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segunda-feira, janeiro 23, 2017

Metro de Zucula custou 6,5 milhões de dólares ao povo moçambicano

O metro de superfície que iria acabar com o drama dos “chapas” nas cidades de Maputo e da Matola, mas que nunca irá circular, custou aos moçambicanos 6,5 milhões de dólares norte-americanos que o Governo pagou como indemnização a empresa italiana SALCEF Costruzioni Edili e Ferroviarie(SALCEF).
“Este é um dos processos mais dinâmicos que jamais liderei na minha carreira na função pública”, disse Paulo Zucula a 21 de Março de 2011, na altura ministro dos Transportes de Comunicações, após a assinatura de um memorando de entendimento, entre Moçambique e a Itália, para a realização de um estudo de viabilidade para a construção de um sistema de metro de superfície ligando os municípios de Maputo e da Matola.
A empresa italiana propunha-se, ao abrigo do acordo, a investir fundos próprios para o início do projecto que iria, segundo os políticos, acabar com o drama dos “chapas” e “my loves” na capital de Moçambique.

terça-feira, maio 17, 2016

A responsabilidade dos doadores

Na semana ante-passada, ficámos a saber que o grupo de doadores que apoiam o Orçamento de Estado, oficialmente conhecidos como Parceiros de Apoio Programático, suspenderam a ajuda financeira ao Governo de Moçambique.

Esta decisão vem juntar-se à do Fundo Monetário Internacional, do Banco Mundial e do Reino Unido, que, depois de ter sido destapado o escândalo das dívidas ocultas, acharam por bem parar de dar dinheiro a uma governação dedicada à extravagância financeira.

Nós saudamos com vigor a decisão dos doadores. Na nossa opinião, tal decisão só peca por ser tardia, pois avisámos, neste mesmo espaço, que há muito que os doadores, em nome da “ajuda”, estavam a financiar a militarização do Governo da Frelimo e, consequentemente, a liquidação da democracia.

Até aqui, pelo que se sabe, todos os largos milhões de dólares foram usados em actividades pouco claras, entre as quais pontifica a aquisição de armas e meios de repressão, enquanto a outra parte do dinheiro serviu para a criação de empresas e para o enriquecimento da habitual matilha predadora, que se outorgou o poder supremo sobre Moçambique e sobre os moçambicanos.

segunda-feira, maio 16, 2016

FMI volta a ser solução para financiamento dos países africanos endividados

A descida de preço das matérias-primas está a obrigar vários países africanos a recorrerem ao FMI, que até há pouco tempo tinha sido substituído pela banca comercial, cujos empréstimos são agora incomportáveis, escreve o jornal britânico Financial Times.

"Um pouco por toda a África, os países que até há pouco tempo não precisavam do Fundo Monetário Internacional (FMI) como credor de último recurso estão a engolir o orgulho", lê-se na edição de hoje do Financial Times, num artigo com o título "Tempos difíceis empurram africanos de volta para o FMI".

O artigo apresenta os exemplos de Angola, Moçambique, Zimbabué, Nigéria e Gana, entre outros, para defender que o recurso aos sistemas de financiamento do FMI são agora menos difíceis que nos anos 80 e 90, quando vários países foram obrigados a recorrer ao FMI e tiveram como resposta um conjunto de medidas de austeridade que tornaram o Fundo altamente impopular no continente.

"Há menos estigma em pedir ajuda ao FMI, em parte porque o Fundo já não é tão rígido em enfiar medidas neoliberais pela garganta abaixo dos países, sendo agora mais cuidadoso na protecção da saúde, educação e programas de alívio da pobreza", escreve o jornalista que assina o texto, David Pilling.

O artigo defende que o recurso ao FMI por esta altura é mais fácil também porque as condições macroeconómicas do continente melhoraram significativamente face ao panorama dos anos 1980 e 1990, mas nalguns países, como Angola, o tempo perdido é notório.

"Angola, cujos governantes esbanjaram milhares de milhões de dólares durante os preços altos do petróleo, é o último a provar o remédio do FMI", que deverá viajar para o país durante os primeiros quinze dias do próximo mês para definir as medidas e o montante da ajuda que Angola pediu ao abrigo de um Programa de Financiamento Ampliado.

Moçambique, que está em conversações com o FMI sobre como recuperar a credibilidade depois de ter admitido que escondeu empréstimos de 1,4 mil milhões de dólares, também é um dos países citados no texto do FT, que diz que "alguns governos africanos regressaram aos maus hábitos".

A deterioração das contas públicas, no entanto, é geral no continente, diz o jornal britânico, lembrando um estudo da consultora McKinsey, segundo o qual o défice orçamental foi, em média, de 6,9% em 2015, mais do dobro dos 3,3% registados em 2010, e a balança corrente passou de um resultado positivo de 0,4% para um défice de 6,7% entre 2010 e 2015.

