segunda-feira, novembro 09, 2015

Ativistas angolanos queriam mobilizar NATO, diz embaixador

Os 15 ativistas detidos em Luanda são acusados de "envolvimento na preparação de atos de rebelião" e não só por estarem a ler um "livro subversivo" - é o que diz o embaixador itinerante angolano em entrevista à DW.

Existirão elementos que provam que os jovens ativistas estariam a preparar um golpe de Estado?
Segundo António Luvualu de Carvalho, embaixador itinerante de Angola, caberá aos tribunais concluir a veracidade dos factos, no julgamento que iniciará a 16 de novembro. No entanto, para o emissário do chefe de Estado angolano, uma coisa é certa: em junho, quando foram detidos, os jovens ativistas não estavam apenas a ler um "livro subversivo" ("Da ditadura à democracia") do académico norte-americano, Gene Sharp.

Professor moçambicano: Ternamente lembrado, eternamente esquecido

Por: Egídio Rego

O perfil do professor moçambicano é um perfil problemático. Porém, não haveria tantos problemas à volta do professor, se o principal provedor e gestor da Educação, isto é, o Governo, olhasse o docente com olhos de ler. Em anexo o documento na íntegra aqui

Carta Aberta ao Chefe de Estado!

Por Manuel de Araújo

Sua Excia Filipe Jacinto Nyussi,
Presidente da Republica de Mocambique,

Excia,

Esta e a primeira carta que me digno a escrever-lhe na minha civica qualidade de cidadao comum, residente no Municipio de Quelimane, que em virtude da proclamacao dos resultados eleitorais pelo Conselho Constitucional, tenho em si, o Presidente da jovem nacao!

Escrevo-lhe, para partilhar com V.Excia o que me vai na alma, e suponho, o que vai na alma de alguns, mesmo que poucos mocambicanos!

Excia, perdoe-me se o ofender, mas essa nao e minha intencao, pelo contrario!

Dizia eu, Excia que apesar da forma como decorreram as eleicoes de 2014, sou daqueles que aceitaram a 'verdade' legal e material emanada pelo Conselho Constitucional! Assim sendo, considero-o como o mais Alto Magistrado da Nacao, pai de todos os mocambicanos e aquele que deveria ter de facto e de juri 'um coracao onde caberiam todos os mocambicanos'!

PR de Moçambique quer desarmamento da oposição e dá Angola como exemplo

O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, admitiu hoje em Luanda que o país deve seguir o exemplo de Angola, sobre o desarmamento dos movimentos de guerrilha transformados em partidos políticos, numa alusão ao clima de insegurança vivido em Moçambique.
O chefe de Estado moçambicano discursava na Assembleia Nacional angolana, no âmbito da visita que está a realizar a Angola, conjuntamente com deputados eleitos à Assembleia da República de Moçambique, durante a sessão solene que lhe foi dedicada por aquele órgão de soberania.

domingo, novembro 08, 2015

Muita coisa aqui incluindo enganos, mas nós queremos a paz


Eu aprendo muito nestas redes sociais. Depois que um certo exército atacou por duas vezes a escolta de Afonso Dhlakama e a terceira foi lhe atacar mesmo na Cidade da Beira, duas vozes circularam. Uma foi de um prelado a dizer que agora é que de verdade começou o diálogo. Ainda não entendo o conteúdo desta frase. Diálogo armado? Outra foi de um certo académico, que vive aqui na diáspora, mas não no país onde vivo, disse que agora é que Afonso Dhlakama iria à mesa de diálogo sem pré-condição, isto é, ele iria para lá débil. Ainda há os que confunde Moçambique com Angola e Renamo com a UNITA. O Presidente da Frelimo e da República de Moçambique, o senhor Filipe Nyusi, tentou insinuar na África do Sul que o diálogo entre o Governo da Frelimo e a Renamo estava em curso. Contudo, é surpreendente quando o mesmo Nyusi disse ontem que está a tentar manter contacto com Dhlakama sem sucesso.

