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sexta-feira, abril 15, 2016

Zambézia quase esquecida

Uma análise publicada este mês pelo Observatório do Meio Rural (OMR) questiona as razões que levam a província da Zambézia a ocupar uma das piores posições quando se fala em desenvolvimento económico.
Os investigadores comparam a província da Zambézia e a cidade de Maputo e con­cluem que a capital do país sempre sai a ga­nhar quando se fala de distribuição e acesso aos recursos públicos e privados.
As principais questões dos analistas são: por que apesar de a Zambézia habitar cerca de 19% da população total do país e cidade de Maputo cerca de 5%, a capital do país rece­be 10% do Orçamento Geral do Estado e os zambezianos apenas 9%? Será que uns são mais especiais que os outros?
Os pesquisadores são João Mosca e Yara Nova. Eles constatam que a população da Zambézia é cerca de quatro vezes maior que a da cidade de Maputo. Apesar disso, ambas as partes recebem o mesmo volume de re­cursos do Estado.

Fonte: O País – 15.04.2016

segunda-feira, março 23, 2015

Anadarko reage sobre o projecto de lei da Renamo de reter 50% das receitas

O número 5 do artigo 58 do projecto de lei da Renamo para a criação das autarquias provinciais, tem haver com a tributação dos megaprojetos operados no pais, com destaque para a exploração do carvão, pedras preciosas, ouro gás e petróleo.



Fonte: TIM - 22.03.2015


quarta-feira, março 05, 2014

GOVERNO REITERA QUE “RENDA NÃO É DISTRIBUÍDA APENAS EM DINHEIRO”

O Primeiro-Ministro (PM) moçambicano, Alberto Vaquina, reitera que as políticas de distribuição gratuita de bens de consumo ou prática de preços acessíveis são outras vias de distribuição de rendimento para o benefício da maioria da população.

Falando hoje, em Maputo, no parlamento moçambicano, na sessão reservada as informações do governo, Vaquina sublinhou que “a renda não é distribuída directamente em forma de dinheiro”.

terça-feira, agosto 13, 2013

CIP denúncia partidarização das riquezas de Moçambique

A ONG diz que tráfico de influências e informações privilegiadas beneficiam grupos políticos em Moçambique. Somente uma empresa de integrantes da FRELIMO tem sete licenças para exploração mineral.

O Centro de Integridade Pública de Moçambique (CIP), organização não-governamental que trabalha em prol da transparência na vida política e económica do país, aponta a crítica: os cadastros mineiros, ou seja, as licenças de pesquisa, prospecção ou exploração de recursos naturais estão, muitas vezes, associados a conflitos de interesses e ao tráfico de influências.

sexta-feira, maio 31, 2013

Dom Tomé Makhweliha - Políticos com poder servem-se do povo

NAMPULA — As vagas de vandalização e destruição de sedes e símbolos de partidos políticos da oposição que está a assolar o país nos últimos tempos, alegadamente protagonizados pelo partido Frelimo, no poder em Moçambique são resultados da má instrução do povo nos domínios da  educação social, moral e de cidadania.



Numa entrevista exclusiva concedida à VOA, o Arcebispo de Nampula,  Dom Tomé Makhweliha diz que políticos com poderes servem-se do povo para protagonizar aquilo que chamou de actos ante democráticos, resultantes da ignorância total desse mesmo povo.

quarta-feira, maio 01, 2013

O outro lado riqueza moçambicana: entrevista ao arquiteto Jorge Forjaz

Crítico face à forma como o poder político moçambicano tem retido para si a riqueza gerada, o conceituado arquiteto José Forjaz defende que o investimento estrangeiro reverta mais a favor do povo. 


É uma referência da arquitetura moçambicana e uma personalidade marcante da elite cultural do país. Nasceu em Portugal, formou-se na Escola de Belas Artes do Porto e chegou a Moçambique em 1952. Integrou o primeiro governo do país independente, liderado por Samora Machel, com quem trabalhou de perto e de quem foi secretário de Estado do Planeamento Físico. Foi diretor da Faculdade de Arquitetura da Universidade Eduardo Mondlane. É coordenador do atual Plano de Estrutura da Cidade de Maputo. Em entrevista ao Expresso, não poupou as críticas.

Maputo é uma cidade especial em África, bem estruturada, com uma arquitetura interessante.

