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quinta-feira, fevereiro 16, 2017

RDC: EXIGUIDADE DE FUNDOS INVIABILIZA ELEICOES PRESIDENCIAIS

O governo da República Democratca do Congo (RDC) anunciou, quarta-feira, que não vai poder convocar, ainda este ano, as eleições presidenciais, devido a exiguidade de fundos.
O Ministro congolês do Orçamento, Pierre Kangundia, disse que o custo pela organização da votação ascende a 1,8 mil milhão de dólares, valor que está aquem das disponibilidades financeiras do país.
O governo congolês e a oposição chegaram, o ano passado, a um acordo sobre a realização de novas eleições, em finais deste ano.
O mandato do Presidente do RDC, Joseph Kabila, terminou em Novembro de 2016. Os seus oponentes acusaram-no de deliberadamente protelar a votação para ainda se manter no poder.
O plano para a convocação das presidenciais antes de finais de 2017 reduziu a onda de tensão entre o governo e a oposição, no país.
A Comissão Eleitoral anunciou em Novembro de 2016 que precisava de pelo menos até Julho deste ano registar mais de 30 milhões de eleitores.
Entretanto, a morte do líder oposicionista, Etienne Tshisekedi, ocorrida ainda este mês, preocupa o futuro político do país.
A RDC nunca efectuou uma transferência pacífica da liderança, desde a independência, em mais de 55 anos. Kabila lidera o país desde 2001, após o assassinato do seu pai, Laurent Kabila. Ganhou duas eleições e a constituição interdita-o a concorrer para um terceiro mandato.

Fonte: AIM – 16.02.2017

sábado, janeiro 02, 2016

O Poder

Por Machado da Graça

O Dr. Teodato Hunguana apresentou recentemente, no Mozefo, um excelente texto em que acompanha a evolução do Poder, no nosso país, desde a Constituição de 1975 (resultado da luta armada de libertação nacional) até à actualidade.

Ao longo da sua intervenção foi analisando a evolução do(s) nosso(s) texto(s) constitucional (ais), e outra legislação, explicando as razões por que essa evolução foi de uma determinada maneira e não de outra.

Mais de um jornal publicou na íntegra esse texto e aconselho vivamente a sua leitura.

Mas ao explicar como chegámos ao ponto a que chegámos, Teodato Hunguana mostra-nos a necessidade urgente de uma mudança, nomeadamente através do reforço e independência das nossas instituições para que possamos ser, de facto, um Estado de Direito Democrático. Que, por variadas razões históricas ainda não somos.

Justificando o atraso que temos nesse aspecto, ele alerta para que já não estamos a tempo dos passos lentos para evitar cair no abismo. Neste momento são necessários passos acelerados.

quinta-feira, março 26, 2015

Guerra de poder entre Guebuza e Nyusi está a piorar

O director do departamento africano no instituto de estudos internacionais Chatham House considera que a luta de poder entre o actual e o antigo Presidente está a piorar e que o poder pode mudar de mãos.
"A luta de poder entre o antigo Presidente Guebuza e o Presidente Nyusi está a piorar, tendo influência nas decisões do Governo, nos esforços de mediação com a oposição e afetando o clima empresarial", disse Alex Vines em entrevista à Bloomberg no dia em que a Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo) inicia a reunião do Comité Central, até domingo.

quarta-feira, novembro 06, 2013

Carta aberta ao Presidente de Moçambique

Senhor Presidente, você está fora de controlo. Depois de ter gasto um mandato inteiro a inventar insultos para quem quer que seja que tenha ideias sobre os problemas nacionais, em vez de criar oportunidades para beneficiar da experiência e conhecimentos dessas pessoas, agora você acusou os media de serem culpados da crise política... nacional e mandou atacar as sedes políticas da Renamo.

