quinta-feira, outubro 18, 2012
Jacob Zuma rejeita frente-a-frente com líder da oposição
sexta-feira, abril 13, 2012
Candidato da Frelimo gazeta ao debate
quarta-feira, novembro 30, 2011
A história do debate entre os candidatos que não aconteceu
segunda-feira, agosto 31, 2009
Debates.eleitorais2009
A Televisão Independente de Moçambique (TIM) vai, a partir de 30 de Agosto, promover dez debates eleitorais com jovens, partidos políticos concorrentes às eleições legislativas e provinciais, bem como com os candidatos às presidenciais.Clique aqui: http://www.debateseleitorais2009.blogspot.com/
Nota: Parabéns Milton Machel e a TIM pela iniciativa e espero que todos os políticos e partidos políticos respondam positivamente o chamamento ao debate.
segunda-feira, julho 27, 2009
DEBATE sobre a JUVENTUDE bem DETALHADO!!!!!
"Por uma questão de sobrevivência alguns jovens acomodam-se às decisões política (...), como por exemplo o Galiza Matos Jr..."
"Os jovens tem de assumir o seu papel de protagonistas..."
Engro VENÂNCIO MONDLANE:
"O Problema dos jovens é uma falta de autonomia moral (...) por uma autonomia/questão material..."
"(...) Vamos exigir um debate televisivo entre os candidatos, em directo..."
" Os jovens estão políticamente prostituídos."
AZAGAIA (Rapper):
"A questão da juventude é histórica e é uma questão de estomago..."
"A juventude foi preparada para ser o futuro da nação e não o presente."
EDMUNDO GALIZA MATOS Jr (Deputado/FRELIMO):
"O Gilberto colocava a questão da sobrevivência (...) não sei se é estomacal ou não (...)"
´"Nós temos 150 MIL funcionários no Aparelho do Estado e 30% são jovens com HIV e todos estes a "lutarem" pelos jovens...."
CUSTÓDIO DUMA (Jurista):
"A nossa televisão pública está a entreter as pessoas (...) pra os atrapalhar. Não as educa."
"Se os jovens não gostam do Governo (...) que mudem o Governo.. São a maioria."
BELEZA (Conselho Nacional da Juventude-CNJ):
"Os jovens não ajudam o CNJ na interlocução com o Governo. Não participam."
Dr. YASSIM:
"Não se governa crianças e velhos. Governa-se Juventude..."
"Os jovens que estão no parlamento defendem um manifesto partidário (e não da juventude)."
ÂNGELA REANE (Ministério da Juventude e Desportos):
"Julgo que a juventude têem de ter capacidade de filtrar a informação da TVM (Canal Público), particularmente."
"Nós HOJE não temos orgãos de censura."
DELFINO GUILA (CNJ):
"Existe um programa que está a ser desenhado para levar os jovens a diminuir o absentismo nas eleições (...) mas este não é o forum próprio para expô-los. Não precisamos publicar na televisão."
MC ROGER:
"Se as pessoas falam mal deste país porque não mudam para Guínè Bissau?"
"(...) Foi Guebuza quem assinou o Acordo Geral de Roma com Dlhakama por isso merece que a ponte sobre o (rio) Zambeze se chame PONTE Armando E. Guebuza."
JOSÉ MANTEIGA (Deputado/RENAMO):
"(...) Não é verdade que foi Guebuza quem assinou os Acordo Geral de Roma mas sim o Ex- Presidente Joaquim Chissano e o Presidente (da RENAMO) Afonso Dlhakama."
"Os jovens da RENAMO opuseram-se a Lei discriminatória (...) do Serviço Militar Obrigatório-SMO."
CARLA HONWANA (Parlamento Juvenil):
"O jovem neste país só serve para encher camiões em campanhas eleitorais."
VILÁZIO JUNIOR (Parlamento Juvenil):
"Quando A Ignorância Roça O Analfabetismo Atinge Um Estágio Que Se Confunde Com O Boçalismo. Aquilo (Que o MC ROGER Está A Fazer) É Boçalismo."
PS: O TEMA DO DEBATE EM CAUSA PROMOVIDO PELA STV TEVE COMO TEMA O SEGUINTE: "Que Influências Tem Ou Podem Ter Os Jovens Nas Decisões Do Pais".
PS2: Tire as tuas próprias conclusões/ilações. Mas, se acha que alguma ou muita coisa está errada com os nossos jovens representantes nos diversos orgãos da juventude e não só...PASSE A MENSAGEM. Você tem a obrigação de ser responsável.
segunda-feira, abril 27, 2009
Sobre a nossa esfera pública: Nelson responde a Mutisse
Oi Mutisse!
Felicidade minha , mais cedo do que imaginei, consegui vagar para voltar à conversa.
Deixa-me começar pelas perguntas que colocaste.
- Acha que a nossa esfera pública é saudável?
- O nível de debate é mesmo bom?