Já foi mais. Maputo era uma cidade mais verde, muito agradável para os privilegiados que a habitavam. Mas a população que servia esses privilegiados vivia e vive mal. Vivia nos arredores, não tinha luz, água, estradas, transportes ou escolas. Ou tinha de forma insuficiente. Com esta reserva, digamos que a então Lourenço Marques formou-se e estruturou-se como uma cidade bem planeada, bem marcada no terreno e com visão. Os urbanistas pré-independência que a definiram fizeram um trabalho muito interessante. Ler mais

quarta-feira, fevereiro 06, 2013

Generais de Cabo Delgado afinam máquina a contar com hidrocarbonetos

Quionga Energia, SA. é o nome de uma sociedade que acaba de ser criada em Maputo, tendo como sócios, a “Epsilon Investimentos, S.A.”, uma sociedade comercial de direito moçambicano, antigos combatentes tais como o general do Exército Alberto Chipande, ex-ministro da Defesa; general Raimundo Pachinuapa, ex-governador de Delgado; general Lagos Lidimo, ex-chefe do Estado-maior General das FAM-FPLM e das FAM-Forças Armadas de Moçambique; general Salésio Teodoro Nalyambipano, ex-vice-ministro da Segurança (SNASP) e embaixador em Angola; general Tomé Eduardo, ex-ministro e ex-governador; general Atanásio Salvador Mtumuke, todos eles makondes, grupo étnico que domina o planalto de Mueda e tem sido considerado preponderante na província de Cabo Delgado, bem como ainda o escritor Nelson Saúte, actual editor da revista da LAM e ex-administrador dos CFM; e o jurista Abdul Carimo Issa, vulgo “Buda”, ex-vice-presidente da Assembleia da República. Ler mais aqui (Canalmoz).

Reflectindo: Há espaço nessa Quinga Energia para quem não oficial das FDM ou antigo combatente e nem membro da Frelimo?

terça-feira, janeiro 29, 2013

Jovens de Tete reclamam expoliação de recursos de Moatize

Alguns jovens residentes na província de Tete estão indignados com a forma como o Governo está a gerir a exploração das extensas minas de carvão no distrito de Moatize, naquela província do centro do país.
É que para eles, os recursos estão apenas a trazer benefícios para os exploradores, que já começaram a levar o minério para seus países e não só.

quarta-feira, janeiro 23, 2013

Isabel dos Santos é a primeira bilionária africana

A filha mais velha do presidente de Angola, Isabel dos Santos, tornou-se na primeira bilionária africana, de acordo com a revista norte-americana Forbes.
As acções de empresas cotadas em Portugal, caso do BPI e da ZON, juntamente com activos em Angola, “elevaram o valor líquido [da fortuna de Isabel dos Santos] acima da fasquia de mil milhões de dólares, fazendo da empresária de 40 anos a primeira mulher bilionária africana”, segundo a pesquisa da Forbes.

terça-feira, janeiro 22, 2013

"A riqueza não está a ser distribuída com justiça em Moçambique"

- alerta o padre Diamantino Antunes, autor de um livro sobre o assassínio de 23 catequistas


A riqueza em Moçambique está sobretudo concentrada numa elite e não está a ser distribuída com justiça no pais. O alerta é do padre Diamantino Antunes, missionário da Consolata que lançou em Lisboa o livro “Véu de morte numa noite de luar”, uma obra que narra a história dos 23 catequistas assassinados há 20 anos por militares da RENAMO no Cento Caquético de Guiúa.

quarta-feira, janeiro 02, 2013

EMBAIXADORA DO PAÍS NÓRDICO EM TOM CONTUNDENTE


Suécia faz duras críticas e “recomendações” ao Governo


"A degradação cada vez maior das condições de vida dos moçambicanos desfavorecidos está a preocupar a Suécia a ponto de recomendar ao Governo para tomar “medidas concretas” para inverter a situação. de todos, em especial, os mais desfavorecidos”, enfatizou Ulla Andrén, embaixadora da Suécia em Moçambique.

“O Governo também precisa de trabalhar para um crescimento inclusive e garantir que o rendimento futuro da extracção de recursos naturais seja distribuído para o benefício de todos, em especial, os mais desfavorecidos”, enfatizou Ulla Andrén, embaixadora da Suécia em Moçambique.

Aquela diplomata acrescentou ainda que Moçambique necessita de criar mais empregos através da criação de melhores condições para as pequenas e médias empresas “e a Suécia entende que a corrupção é um grande obstáculo ao desenvolvimento e que deve ser enfrentada com muita seriedade”.
Andrén apontou, mais adiante, que a governação é uma das áreas que tem de ser melhorada em termos de transparência e de gestão financeira pública.

Um outro desafi o lançado por Andrén ao Governo está relacionado com a consolidação da democracia em Moçambique, salientando que esta é outra área que preocupa o Governo do seu país.

Quem paga exige

Ulla Andrén falava, em Maputo, durante a cerimónia de assinatura da adenda entre Moçambique e a Suécia ao abrigo da qual aquele país nórdico prorrogou por um ano o apoio ao Orçamento do Estado de Moçambique e comprometeu-se a disponibilizar cerca de 48 milhões de dólares para aliviar a pobreza absoluta ao longo deste 2013.