1.    Obrigado Salomão Moyane por ter nos dito que não havia nenhum contacto. As tuas fontes estavam certas e tinhas feito um bomTPC.

2.    Penso que o tio que foi Ministro de Defesa nem diz ao sobrinho que nem com Sitatonga II ou Casa Banana foi possível derrotar a Renamo por via militar. O tio devia procurar a ser mais útil para provar que outros podem governar bem o país.

3.    Aos que enganam à Frelimo que assumam as consequências quando tudo falhar. 
a) A paz passa por diálogo franco entre o governo da Frelimo e a Renamo. 
b) A Frelimo está a agredir a todos moçambicanos ao insistir com o seu aparelho partidário onde já devia ter se retirado, nas instituicões públicas. Aqui nem é preciso discutir senão apenas retira-se.   

Muita coisa aqui incluindo enganos, mas nós queremos a paz. Deixem de imaginar que estamos nos anos 70 ou 80 do século passado. Estamos numa altura/idade de TICs e por isso somos mais informados.

Dívida da EMATUM desestabiliza contas públicas moçambicanas, diz economista

Não é só na política que Moçambique vive dias difíceis. É também na economia. A sua moeda, metical, sofreu uma desvalorização de 45% face ao dólar. Agora, o Governo pediu um empréstimo de 286 milhões de dólares ao FMI.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) reviu em baixa o crescimento económico do país (de 7% para 6,3% este ano). Entretanto, está a ser discutido o pagamento da primeira prestação da dívida de 850 milhões de dólares contraída pela empresa estatal EMATUM para a compra de barcos.

O negócio, com aval do Estado, foi criticado dentro e fora do país, pelo grupo de doadores internacionais, o G19, por falta de transparência.

NYUSI DIZ ESTAR A TENTAR MANTER CONTACTO COM DHLAKAMA MAS SEM SUCESSO

O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, revelou estar a enfrentar dificuldades para manter contacto com Afonso Dhlakama, o líder do maior partido da oposição, visando dialogar sobre a actual situação política do país.

Estou a fazer o esforço de conversar com ele [Afonso Dhlakama], mas não está a ser possível”, disse Nyusi, falando a uma delegação de religiosos da igreja católica.

A delegação, chefiada pelo arcebispo de Maputo, Dom Francisco Chimoio, pediu ao Presidente da República a continuar incentivar o diálogo para resolver quaisquer problemas ainda pendentes e como meio de manutenção da estabilidade política no país.

Papa diz que não é possível falar de pobreza e levar vida de faraó

"Na Igreja há alguns que, ao invés de servir, de pensar nos demais (...) se servem da Igreja. São os arrivistas, os que estão apegados ao dinheiro"

O papa Francisco advertiu em uma entrevista publicada nesta sexta-feira (6) que não se pode falar de pobreza e depois levar “uma vida de faraó”, após as revelações sobre o esbanjamento de alguns cardeais no escândalo conhecido como o Vatileaks 2.

“A Igreja deve falar com a verdade e também com o testemunho, o testemunho da pobreza. Não é possível que um fiel fale de pobreza e dos sem-teto e leve uma vida de faraó”, disse o pontífice ao jornal holandês “Straatnieuws”, de Utrecht. Ler mais

Igreja moçambicana apela ao Governo e Renamo para retomada imediata do diálogo

A Igreja Católica moçambicana apelou hoje ao Governo e à Renamo para que abandonem as armas e retomem de imediato o diálogo, deplorando "a incoerência entre o que se diz e o que se faz".

"Apelamos ao Governo e à Renamo [Resistência Nacional Moçambicana] para o abandono absoluto das armas, a retomada imediata do diálogo eficaz entre as partes em conflito, envolvendo outras forças vivas da sociedade", disse o arcebispo de Maputo, Francisco Chimoio, após um encontro do Presidente da República, Filipe Nyusi, com a Conferência Episcopal moçambicana.

