O Movimento Democrático de Moçambique (MDM) comunga a ideia defendida pela Renamo, segundo a qual a erradicação da pobreza no país e a eliminação de outros males dependem do afastamento da Frelimo do poder, supostamente por “não tem mais nada a oferecer em termos de respostas aos problemas do povo”. Lutero Simango, chefe da bancada parlamentar da terceira força política, que administra os municípios da Beira, de Quelimane, de Gurúè e de Nampula, entende que volvidas 40 décadas de governação do partido-Estado, é altura de os moçambicanos “deixarem de confiar na Frelimo”, pois ao contrário do que apregoa não defende os seus interesses. A crise política e militar vai persistir enquanto a partilha de poder, da riqueza e de oportunidades abranger unicamente a um grupinho de indivíduos.
Em entrevista/balanço da segunda sessão ordinária da oitava legislatura, concedida ao @Verdade, Lutero Simango disse que a Assembleia da República (AR) perdeu a oportunidade de estar na vanguarda do processo de reconciliação nacional efectiva, de promover a paz e de assumir a sua responsabilidade de renovar a esperança dos moçambicanos relativamente aos problemas que enfrentam, tais como a pobreza, a guerra não declarada, a exclusão política, económica e social.