A adenda visa prorrogar por um ano o presente acordo bilateral sobre o Apoio ao Orçamento do Estado, compromisso financeiro que tem especial atenção para permitir um maior desempenho do Governo moçambicano nasáreas de democracia, governação e gestão de finanças públicas.

sábado, dezembro 15, 2012

Did Guebuza call Lula a 'professional agitator'?

An increasingly intense debate about poverty is emerging, with President Armando Guebuza making an angry attack on his critics on 6 December. Noticias (7 Dec 2012) reported an extemporaneous speech to the congress of the OTM trade union movement, saying that Guebuza “launched strong criticisms against those he called professional agitators acting in bad faith, and in the name of friendship with the poor [who are] alleging that only some people are benefitting from natural resources and from wealth.” Some foreigners "come here and say the gap between the rich and poor is increasing."

segunda-feira, dezembro 10, 2012

Daviz Simango deplora distribuição injusta de riqueza nacional

“O quadro real do País é que enquanto o regime produz novos ricos a maioria dos nacionais pobres está sendo “encurralada” na pobreza”

“Não se esqueçam de que um país sem imprensa livre, não pode ser um país democrático.” – Daviz Simango

O presidente do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), Daviz Simango, deplorou, sábado, na Beira, a falta de justeza na distribuição dos recursos nacionais no país, o que cria um fosso entre ricos e pobres.

domingo, dezembro 09, 2012

“Não há evidências de que as comunidades locais estejam a receber benefícios da indústria extractiva”

Samora Nuvunga durante o evento organizado pela IBIS.

A questão da contribuição dos recursos minerais nas comunidades moçambicanas é um debate ainda não acabado. Vários académicos nacionais, não só, continuam a questionar o contributo dos mega-projectos, sobretudo da indústria extractiva, na redução das desigualdades, como também os processos da redistribuição de riqueza extraída no subsolo nacional.

quinta-feira, dezembro 06, 2012

Guebuza denuncia "agitadores profissionais"

O Presidente Armando Guebuza lançou ontem duras críticas contra aqueles a quem chamou de agitadores profissionais que agindo de má-fé, e em nome da amizade para com os pobres, estão a semear um ambiente de intriga entre os moçambicanos, alegando que apenas algumas pessoas é que beneficiam dos recursos naturais e da riqueza.
O Chefe do Estado falava, na Matola, província de Maputo, na abertura do VI Congresso da Organização dos Trabalhadores de Moçambique que decorre até amanhã.

terça-feira, novembro 20, 2012

Bispos católicos voltam a atacar

“Não obstante a riqueza no país, os pobres são cada vez mais pobres”.

A Conferência Episcopal de Moçambique (CEM) voltou a mandar recados ao Governo. Desta vez, em comunicado, os bispos católicos dizem que ““As populações continuam a ter uma vida dura, marcada por uma situação de pobreza cada vez mais acentuada, sobretudo nas zonas rurais do país” e “não obstante a existência, no país, de riqueza, os pobres são cada vez mais pobres”. Igualmente, manifestou a sua preocupação com a ocupação de terras pelos mega-projectos, que obrigam as populações a abandonarem os seus lugares naturais de residência e de cultivo.
No mesmo comunicado, datado de 13 de Novembro em curso, os Bispos Católicos de Moçambique expressam igualmente a sua preocupação com aumento da criminalidade, assaltos à mão armada a residências, nas ruas e nas aldeias. A situação cria um ambiente de insatisfação e de grande ansiedade, apesar de há 20 anos ter cessado a guerra no país, conforme refere o comunicado.

Fonte: O País online - 21.11.2012

domingo, maio 20, 2012

A difícil fórmula de distribuição da riqueza

Aires Ali reuniu académicos e jornalistas e perguntou-lhes como é que se pode transformar os recursos minerais em riqueza. Ragendra de Sousa e Castel-Branco projectaram teorias em power point, mas não convenceram. Da plateia veio o lugar-comum, a necessidade de formação e apropriação. Afinal, a fronteira entre o academicismo e a prática não é tão próxima assim.

sábado, março 17, 2012

Moçambique: Mais rico ou mais pobre?

Governo e sociedade civil em desacordo sobre desenvolvimento

Social do ano passado, nomeadamente, no que diz respeito à redução da pobreza e a melhoria da vida da população.

quarta-feira, março 14, 2012

Governo diz que registou críticas da ex-PM sobre problema de redistribuição de riqueza

Maputo, 14 mar (Lusa) - O Governo moçambicano diz que registou e vai refletir sobre as críticas da ex-primeira-ministra moçambicana Luísa Diogo, que considerou haver um "problema muito sério de redistribuição da riqueza" em Moçambique, apesar do registo de crescimento macroeconómico.