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quinta-feira, abril 14, 2016

Lisboa sai à rua pela libertação de ativistas angolanos

O slogan "Liberdade Já!" para os presos angolanos voltou a ouvir-se nas ruas da capital portuguesa. Manifestantes pedem mais ação das instituições europeias em prol do respeito pelos direitos fundamentais em Angola.
O protesto saiu às ruas de Lisboa, entre o Largo Jean Monet, onde fica a representação do Parlamento Europeu, e a Praça do Rossio, que se tornou no lugar habitual para manifestações de solidariedade a favor dos jovens ativistas angolanos, condenados a 28 de março pelo Tribunal de Luanda.

A manifestação desta quarta-feira (13.04) coincidiu com o 35º dia da greve de fome de Nuno Dala, que protesta desta forma pelo facto de não lhe terem sido devolvidos os seus exames de saúde e cartões multibanco, confiscados aquando da sua apreensão no dia 20 de junho de 2015. Ler mais (Deutsce Welle – 14.04.2016)

quinta-feira, abril 07, 2016

Subcomissão do Parlamento Europeu pede revogação das sentenças de activistas angolanos

A presidente da subcomissão de Direitos Humanos do Parlamento Europeu expressou a sua “profunda preocupação” com os 17 activistas angolanos condenados, reclamando uma revogação das sentenças e a prestação urgente de “cuidados médicos adequados”.

“Em primeira instância, insto veementemente as autoridades angolanas a providenciar urgentemente cuidados médicos adequados a todos os 17 detidos e em particular a dois dos activistas condenados, Nito Alves e Nuno Dala, que estão em condições críticas”, afirmou a presidente da subcomissão parlamentar, a socialista espanhola Elena Valenciano, numa declaração divulgada pelo Parlamento Europeu.

sábado, abril 02, 2016

Único militar entre activistas angolanos ameaça suicídio na prisão

É o único militar entre os 17 activistas e escreveu uma carta da prisão a denunciar as condições em que está detido: Osvaldo Caholo, tenente das Forças Armadas Angolanas, condenado a quatro anos e seis meses de prisão, ameaça mesmo suicidar-se. Em carta divulgada por alguns meios como oRede Angola e a Voz da América (VOA), o jovem activista que supostamente seria julgado pelo Supremo Tribunal Militar denuncia que na cadeia de Calamboloca os reclusos chegam a ter de beber água da sanita. “Falta de água, necessidades fisiológicas colocadas em sacos de plásticos, alimentação deficiente, falta de banhos de sol, colchões que ‘nem para animais devem servir’, autorizações de visitas a bel-prazer das autoridades, pequeno-almoço servido às 11h/12h, são algumas das situações vividas por Osvaldo Caholo”, escreve o VOA. Caholo iniciou também uma greve de fome, ele que diz estar “fraco” e que não vai “conseguir assistir a isto tudo”. Está preso desde a leitura da sentença que o condenou e a outros 16 angolanos a penas de prisão de entre dois e oito anos e meio, na segunda-feira, por “actos preparatórios de rebelião e associação de malfeitores” . Ler mais (Público.PT - 02.04.2016)

domingo, outubro 18, 2015

Vigília e marcha de solidariedade aos presos políticos em Angola

Em Portugal e Cabo Verde já se realizaram ou se realizam vigílias e manifestações de solidariedade aos presos políticos em Angola, Luaty Beirão,  Benedito Jeremias, Afonso Matias “Mbanza Hamza”, Hitler Jessy Chiconde e Albano Bingobingo, entre outros. Leia aqui e aqui leia também aqui

A pergunta é quando que nós moçambicanos vamos aderir ao movimento de solidariedade para com os nossos irmãos angolanos?