Fonte: MBA in LUSA – 16.05.2016

quinta-feira, agosto 27, 2015

Muito cedo esta vaca já não terá mais leite

Em duas ocasiões num espaço de menos de um mês, este jornal deu destaque especial aos elevados custos que representam para as finanças públicas deste país duas instituições que têm como missão garantir o cumprimento das leis.

Depois de alguma investigação, o jornal trouxe a público as entranhas de como o Tribunal Supremo tem estado a consumir elevadas somas de dinheiro com o arrendamento de casas para os seus magistrados, despesas relacionadas com viaturas de afectação pessoal e outras mordomias.

quarta-feira, junho 03, 2015

Frelimo aprova mansão de 90 milhões quando o povo carece de serviços básicos

No orçamento da Assembleia da República, aprovado no valor 1.286.717.186,29 de meticais, está à construção de uma mansão, orçada em 90,1 milhões de meticais, correspondente a três milhões de dólares. Além de não reflectir o discurso de “austeridade” do Presidente da República, Filipe Nyusi, que fica sem enquadramento, e o próprio orçamento estar com défice de 65.7 milhões de meticais, o valor é criticado pelos políticos e economistas por ser alto “num país, onde há muitos protestos para se fazer alguma coisa, e o discurso que se dá para não fazer é a ausência do dinheiro”. Ler mais

sábado, abril 12, 2014

Ninguém faz nada

@Verdade editorial

Há, de facto, cidadãos privilegiados neste rochedo à beira-mar. A série “Moçambique a saque” publicada nas páginas deste jornal que o leitor tem em mãos desvendou o véu de um mundo de regalias sem fim na instituição que devia, por razões óbvias, ser o ‘bastião’ da legalidade administrativa e, por consequência, a expressão máxima do respeito pelos bens públicos. E não estamos a falar dos 12 carros de afectação dos juízes, mas de um gasto irresponsável em combustível.

sábado, abril 05, 2014

JOVENS SUL-AFRICANOS QUEREM DEMISSÃO DE JACOB ZUMA

O inquérito, realizado pela empresa sul-africana ‘Panda’, indica que mais de dois-terços da população jovem quer que Zuma abandone o poder, em resposta às alegações de que se beneficiou ilicitamente de milhões de Randes sul-africanos do erário público.

Num universo de 2.114 entrevistados, com idades compreendidas entre 18 e 34 anos, o estudo constatou que “uma vez que a polémica preocupa a maioria dos sul-africanos, a melhor coisa a ser feita pelo Presidente seria demitir-se da liderança”.

quarta-feira, março 19, 2014

Presidente sul-africano deve reembolsar parte das obras da sua residência

O presidente sul-africano Jacob Zuma deverá reembolsar parte das obras efectuadas com dinheiro público em sua residência privada de Nkandla (leste) sem que houvesse relação com a segurança do chefe de Estado.
Entre as reformas realizadas na casa, avaliadas em 246 milhões de rands, estão um centro de visitantes, um anfiteatro, um galinheiro, um curral para gado e uma piscina, afirmou uma das mediadoras na luta contra a corrupção no país, Thuli Madonsela.

sexta-feira, março 07, 2014

É um verdadeiro absurdo!

É repugnante! Essas palavras não definem taxativamente a indignação em relação ao saque que tem vindo a ser perpetrado pelos dirigentes superiores deste país no qual, todos os dias, milhares de moçambicanos lutam para torná-lo uma nação decente. Mas revelam a revolta de um povo diante de notícias segundo as quais em apenas um juiz do Tribunal Administrativo gastou 10 mil dólares numa máquina de barbear, montante mais do que suficiente para apetrechar com carteiras pelo menos uma escola primária.

Moçambique a saque III

Na chamada “era da austeridade” um grupo de juízes do Tribunal Administrativo (TA) aufere salários que roçam acima dos 200 mil meticais. Dados recolhidos pelo @Verdade revelam, em alguns casos, rendimentos provenientes de mais de uma instituição estatal. Há, diga-se, quem tenha mais de dez carros, entre protocolares e de afectação, na garagem. Viaturas adquiridas pelo Estado para garantir conforto a um grupo de juízes de um tribunal que, na opinião pública, é tido como subserviente ao Governo do dia. É, refira-se, uma vida sobre rodas...
Estão longe dos olhos do cidadão comum. São as máquinas do presidente do Tribunal Administrativo, o venerando Prof. Doutor Machatine Paulo Marrengane Munguambe. Um Mercedes Benz E300 e dois C260, um Honda Civic, um Ford Ranger, um Hyundai Elantra, um Peugeot 407 e 405, um Nissan Patrol, um Kia Cerato, e dois Toyota Corolla e Camry. No total são 12 carros para a comodidade do venerando juiz. Ler mais