O Último Tiro de Chipande

Por Marcelo Mosse

Há pouco mais de duas semanas, o Presidente da Republica, Filipe Nyusi, reuniu o Conselho Nacional de Defesa e Segurança. Na agenda estava a definição de uma saída para a questão da integração das forcas residuais da Renamo no exército. Entre abordar a Renamo para mais conversa ou partir-se para o desarme compulsivo, esta última opção pesou mais. Seu mentor tem um nome de código: autor do primeiro tiro. Reza a historiografia oficial da luta de libertação nacional que Alberto Chipande, a sombra tutelar de Filipe Nyusi, foi quem premiu o gatilho inaugural da guerra que libertou o Pais do colonialismo. Foi em 1964. Em terras macondes.

O General Chipande se cruza novamente com a história da guerra. Em 2015, ao som de uma mapiko coreografada la do alto do poder. Agora trata-se de derrotar militarmente a Renamo. Seu argumento (de Chipande em circuito fechado) eh o de Dhlakama não eh serio, facilmente rasga acordos e, por isso, já chega de ir na cantiga do líder do maior partido da oposição, que continua ainda militarizado. Chipande controla agora a narrativa do percurso político de Moçambique. (...)

Uma coisa eh certa…tudo indica que o projeto de desarmamento da Renamo não vai terminar assim num ápice, como se pretende. Por isso eh de esperar que o prato do diálogo politico na balança volte a ganhar peso e o Presidente Nyusi não saia cabisbaixo deste processo.


(,,,) Leia amanha no PUBLICO.

EDIL E VEREADOR DO MUNICIPIO DA MAXIXE SOLTOS

O Presidente do Conselho Municipal de Maxixe, Simão Rafael, e o vereador de urbanização, Jacinto Chaúque, que tinham sido detidos esta semana, foram soltos mediante a ordem da procuradoria local.
O edil, segundo o jornal “Diário de Moçambique”, foi detido na manhã da última segunda-feira e o vereador na noite de domingo.
Simão Rafael foi detido depois de ter protagonizado supostos desmandos na sede da 1ª esquadra, onde se deslocou, após a detenção do seu vereador, para exigir a sua libertação. Uma fonte policial disse que o edil se teria dirigido “de uma forma muito deselegante”.
Rafaell é acusado de crime de abuso de poder e de confiança, segundo a mesma fonte policial, que considera vergonhosa a atitude do autarca.
O edil é também acusado de ameaçar a integridade física do primeiro secretário do partido Frelimo, partido no poder há 40 anos, Francisco Jossias, e o representante do Estado na mesma urbe, José Mabureza, que já accionaram um processo criminal contra o vereador Chaúque, por outros motivos.
Refira-se que o edil, o vereador e outros técnicos da edilidade enfrentam um processo judicial, acusados de corrupção pelo Gabinete Provincial de Combate à Corrupção.


Fonte: AIM – 07.11.2015

sábado, novembro 07, 2015

GOLPE DE ESTADO CONSENTIDO

GENERAIS SUBSTITUEM O PODER POLÍTICO NO PAÍS E TOMAM ÀS RÉDEAS DAS DIVERGÊNCIAS POLÍTICAS COMO EPICENTRO PARA NOVAS CONFONTAÇÕES MILITARES

Por Ya-Qub Sibindy


1 - Desde 1977, que a Renamo começou com a sua rebelião armada contra às autoridades governamentais, à réplica do governo, foi de responder essa rebeliao também pelas armas, com um discurso muito claro : - desarmar os homens da Renamo, e trzê-los ao convívio familiar!

2 - Desde 1977 até 1992, que esse discurso político militar durou, até que o Estadista Diplomata, Sua Excelência Joaquim Alberto Chissano, identificou outro caminho, e daí passou a chamar, Sua Excelência Afonso Marceta Macacho Dlhakama, de Presidente do partido Renamo, e não de Bandido em Chefe e muito menos à Renamo de um bando de bandidos armados!