sexta-feira, abril 26, 2013

Tribunal ordena soltura de membros do MDM

 Detidos durante manifestações pacíficas em Vilanculos

O Tribunal Judicial do Distrito de Vilanculos, na província de Inhambane, mandou, na última segunda-feira, restituir à liberdade os dois jovens do partido Movimento Democrático de Moçambique (MDM), que haviam sido presos pela Polícia da República de Moçambique (PRM), naquele ponto do País, no passado dia 18 de Abril corrente, na sequência das manifestações de repúdio contra a actuação brutal da Força de Intervenção Rápida (FIR), nos processos eleitorais.
Os dois jovens eram acusados, pela Polícia em Vilanculos, de aderência à manifestação ilegal e, consequentemente, de tentativas de perturbação da ordem pública, segundo deu a conhecer ao Canalmoz o delegado político provincial do MDM em Inhambane, Adelino Marrengula, alegações essas que não convenceram o juiz para mantê-los em cárcere, mandando-os, por isso, em liberdade.
Os membros do MDM, no distrito de Vilanculos, saíram à rua no passado dia 18 de Abril, não somente para protestar contra a actuação da Polícia, mas, também, para homenagear os mais de trinta (30) jovens do partido, presos pela Polícia no mesmo dia do ano passado, acusados de envolvimento em ilícitos eleitorais, aquando das eleições intercalares no município da cidade de Inhambane, suscitadas pela morte do então edil, Lourenço da Silva Macul. Ler mais

quinta-feira, dezembro 27, 2012

“Os jovens não podem continuar instrumentalizados por sonhos alheios”

Acusa Daviz Simango na sua mensagem de fim do ano.

O presidente do Movimento Democrático de Moçambique apela aos moçambicanos a estarem à frente dos processos, evitando deste modo o encurralamento das células da Frelimo.

O presidente do Movimento Democrático de Moçambique, Daviz Simango, enviou, por ocasião do natal e do fim do ano, uma mensagem de esperança ao povo moçambicano.  Na sua nota introdutória, Daviz Simango refere que o ano de 2012 foi marcado por prisões políticas e arbitrárias contra jovens moçambicanos “nossos membros, apoiantes e colaboradores, pelo uso da força pública e das instituições públicas, pelos detentores do poder, que fizeram nascer os momentos inesquecíveis dos presos políticos. Este ano foi marcado por vandalização de símbolos do partido, bem como perseguição de membros, incluindo transferências arbitrárias daqueles que se encontram na função pública”.

segunda-feira, dezembro 10, 2012

Militantes do MDM em liberdade

Com cânticos revolucionários e manifestações de alegria descomunal os 30 membros do MDM (Movimento democrático de Moçambique) comemoraram a sua libertação da cadeia de Inhambane.

Os militantes festejaram às portas da cadeia provincial logo após às 07:30 da manhã da última segunda-feira, quando foram libertados e recebidos por Marcelino Marrengula, delegado político do MDM, e pelo professor Fernando Nhaca, candidato do partido às autárquicas em Abril.

quarta-feira, dezembro 05, 2012

Movimento Democrático de Moçambique homenageia 36 "presos politicos" no I Congresso

O Movimento Democrático de Moçambique (MDM) homenageou hoje na Beira, Sofala, centro de Moçambique, os 36 "presos políticos" detidos em 2011 durante a campanha as eleições intercalares em Inhambane (Sul).

MDM é um incômodo à bipolarização – Simango

O primeiro Congresso do Movimento Democrático de Moçambique (MDM) arrancou hoje na cidade portuária da Beira, Centro de Moçambique, com as atenções viradas para a definição do futuro do partido, particularmente a sua participação nos próximos pleitos eleitorais.

O MDM, a terceira maior força política no país e com representação na Assembleia da República (AR), o parlamento moçambicano, pretende, com este exercício, organizar-se convenientemente de forma a constituir numa alternativa credível ao governo do dia.

domingo, fevereiro 20, 2011

Egipto: PM diz haver 487 presos políticos no país

Cairo - O primeiro-ministro egípcio, Ahmed Shafiq, disse no sábado que o número de presos políticos detidos no país ascende a 487 e que em breve serão libertados 122 deles, informou a agência oficial de notícias egípcia Mena.

segunda-feira, julho 12, 2010

Independência e reconciliação

TRIBUNA DO EDITOR

Por Fernando Gonçalves

Nas celebrações do 35ª aniversário da independência, no dia 25 de Junho, podemos todos ter estado envoltos sob o manto da bandeira nacional, mas certamente que a efeméride teve significados diferentes para diferentes pessoas.
A luta pela independência não foi apenas uma missão difícil devido à natureza da confrontação com o inimigo colonial português. Foi também complexa pela necessidade do movimento de libertação gerir as suas próprias contradições internas, as quais iam-se multiplicando cada vez que novos desafios se colocavam à frente.

