não importam os nomes que se queira dar ao seu respectivo Presidente, Dr. Jorge Arroz, visto por muitos como um corajoso e herói, emobra seja considerado agitador da classe por alguns governantes; ele que, aliás, como fez lembrar S.Excia o Ministro da Saúde, Dr. Alexandre Manguele, abandonou o Estado à procura de melhores condições de vida e vem agitar os outros.
Mas é aqui onde o Dr. Arroz ganha heroicidade, porque luta por uma causa da classe e não por um problema pessoal, ele que se fosse igual a muitos dos nossos dirigentes actuais, que pensam mais pelo umbigo, poderia simplesmente deixar os seus pares à sua sorte. Ler mais

terça-feira, maio 01, 2012

Governo gazeta às cerimónias centrais alusivas ao Dia do Trabalhador

As cerimónias centrais alusivas ao Dia Internacional do Trabalhador, que teve lugar na Praça dos Heróis Moçambicanos, foram marcadas pela ausência dos membros do governo, contrariando o que tem sido habitual nos dias comemorativos. ..Facto curioso nestas cerimónias, foi a forte presença das crianças em detrimento dos próprios trabalhadores…… como que encorajarem os adultos a não desistirem de lutar por uma vida melhor.
Fonte: TIM - 01.05.2012

segunda-feira, abril 30, 2012

Um governo de malabaristas


Editorial (Diário da Zambézia)

O governo da Zambézia mostra claramente que o que mais sabe são apenas malabarismos, o chamado showoff.
Esta afirmação nossa tem muita sustentabilidade e vamos pegar apenas num caso recente que aconteceu na cidade de Quelimane há uma semana.
Sabe-se e nós tivemos o cuidado de informar que o batelão Cuácua que fazia a ligação entre a cidade de Quelimane e o distrito de Inhassunge, naufragou e neste naufrágio, uma pessoa perdeu a vida, por sinal, o chefe das máquinas daquela embarcação.

segunda-feira, fevereiro 13, 2012

Carnaval em Quelimane: Braço de ferro entre o Governo e Município

Vinte e cinco grupos de foliões e dez empresas começam a partir de hoje a animar o carnaval da cidade de Quelimane edição 2012.
Apesar de desde a Independência o carnaval acontecer na Praça da Independência, este ano o mesmo será realizado na Praça dos Trabalhadores, onde está erguida a estátua de Samora Machel, pois o Governo recusa-se a autorizar o uso da Praça da Independência para o efeito.

sexta-feira, janeiro 13, 2012

Manifestações de Cateme, em Tete Governo acusado de ter traído povo

* MDM exige imediata soltura dos detidos

O Movimento Democrático de Moçambique (MDM) diz que as manifestações de terça-feira última, protagonizadas pelos reassentados do centro de Cateme, no distrito de Moatize, em Tete, são resultado da flagrante traição do Governo moçambicano, que presta mais atenção aos interesses estrangeiros e ignora as mais elementares necessidades dos cidadãos nacionais. Na voz do seu delegado na província de Tete, Celestino Bento, aquela formação política afirma que “a sublevação daqueles concidadãos significa um cansaço, porque há vários anos que vêm reclamando a falta do cumprimento das promessas feitas como condição para abandonarem as suas zonas de origem no município da vila de Moatize, para dar lugar à extracção do carvão pela empresa Vale”. Ler mais

Fonte: Diário de Mocambique - 13.01.2012

quarta-feira, janeiro 11, 2012

Detido porta-voz do Fórum dos Desmobilizados

O porta-voz do Fórum dos Desmobilizados foi hoje detido pela polícia quando participava numa pequena manifestação em Maputo diante do gabinete do primeiro-ministro.
Jossias Matsena foi detido por agentes policiais no Parque Repinga, na capital moçambicana, perante jornalistas que se encontravam ali a cobrir uma manifestação não autorizada de veteranos de guerra que reclamam o pagamento das suas pensões.
Falando momentos antes da detenção, o porta-voz do Fórum dos Desmobilizados disse à Lusa que há semanas que o grupo vem agendando a manifestação para o presente mês e que solicitou a permissão ao Ministério do Interior, que, no entanto, recusou-a, alegando que o "Governo está de férias".

segunda-feira, janeiro 02, 2012

Congresso da Frelimo vai definir futuro do país – analista Carlos Jeque, na antevisão do corrente ano 2012

O ANALISTA política Carlos Jeque considera que o ano corrente de 2012 é de grande expectativa na arena política nacional devido à realização do X Congresso do partido Frelimo, um encontro que, para além de marcar os 50 anos da organização política que governa o país há mais de 30 anos, vai determinar ou não uma nova liderança para este partido histórico nacional, bem como no que respeita à condução dos destinos do país após as eleições

sexta-feira, dezembro 02, 2011

“É preciso desenvolver-se a cultura democrática e dar um estatuto oficial a oposição”

Christian Daziano, embaixador da França em Moçambique, é diplomata em África há mais de 30 anos. Para ele a construção da paz é o maior exemplo moçambicano para o continente. Contudo, ressalta que o modelo de democracia do país é ‘imperfeito’ e sugere que a oposição tenha um ‘estatuto oficial’. Para o diplomata o grande desafio da próxima década é a redistribuição da riqueza. Afirma ainda que a reforma do conselho de segurança das Nações Unidas, e a presença do continente africano nas esferas de decisão, continuam como prioridades para a França.

sábado, outubro 29, 2011

Os perigos que nos devem despertar

Pelas caras de muitos deles viu-se que são pessoas que lutam desesperadamente para se manter em vida, e que por isso, cansados das derrotas que as dificuldades do dia-a-dia lhes infligem e lhes afligem, são pessoas sensíveis e susceptíveis de tudo fazer para atingirem os seus intentos. São o que se chama um barril de pólvora, fazem manifestações para que a polícia lhes dê pretextos para vomitarem a sua ira e desencadear violência.

sexta-feira, outubro 21, 2011

AUTORIDADES NEGAM FOME “ALARMANTE” EM MOÇAMBIQUE

Chimoio (Moçambique), 21 Out (AIM) – O director nacional da Agricultura, Momed Valá, nega a classificação “alarmante” atribuída a Moçambique pelo Índice Global da Fome (IGF) 2011, justificando que “a situação de fome no país não é alarmante”.