A crise político-militar que se está a isntalar a grande velocidade faz lembrar as antecâmaras do fascismo. Em situações semelhantes, Hitler e Mussolini, Salazar e Franco, Pinochet e outros ditadores militares latino-americanos, Mobutu e outros ditadores africanos, foram instalados no poder, defendidos pelo grande capital enquanto serviam os interesses desse grande capital, e no fim cairam.

quinta-feira, fevereiro 21, 2013

Mugabe completa 89 anos e considera permanência no poder uma tarefa divina

O presidente do Zimbabwe, Robert Mugabe, que está no poder desde 1980, completou nesta quinta-feira 89 anos, e considera que a sua permanência à frente do país é um "dever divino". Em declarações publicadas pelo jornal estatal The Herald, Mugabe disse: "Esta é a tarefa que o Senhor me encomendou entre o meu povo, e aceito-a. É um dever divino".
O líder zimbabweano também lamentou que muitos dos seus contemporâneos mais próximos tenham morrido. "O Senhor quis que eu continuasse. Por que todos os meus amigos e familiares se foram e eu persisto? Não é minha escolha. É Sua escolha. Uma dolorosa escolha", afirmou Mugabe.

quinta-feira, junho 14, 2012

Presidente de Angola tentará reeleição após 32 anos no poder

O presidente angolano, José Eduardo dos Santos, no poder há mais de 32 anos, lidera a lista do seu partido, o Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), nas eleições gerais de agosto.
A decisão, adoptada por unanimidade nesta quarta-feira por 280 dos 300 membros do Comitê Central que participaram na reunião, permitirá a dos Santos tentar a reeleição, já que, segundo a nova Constituição do país, a presidência da República recai no líder da lista da formação vencedora.
Angola realizou as suas primeiras eleições gerais em setembro de 1992, mas os seus resultados foram rechaçados por Jonas Savimbi, líder do principal partido da oposição, a União Nacional para a Independência Total de Angola (Unita), o que desencadeou uma guerra civil.

quarta-feira, fevereiro 08, 2012

Azagaia: “De alguma forma, incomodo o Poder!”

Azagaia, um dos mais polémicos rappers moçambicanos, que se assume como sendo um incómodo para o poder político do seu país, revelou (em palestra realizada em Oslo) que possui um sonho, ser avó e brincar com os seus netos na terra que o viu nascer, Moçambique.

domingo, novembro 06, 2011

Algumas maçãs são mais importantes que as outras

Por Bayano Valy

O recente falecimento do antigo Chief Economic Officer (CEO) da empresa de tecnologia informática Apple levou-me a pensar não tanto na morte mas na importância das maçãs na História da humanidade – aviso que quero utilizar a morte de Steve Jobs para olhar ao nosso sistema político e tentar perceber até onde o mesmo incentiva o talento em Moçambique. Ler mais

terça-feira, abril 05, 2011

Gbagbo negocia saída da Costa do Marfim

Por Tim Cocks e Ange Aboa

ABIDJAN (Reuters) - Laurent Gbagbo está negociando os termos de sua saída do governo da Costa do Marfim nesta terça-feira, depois de uma ofensiva violenta das forças leais ao seu rival, Alassane Ouattara, com apoio de ataques de helicópteros da ONU e da França. Ler mais

terça-feira, fevereiro 22, 2011

Menos interesse na Revisão da Lei Eleitoral (1)?

A Revisão da Eleitoral parece ter se tornado um assunto de menos interesse dos comentadores no O País online por exemplo aqui. Como se pode explicar se os assuntos com mais comentários têm clara relação com eleições e consequentemente com a a leitoral? Será por não se acreditar na utilidade da lei eleitoral? E se isso for, de que depende?

sábado, fevereiro 19, 2011

UOL: Top 10 governos há mais tempo no poder

Muammar Gaddafi (Líbia)

42 anos no poder - Aos 27 anos, Gaddafi era membro das tropas revolucionárias que tomaram o país em 1969. Com a queda do governo anterior, Gaddafi assumiu o poder.

José Eduardo dos Santos (Angola)

32 anos no poder - Em 1961, o militante nacionalista ingressou no Movimento Popular de Libertação de Angola. Foi escolhido para estudar em Moscou, onde se especializou em problemas da indústria de petróleo. Foi nomeado presidente em 1979 e ocupa o cargo desde então.  ler mais

terça-feira, novembro 30, 2010

O fascínio do poder

Por Mia Couto

“Sucedeu connosco o que sucedeu com todas as outras nações. A política deixou de ser uma consequência dessa entrega generosa, dessa abdicação de si mesmo. Passou a ser um trampolim para interesses pessoais”
Ser político ou ser da política representou no nosso país, durante muitos anos, um risco de peso. A canção da velha Xica, do angolano Waldemar Basto, é bem representativa desses perigos: “xê, menino, não fala política…!”
Os que ofereciam para lutar pela causa da independência (a causa política por excelência, na altura) faziam-no, avaliando as consequências para si mesmo e para a família. Não havia vantagem nessa disponibilidade em ser-se político. Apenas sacrifício.