terça-feira, março 04, 2014

Moçambique a saque II

Longe das inúmeras privações por que passam milhares de moçambicanos, os dirigentes superiores do Estado têm a prerrogativa de usar e abusar do erário para garantirem o seu conforto. A aquisição de uma moradia para o antigo presidente da Assembleia da República, Eduardo Mulémbwè, provocou um rombo fixado em 29 milhões de meticais nos cofres do Estado. Só em despesas de mudança da família Mulémbwè, da residência provisória para a definitiva, gastou-se, aproximadamente, mais de um milhão de meticais. Tudo isso para apetrechar uma residência com cortinas orçadas em 600 mil meticais. Porém, a gastança desenfreada dos bens públicos vai para além do que se pode imaginar. Ler mais

quinta-feira, fevereiro 20, 2014

Moçambique a saque...

Para lá do véu da despesa pública, há um mundo de gastos exorbitantes para garantir conforto aos antigos estadistas e/ou dirigentes superiores do Estado. No espaço de um ano, Marcelino dos Santos viveu numa casa que custou, de arrendamento, ao erário, cinco milhões quarenta e seis mil e seiscentos meticais (5.046.600). Dados em posse do @Verdade mostram que ao mesmo tempo decorria a reabilitação da moradia do histórico combatente pela luta de libertação nacional, sem concurso público,com um custo total fixado em 2.800.000,00 meticais. Um luxo que atropela procedimentos é apenas permitido a“gente grande”....
Durante um ano, Marcelino dos Santos residiu numa vivenda independente de três pisos, com três suites e dois quartos simples, três salas, uma cozinha, três casas de banho, anexo e piscina no bairro da Sommerschield II. Esse luxo custou - aos cofres do Estado - cinco milhões quarenta e seis mil e seiscentos meticais (5.046.600). Efectivamente, dos Santos custou ao erário oito milhões quinhentos cinquenta e oito mil e duzentos meticais (7.846.600).
A luxuosa e espaçosa residência foi arrendada pelo Gabinete de Assistência aos Antigos Presidentes da República e Atendimento aos Dirigentes Superiores do Estado (GADE) para que se procedesse à reabilitação da casa do histórico líder da Frelimo. “Tendo sido autorizada a reabilitação da residência de SEXA, Marcelino dos Santos, antigo presidente da Assembleia da República, tornou-se necessário transferir a família para uma casa provisória alugada para o efeito”, diz a nota no 025/ GADE enviada ao Secretário Permanente do Ministério das Finanças. Ler mais

domingo, fevereiro 02, 2014

Sobre a “eficácia” e “eficiência” social e financeira da política económica do Governo

Por Carlos Nuno Castel.Branco

Sobre a “eficácia” e “eficiência” social e financeira da política económica do Governo – elementos sobre a dívida pública e as prioridades económicas e sociais

Ponte Chinesa

Extensão: 42Km

Custo Total: 2.4 Biliões de USD
Custo por Km: 57 milhões de USD


Ponte Catembe

Extensão: 3Km

Custo Total:725 milhões de USD
Custo por Km: 242milhões de USD


Se a ponte Chinesa fosse construida em Moçambique custaria 10.122 Biliões de USD. Se a ponte moçambicana fosse construida na China custaria 171 milhões de USD.

sexta-feira, junho 14, 2013

Edson Macuácua: conselheiro e porta-voz de Guebuza

O mesmo foi nomeado através de um despacho presidencial datado de 13 de Junho, sendo que a sua principal missão é “fazer pronunciamentos regulares à comunicação social em nome do Chefe de Estado”, como se sublinha no comunicado da Presidência da República. Edson Macuácua chega, assim, pela primeira vez a um cargo de peso no Estado, depois de uma carreira feita sempre ao nível do partido Frelimo, onde notabilizou como porta-voz.
Com a derrota da sua candidatura para membro da Comissão Política, no congresso de Pemba, no ano passado, Macuácua eclipsou-se, resumindo-se a membro do secretariado do Comité Central para a Área de Formação de Quadros. Mas o seu sucessor, Damião José,  rapidamente não conseguiu fazer esquecer Edson Macuácua.
Sem porta-voz nos oito anos que leva na Ponta Vermelha, e a enfrentar críticas acérrimas nos últimos tempos, Guebuza decidiu recuperar Edson Macuácua para lhe prestar o serviço que melhor domina: defender publicamente quem serve. Assim,  à luz da Lei de Probidade, Macuácua vai suspender o seu mandato de deputado e membro da Comissão Permanente da Assembleia da República para se dedicar a tempo inteiro à sua nova missão.