3 - Esse espírito de Joaquim Chissano, pensamos que não devia ser rasgado e nem sequer ser substituído por qualquer linguagem que não promove à cultura de respeito, valorização mútuo e Reconciliação Nacional!

Combates entre a Renamo e FDS na localidade de Tsenane

Comandante da UIR pode ter morrido nos confrontos

Supostos homens armados da Renamo confrontaram-se entre as 16 e 18 horas desta quarta-feira com as Forças de Defesa e Segurança (FDS). O epicentro das confrontações foi a lendária localidade de Tsenane, com um histórico horrível em matéria de desentendimento entre as forças governamentais e os homens residuais da Renamo.

Tsenane está localizado no distrito de Funhalouro, norte da província de Inhambane.

Na sequência do confronto, o mediaFAX tem informações que indicam ter sido alvejado mortalmente o Comandante da Unidade de Intervenção Rápida (UIR) naquele distrito, cujo nome não conseguimos apurar. Entretanto, soubemos, o funeral do comandante alvejado mortalmente terá lugar esta sexta-feira, na cidade de Inhambane.

quinta-feira, novembro 05, 2015

Tensão afecta ambiente de negócios em Moçambique

Analistas dizem que a forma lenta com que o governo de Moçambique faz reformas económicas e a tensão política estão a minar o ambiente de negócios no país, no sentido de que não atraem o interesse dos 
Na recente avaliação "Doing Business", do Banco Mundial,  Moçambique caiu cinco posições para o lugar 133, numa lista de 189 países analisados.
Esta descida é resultante tempo que dura a abertura de uma empresa, obtenção de electricidade e crédito, bem como a execução de contractos, sendo este o pior indicador do país.

VÍDEOS POLÍCIA INVADE RESIDÊNCIA DA RENAMO

É polícia dum Estado de Direito? Pode uma instituição de Estado fazer este tipo de acção, como de capturar cidadãos e atribuir-lhes instrumentos que na presença da imprensa não foram vistos? E PGR mantêm-se em silêncio?

O Cidadão membro da Renamo não tinha arma

Habitantes da Gorongosa pedem à Renamo e ao Governo que parem com a violência

Centenas de novos refugiados dos confrontos entre forças governamentais e a guarda da Renamo na Gorongosa pediram nesta quinta-feira ao Governo e ao maior partido da oposição para “pararem de jogar” com as suas vidas.

Várias famílias fugiram à nova onda de confrontos em Satunjira e refugiaram-se na vila sede da Gorongosa.
Sem auxilio governamental como da primeira vez, vários refugiados se entregam ao trabalho doméstico em troca de comida e outros para se alojar em varandas de casas de pessoas que lhes estendem a mão.

De onde vieram as armas de que a polícia fala?



Nota: O deputado Muhamad Yassine, escreve o seguinte: Na presença da imprensa dentro da casa não havia arma nenhuma, mas na esquadra havia um arsenal atribuído as pessoas presas ilegalmente

STV OpiniaoPublica 05 11 2015

IINTERVENÇÃO DO DEPUTADO VENÂNCIO MONDLANE DA BANCADA PARLAMENTAR DO MDM

INTERVENÇÃO – Pedido de informação ao Governo – Ponto de situação económico-financeira actualizada das Empresas Públicas e Participadas pelo Estado.


Senhora Presidente da AR,

Todo protocolo observado,

Caro Primeiro-Ministro, avaliado o nível de omissão e generalidade da resposta dada a questão colocada pela Bancada Parlamentar do MDM, parece-nos que foi mais uma sugestão de resposta que propriamente uma resposta.

Para benefício da sua dignidade recomendamos que mandate o Ministro de Economia e Finanças que reformule o discurso e que reapresente a esta magna casa uma resposta mais condizente com a expectativa gerada. Para clarificar: o número de empresa privatizadas após a independência em cerca de 80% faltou associar a este dado a situação actual dessas empresas adjudicadas, a situção economico-financeira das mesmas e os indicadores financeiros das mesmas.