segunda-feira, abril 26, 2010

As três “gerações” e a luta pelo poder na Frelimo

TRIBUNA DO EDITOR

Por Fernando Gonçalves

Cada vez que oiço o slogan “Três Gerações, Uma só Nação”, pergunto-me se não haverá assuntos mais importantes e que mereçam um debate mais profundo neste país. Não sei quem terá sido o autor de tal conceito, que até pode ter resultado das reflexões pessoais de alguém, mas a verdade é que está se a espalhar muita confusão à volta desta questão.
Não acredito que haja alguém que esteja convencido que os moçambicanos tenham que ser regimentados em três grupos distintos.
A meu ver, o debate das três gerações não é mais que o reflexo de uma contestação pelo poder que parecer ter se iniciado dentro da Frelimo, em preparação do décimo congresso do partido, que deverá ter lugar em 2012.
O significado particular deste congresso é que será dele que deverá emergir a nova liderança do partido, com claras indicações sobre quem será o candidato da Frelimo nas eleições presidenciais de 2014. Por outras palavras, o futuro Presidente da República.
É por isso que este debate geracional não deve ser visto como sendo um assunto de interesse nacional, devendo ser entendido a partir da perspectiva de três gerações dentro da Frelimo que se posicionam para tomar de assalto o poder através de um processo de exclusão mútua, alicerçado em argumentos aparentemente lógicos, mas que no subtexto encobrem interesses de sectores distintos.
Será lógico, por exemplo, que a chamada “geração do 8 de Março” apregoe o argumento de que a sua predecessora já fez o seu papel e que é a ela que cabe agora tomar conta dos destinos do país, enquanto vai treinando a “geração da viragem”, esta que por sua vez deverá se posicionar para tomar o poder a partir de 2022.
Por esta via estarão automaticamente eliminadas as outras duas gerações, abrindo espaço para que os 8 Marcistas tenham o caminho aberto.
Mas haverá uma outra possibilidade, que irá dar no mesmo, com apenas uma diferença. Será a instigação, a partir de dentro da própria “geração do 25 de Setembro”, para que se auto-exclua do processo. Assim evitar-se-á a possibilidade de alguém desta geração tomar conta do poder e transformar-se num elemento autónomo, sem dívidas de lealdade a seja quem for.
O nosso erro de juízo é que devemos estar a ver a “geração do 25 de Setembro” como um bloco monolítico, o que não é. As clivagens havidas no processo de transição da era Chissano para a actual liderança são o testemunho mais eloquente disso. Haverá dentro deste grupo aqueles para quem o importante não é estar dentro do processo, mas ser capaz de controlá-lo.
A natureza desta luta pelo poder não abre espaço para que se fale das outras gerações, que também deram o seu suor e sangue por este país.
Onde é que se encaixam os Madgermanes, por exemplo? Os Madgermanes constituem um grupo de jovens recrutados em massa e enviados como mão-de-obra barata para vários tipos de indústrias na antiga República Democrática Alemã, com base num acordo em que parte dos seus salários eram pagos directamente ao governo moçambicano.
Numa altura em que Moçambique enfrentava imensas dificuldades impostas pela guerra, os recursos gerados por esses jovens para o Estado moçambicano devem ter constituído uma importante fonte de alívio.
Mas com a queda do Muro de Berlim em 1989, e o subsequente fim da Guerra Fria, com a reunificação da Alemanha no ano seguinte, os contratos de trabalho destes jovens foram brusca e unilateralmente rescindidos, e eles obrigados inesperadamente a regressarem ao país. Regressados a uma pátria mal preparada para os receber, nos números em que regressavam, eles viram-se abandonados à sua sorte. Não sendo provavelmente a vasta maioria deles parte da elite do partido, eles fazem parte da geração dos excluídos. Nem 25, nem oito, nem viragem.
Depois temos centenas de milhares de jovens incorporados no Serviço Militar Obrigatório durante o período em que o país esteve em guerra. Foi a bravura destes jovens, apoiando-se numa logística precária e sob as ordens de um comando deficiente e que já nessa altura denotava sinais de uma quebra vertiginosa pela corrupção, que impediu que a Renamo, com o apoio dos sectores militares e dos serviços de segurança da África do Sul (do apartheid) tomassem conta do poder. Por essas alturas, os homens e mulheres da “viragem” ou deviam ser ainda projectos dos pais ou na melhor das hipóteses andavam ainda vestidos de fraldas.
Desnecessário dizer que a maioria destes jovens heróicos deixaram de ser necessários a partir do dia 4 de Outubro de 1992. Sem uma formação académica e profissional que se adequasse à nova era da “viragem para a modernidade”, nem sequer o fizeram para as fileiras das novas forças armadas. E aqui estamos a falar dos que sobreviveram as vicissitudes da guerra. Há os que nem chegaram ao fim da guerra, cujos corpos andam espalhadas pelas matas deste país, em campas não identificadas. Ou se o fizeram, e com um pouco de sorte, já sem braços ou pernas, hoje andam pendurados numa cadeira de rodas doada por uma dessas organizações de caridade que por vezes se substituem à responsabilidade do Estado.
Como podemos ver, o Comité Central da Frelimo tem uma limitação no número de membros que não haverá lugar para todos estes heróis. Nem todos os moçambicanos cabem na definição tri-geracional que alguns sectores nos pretendem impor para encobrir os seus apetites pelo poder.
Continuaremos a lutar contra a pobreza, é verdade, continuaremos a lutar pela consolidação da democracia, pelo respeito dos direitos dos cidadãos, e tudo o que for necessário para que Moçambique se imponha como uma nação de respeito perante o mundo. Mas recusemo-nos a ser compartimentalizados em grupos geracionais que nada mais significam se não a reivindicação de um lugar na mesa de banquete do poder.