Para mim já é um “pecado mortal” achar ou deixar de achar que a esfera pública é saudável ou doentia, sem estar munido de critérios claros para tal. Preciso dum “measuring stick” para medir o nível de debate. Penso que deviamos todos estar munido desses critérios que nem tenho certeza se os tenho se os conheço. Pessoalmente não acho prudente “sentenciar” a esfera pública só porque alguém o faz. Deve ser por isso que insisto, “exijo” que o Dr. Macamo nos leve ao passo seguinte.
Quando “minimizas” a necessidade não só do Dr. Macamo mas de todos nós de explorar com profundidade os circunstancionalismos que propiciam a existência da esfera pública como a que temos e dizes que “o nosso sentido crítico é capaz de definir os circunstâncialismos que propiciam a existência de uma esfera pública como a que temos”, sigo logo me questionando a que grupo te referes quando dizes NOSSO. É que eu não vou contar com o “sentido crítico” de qualquer um. Alguns são meio suspeitos. Não acha ariscado contarmos com o sentido crítico de “críticos viciados” de uma esfera pública como a que temos? Há que ter muito cuidado. Muito mesmo.
Os aspectos que apontas são interessantes, mas o amigo Mutisse “bateu o mato pelas folhas” eu penso.
• CULTURA DE UNANIMIDADE
Há cultura de unanimidade sim mas porque é que existe? Qual é o risco, a sentença o preço para quem não alinha com os outros? Vale a pena pagar esse preço? Olhando para a história (primeiros anos de independência como afirmas), que factores podem ser considerados responsáveis para o nascer e florescer dessa cultura? No actual contexto sócio-político, oque encoraja tal cultura? Se fossemos “reducionista” e quisessemos simplificar o problema ao nível de um culpado, quem ou oque seria ?
• SUMIDADES- A POSTURA DE CERTOS INTELECTUAIS E ACADÊMICOS
Aque podiamos começar por olhar para o “perfil” desse intelectuais. Há como lhes extrair alguns “traços” coincidentes? Tem a ver com sua geração? As academias por onde passaram? Algo relacionado com o “ramo” de sua intelectualidade? Oque faz com que ajam como agem? Porque sentem a necessidade de agir assim? Será que ignoram que esse agir só acabam “atrofiando” os intelectuais “emergentes” nas suas áreas de intelectualidade? Olhando para as academias existe algo que pode ser considerado responsável na formação desse compartamento?
• SEGUIDISMO
Porque me sinto “compelido” a concordar com o Dr. Macamo mesmo quando não concordo com ele ou pior ainda nem sequer o entendo? Qual é a vantagem de “gravitar” nos “grandes”. Outro resultado não vejo senão atrofiar o nossa capacidade que “investigar” e criar pensamento próprio. Como é que o “donos do saber” devem se posicionar para desencorajar os “discípulos”?
• CRITICAR É DIZER MAL DO GOVERNO
Donde vem esse “ódio” pelo governo que se revela no “falar mal” pensando que se está a criticar? Quando e como é que surge essa tendência? Oque há de “verdade” no mal que se fala? Quais seriam as outras formas de “let the steam out”...
Como vê amigo, eu insisto que esteja mal como estiver a nossa esfera pública, resta-nos mais é procurarmos as causas do que apontar-lhe os males que me parecem evidentes demais.
A questão de debater pessoas vem penso do facto de se “rotular” as pessoas. Quando “deixamos” que as nossas reflexões sejam partidarizadas fica difícil. Quando olhamos para algo com que nos simpatizamos e não conseguimos ver com a mesma perpicácia as ”gritantes” fragilidades do que temos hábito de facilmente ver no que nos é antipático, perdemos a oportunidade de nos chamarmos ”íntegros e honestos”.
Bem, quanto aos encontros eu penso que para o negativo poderão contar nada. Porque no meu entender, o seguidismo tem nada a ver com amizades. Os que gravitam em torno do Dr. Macamo ou Serra(só para dar dois exemplos) nada tem a ver com amizade. Fazem-no por acharem que se identificam com a linha de pensamento desses homens. De igual modo os que discordam com tudo e todos não ofazem por inimizades.
Bem acredito que podemos melhorar, acredito que podemos mudar. Eu acredito.
"Nelson, Nelson,
O processo histórico moçambicano propiciou uma multiplicidade de coisas, uma multiplicidade de comportamentos. Infelizmente 30 anos depois da independência e 19 desde a abertura à democracia multipartidária ainda não conseguimos nos livrar de certas coisas.
Se a falta de escolarização da maioria dos nativos bem como a sua situação no xadrez político colonial era uma limitante, após a independência fomos alinhados num ideal único e colocados numa situação de fazer coro aos ditos do partido libertador e guia daquela revolução da qual todos tínhamos que nos sentir parte. Não fazer coro era estar contra.