Fonte: O País online - 14.06.2013

Reflectindo: Conselheiro e porta-voz até soa bem. É fácil o Macuácua assumir tudo como da sua responsabilidade. Assim que ele vier a dizer que não há dinheiro para os outros funcionários, é mesmo que vir dizer em público que foi mesmo ele quem aconselhou a Guebuza para não dar mais a nínguém.

terça-feira, janeiro 29, 2013

Edgar Barroso responde ao artigo de Gustavo Mavie


Estava aqui a ler o artigo do jornalista Gustavo Mavie, director da Agência de Informação de Moçambique (AIM), intitulado “Ensaio sobre Demagogia: Elísio Macamo tem razão quando diz que há demagogia na condenação à festa do 70º aniversário de Guebuza”. No referido artigo, o jornalista diz, dentre outras coisas, o seguinte e passo já a citar:

sexta-feira, agosto 10, 2012

Inocêncio Matavele demitido

O Primeiro-ministro, Aires Ali, exonerou do seu cargo, o Presidente do Conselho de Administração do Instituto Nacional de Segurança Social (INSS), cargo para o qual fora indicado em Fevereiro de 2010.

quinta-feira, julho 26, 2012

Maputo – KaTembe: “A Verdade Sobre a Ponte para a Casa da Mãe do Presidente” – O Preço da Ignorância!!

Aquando da última alteração curricular na UEM com vista a“Bolonização do Sistema”, vozes racionais da sociedade vieram a terreiro expor os seus pontos contra aquela desastrosa medida! Quem devia ouvir, fez “ouvidos de mercador” na altura, mas o tempo tratou de pôr tudo em pratos limpos!! Uma dessas vozes“dissonantes” foi a “Ordem de Engenheiros de Moçambique”!! Não haja dúvidas que, quando a UEM, depois do “caldo entornado” fez o seu “recuo estratégico”, a imagem desta e de outras organizações da sociedade civil, que souberam estar do “lado certo da história”, saiu reforçada!!...

...Antes de falarmos de “desenvolvimento” devemos olhar para os números!! É preciso acabarmos com esta cultura em que “o clímax último do sucesso” se observa quando se corre a anunciar que este ou aquele crédito bancário (financiamento) foi assegurado!! No caso desta ponte, onde está o estudo de viabilidade económica?? Qual é o volume de tráfego corrente?? Qual é a sua previsão de crescimento?? Qual é o período de vida útil da obra?? Que receitas directas serão amealhadas nesse período?? Ler mais

terça-feira, julho 24, 2012

Machado da Graça sobre máquinas de ginástica à casa da Presidente da Assembleia da República


Por Machado da Graça

Como vai a vida? Do meu lado tudo bem, felizmente.
Mas queria falar-te de uma nossa dirigente, a Presidente da nossa Assembleia da República.
A dra. Verónica Macamo é uma personagem de peso.
E não me estou a referir ao seu inegável peso político, que ela demonstra ao dirigir, com competência, delicadeza e um permanente sentido de humor, os trabalhos parlamentares.

domingo, julho 01, 2012

ZUMA VAI COMPRAR AVIAO PRESIDENCIAL A 700 MILHOES DE DOLARES


O presidente sul-africano, Jacob Zuma, vai comprar um Boeing 777, decisão que, segundo a oposição no país, constitui uma despesa supérflua.
O avião tem capacidade para 300 passageiros e diz-se que tem o recorde do mais longo voo sem escala, de um avião comercial.

segunda-feira, junho 18, 2012

Helena Taipo pede desculpas a Manhenje

Por anulação do concurso do INSS 

Ministério do Trabalho reconhece que houve indícios de irregularidades no concurso
Maputo (Canalmoz) – A ministra do Trabalho, Maria Helena Taipo, executou o que já tinha prometido em declarações à Imprensa. Anulou a adjudicação do concurso da INSS à empresa Mtuzi Investimentos, cujos proprietários são membros da família de Almerino Manhenje – ele incluso. Entretanto, Taipo foi cortesã e pediu “sinceras desculpas” pela anulação do concurso.
Sexta-feira, o Gabinete de Comunicação do Ministério do Trabalho (MITRAB) divulgou um ofício assinado pela ministra, onde confirma a anulação do concurso polémico lançado pelo Instituto Nacional de Segurança Social (INSS) e ganho por uma empresa de Almerino Manhenje, o tal que iria sacar dos cofres do Estado cerca de 25 milhões de meticais para uma finalidade já considerada banal e inapropriada para o momento em que o Governo vem alegando falta de verba para questões mais permentes. Ler mais