Fonte: Savana - 23.04.2010

sexta-feira, março 05, 2010

Há uma vida depois do poder? (9)

Liamine Zéroual - Argélia (1994 - 1999), 68 anos

Divorciado das actividades protocolares, Zéroual tem preferido uma vida pacífica e tranquila para a sua reforma na sua cidade natal de Batna, consagrando a maior parte do tempo à sua família. Desde que abandonou o poder, só por uma vez, em Fevereiro de 2009, saiu do seu mutismo, quando personalidades políticas e intelectuais o interpelaram publicamente, tentado atirá-lo para uma corrida presidencial contra Abdelaziz Bouteflika. Zéroual declinou a oferta num lacónico comunicado divulgado pela imprensa. Hoje vive da pensão de antigo chefe de Estado que, acumulada com a sua reforma de general, perfaz um rendimento mensal de cerca de 4300 USD. A sua casa, que foi totalmente construída com recurso ao crédito bancário, está totalmente paga.

Fonte: Jeune Afrique @ VERDADE - 26.02.2010

quinta-feira, março 04, 2010

Há uma vida depois do poder? (8)

Jerry Rawlings - Gana (1979 - e 1981 - 2001), 62 anos

Desde a sua partida da presidência, o “Redentor” - o seu cognome no Gana - conservou uma agenda muito carregada. No segundo semestre de 2009, esteve na Costa do Marfim, nos EUA - a convite de Bill Clinton -, na Noruega e no fórum Africités, em Marraquexe, Marrocos. Convidado estrela, Rawlings desenvolve temas que lhe são caros como a defesa dos mais desfavorecidos, pan-africanismo, boa governação e desenvolvimento, descentralização… O seu principal alvo é a família Bush, acusada de ter dado um mau exemplo em matéria de herança presidencial. Mas “JJ” faz-se sentir também no interior do país, particularmente quando acusa o seu sucessor, John Kufuor de ser um “escroque” e de desempenhar o papel de vigilante no seio do Congresso Nacional Democrático (NDC, sigla em inglês), partido do qual foi fundador. Rawlings tem os seus compatriotas informados de todas as suas actividades através do seu blogue.

Fonte: Jeune Afrique in @ VERDADE - 26.02. 2010