quinta-feira, abril 08, 2010

Uma Reabilitação importante da História:

(Foto)Tanzânia – Nachingueia – Janeiro 1975 – Apresentação dos ditos “reaccionários” depois de uma noite de tortura. Da esquerda para a direita: pintor João Craveirinha (autor desta crónica); estudante José Francisco, 1º Comdt. de mísseis Pedro Simango; Dr João Unhai (médico); Prof. Dr. Faustino Kambeu (Direito Internacional); professora Celina Muchanga Simango (esposa do Rev. Uria Simango). Todos dissidentes da FRELIMO. (Foto arquivo de J.Craveirinha).
Publicado em O AUTARCA e CANAL DE MOÇAMBIQUE - 12.04.2006

CELINA MUHLANGA SIMANGO

Uma Mártir paradigmática, ignorada em Moçambique. (Muhlanga, lê-se aproximadamente Mux.Lhanga – (Muchanga)

Ensaio

A Propósito do 7 de Abril - Dia da Mulher Moçambicana

Por João Craveirinha

PREÂMBULO ETNO-HISTÓRICO XINDAO / INGUNI:
Excerto de saudação laudatória (de louvor) muito antiga – mais de 100 anos. Xithopo / xithoko – zelo: «Davuka! Muhlanga! Duva!... Va Ka Muhlanga Va Huma Musapa i Vandau». (Acorda Muchanga! Zebra!... Os Muchangas saiem de Mussapa são vaNdao) …«xa ku remero ra re kure, bare» (nascidos de algo pesado que veio de longe).

Segundo a História o Clã Muchanga veio de muito de longe. Originário para lá do Sul de Moçambique (Cordilheira dos Libombos - Suazilândia). De uma origem muito antiga iNduanduê (iNguni), derrotados em guerras com os Muthétuas – Zulos da era de Tchaca Senzagakhona iZulo (1816 / 1828). Alguns são integrados nos Zulos. Um dos generais vaNguni convertidos do Imperador Tchaca Zulo (n.1787 / m.1828), era Muhlanga. Outros Muhlangas (Muchangas), fogem mais para Norte (Zimbabué e Manica), integrados nas hordas vaNguni (dos Grandes). Em 1825, iNgunis reconquistam Mussapa e Mossurize chefiados pelo iNkôssi Soshangana, General do derrotado Zuide, Rei iNduanduê. Soshangana, mais tarde avô de Mundungazi (alcunhado inGungunhane), segundo filho de uMuzila na linha de sucessão do Império da velha Gaza em Manica (e Sofala). (O nome Mundungazi provém de Mundu = pessoa – iNgazi = sangue (real). Palavras de origem shona / indao). O verdadeiro nome de inGungunhane era iNdao e isto nunca havia sido dito antes.
Na invasão do Sul do Save (1889), o Imperador Mundungazi, de alcunha inGungunhane o iNgonhamo (leão), marcha com cerca de 100 mil vaNdao (despovoando Mussapa e Mossurize), rumo a Mandlha – inKaze (Mandlakaze - Mandjacaze), massacrando os vaLengue (chopes) em maioria –, do rio Limpopo ao rio Save. Um dos dois principais tiNduna – chefes de inGungunhane era o todo poderoso General Simango e outro de nome muTazabano, veteranos do tempo de seu pai uMuzila, sepultado em Udengo – Manica (Sofala), onde permanece. Outros Muhlangas (Muchangas) fixam-se no Sul do Save na Nova Gaza, depois da conquista.
Os Muchangas, anteriormente (1820/30), ocupam Mussapa – Manica (dos dois lados de Moçambique e de Zimbabué), zona dos Shonas, conquistando-os. Surge o fenómeno de aculturação mútua – vencedores iNgunis Muchangas com Shonas derrotados. Mais tarde os Shonas de Moçambique são denonimados – iNdao. (Vide livro de Crónicas Históricas, 2ª edição: - Moçambique, Feitiços, Cobras e Lagartos, pag. 45, último parágrafo).
A saudação laudatória final dos Muchangas entoada em xiNguni é elucidativa: «Hlambasi wa Mafukuthe, wa Ucenga. Yebo!». Indicação de que na realidade o Clã Muchanga é vaNguni e veio do Sul, o mesmo se aplicando aos Dhlakamas (De – lha – kamas).
Na origem de Mamã CELINA MUHLANGA (n.1937? / m.1981?), esposa do reverendo Uria SIMANGO (antigo vice - Presidente da FRELIMO), correm genes (ADN) de lendários guerreiros Muhlangas (Muchangas) e na descendência de seu casamento (filhos), se misturam ainda genes de avós Tivanes dos iMpfumos (rongas de Maputso) e Shonas de Zimbabué da parte do pai Uria Simango (n.1926/m.1981?); outro grande mártir do Nacionalismo Africano e de Moçambique. (ADN = ácido desoxirribonucleico).

