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sábado, março 12, 2016

Emboscadas tornam principal via do país em “estrada fantasma”

Entre Save e Muxúnguè, centro de Moçambique, os carros só passam quatro vezes por dia desde que as Forças de Defesa e Segurança montaram escoltas militares contra emboscadas na principal via do país, entretanto tornada em "estrada fantasma".
A Lusa fez o troço de cem quilómetros entre Save e Muxúnguè, província de Sofala, tanto dentro da escolta militar como fora dela, numa estrada que evoca um cenário de guerra, exibindo seis viaturas queimadas, incluindo autocarros, lembrando o conflito político-militar entre Governo e Renamo (Resistência Nacional Moçambicana), entre 2013 e setembro de 2014.
O cenário de destruição contrasta com dois novos blindados "golfinhos" e centenas de militares estatais estacionados em três posições estratégicas no troço para acudir à eventual eclosão de repetição dos ataques das últimas semanas e que têm sido atribuídos aos homens armados da Renamo, no âmbito da sua reivindicação de governar pela força nas seis províncias onde reclama vitória eleitoral. "Não vou atrás de nenhum carro suspeito. Sobretudo esses autocarros que andam a carregar militares", avisa um automobilista antes de partir de Muxúnguè, que calha exatamente atrás de uma viatura da transportadora Nagi Investiment, a companhia que já sofreu duas emboscadas, uma delas causando dois mortos, supostamente por suspeita que levava tropas estatais. Ler mais (Lusa, 12.03.2016)

quarta-feira, agosto 27, 2014

Tráfego rodoviário entre o Save e Muxúnguè já é feito sem escolta militar

Na sequência dos acordos alcançados entre o Governo e o partido Renamo e do cessar fogo em Moçambique, declarado na noite do passado domingo (24), a tensão militar começa a dissipar-se na região centro do país de onde saíram, durante esta quarta-feira (27), efectivos das Forças de Defesa e Segurança (FDS) e o tráfego rodoviário, pela única via que liga o Sul ao Centro e o Norte, já é feito sem escolta de militares. Ler mais (@Veredade)

sexta-feira, julho 18, 2014

Emboscadas da Renamo no centro do país cessaram há duas semanas

Os ataques da Renamo a colunas de viaturas, no troço Muxúnguè-Save, Sofala, centro do país, cessaram nos últimos 15 dias, mas o movimento de pessoas e bens mantém-se sob forte escolta do exército, disseram à Lusa militares e habitantes.
"O último ataque foi registado a 02 de Julho e desde então as colunas nunca foram mais emboscadas", disse à Lusa por telefone um militar.

terça-feira, julho 01, 2014

RENAMO VOLTA A ATACAR E FAZ DOIS FERIDOS

A Renamo, maior partido da oposição, protagonizou, na segunda-feira, dois ataques contra colunas de viaturas, no troço Muxúngué-Save, na província central de Sofala, que resultaram no ferimento de duas pessoas, uma das quais em estado grave.

segunda-feira, junho 30, 2014

Pároco de Muxungué: “O maior perigo é que a violência fique como instituição”

 “A Renamo não ataca civis. A maioria das vítimas são os militares ou os homens da FIR. Quando há feridos ou vítimas civis é porque há militares ou elementos das FIR nos carros da coluna, ou porque há suspeitas de que os há. Quando é a altura de sair a coluna, os militares ou homens da FIR, nalguns casos, usam os carros da coluna para eles viajarem – supostamente para proteger os que viajam, mas não protegem. No meu sentimento, parece que os civis são usados como escudos”, afirma o Padre José Luís, missionário comboniano e, desde há seis anos, responsável pela Paróquia dos Mártires do Uganda, em Muxungué.

sábado, junho 28, 2014

Guerra de fins de semana?

Esta guerra parece ser uma guerra de fim de semana. Se repararmos com atenção e querendo, o caro leitoG  pode consultar Guerra em Moçambique, no @Verdade, e verá que os relatos sobre ataques na Gorongosa e no troço Save-Muxúnguè é frequente e intenso entre sexta-feira e domingo. E neste sábado foi:

Quatro mortos em ataque a coluna de viaturas no centro de Moçambique


Dois militares e dois civis morreram na sexta-feira num ataque a uma coluna de viaturas escoltadas pelo Exército moçambicano, em Mutinda, a 22 quilómetros de Muxúnguè, Sofala, no centro do país, disseram hoje à Lusa várias fontes locais.

sábado, junho 21, 2014

Cidadãos pedem retirada do exercito em Muxúnguè

Renamo ataca Forças de Defesa e Segurança em Zove
Homens armados da Renamo voltaram a atacar na estarada nacional número seis no troço Save- Muxúnguè. O  último ataque ocorreu cerca das 17 horas desta quinta-feira na região de Zove. Até aqui ainda não dados sobre eventuais vítimas mortais ou feridos.
Testemunhas no local contam que o ataque ocorreo quando faltavam 20 km para chegar a Muxúnguè e os guerrilheiros da Renamo disparavam apenas para as Forças de Defesa e Segurança e não para civis.

