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sexta-feira, janeiro 04, 2019

Ex-funcionários da Credit Suisse detidos em conexão com as dívidas ocultas

Três ex-funcionários do Credit Suisse Group foram detidos em conexão as dívidas ocultas de Moçambique. A detenção ocorreu esta quinta-feira em Londres. Os antigos funcionários são acusados de participar num esquema de fraude envolvendo dois mil milhões de dólares americanos em empréstimos a empresas controladas pelo Estado moçambicano, escreveu o portal de notícias VOA.
Trata-se de Andrew Pearse, Surjan Singh e Detelina Subeva,  que de acordo com o porta-voz da justiça americana, John Marzulli, são acusados por um tribunal federal de Brooklyn, em Nova Iorque, de conspiração para violar a lei anti-suborno dos Estados Unidos, fraude e branqueamento de capitais.
Os antigos funcionários da Credit Suisse foram presos cinco dias depois do ex-ministro das Finanças de Moçambique, Manuel Chang.
Eles foram libertados sob fiança em Londres, enquanto os Estados Unidos tratam da sua extradição.
A Credit Suisse diz em comunicado que os três funcionários são acusados de contornar os mecanismos de controlo interno do banco movidos por ganhos pessoais e à revelia da instituição.
O Credit Suisse promete continuar a cooperar com as autoridades.

Fonte: O País – 04.01.2018

quinta-feira, junho 29, 2017

Auditoria à dívida de Moçambique é “incorreta e enganadora”, aponta Credit Suisse (na íntegra)

O banco suíço Credit Suisse considerou que as conclusões da auditoria da Kroll à dívida escondida de Moçambique são "incorretas e enganadoras", disse o banco numa declaração citada pela Bloomberg.
O banco suíço Credit Suisse considerou esta segunda-feira que as conclusões da auditoria da Kroll à dívida escondida de Moçambique são “incorretas e enganadoras”, garantindo que as comissões recebidas foram de 23 milhões de dólares (20 milhões de euros). “A conclusão [da auditoria] de que o Credit Suisse recebeu 100 milhões de dólares (89 milhões de euros) ou mais em taxas de mediação financeira é incorreta e enganadora”, disse o banco suíço numa declaração citada pela agência de informação económica Bloomberg.
As taxas bancárias para o Credit Suisse totalizaram 23 milhões de dólares, mais ou menos 2,3% do financiamento total e estão em linha com as transações financeiras comparáveis realizadas nos mercados emergentes”, acrescenta o banco que mediou, juntamente com o russo VTB, os empréstimos de empresas públicas moçambicanas que não foram comunicados nem às autoridades do país nem aos doadores internacionais.

quinta-feira, maio 05, 2016

Investidores na dívida de Moçambique ponderam acção judicial contra o país

Alguns dos investidores internacionais em títulos de dívida soberana de Moçambique estão a ponderar avançar com uma acção judicial para serem indemnizados por considerarem que não receberam detalhes suficientes sobre a dívida pública do país.
De acordo com a edição de hoje do Financial Times, que cita um grupo informal de investidores que aceitaram trocar as obrigações da Empresa Moçambicana de Atum (Ematum) por títulos de dívida soberana de Moçambique, estão a decorrer algumas consultas legais para aferir se há possibilidade de avançar para tribunal por não terem recebido todos os detalhes sobre a dívida pública do país.
"Um grupo informal de investidores diz que Moçambique e os bancos Credit Suisse e VTB não lhes forneceram detalhes suficientes sobre a dívida com garantia estatal durante as negociações sobre a recompra de obrigações e troca por novos títulos de dívida do Governo", escreve o FT na edição de hoje.