Mas que crime terá cometido Mamã Celina? O “Crime” de ser MULHER, ESPOSA e MÃE MOÇAMBICANA?! Ou na realidade, Celina Muhlanga Simango, terá sido uma Mártir da Independência e da Liberdade simbolizando todas as outras MULHERES MÁRTIRES ignoradas que a Luta pela Independência gerou?
“Mama” Celina foi Presidenta da LIFEMO – LIga FEminina MOçambicana que daria origem ao D.E.F (1968) e à OMM a 16 Março 1973. Ao citarem a OMM sem dúvida um dia na História, o nome de Celina Muhlanga Simango, terá de ser lembrado como uma das pioneiras na organização política feminina na Luta anti-colonial em Moçambique e em África.
A 4 Março 1968, é extinta a LIFEMO e criado o D.E.F – Destacamento Feminino da FRELIMO do qual Josina Muthemba viria a participar como dirigente. Josina Abiatar Muthemba (mais tarde Machel), nasce em 1945. É mãe a 23 de Novembro 1969. Morre em 7 de Abril 1971, em Dar-es-Salaam (Hospital Chinês de Kurassine). Sucumbe ao esforço físico de acompanhar a situação das crianças afectadas pela guerra, no interior de Moçambique – Cabo Delgado e Niassa. Daí o 7 de Abril, Dia da Mulher Moçambicana.
No entanto, Celina Muhlanga Simango, sofreria no corpo e na alma rasgada de dor o destino cruel de todas as mártires de uma Luta de Libertação. Fiel ao lado de seu marido cumprindo a jura celebrada no casamento cristão: “até que a morte nos separe” – na realidade nem na morte separados. Estariam unidos para sempre na entrega total pela causa de uma Independência de Moçambique para outros a desfrutarem sem a merecerem. “Os primeiros serão os últimos” –, reza a Bíblia que seu marido, Uria Simango, tão bem conhecia assim como os Cânticos dos Salmos de que se serviu para atenuar a dor física das bastonadas a oito mãos que recebia na tortura em 1975 no campo de Nachingueia em Tanzania.
No dia das Mulheres Moçambicanas, resgato a memória de Mamã Celina Muhlanga Simango, humilhada, torturada, somente por não renegar seu marido Reverendo Uria Simango – Presidente interino da Frelimo após a morte de Eduardo Mondlane, em 3 Fevereiro 1969. Em Novembro de 1969, Uria Simango é oficialmente expulso da Frente de Libertação de Moçambique – FRELIMO.
Na figura dessa Mulher – Esposa – Mãe, Celina, se resgatam todas as MULHERES Moçambicanas ou Moçambicanizadas que foram caluniadas, presas e enviadas a fatídicos campos da morte por Moçambique fora e em Niassa, nas diversas operações produção desde 1975. MULHERES violentadas na condição humana, e, outras, na fuga, devoradas por leões ou mortas por metralhadoras kalashenikove.
In Memoriam a essas MULHERES MÁRTIRES, este Dialogando de hoje, sem diálogo, chora lágrimas de silêncio!
(João Craveirinha)

Fonte: o texto e a foto retirados daqui.

Reflectindo: republico este artigo neste blog devido à afirmacão do Governador de Sofala, Maurício Vieira, segundo o CanalMoz que não havia outra verdade sobre o 7 de Abril, Senão a que é conhecida de todos e segundo o Jornal Notícias, o Governador apelou para que a história não fosse deturpada...