Dois mortos e quatro feridos em ataques a colunas de viaturas nos últimos dias

Seis ataques a colunas de viaturas, escoltadas pelo Exército, no troço de 100 quilómetros entre Muxúnguè e rio Save, Sofala fizeram dois mortos e quatro feridos nos últimos três dias, disseram hoje à Lusa várias fontes locais.
As vítimas, disse à Lusa fonte militar, foram atingidas num transporte público proveniente de Machanga (Sofala) no final da tarde de sexta-feira, após uma emboscada na zona de Zove, atribuída a homens armados da Renamo, que se confronta há um ano com o Exército na região.
"Um homem e uma mulher que vinham no transporte morreram. Também três mulheres e um professor ficaram feridos no ataque de sexta-feira, totalizando dois mortos e quatro feridos", declarou à Lusa por telefone uma fonte militar em Muxúnguè.
Os seis ataques, dois por dia, ocorridos entre quarta e sexta-feira, provocaram igualmente danos em quatro viaturas civis, segundo a mesma fonte. Ler mais

sexta-feira, junho 20, 2014

Mais um ataque no troço Muxungué-Save

Os homens armados da Renamo voltaram a atacar esta Quinta-feira, uma coluna de viaturas, na Estrada Nacional número seis (EN6), troço Muxungué-Save, no distrito de Chibabava, província de Sofala.

quarta-feira, junho 18, 2014

Menor morre na tentativa de assalto à base da Renamo

Save-Muxúnguè reduzido a duas colunas diárias contra quatro habituais

Uma tentativa de assalto a uma base da Renamo em Muxúnguè,distrito de Chibabava, província de Sofala, por parte das forças governamentais, terminou, na madrugada de terça-feira, com a morte de uma criança e a fuga de parte da população daquela vila para as matas.

domingo, junho 15, 2014

Transportadores moçambicanos preparam posição conjunta sobre emboscadas

O presidente da Federação Moçambicana dos Transportadores Rodoviários (Fematro) anunciou à Lusa que a organização vai reunir-se na próxima semana em Maputo para definir a sua posição face às emboscadas no centro do país.

quinta-feira, junho 12, 2014

Exército bombardeia Igreja no centro de Moçambique

Minutos depois de uma coluna escoltada pelas Forças de Defesa e Segurança (FDS) ter sido atacada à entrada de Muxúnguè, o exército moçambicano lançou roquetes contra uma igreja pertecente a uma ceita que não apurámos, sita a poucos quilómetros da mesma vila, na província de Sofala, sem causar vítimas humanas, na tarde desta quarta-feira (11), em virtude da suspeita de que albergava homens armados da Renamo.

Militares insistem em escoltar colunas e são atacados junto à vila de Muxúnguè

O ataque teve inicio cerca das 17h05 e durou cerca de vinte minutos. Como a nossa Reportagem pode testemunhar, no local, não houve mortos nem feridos, mas dois morteiros disparados pelas forças governamentais destruíram parcialmente a única capela da Igreja Católica local.

terça-feira, junho 10, 2014

Transportadores rodoviários admitem parar devido ao conflito no centro do país

O presidente da Federação Moçambicana dos Transportadores Rodoviários (FEMATRO) admitiu hoje à Lusa em Maputo que a organização "não descarta" a hipótese de suspender a atividade no centro do país, caso os ataques armados a veículos continuem.
"Os transportadores vivem uma situação de enorme preocupação, devido à situação grave que se vive no troço Muxúnguè-Save. A FEMATRO não descarta a possibilidade de suspender a atividade naquela via, se a situação não melhorar, porque estão a morrer pessoas e a acumularem-se prejuízos", frisou Castigo Nhamane.

Automobilistas recusam-se a integrar colunas de exército no centro de Moçambique

Automobilistas e passageiros recusaram-se hoje a integrar colunas do exército no troço de cem quilómetros entre Save e Muxúnguè, Sofala, centro de Moçambique, exigindo o seu cancelamento, por estarem a "atiçar a instabilidade e o conflito".
"O exército escolta-nos, mas há ataques constantes no troço. Estes ataques visam militares. Então que nos deixem fazer sozinhos o percurso como dantes", disse à Lusa por telefone, Sebastião Jorge, transportador de carga, e que descreveu a existência de milhares de carros parados, cujos proprietários "recusam-se a integrar a coluna no Save".