Infelizmente Nelson, este sentimento me parece que ainda prevalece. Infelizmente prevalece também num espaço onde nem se quer deveria existir; no campo do debate de ideias como, por exemplo, estes que criamos com os nossos blogs. Aliás, num destes blogs, e do seu autor, já vi um comentário meu ser refutado não na validade dos argumentos que apresentava mas no QUEM ERA EU para ousar questionar, o QUE É QUE EU já tinha produzido para vir e questionar etc. Acabou-se resvalando para se discutir meu irmão que já foi mais activo nos blogs e que nos últimos tempos é menos activo com acusações e tudo.
Esta é uma das razões porque acho que a nossa esfera pública e o nível de debate são baixos.
Depois, meu caro, eu acho que ainda não definimos claramente uma série de coisas, ainda não capitalizamos muito do que dizemos nestes debates para transformá-lo em algo útil que pode ajudar a mudar o rumo das coisas. Parece que nos esforçamos por demonstrar que temos razão sem nos preocuparmos com o que de positivo pode ser tirado do que outra pessoa que tem uma ideia diferente diz ou pensa.
A cultura de unanimidade de origem histórica portanto; o seguidismo é uma reminiscença dessa cultura de unanimidade.
Acho que vale a pena olhar as pessoas de frente e dizer-se o que se pensa SEMPRE, fazendo valer-se da sua competência e da sua capacidade. Os tempos estão a mudar e é sempre bom antecipar o período que vem em que a competência será um grande valor e muito acima de sentimentos de pertença.
Mais, quando digo nós ou nosso, refiro-me ao que um professor meu sempre chamou de Minoria esclarecida da nação. A massa intelectual formada nas nossas universidades e escolas superiores que tem a obrigação de pensar o país e as soluções dos seus problemas de uma forma diferente.
Sabe, meu caro, eu acho que não existe uma orientação para ostracisar quem pensa diferente vindo do topo da hierarquia frelimista. Penso até que o Tio Guebas gosta de ouvir opiniões diversas... prova disso são os recados que vai dando para dentro do próprio Partido contra os intriguistas e afins que minam o andar da carruagem com mensagem aparentemente vindas do topo quando na verdade são os seus proprios pensamentos e medos que os atam.
É possível criticar o Governo. Ainda bem que este está estruturado em pelouros diferenciados. É possível pegar no Ministério das Finanças e dissecá-lo apresentando as suas boas e más realizações sem generalizar a actuação deste pelouro (boa ou má) sobre outros que podem estar a agir diferentemente (tb no sentido bom ou mau). Dou lhe um exemplo, a Ministra Benvinda Levy, está ciente da superlotação das cadeias sob sua gestão e já apontou uma solução possível; e não é a única, podemos pegar nos planos do sector e olharmos se, para além dessa medida existirá outra que ajude a diminuir tal superlotação e o risco de incidentes como o de Mogicncual e outros. Eu pelo menos não vejo nada. Serão só problemas orçamentais, oq ue é possível fazer? Ou será incapacidade de planificar a longo prazo?
Então, é possível dizer o que vai mal sem chamar nomes as pessoas, sem necessariamente ter que falar das casas onde vivem etc. Quando chegamos ai já é falar mal, não criticar... rotular como bem dizes.
E parece que gostámos de rótulos e como gostamos."
quarta-feira, janeiro 21, 2009
As contradições de Dhlakama, Guebuza e Macuácua
Sobre o Presidente da República sabe-se que apesar de ter sido um dos negociadores da paz e esse facto ter sido importante na campanha eleitoral de 2004; ter instalado o Conselho de Estado não tem gostado de debates com os seus oponentes. Se líderes da oposição quiserem tomar um café com ele que vão à Ponta Vermelha, mas não um debate sobre a política nacional, regional ou internacional. Para um “debate” da política nacional, Armando Guebuza, prefere convocar um Conselho de Ministros Alargado, onde participam deputados da bancada do seu partido e primeiros-secretários provinciais. Que ideias diferentes encontra Guebuza nesses encontros? Será que há debates sérios nesse tipo de encontros?
Edson Macuácua, Secretário pela Mobilização e Propaganda da Frelimo, chamou a Afonso Dhlakama de infantil, (essa linguagem da nossa esfera pública) pela proposta que apresentou. Não compreendi o que há de infantilismo nessa proposta. Será que é infantilismo quando líderes políticos de país esdemocraticamente maduros fazem um debate público? Durante a campanha vimos por algumas vezes Obama e McCain a debaterem na televisão, será que estavam a fazer brincadeiras da escolinha? Tenho visto Fredrik Reinfeldt, o Primeiro-Ministro da Suécia a debater publicamente com a Mona Sahlin a líder da oposição e mesmo com outros líderes partidários, será mesmo conversa da creche que estou a assistir? Debates entre líderanças partidárias tenho visto na Dinamarca, no Reino Unido, por exemplo em tempos de, campanhas eleitorais, crise nacional e internacional, será que é infatilismo? Em Moçambique se é mais adulto quando uma crise como a do Zimbabwe nunca reúne os nossos políticos, a ponto de cada um começar a falar dela no seu canto?




